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Nexo - Capítulo 05: A Turbulência - Caos! (Capítulo Final)
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alexnery
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MensagemEnviada: Dom Jun 04, 2006 9:33 pm    Assunto: Nexo - Capítulo 05: A Turbulência - Caos! (Capítulo Final) Responder com Citação

Nexo
Capítulo 05: A Turbulência – Caos!


Por Alex Nery



Município de Santa Maria dos Aflitos – a 300 km de Belém/Pa


A ala de emergência do Hospital Municipal de Santa Maria dos aflitos estava calma esta noite. Apenas seis casos exigiam a atenção da equipe de plantão, e o mais grave deles era um atropelamento. O homem atropelado já havia sido encaminhado para a cirurgia, enquanto o motorista do veículo falava ao celular nervosamente:

- Ele atravessou com a bicicleta... Não, não, foi muito rápido...

Sentada na cadeira da recepção, uma velha senhora aguardava pelo neto, que sofrera um acidente doméstico com uma faca. O menino, brincando com a faca, cortara um dos dedos. Ao seu lado, uma jovem mãe segurava o seu bebê, de aproximadamente seis meses, e este tossia constantemente.

- Ele está com febre? – pergunta a senhora à jovem.
- A-acho que sim... – responde ela visivelmente preocupada.
- Não se preocupe. Logo eles atendem você... – consola a senhora.

No balcão de atendimento, duas enfermeiras organizavam a papelada. Uma, jovem e um pouco acima do peso ideal, olhava pensativa para a entrada da ala de emergência, observando o movimento dos passantes na rua, através dos vidros das portas. Ao seu lado, a enfermeira mais velha e magra, assinava alguns papéis.

- Está com sono, Gabriela? – pergunta a mais velha.
- Er... Eu? Não, não, dona Samira... Quê isso?... – responde Gabriela aprumando-se no balcão.
- Hmm, sei... – resmunga a enfermeira mais experiente.

Em pé, próximo às portas duplas de vidro semi-abertas, está o policial militar Aragão. O soldado também olha pela porta, mas sem perder de vista o atropelador. No momento do acidente, Aragão ia passando pelo local e logo socorreu ao acidentado. Ao contatar o hospital, ele ficou sabendo que a única ambulância de Santa Maria estava ocupada na periferia da cidade atendendo à um chamado. Aragão decidiu não esperar e ele mesmo carregara o menino atropelado para o carro do atropelador. O motorista, apavorado, insistia em dizer que não tinha culpa pelo acidente, mas que o garoto havia tentado atravessar a rua à frente do veículo sem olhar para trás.
Os três haviam chegado ao hospital fazia vinte minutos e foram prontamente atendidos. Aragão olha para o motorista. O homem estava sentado afastado das duas mulheres e seu olhar era de desespero. O soldado achava que o homem estava exagerando. O menino não parecia tão machucado e, pela maneira como o carro batera na bicicleta, ficaria evidente, após uma perícia, que o menino atravessara a rua imprudentemente e provocara o acidente.
Quando o garoto passou por ele, Aragão pôde notar que ele irradiava ódio. Seus instintos de policial militar logo o colocaram em alerta. O menino franzino dirigiu-se ao balcão de atendimento. A enfermeira Gabriela levantou os olhos para observá-lo.

- Pois não? – pergunta ela solícita.
- E-eu... Quero ver uma pessoa. – diz o garoto.
- Você é parente do menino atropelado? – pergunta a enfermeira.
- Não. Eu quero ver uma paciente que está internada aqui.
- Ah, mas o horário de visitas já acabou faz tempo. Você veio acompanhá-la durante a noite?
- Não, eu... eu...
- Então, sinto muito, mas você não pode entrar. Volte amanhã, lá pelas nove horas.

A enfermeira desvia olhar e volta a fingir que está arrumando a mesa.O garoto permanece a observando por um instante, então volta-se e encaminha-se para a saída. O menino caminha de cabeça baixa em direção à porta, olhando para o chão. Aragão observa a movimentação do estranho garoto, e percebe que ele está suado e sujo como se houvesse brigado recentemente. Quando o menino está bem próximo, Aragão o chama:

- Ei, você...

Antes que qualquer outra palavra seja dita, o menino levanta a cabeça e toca o peito do soldado. Sentindo uma dor lancinante, Aragão se contorce e cai para trás.

- Ahhhh... – grita a jovem mãe.

As enfermeiras levantam as cabeças e olham assustadas para o soldado.

- Ele esfaqueou o guarda! Ele esfaqueou o guarda! – grita a senhora.

Aragão se contorce segurando a própria barriga e, gritando alucinadamente, é envolto por um redemoinho negro que o absorve. As mulheres gritam horrizadas. A jovem mãe se ergue segurando o filho apertado contra o peito. Gabriela levanta-se e, estarrecida, encosta-se à parede. Samira fica paralizada de medo. A senhora continua gritando.
Jonas, o temível paranormal, aponta suas mãos para a velha senhora e ela é arremessada para trás, caindo cerca de três metros adiante. Ela se contorce por alguns instantes, mas logo também desaparece sem deixar vestígios, envolta pelo redemoinho sobrenatural.
O motorista olha estarrecido os acontecimentos, paralisado de medo. Jonas olha para o homem e imediatamente faz com que ele desapareça.
Agora, com passos decididos, ele volta-se para o balcão. Samira começa a rezar, enquanto Gabriela ergue suas mãos à boca muda. Com um gesto de Jonas, Samira é erguida até o teto, fazendo com que seu pescoço se quebre no choque. O corpo da enfermeira amolece após o terrível ruído. Jonas o solta e ele despenca sem vida, caindo no solo como uma boneca quebrada.
Gabriela tenta correr, mas Jonas a detém mentalmente, forçando-a a se virar e encará-lo. A enfermeira chora copiosamente sem poder emitir nenhum som. Com gestos rápidos de mão, Jonas a empurra contra a parede três vezes seguidas. Estonteada, a enfermeira cai sentada no chão, quase ao lado da amiga morta. Ela levanta os olhos e vê Jonas em pé.
- Oh, m-meu D...

O buraco negro em seu estômago a consome rapidamente.
Agachada num canto da sala de emergência, próxima ao bebedouro, a jovem mãe encobre o filho, numa tentativa desesperada de protegê-lo. Ela chora baixo e reza de maneira desconexa. Jonas aproxima-se, e num gesto displicente, aponta para a jovem e dispara seu maligno dom. A mulher tem convulsões e, incapaz de continuar segurando o filho, deixa-o cair no chão. O redemoinho consome a mãe em instantes. Seu último pensamento ainda é dedicado à criança.
O bebê chora desesperadamente sentindo a falta da mãe. Jonas aproxima-se e agacha-se, tem o tocar.

- Você não poderia me fazer mal algum se eu o deixasse viver...

Jonas olha para a criança. Pensamentos confusos atravessam sua mente.
Num rompante, Jonas toca o bebê e o faz sumir, pondo fim ao som do choro da criança.

- Você não teria uma vida feliz sem sua mãe...

Jonas avança decidido pelo corredor de acesso às outras alas do hospital.

-------------------------------------------------------------------------------------

A viatura da polícia atravessa a noite com as sirenes ligadas. Dentro, Palmeira, o delegado da cidade dirige alucinadamente. Ao seu lado, o psiquiatra Fernando Alvez, enviado pela Clínica Nexo para ajudar nas investigações sobre o desaparecimento de alguns moradores da cidade.
Ambos enfrentaram o paranormal Jonas e escaparam por pouco com vida. A mulher de Palmeira, Marta, também havia sido vitima das agressões do garoto e os dois homens a haviam deixado aos cuidados dos vizinhos, uma vez que o hospital seria o próximo alvo provável do maníaco.

- Fernando! Sabe atirar? – pergunta Palmeira, sem tirar os olhos da estrada. O delegado transpira e tem a respiração ofegante.
- Não! – responde o psiquiatra, também ainda sob o efeito da adrenalina da última hora.
- Boa hora pra aprender! Pega aí...

O delegado arremessa o revolver calibre 38 no colo de Fernando.

- Eu NÂO SEI atirar, Palmeira! – insiste o médico.
- E eu espero que NÃO PRECISE fazer isso, mas...

Fernando se cala, intimamente concordando com o amigo. Jonas, apesar de ser apenas um garoto de quinze anos, é um paranormal com poderes espantosos. E parece decidido a usá-los.

- Quanto falta? – pergunta Fernando.
- Uns dez minutos! Merda de trânsito... SAI, FILHO DA P... – berra o delegado, ultrapassando um outro veículo.
“Dez minutos...” pensa Fernando observando a arma.

-------------------------------------------------------------------------------------

Àquela hora, pouquíssimas pessoas andavam pelos corredores do hospital. A maioria funcionários do plantão noturno. O objetivo de Jonas, o quarto de Sara, ficava no primeiro andar. Então, sem querer esperar pelo elevador, o garoto subiu pela escadas. No caminho um médico tentou interrogá-lo sobre de onde vinha, mas não teve tempo de fazer nenhuma pergunta, pois Jonas o apagara da existência.
Chegando ao primeiro andar, saindo das escadas, Jonas se depara com a sala de enfermagem do andar. Desta sala, duas enfermeiras e um enfermeiro o observam com curiosidade. Jonas diminui o passo e tentar passar sem chamar atenção.

- Ei... Boa noite. – diz o enfermeiro.

Jonas pára e olha para o homem negro, de vinte e poucos anos.

- Está com alguém deste andar? – pergunta uma das enfermeiras.
- Sim... estou. – responde Jonas se aproximando cautelosamente.
- Ah, certo... com quem? – insiste a enfermeira.

Jonas aproxima-se do balcão da sala de enfermagem e percebe que a outra enfermeira, situada no fundo da sala, está preparando uma bandeja com alguns medicamentos e materiais de curativo. Na bandeja, Jonas vê uma tesoura.

- Eu estou com a paciente do quarto... – começa o garoto.

Como uma cobra, Jonas dá o bote, ativando sua telecinésia fazendo com que a enfermeira que segurava a bandeja, saque a tesoura e, num gesto rápido, a enfie na garganta do enfermeiro. O homem arregala os olhos sem compreender o que houve. A enfermeira grita, quando o sangue jorra e torna seu uniforme vermelho. A enfermeira do balcão vira-se assustada com o grito da amiga e depara-se com a cena de horror. O enfermeiro cai agonizando.

- MEU DEUS!! JANETE!!!

Ainda segurando a tesoura, a enfermeira recua alguns passos e em frente aos olhos da amiga, enfia a tesoura no próprio pescoço, num movimento brutal e insano. Seu corpo cai ao lado do enfermeiro.

- AAAAAAHHHHHHHH.... – grita a enfermeira sobrevivente. É seu último gesto, pois atrás dela, Jonas emite o redemoinho, fazendo-a sumir.

Jonas se detém por alguns instantes apanhando a lista de pacientes para localizar Sara.

No quarto 104, Sara acorda assustada com os gritos vindos do corredor. Num gesto infantil, ela cobre-se com o cobertor buscando proteção.
Os gritos atraíram a atenção de todos no andar. Dos quartos mais próximos, saem pacientes e acompanhantes, curiosos com a gritaria.

- O que aconteceu?
- É alguma briga?
- Veio dali...

Ao passar em frente ao primeiro quarto, Jonas encara um senhor idoso e bastante magro que estava em pé na porta. Com um gesto brusco, ele arremessa o homem para dentro do quarto, fazendo-o bater contra a parede oposta. A mulher gorda, na segunda porta, que observava tudo prende a respiração. Atrás dela, seu marido tenta ver o que está acontecendo.

- Sai da frente, Francisca... Sai... – diz ele.

Jonas passa pelo casal e aponta para a mulher fazendo-a sumir num piscar de olhos. O homem fica estarrecido e sem entender o que se passa. Logo, ele também desaparece. Jonas continua a caminhar.
Sara levanta-se e vai até a porta. A garota entreabre a porta o suficiente para ver Jonas avançando. Num gesto rápido, ela bate a porta e corre para a janela.
Passando em frente ao terceiro quarto, Jonas encontra a porta aberta. Através dela ele pode ver que uma mulher está encostada na parede oposta, em pânico. Uma mulher magra, de cabelos negros e olhar cansado. Não seria ela parecida com... sua mãe?
Num movimento de mão, Jonas fechar a porta do quarto.
Com passos largos ele avança até porta do quarto 104. A porta está fechada, mas com um pontapé ele consegue abri-la. Da entrada do quarto ele vê que Sara está em pé, em frente à janela. Seus cabelos estão desgrenhados e seu olhar é de alguém que perdeu a sanidade. Ao ver Jonas, ela nada diz. Apenas volta-se e, numa rapidez incrível, salta pela janela, projetando seu corpo no vazio.
De repente, a queda é interrompida por mãos invisíveis. O corpo da garota pende no ar, ainda na altura da janela. De dentro do quarto, Jonas manifesta sua telecinese para deter o suicídio de Sara. A garota é puxada para dentro. Uma vez dentro do quarto, Sara é jogada no chão.

- Aonde ia? – pergunta Jonas.
- ME DEIXEEEEE... – grita a menina.
- Tive muito trabalho pra vir lhe buscar... Você não pode partir sem mim... – balbucia o paranormal.

Jonas agarra Sara pelo braço e a levanta bruscamente.

- Vamos... Você vem comigo... Vamos pra outra cidade! – diz o garoto.
- NNNNÃÃÃÃÃÃÃOOOOOO.... – grita Sara, chorando.

Jonas empurra Sara na frente e ambos chegam ao corredor. Neste momento, o corredor está deserto. Ninguém mais ousou olhar para o inferno que acontecia. Lentamente ambos caminham juntos. Sara, descalça, não emite som algum. Até mesmo seu choro se converteu em um pânico mudo. Jonas a segura pelo braço esquerdo, bem à sua frente.
Ao passarem pela sala de enfermagem, Sara estremece ao ver o sangue que escorre em abundância, já chegando ao corredor. Os corpos dos enfermeiros, amontoados, compõem uma cena dantesca. Jonas e Sara caminham sobre o sangue.

- AGORA!

O grito vem de um lugar impreciso, e este instante de indecisão custa caro a Jonas. O garoto é atingido pelas costas, perdendo o ar dos pulmões. Jonas cai para frente, empurrando Sara. Os dois caem no corredor. Mãos fortes agarram Sara, que grita desesperada. A menina é puxada para trás.

- SARA, VAMOS! – Grita Fernando, ainda segurando o pequeno extintor de incêndio com que golpeara Jonas.

Fernando e Sara saem correndo até as escadas que levam ao andar superior. Atordoado, Jonas tenta levantar, mas a respiração é difícil.

- Não me force a atirar, garoto! – diz uma voz masculina vindo de trás. Palmeira segura com firmeza uma pistola 765.

Jonas, arfando, ajoelha-se de costas para o delegado.

- Se você se virar, eu juro que te mato, seu desgraçado... – ameaça Palmeira – Já entendi que você precisa ver o alvo para atacar.

Jonas move os olhos desesperadamente de um lado para outro.

- Deite no chão, com o rosto para baixo. Eu vou te algemar, seu filho da p... – ordena Palmeira.

Jonas espalma as mãos no chão e começa a se abaixar. Neste instante, um médico vêm subindo as escadas e encontra os dois.

- Que diacho é isso? – pergunta ele, espantado.

Esticando a mão esquerda, Jonas arremessa telecineticamente o médico sobre o Delegado. Palmeira ainda dispara, mas, atingido pelo médico, erra. Palmeira bate a cabeça na parede e desmaia. O médico cai desajeitadamente sobre o próprio pescoço e quebra-o.
Jonas se levanta e olha para o delegado inerte. O ódio queima no seu peito e ele pensa em eliminar de vez o maldito delegado. Porém, o cansaço pelo uso descontrolado dos poderes nas últimas horas começa a cobrar seu preço e ele sente que suas forças se esvaem. Ele deve reservar o que ainda tem para Sara. Ele a terá... ou ninguém mais.
O garoto corre até as escadas que levam ao próximo andar. Ele vence os dois lances em segundos e ao chegar ao segundo andar olha de um lado para outro em busca de Sara. De repente, ele vê as pegadas da menina, marcadas por sangue. Ela e o maldito médico subiram ao terraço do hospital. “Tanto melhor”, pensa o maníaco. “Será mais fácil arremessá-lo de lá”.
Sem perder mais tempo, Jonas sobe as escadas. O garoto abre com cautela a porta que leva ao terraço. O vento frio da noite o recebe. No céu, uma lua cheia banha a cidade com um bonito luar, mas algumas nuvens negras aproximam-se no horizonte.
O terraço possui uma grande caixa d’água localizada à esquerda da saída das escadas. À direita, parte do sistema de refrigeração do hospital está exposta. Um maquinário que não permite uma visão completa do terraço. Mas são poucos esconderijos. Não será difícil encontrar Sara e o médico.

- SARA! – grita Jonas – Venha comigo!

O silêncio responde ao maníaco.

- SARA, SUA MALDITA VAGABUNDA! VENHA!... Senão eu vou matar esse doutorzinho que está aí com você! Mato todos da cidade! Acabo com todos eles! Entendeu? ENTENDEU? E A CULPA VAI SER SUA!!!

Agachados atrás da caixa d’água, Fernando abraça Sara tentando mantê-la sob controle, mas a menina começa a chorar novamente. Fernando tateia o revolver na cintura.

- SARA! Venha... ou eu vou até a casa dos seus pais... E MATO TODOS ELES! ATÉ SEU IRMÃOZINHO JOÃO... ATÉ ELE! EU JURO!

Sara começa a chorar descontroladamente. Fernando saca o revólver e engatilha a arma.
O vento que traz as nuvens negras uiva. O frio da noite é cortante, mas não incomoda nenhuma das pessoas no terraço. Fernando põe-se a escutar a noite, tentando identificar os movimentos de Jonas.

- Fique aqui... – sussurra Fernando para Sara.
- N-não... – chora a garota.

Fernando segura Sara forçando-a a ficar parada. Agachado, ele começa a rodear a caixa d’água para buscar uma melhor visão do adversário.
De repente, uma força incompreensível o agarra e suspende no ar, ao mesmo tempo em o revolver é arrancado de suas mãos e atirado para trás de Jonas.

- Você vai morrer... – a voz de Jonas é sinistra e tem algo de animalesco. O garoto se antecipara e havia subido na caixa d’água.

Fernando é arremessado com violência ao chão, ficando com o corpo preso e dominado pelo paranormal.

- Vou arremessá-lo daqui! Tem sorte de eu não desmembrá-lo! Ou fazê-lo sumir!
- E-eu... posso... a-ajudá-lo... - murmura Fernando.
- ME ajudar? Você não pode sequer SE ajudar! – braveja Jonas. – SARA!

Impotente, a menina se levanta revelando seu esconderijo.

- Viu no que dá me ignorar? Não me obedecer? Não me... olhar? Nunca me perceber? TUDO ISTO É CULPA SUA!!!
- NÃÃÃÃOOO.... – grita Sara, aos prantos.
- Adeus, seu desgraçado... – Jonas gesticula e Fernando é lentamente arrastado até a beira do terraço. Sentindo o esforço das ultimas horas, Jonas já não consegue levantar o corpo do médico.

Fernando luta com todas as suas forças para impedir o movimento, mas é inútil.

- ADEUS, MALDITO!!! – grita Jonas.

Um disparo é ouvido. Jonas permanece em pé sobre a caixa d’água. Sara, em choque, não consegue se mover. Fernando sente o corpo relaxar.
Jonas olha para o próprio peito. Seu olhar é de incompreensão total. O sangue jorra abundante do peito do paranormal. Atrás dele, Januário, seu pai, segurando o revolver de Fernando, estremece quando dá o segundo tiro.
Jonas recebe o segundo tiro nas costas e cai para frente. Com dor insuportável, o garoto se volta para o pai.

- P-pai...pai... p-porquê?...

Januário chora e treme sem baixar o revolver.

- Oh, Deus...oh, Deus... P-porquê você é um... MONSTRO!
- Aaaaarrrggghhh... – Jonas convulsiona e cai inerte.

Fernando se levanta e corre para Sara. A garota praticamente desmaia nos braços do médico.

- Sara! Calma... Acabou! Vamos... – diz o médico tentando reavivá-la.

Fernando olha para Januário. O pobre homem está estático, com o olhar perdido, e a dor em seu coração é visível. Levando Sara pelo braço, Fernando se aproxima do pai de Jonas.

- Quem é o senhor? – Pergunta o médico.
- E-eu... sou o pai... do Jonas...oh, Deus, meu menino... – Januário soluça e finalmente baixa a arma.
- Calma. Tudo isto foi horrível para todos nós... Como o senhor nos encontrou?
- E-eu... segui meu filho por toda a noite. Desde que ele saiu de casa.
- Seguiu? Então viu tudo o que ele fez?
- S-sim... E que Deus me perdoe, mas, não tive coragem de tentar detê-lo... Vi o que ele fez na casa do delegado... E o que ele fez aqui... Oh, Deus... Horrível...
- Calma. Não foi culpa sua... Tenha calma agora... Vamos descer.

Os três se voltam para a porta que leva às escadas e começam a caminhar lentamente, quando de repente, uma luz ilumina a noite às suas costas. Assustados, todos se voltam.
A luz vem do corpo de Jonas. A luz difusa dos redemoinhos que ele provocava. Agora, a força descomunal que ele comandava parece querer sair do corpo que a continha. Laços de luz e energia são disparados em todas as direções, como tentáculos buscando algo.

- RÁPIDO! VAMOS DESCER!!! – grita Fernando, já empurrando Sara pelas escadas.
- Oh, meu Deus... Meu filho... – Januário fica parado observando as macabras luzes.

Fernando e Sara correm pelas escadas. O instinto de sobrevivência de ambos lhes diz que eles devem se afastar o mais rápido possível dali. No terraço, o redemoinho assume proporções cada vez maiores, envolvendo o corpo de Jonas. Os tentáculos já englobam todo o terraço. Januário grita desesperado quando a nuvem negra e difusa o alcança. Ele é consumido em segundos. A nuvem de energia rasga o terraço, arrancando a caixa d’água e as instalações que havia sobre ele. Pedaços do terraço são sugados pelo redemoinho que, tal como um furacão, abre enormes brechas no teto do hospital, expondo pacientes das enfermarias do andar abaixo. Todos gritam aterrorizados. Alguns pacientes e funcionários são sugados no primeiro instante, sem ter chance de se agarrar em qualquer coisa. Alguns poucos tentam se agarrar às próprias camas, mas é um gesto inútil, pois até mesmo elas são aspiradas. Como a boca de um enorme monstro, a nuvem destruidora começa a consumir o segundo andar do hospital.
Fernando e Sara chegam ao primeiro andar. Atrás deles, o uivo da onda de energia. Palmeira, semi-recobrado da batida na cabeça, permanece sentado. O delegado grita algo, mas o barulho de destruição do prédio não permite que Fernando entenda. Palmeira aponta para trás do médico e se joga no chão. Fernando olha para trás a tempo de ver a onda de energia consumindo a escada que levava ao segundo andar do hospital. Sem tempo para mais nada, o médico empurra Sara para o chão e se atira também, permanecendo deitado com os olhos fechados. O uivo da onda é horrível, algo equivalente ao som dos piores furacões. Gritos desesperados ainda se ouvem, mas Fernando não consegue olhar. Sara aperta a mão do médico. O som da destruição do prédio jamais será esquecido.
Após segundos que parecem uma eternidade, o urro da feroz onda parece diminuir. Fernando pode finalmente ouvir que alguém está rezando ao seu lado. É Palmeira, ele reconhece a voz. O som da destruição cessa por completo.
Por mais alguns instantes, os três permanecem deitados e com os olhos fechados, temendo pelo que podem vir a encontrar quando abrirem. Fernando é o primeiro a olhar em volta.
A onda consumira todo o segundo andar do hospital e parte do teto do primeiro andar. Onde antes havia um lance de escadas que levava ao andar superior, agora havia o vazio, expondo o interior do prédio para a rua. Onde havia o teto do primeiro andar, podia-se ver a lua. Se a onda tivesse avançado mais dois metros, teria sugado Fernando, Palmeira e Sara. O hospital agora assemelhava-se à um cenário de catástrofe.

- Obrigado, meu Deus... – reza Fernando.

Fernando olha em volta e encontra Palmeira que ainda rezava. Sara permanecia calada, em choque. Fernando teve pena da garota, pois imaginava o tipo de trauma que isso tudo lhe causaria. Prometeu a si mesmo ajudá-la no que pudesse.
Abaixo, uma multidão de curiosos aglomerava-se.



Clínica Nexo – Belém do Pará – 2 dias depois.


O homem calvo coloca a pasta cuidadosamente sobre a mesa de madeira. O jovem à sua frente permanece calado, aguardando pelas impressões do homem mais velho.

- Como você está agora, Fernando? – pergunta o Dr. Salomão, diretor da clínica Nexo.
- É... difícil de dizer. Assustado, com certeza.
- Me admiraria se não estivesse. Gosto da sua franqueza.
- Obrigado, Dr. Salomão. Eu... gostaria de saber como ficaram as coisas em Santa Maria depois que saí de lá.
- Bem - o Dr.Salomão ajeita-se na cadeira – obviamente a verdade não pôde ser divulgada à população. A destruição do hospital foi divulgada como um ataque de um maníaco que fez uso de explosivos comuns.
- E eles acreditaram? Tantas vidas perdidas...
- Temos contatos na polícia federal que nos dão apoio nessas situações. Não se preocupe.
- E quanto às meninas desaparecidas e os garotos mortos na praia? Tenho certeza de que foram vítimas de Jonas, mas não podemos provar.
- Nem será necessário. Uma vez que não podemos fazer nada mais por eles, o caso será arquivado.
- Mas e as famílias dessas pessoas?

Salomão suspira profundamente. Fernando entende a resposta muda. As famílias não terão qualquer resposta sobre as mortes e desaparecimentos. Será apenas mais um dos casos não solucionados no país.

- Nem sempre podemos salvar o mundo, Fernando. A mãe de Jonas também recebeu a versão oficial: seu filho era um maníaco que explodiu o hospital.
- É difícil aceitar isso, Doutor...Mas, agora percebo melhor o tipo de trabalho que fazemos aqui... O tipo de coisa que podemos encontrar. E Sara, como está?
- Está internada em um dos melhores hospitais aqui da capital. Acompanharemos regularmente seu progresso.
- Certo...
- Fernando, nem todas as denúncias que chegam até aqui nos levam à encontros paranormais, mas aquela mínima parcela que é verdadeira merece ser investigada.
- Hoje, mais do que nunca, eu concordo. Uma pessoa como Jonas sem controle de seus dons é um perigo.
- Me diga... teria tido coragem de atirar nele? – Salomão coloca os cotovelos sobre a mesa, numa posição questionadora.
- Sinceramente... não sei. – Fernando desvia o olhar.
- Pense nisso. Pense sobre tudo o que viu. Tire uma semana de folga e depois nos veremos.

Os dois homens apertam as mãos. Fernando se levanta calado e dirige-se à porta.

- Fernando?... – chama o Dr. Salomão.
- Sim?
- Obrigado.

Fernando sorri sem alegria e se retira da sala.


FIM

No próximo numero: O início de um novo mistério. Venha desvendar O Enigma da Hidra.
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Gustavo Levin
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MensagemEnviada: Dom Jun 04, 2006 10:11 pm    Assunto: Responder com Citação

PRIMEIRO!

Um excelente final de saga... meio comprido, mas muito bom. A espera de dois meses valeu a pena, Nery.

Cada vez mais podemos entender o drama do Fernando e como ele encarou o caso do Jonas... deu pena do guri nesse final.

Bom, fico no aguardo do próximo arco... o número 6 chega mês que vem? Very Happy
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alexnery
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MensagemEnviada: Seg Jun 05, 2006 12:12 am    Assunto: Responder com Citação

Accuser escreveu:
PRIMEIRO!

Um excelente final de saga... meio comprido, mas muito bom. A espera de dois meses valeu a pena, Nery.

Cada vez mais podemos entender o drama do Fernando e como ele encarou o caso do Jonas... deu pena do guri nesse final.

Bom, fico no aguardo do próximo arco... o número 6 chega mês que vem? Very Happy


Grande Accuser! Primeirão mesmo!

O final ficou comprido, mas não achei outra maneira de terminar a saga. Quebrar este capítulo em dois tiraria bastante do suspense e diminuiria o ritmo tb.

Ficou com pena do Jonas? Leva ele pra tua casa... hahahahha...

Abraços e muito obrigado pela leitura.
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Daniel Rand
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MensagemEnviada: Seg Jun 05, 2006 1:53 pm    Assunto: Responder com Citação

Car@%ho... Muito boa essa conclusão.

Um final impressionante para esse arco, nunca imaginaria que fosse acabar assim. Jonas matando todos pelo caminho, o que mais me impressionou, foi ele forçar a enferemeira a matar o colega com a tesoura e depois se matar. Evil or Very Mad

Realmente o cap. ficou grande, mas o ritmo dado não tornou a leitura cansativa, pelo contrario, foi muito cativante.

Esse cap. retoma com muito louvor o título Nexo e mostra porquê ele é o melhor dentro do UNF.

Parabéns e bem vindo de volta Nery.
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alexnery
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MensagemEnviada: Seg Jun 05, 2006 2:54 pm    Assunto: Responder com Citação

Daniel Rand escreveu:
Car@%ho... Muito boa essa conclusão.

Um final impressionante para esse arco, nunca imaginaria que fosse acabar assim. Jonas matando todos pelo caminho, o que mais me impressionou, foi ele forçar a enferemeira a matar o colega com a tesoura e depois se matar. Evil or Very Mad

Realmente o cap. ficou grande, mas o ritmo dado não tornou a leitura cansativa, pelo contrario, foi muito cativante.

Esse cap. retoma com muito louvor o título Nexo e mostra porquê ele é o melhor dentro do UNF.

Parabéns e bem vindo de volta Nery.


Caramba! Que comentário superpositivo! Brigadão, Dan-san-man...

"o melhor dentro do UNF"??? O ego agradece, mas é exagero...hahhaha
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Resgate
Supremo


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MensagemEnviada: Seg Jun 05, 2006 3:24 pm    Assunto: Responder com Citação

Cara... Dá um minuto prá eu recuperar o fôlego... perae...
Ufa... Cara me faltam palavras prá definir esse cap. Vc mandou muuuuuuito bem.
impressionante a fúria do Jonas detonando tudo e todos pela frente.
A cena dos enfermeiros tbm foi a que me chamou mais a atenção, junto com a morte do muleque e as consequências disso: a destruição do hospital.
um final de arco espetacular, com um toque especilal com essa conversa final.
Meus mais sinceros e profundos parabéns, não só de um colega escritor, mas mais de um fã.
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alexnery
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MensagemEnviada: Seg Jun 05, 2006 5:04 pm    Assunto: Responder com Citação

Resgate escreveu:
Cara... Dá um minuto prá eu recuperar o fôlego... perae...
Ufa... Cara me faltam palavras prá definir esse cap. Vc mandou muuuuuuito bem.
impressionante a fúria do Jonas detonando tudo e todos pela frente.
A cena dos enfermeiros tbm foi a que me chamou mais a atenção, junto com a morte do muleque e as consequências disso: a destruição do hospital.
um final de arco espetacular, com um toque especilal com essa conversa final.
Meus mais sinceros e profundos parabéns, não só de um colega escritor, mas mais de um fã.


Eu agradeço sinceramente cada palavra, amigo João. Agradeço pelo apoio e incentivo constantes.

Na verdade, a cena que mais me chocou foi a dos pacientes sendo sugados... Já pensaram quantas pessoas (e em que condições) estavam no segundo andar? ],.. Essa cena fica se repetindo na minha cabeça...heheheh...

Bem, depois desse encontro com o fantástico, Fernando não será mais o mesmo. Finalmente ele percebeu que está lidando com coisas perigosas...Por conta disso ele vai pedir companhia para o próximo caso e então veremos Bruno em ação.

Tenho bastante coisa planejada... acho que não atraso mais as edições. Obrigado a todos que esperaram pacientemente.
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Tom Slash
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MensagemEnviada: Ter Jun 06, 2006 2:15 am    Assunto: Responder com Citação

Nery, o que eu posso dizer: ESPETACULAR, (se me permitem) P... QUE Pa..., que capitulo. Olha acho que não podia ter terminado de outra forma, ou seja, um confronto entre o Jonas, o delegado e o médico, mas o Nery deixou de um jeito que ninguém não consegue deixar de ter uma reação quando le a história. Furia, revolta, pena, alivio. Acho que deu pra ter algumas dessas sensações e mais outras enquanto lia esse capitulo. Só tenho que te parabenizar por esse capitulo. Não sei o que teremos no próximo arco, mas promete.
abraços
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Teutates
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MensagemEnviada: Ter Jun 06, 2006 3:40 am    Assunto: Responder com Citação

Surpreendente.

O final do arco foi escrito com maestria, simplesmente maravilhoso.

Quando o Jonas entrou no hospital e começou a matar todo o mundo, como isso me deixou incomodado! Até o bebê ele não poupou... atitude de calhorda, de miserável... Logo estava o jovem usando seu tom de abismo e TK para tudo o que é lado, e eu me questionei "Por que o Nery está fazendo isso? Por que está utilizando repetida e desenfreadamente os poderes do Jonas? Estará ele cansando-o?" Dito e feito! Tudo não passou de um estratagema do escritor para cansar o insano e impedí-lo de usar seus poderes contra nosso psiquiatra-herói. Mas que isso não deixa de ser uma verdadeira carnificina, isso há que se afirmar... poxa, o Melkart podia ter chamado o Jonas para seu campeonato, sem problema algum...

Agora, por um instante eu achei que quem tinha atirado no Jonas era a Sara. Que surpresa agradável ver o pai confrontando o filho. E tinha total sentido, cansado do comportamento do filho, e um tanto resistente ao controle mental do rapaz, Januário o segue e executa o rapaz. Dramático. Estilo Exterminador x Jericó. Mas eu achava que ele poderia ter sobrevivido, achava que o "Abismo" que vivia no Jonas entraria no Januário, mas que ele esconderia isso do Fernando e dos outros, ou ainda, por um instante eu também achei que o Jonas iria sobreviver aos disparos, e seria levado moribundo para a Clínica Nexo.

Pois bem, agora o bom doutor Fernando entrou no mundo misterioso de Arquivo X (brincadeirinha). Estou ansioso para o próximo arco! Do que se trata "O Enigma da Hidra"?
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Espantalho (Dr. Crane)
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MensagemEnviada: Sáb Jun 10, 2006 12:26 pm    Assunto: Responder com Citação

Esse encerramento do arco teve diversos pontos altos, e muita tensão também. Gostei bastante, Nery.
No início, achei que o Jonas tivesse ganho algum poder extra, mas depois nota-se que ele estava se esgotando (provavelmente por conta de estar um pouco desesperado). E eu concordo com o Flávio, o Jonas poderia ter sido recrutado por Melkart.
Sobre a parte do tiro dado em Jonas, eu imaginei logo que fosse o delegado Palmeira, que tivesse se recuperado e subido até lá. Mas foi uma surpresa maior, já que foi o próprio pai dele...

Flávio escreveu:

Mas eu achava que ele poderia ter sobrevivido, achava que o "Abismo" que vivia no Jonas entraria no Januário, mas que ele esconderia isso do Fernando e dos outros, ou ainda, por um instante eu também achei que o Jonas iria sobreviver aos disparos, e seria levado moribundo para a Clínica Nexo.


Eu também imaginei essas mesmas coisas. Principalmente, a de que o Jonas iria ser mais um interno da clínica.

Enfim, você está de parabéns, Nery. E que venha o próximo capítulo (e arco)!
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alexnery
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MensagemEnviada: Sáb Jun 10, 2006 4:45 pm    Assunto: Responder com Citação

Tom Slash escreveu:
Nery, o que eu posso dizer: ESPETACULAR, (se me permitem) P... QUE Pa..., que capitulo. Olha acho que não podia ter terminado de outra forma, ou seja, um confronto entre o Jonas, o delegado e o médico, mas o Nery deixou de um jeito que ninguém não consegue deixar de ter uma reação quando le a história. Furia, revolta, pena, alivio. Acho que deu pra ter algumas dessas sensações e mais outras enquanto lia esse capitulo. Só tenho que te parabenizar por esse capitulo. Não sei o que teremos no próximo arco, mas promete.
abraços


Valeeeeeuuuu, Tom!

Muito obrigado pela leitura. Espero que vc goste pro próximo arco: O Enigma da Hidra... hauhauauhauh (risada maquiavelica) Very Happy

Abraços.
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alexnery
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MensagemEnviada: Sáb Jun 10, 2006 4:54 pm    Assunto: Responder com Citação

Teutates escreveu:
Surpreendente.

O final do arco foi escrito com maestria, simplesmente maravilhoso.

Quando o Jonas entrou no hospital e começou a matar todo o mundo, como isso me deixou incomodado! Até o bebê ele não poupou... atitude de calhorda, de miserável... Logo estava o jovem usando seu tom de abismo e TK para tudo o que é lado, e eu me questionei "Por que o Nery está fazendo isso? Por que está utilizando repetida e desenfreadamente os poderes do Jonas? Estará ele cansando-o?" Dito e feito! Tudo não passou de um estratagema do escritor para cansar o insano e impedí-lo de usar seus poderes contra nosso psiquiatra-herói. Mas que isso não deixa de ser uma verdadeira carnificina, isso há que se afirmar... poxa, o Melkart podia ter chamado o Jonas para seu campeonato, sem problema algum...


Muuuuito obrigado, Teutates!
Realmente, a estratégia foi cansar o Jonas. Sempre lembrando que ele não era um "vilão" típico. Era um garoto com poderes assustadores e com problemas sociais e psicologicos, talvez advindos justamente dos poderes. Por isso achei que seria até natural ele chegar no hospital e sair arrebentando tudo sem nenhum planejamento.


Se o Melkart o chamasse... teríamos sérios problemas. Um cara como ele, se fosse treinado e disciplinado...

Citação:
Agora, por um instante eu achei que quem tinha atirado no Jonas era a Sara. Que surpresa agradável ver o pai confrontando o filho. E tinha total sentido, cansado do comportamento do filho, e um tanto resistente ao controle mental do rapaz, Januário o segue e executa o rapaz. Dramático. Estilo Exterminador x Jericó. Mas eu achava que ele poderia ter sobrevivido, achava que o "Abismo" que vivia no Jonas entraria no Januário, mas que ele esconderia isso do Fernando e dos outros, ou ainda, por um instante eu também achei que o Jonas iria sobreviver aos disparos, e seria levado moribundo para a Clínica Nexo.

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O problema em levar o Jonas para a clínica seria que ele teria que ser mantido permanentente sedado. Qualquer vacilo e ele mataria todos. E lá na clínica garanto que já existem "bombas-relógio" demais. Confiem em mim, hehehe...

Quanto ao "abismo" como vcs chamaram, é possivel que tenhamos mais informações sobre esse fenômeno alguns capítulos à frente, heheh... Ah, antes que perguntem: o Jonas morreu mesmo. Nada de volta Marvel/DC pra ele....huahuahauhau....

O Fernando ficou muito abalado com o que viu. Ele levará mais a sério seu papel na clínica e no que ela estiver envolvida. No próximo arco, teremos uma dupla: Fernando e Bruno, pois o Bruno, sendo mais experiente vai ajudar o Fernando a encarar a barra.

Fernando continua como protagonista principal, mas lembrem-se: existe uma equipe na clínica. E pretendo explorar isso.

Abraços e obrigado pela leitura.
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Aracnos
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MensagemEnviada: Dom Jun 18, 2006 8:41 pm    Assunto: Responder com Citação

Uau! Que capítulo! Cheio de suspense, drama, emoção e muito terror!!! Tô sem palavras pra descrever, meu comentário será breve, mas a emoção que senti ao ler este capítulo é muito maior do que simples palavras!!


Parabéns Nery! Você é o cara!
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alexnery
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MensagemEnviada: Seg Jun 19, 2006 2:55 pm    Assunto: Responder com Citação

Aracnos escreveu:
Uau! Que capítulo! Cheio de suspense, drama, emoção e muito terror!!! Tô sem palavras pra descrever, meu comentário será breve, mas a emoção que senti ao ler este capítulo é muito maior do que simples palavras!!


Parabéns Nery! Você é o cara!


Valeu, Aracnos. Muito obrigado mesmo.

Quero aproveitar e agradecer a todos vcs, amigos, que leram Nexo mesmo eu estando meio afastado devido aos compromissos profissionais. Muitíssimo obrigado.

Abraços a todos.
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MensagemEnviada: Sex Jul 21, 2006 1:05 am    Assunto: Responder com Citação

organizando a sequencia
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