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Teutates Supremo

Registrado em: Domingo, 8 de Janeiro de 2006 Mensagens: 993 : Localização: Capital - SP
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Enviada: Ter Set 05, 2006 2:25 am Assunto: Maxi-série: Alvorada dos Heróis: Capítulo Ômega - conclusão! |
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Quem são? Quem são essas pessoas que arriscam suas vidas em prol de um mundo melhor?
Por amor... Por justiça... Por honra... Pelo destino...
Eles não temem a morte nem quando ela é inevitável.
Toda a luta, todo o esforço, todo o sacrifício é recompensado com apenas um sorriso agradecido de um criança ou simplesmente um brilho do olhar que diz "obrigado".
Então eles podem sentir em seus corações o maior tesouro que a vida oferece: O Amor.
Sim, eles existem... Estão em toda parte, mesmo que, às vezes, não são capazes de chegar a tempo... mesmo que nossos olhos não os enxerguem... Eles estarão sempre por perto...
Porque eles são HERÓIS.
E o mundo precisa de heróis...
Agora mais do que nunca...
O Universo Nova Fronteira orgulhosamente apresenta mais uma super-produção conjunta de Resgate, Nery, Dr. Crane, Daniel Rand, Teutates, Tom Slash, Aracnos e Accuser,
ALVORADA DOS HERÓIS

Editado pela última vez por Teutates em Ter Jan 09, 2007 12:16 am, num total de 8 vezes |
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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Ter Set 05, 2006 5:43 pm Assunto: |
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ALVORADA DOS HERÓIS - PARTE 1
Trazido a você pela EQUIPE UNF.
A chuva caia como uma mão pesada sobre Nova Orleans, tornando a noite mais deprimente ainda. As pessoas corriam apressadamente para buscar abrigo, seja em baixo de um toldo ou dentro de um dos pitorescos bares locais. Não havia um morador da cidade que não olhasse com temor para o céu nesses dias chuvosos. A tragédia causada pela passagem do furacão Katrina[1] ainda doía no inconsciente coletivo da cidade. E talvez essa dor nunca seja apagada.
Agora, um ano após a catástrofe, do topo de um prédio de cinco andares, um homem observa as ruas abaixo. A chuva molha seu longo casaco negro e seus cabelos, escorrendo em abundancia por todo o seu corpo, mas isso não faz com que ele pare de sorrir.
Mas ele não saboreia a chuva. Seu deleite é bem mais profano, pois na verdade ele saboreia as energias residuais das mortes ocorridas ali.
Seu nome é Melkart.
E seu propósito é fazer a humanidade sofrer todas as dores possíveis.
Sorvendo as energias, Melkart gargalha satisfeito. Nas ruas abaixo, um jovem casal escuta a risada semelhante ao som de vidro se partindo e olha para o alto, mas nada vê. Sentindo-se arrepiados, eles correm e entram no bar mais próximo.
- Corram! Corram!... - os olhos de Melkart faíscam ao observar os odiados humanos.- O tempo de vocês acabou. O mundo será meu novamente...
Num movimento rápido, ele abre os braços como se pretendesse abraçar a cidade e cerra os punhos.
- Está na hora.
No instante seguinte, ele não está mais lá. E a chuva pára de cair.
********************
Nuvens flutuam sobre o Oceano Índico. Porém, as mesmas não são naturais, mas produzidas artificialmente por maquinários ultra desenvolvidos para ocultar uma base flutuante. A base é, na realidade, uma fortaleza do tamanho de uma casa de três andares, contendo sensores de alta tecnologia que a movimentam e que impedem aviões e helicópteros de colidirem com a mesma. Em seu interior há salas com equipamentos de ginástica, computadores, monitores, laboratórios de física e química, uma enorme biblioteca, uma despensa repleta de alimentos nutritivos, ligada a uma fantástica cozinha, dezenas de quartos e cinco salas, todos mobiliados com móveis do século XVIII, tapeçaria, lustres e quadros renascentistas.
Um homem, de porte físico olímpico, esbelto, atlético e vigoroso, cabelos loiros encaracolados e olhos azuis, está sentado em uma poltrona numa das salas, lendo o livro “Hercólubus, o planeta vermelho”, quando subitamente fecha-o e deixa-o sobre uma mesinha de apoio. O homem se levanta, sai da sala, caminha por um corredor até uma sala cuja parede é inteiramente de vidro e, por isso, extremamente iluminada.
Com os braços cruzados às costas ele observa o mar e, em seguida, o horizonte. Ele então se despe de seu roupão, e caminha nu até um biombo, onde veste uma túnica, sandálias entrelaçadas e, enquanto põe um capacete com asas na cabeça, diz em alto e bom tom:
- Sophia? O momento está próximo, minha querida. Precisamos voltar para casa, precisamos voltar para a Grécia!
Observando a fantástica construção, Melkart sorri mal disfarçando seu desgosto. “Pois que venha... Que venham todos... De nada adiantará”, pensa Melkart cerrando os dentes. Numa indignação muda, o demônio desaparece.
********************
O Aeroporto de Düsseldorf sofreu um incêndio há pouco tempo, e um ser gigante composto de metal percorre a área de embarque, cuja parte do teto fragmentou-se em partes repletas de fogo. Boa parte das pessoas que estavam no local já haviam saído, de forma apressada, pelas diversas entradas. E, sendo operando de forma remota, aquele conjunto de peças robóticas chamada de Talos realizava uma busca com os seus sensores.
Nesse mesmo instante, na sede da empresa Spiegelsaal, localizada a muitos quilômetros do aeroporto, Carl está sentado há quase uma hora em uma poltrona reclinável, com um tipo de capacete rodeando a parte superior de sua cabeça. É Carl quem controla Talos remotamente, como se fosse seu próprio corpo, através de comprimentos de onda específicos.
Com Talos, Carl não consegue tirar as pessoas que ainda estavam cercadas pelas chamas, já que seus membros metálicos estavam muito quentes, devido ao contato com o fogo. E os bombeiros se movimentavam nas regiões mais externas, abrindo caminho por entre as chamas vagarosamente.
Em um dos corredores da parte interna do aeroporto, dois funcionários aspiravam a perigosa fumaça, ao tentarem sair do local. Talos consulta rapidamente o mapa de onde estava e começa a golpear uma das paredes. Mesmo quase perdendo a consciência por conta do carbono inalado, aquelas duas pessoas ficaram impressionadas com a força e a aparente inumanidade de Talos.
Após poucos minutos, a parede ganha uma abertura de 60 centímetros de altura e largura. Carl move o corpo robótico na direção dos dois, utilizando-se apenas do pensamento, e diz:
- Sigam em frente, e vocês estarão em perto da Von Himmel Hoch. – A frase era dita em um tom artificial, com uma leve entonação apenas no início e no fim da mesma. Se assemelhava a uma voz transmitida via rádio.
Joseph e Friedrich seguem as instruções, e atravessam a abertura, sendo auxiliados pelos bombeiros enquanto atravessavam o gramado, na área norte mais externa do aeroporto. Um dos bombeiros vêem Talos virar-se, caminhando na direção da fumaça.
“Humanos e seus brinquedos... “ pensa o homem observando o incêndio atrás do cordão de isolamento. “Eles se arrependerão de ter abandonado a divindade do sangue e abraçado esse novo deus chamado tecnologia.”
Um curioso se aproxima e chega ao lado do homem pensativo.
- O que é aquilo??? – diz ele boquiaberto olhando para Talos.
O homem, lhe dirige um olhar de desprezo e diz num tom igual:
- Uma marionete.
E desaparece.
********************
É noite em Nova York. Uma neblina toma as ruas da cidade, deixando a sensação de que está muito frio. E por causa dele, as ruas estão praticamente desertas. Exceto por um homem que corre em desespero, sem rumo. Seu nome é Edward Norton, um homem de 30 anos, de cabelos negros e pele branca. Há alguns anos ele era apenas um pedreiro que trabalhava na demolição de prédios. Mas foi nesse trabalho que ele achou um objeto que mudaria sua vida. Com cerca de 10 cm de altura, era composto por quatro pequenas estatuetas de ouro, cada uma apontando para uma direção, todas em cima de uma pequena base de prata. Achando aquilo caro, guardou aquela pequena peça para depois vender.
Mas depois de alguns meses, descobriu que aquele objeto era um amuleto mágico que poderia criar homens que lutariam por ele. E assim Edward ascendeu no submundo. Com ajuda destes soldados temporários, ele se tornou um dos maiores criminosos da cidade. E ele era conhecido por uma palavra, a mesma palavra que ativava o poder do amuleto: Samuraiha!
Só que hoje, em uma de suas boates, alguém parecia conhecer tal palavra pelo seu verdadeiro significado. Enquanto estava tomando uma bebida com seus capangas, uma voz feminina berrou e logo todo mundo começou a correr. Os capangas dele que corriam para ver o que acontecia, eram estraçalhados por algo que ele não conseguiu destinguir ser. Uma nevoa surgiu e começou a cobrir a boate. Ele então fugiu. Estava correndo fazia 5 minutos e finalmente havia parado, cansado. Mas ainda assim o barulho dos passos continuava a segui-lo. Ele mais uma vez tentou correr, mas caiu exausto. Foi então que ele viu.
Um samurai com uma armadura vermelha, que parecia ter saído dos filmes, caminhava calmamente na direção dele. Após alguns passos o tal guerreiro parou a sua frente e empunhou uma espada curvada, que tinha 40 cm de comprimento. A conhecida Katana.
- Me entregue o amuleto... – disse o guerreiro.
- NUNCA! – berrou Edwards.
Com um golpe rápido, a cabeça de Edwards cai longe do corpo. Abrindo a mão do morto, o guerreiro retira o amuleto e guarda sua espada. Sai então caminhando e some na noite de Nova York.
Saindo das sombras, de onde assistira a tudo, Melkart aproxima-se da cabeça de Edward e agarra-a, levantando-a pelos cabelos. O demônio encara os olhos do morto com desdém.
- Que final inglório para você, Edward...- Sem dizer mais nada, Melkart arremessa a cabeça para trás, por cima dos ombros.
Melkart olha para o caminho por onde o samurai desapareceu. Em seus olhos, um ódio mortal transparece.
- Honra é uma tolice. Justiça é apenas uma palavra. A única verdade é a morte.
Caminhando lentamente, Melkart volta-se e entra nas sombras.
********************
Ela corre, mais do que desesperada. Fica reclamando em seu pensamento que nessas horas, um carro seria mais do que bom para aquela situação. Mas seus pais não a criaram assim. Então ela tropeça, deixando cair sua câmera de vídeo.
- Aí, gostosa! Já tava na hora de parar de fugir! - Diz um dos três bandidos mascarados que a perseguia.
- Afastem-se dela! - Diz um homem corajoso, chegando ali perto, vestindo um terno.
- Olha, um herói. - Diz o bandido.
- Chumbo nele! - Diz seu amigo, atirando em cheio no ombro do rapaz, fazendo-o se ajoelhar.
- Isso é que são os heróis de hoje?
- Não exatamente... - Diz uma estranha voz à distância, escondida nas sombras da noite. - Afastem-se dos dois.
- Olha só. Outro herói. - E então ele atira, mas o vulto ainda está de pé.
Sem que os bandidos vejam, o vulto soca o chão rapidamente, causando um tremor que derruba o trio no chão. O homem baleado cuida pra não cair também, enquanto a jovem moça continua caída, segurando sua câmera de vídeo.
- Quem você pensa que é? Robocop? - Diz o bandido, impressionado.
- Não, acho que eu daria um cacete nele. - E o vulto aponta a grande mão pra frente, soltando um raio luminoso nos bandidos.
- AH! EU TÔ CEGO! TÔ CEGO!
A mulher se levanta e começa a filmar o misterioso vulto. Pelo que ela consegue ver na câmera, aquele vulto não é um homem qualquer. Parece alguém como um ciborgue.
- Não há tempo pra isso, moça. - Diz o vulto. - Você tem de levar esse rapaz ao hospital, antes que seja tarde.
O vullto então salta, em direção às estrelas, desaparecendo. A mulher guarda a câmera e corre para ajudar o baleado.
- O que... era aquilo? - Pergunta o homem.
- Parece uma... máquina ou coisa assim. - A mulher responde, impressionada com o misterioso salvador dos dois.
- Sim, uma máquina... – a voz que vem repentinamente de trás do casal os assusta. Seria um novo agressor?
- Q-quem é você?? – pergunta a moça.
- Eu? Hmm... é uma boa pergunta... – diz o homem vestido num terno caríssimo.
- O que quer?? – diz o rapaz numa voz entrecortada pela dor.
- Ah, isso é fácil de responder... EU QUERO O MUNDO!- o homem gargalha, arrepiando o casal.
Com medo, a jovem ajuda o rapaz a se levantar, deixando a câmera no chão. O estranho se aproxima e apanha a câmera, entregando-a gentilmente.
- Tome. Eu não aprecio a tecnologia.
A jovem apanha a câmera e, junto com o rapaz, começa a se afastar, sem tirar os olhos do estranho. Um pouco mais afastados eles se viram e correm o mais rápido que podem.
Melkart sorri, olhando para o alto.
“As estrelas pertencem aos deuses. Não é algo para humanos e seus brinquedos”, pensa ele, indignado.
“É hora de reunir meus comandados...”
“Mortalha, a morte encarnada...”
“Dr. Zork, minha visão no reino da tecnologia...”
“Projetor, poder sem moral...”
“Sinal, indomável força da natureza...”
“Entrópico, a força do desespero...”
“É hora deles semearem... para que eu faça a colheita sombria.”
********************
Museu do Louvre, Paris.
O horário de visitação já acabou há muitas horas. Os corredores estão escuros e as galerias com sua leve iluminação para preservar os quadros milionários. Um pequeno vulto corre pelo corredor que leva a Grande Galeria. Um pequeno esquilo. Suavemente ele passa pelos obstáculos do percurso até chegar em seu destino. O esquilo pára diante de uma estátua no meio da Galeria. Então, num passe de mágica, o esquilo se torna uma mulher.
Seus cabelos ruivos caem sobre seus ombros tatuados com rosas e espinhos. Com seus olhos bicolores (verde o direito e azul o esquerdo) a mulher, que aparenta ter 17 anos, observa a estátua. Então as tatuagens que trás em seus antebraços e nas costas das mãos começam a cintilar. Afastando um passo ela estende os braços contra a estátua.
— Está aqui. — ela diz enquanto uma energia branca de grande luminosidade surge entre suas mãos e a estátua. Com visível esforço, a garota tenta unir suas mãos. Enquanto faz isso a energia branca diminui, como se obedecesse os movimentos de seus braços. — Ab-ath comminus a’ereafh eh’phactum!! — Ditas tais palavras em tom de oração, suas mãos se encontram e a energia some entre seus dedos. A garota cai exausta de joelhos e suspira: — O Portal está trancado. Este foi o último.
Com ajuda das mãos, a garota se levanta e dá meia-volta. Porém ainda está tonta e, num desequilíbrio, esbarra sua mão na moldura de um quadro. O alarme soa. E agora? Ela deve fugir. O cansaço e o desespero a impedem de se concentrar para se transformar no esquilo. Enquanto ela fica sem reação, as grades de segurança descem em toda a Grande Galeria. Segundos depois dezenas de guardas armados estão no local.
— Parada aí!! Você está cercada! — Diz um dos guardas em francês. Mas para ela não faz diferença o idioma.
Sem poder fugir, pelo menos não ainda, ela não vê alternativa senão sacar a katana que trás ás costas e abrir caminho do jeito mais difícil. A essa altura as grades mais próximas forma levantadas para os guardas se aproximarem. A garota avança contra eles com a espada em punho, se movendo para todos os lados. Um guarda atira, mas é repreendido por outro, pois corre o risco que acertar uma obra de arte. Ela derruba os guardas um a um, sem matá-los.
Após minutos de luta e avançar para a saída, ela sente que seus poderes estão se restabelecendo. Restando apenas uma grade e três guardas, ela se transforma em um falcão, passando pela grade e ganhando as escadarias. Logo atinge a única saída possível: um vão na pirâmide de vidro, causado por um turista embriagado com uma pedra na mão. O falcão, de olhos bicolores, ganha os céus de Paris enquanto os guardas do Louvre se perguntam o que acabou de acontecer.
O falcão pousa ao lado de uma das gárgulas da Catedral de Notre Damme. Lá, ele se transforma em mulher. Uma linda e jovem mulher. Com cabelos ruivos e longos, olhos verde e azul, lábios carnudos e pele branca e de delicada aparência. Porém seu rosto é triste. Uma tristeza que transcorre por séculos. Sob o luar, ela recorda seu passado.
“— Zaphirah... Tens uma missão a cumprir.”
Em frente ao Louvre, os guardas passam correndo por Melkart sem conseguirem vê-lo. O ser milenar olha para o céu como se ainda pudesse ver o falcão e sorri.
- Que criatura... curiosa...- os olhos de Melkart brilham enigmaticamente.
Num movimento arrogante, Melkart dá as costas ao Louvre, deixando sua capa esvoaçar com o vento da madrugada, e caminha com passos decididos.
- ... terei prazer em destruí-la.
O demônio gargalha desvairadamente. Atrás dele, os guardas ouvem a risada infernal e procuram atônitos pelo seu local de origem.
********************
Ele já foi muita coisa ao longo dos anos, mas o que Entrópico passa no presente momento é algo inédito. Ao tentar uma cura para sua maldição ele foi traído pelo próprio demônio, iludido pelo deus babilônico, Antonio Silveira matou cada ser vivo de uma cidade, porém não recebeu prêmio algum por sua vilania, muito pelo contrário. Ao invés de se tornar livre, sua escravidão foi deveras amplificada.
Impelido pelo desejo negro de Melkart, que se manifesta na tatuagem em seu braço, o imortal Entrópico foi até os confins da selva amazônica, chegando à foz do Rio Amazonas. Ele é apenas mais uma peça movida por Melkart para o seu plano de destruição do mundo e sua missão é simples. Tocar a água onde nasce o maior rio do mundo e assim ele o faz, lentamente afunda suas mãos na cristalina água.
Subúrbio de Paris
quanto se dirige para o trabalho, Reya D’Arc reflete sobre os acontecimentos da última semana.
Quando estava prestes a morrer, alguma força sobrenatural tomou conta do seu corpo, alterando-o, transformando-o em algo poderoso e grandioso. Ela pôde sentir sua essência se fundir com outro ser dando lugar a uma nova entidade, Redentora.
Reya não sabe explicar nem como nem o porquê, mas enquanto permanecia fundida nesse novo ser, ela era capaz se fazer coisas inacreditáveis, como voar, erguer carros, gritar tão alto que era possível cortar o aço. Embora não se tenha visto em um espelho, sua mente podia “ver” esse novo ser e a visão era arrebatadoramente bela, longas asas com penas brancas como as nuvens se erguiam de suas costas, o cabelo era dourado como o sol o corpo estava coberto por uma reluzente armadura prateada com adornos vermelhos, Reya era como os anjos para os quais costumava orar quando criança.
A jovem francesa podia sentir mais alguém junto com ela todo o tempo, sussurrando palavras desconexas, mas de alguma maneira sentia que esse “espírito” velava por ela a todo instante, mas quando se fundiam na Redentora, ambas eram cúmplices e dividiam o controle do novo corpo mutuamente. Seus sentidos e percepção eram ampliados, com isso ela passou a ter uma sensibilidade para o sofrimento alheio e assim podia fazer uso de seus dons para aplacar esse sofrimento.
Após uma agradável caminhada pelos arredores de Paris, Reya chega ao local de seu trabalho, o Orfanato Dechain, ela podia enfim se dedicar ao trabalho que tanto amava fazer, cuidar das crianças. O dia transcorria normalmente, quando subitamente uma indescritível dor de cabeça toma conta de Reya, que usando de toda sua força não desmaia. Gritos de agonia e desespero invadem sua mente e ela sabe que só uma pessoa é capaz de impedir esses gritos.
Um brilho translúcido envolve a jovem surgindo logo em seguida a angelical Redentora.
- Várias catástrofes assolam o mundo, morte por todos os lados... tudo culpa dele. É o momento de enfrentá-lo novamente.
Com essas palavras, Redentora voa numa velocidade espantosa, pra o local onde pode sentir maior sofrimento, a selva amazônica.
Através da fonte de água mística à sua frente, Melkart observa satisfeito como Entrópico realizou a tarefa que ele mandara. A contaminação do rio amazonas começava a afetar as espécies aquáticas próximas ao local do toque. Brevemente esse efeito se espalharia por todo o rio, e Melkart beberia a dor das vítimas.
Súbito, Melkart sente um incômodo. Algo chama sua atenção e ele olha em volta da caverna que escolhera como local de reunião com seus comandados. Porém, o que o ser maléfico pressente não pode ser visto com olhos comuns.
- NÃO É POSSÍVELl! – Melkart cerra seus dentes sentindo um ódio capaz de destruir a própria caverna.
O deus negro se levanta e caminha até a entrada da caverna. Seus olhos faíscam enquanto olha para o alto.
- Não importa... Já matei muitos dessa espécie antes... – sussurra o demônio.
********************
Alguns dias depois...
A energia parecia brotar do próprio solo e por um momento Sinal estava começando a imaginar a hipótese de não entregá-la para Melkart, mas sim ficar com ela para si próprio. Tão envolvido estava que não percebeu uma aproximação e o vilão se sobressaltou com alguém que falava pelas suas costas, com uma voz calma e serena:
- <Queria crer que você é só um turista perdido.> - Um homem, trajando uniforme com cruzes estilizadas e um capacete adornado com uma cruz verdadeira, estava flutuando atrás do vilão. – <Mas estou percebendo que, apesar de provavelmente você nem fazer idéia das forças com que está lidando, não é á toa que está aqui, certo? Imagino também que não adiantaria tentarmos conversar e resolver essa questão de forma civilizada como dois bons filhos de Deus, certo?>[1] traduzido do Italiano.
- Não entendi direito o que você disse cara, mas entendi o suficiente pra dizer que os deuses que nós seguimos, com certeza, não são os mesmos...
- Então teremos de resolver este impasse... – Imediatamente o recém chegado começou a falar um português fluente. – Meu nome é Shalom e eu peço uma última vez: Pare o que está fazendo e me acompanhe.
- Meu nome é Sinal e minha resposta é essa... – Dito isso o vilão disparou uma rajada de microondas contra o outro.
Fazendo um rápido sinal da cruz, Shalom ergueu os braços para se defender e se preparar para o combate.
Observando a ação de seus tenentes à distância, Melkart cerra os punhos e bate na mesa de pedra. A imagem formada na água na cavidade do centro da mesa oscila.
“Mate-o, Sinal! Mostre a ele todo meu poder... Prove a esse idiota ingênuo o que significam seus símbolos e sua ridícula fé! MATE-O!”
E assim tem início.
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[1] O furacão Katrina alcançou a categoria 5 na Escala de Furacões de Saffir-Simpson e destruiu grande parte de Nova Orleans em 29 de agosto de 2005. _________________
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Gustavo Levin Escritor

Registrado em: Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006 Mensagens: 658 : Localização: Porto Alegre - RS
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Enviada: Qua Set 06, 2006 1:23 am Assunto: |
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Bom, aproveito que a mini começou a ser publicada nesse capítulo Alfa pra comentar cada parte (com exceção do meu, claro)...
- Arauto, by Teutates: por enquanto ele lembra o Superman, por causa da Fortaleza da Solidão, mas também um Deus/Semideus como Thor ou Mulher-Maravilha... parece o mais interessante...
Talos, by Espantalho (Dr. Crane): uma das idéias mais criativas, ao meu ver... mas quero saber mais desse herói...
Guardiã, by Tom Slash: um herói (ou heroína, não entendi bem) que não perdoa nenhum vilão... justiça rápida e cega, hehehe...
- Zaphirah, by Aracnos: no início ela parecia a vilã, já invadindo o museu, mas por surpresa é a uma das heroínas criadas pra série... e talvez a mais intrigante...
- Entrópico, by Nery: tá, ele é um dos vilões, mas pelo visto ele está com dúvidas sobre o que faz, não é?ç
- Redentora, by Daniel: à primeira vista, ela me lembra a Fênix dos X-Men, mas aposto que só quer fazer o bem no mundo. Ou não? Hehehe... mas quero ver como será o capítulo dela.
- Shalom, by Steve: nada de muito revelador ainda sobre esse herói, mas em compensação, ele é dos poucos que já aparece em ação contra os vilões do UNF. E quero só ver como o confronto com o Sinal continua... _________________ CONEXÃO GATE - VOLUME 2: FINAL: BARNES E GATE CARA-A-CARA!
Echelon #23: Adriana encara o jogo final contra o Grupo! |
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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Qua Set 06, 2006 1:51 am Assunto: |
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Olá, pessoal!
Como leitor, tenho algumas impressões sobre os personagens apresentados no capítulo alfa.
Arauto (Teutates): Como já comentei com o Flávio, ele me parece alguém extremamente vaidoso. Vive acima da humanidade e parece gostar de se sentir perfeito, ou um deus mesmo. Não me parece altruísta. Ao meu ver, no momento mais crítico, não me surpreenderia se ele cedesse e tentasse se salvar sozinho. Mas vamos ver pra onde o Teutates vai levá-lo...
Talos (Dr. Crane): O que eu mais curto no Talos éo fato de que ele é um robô imenso. Não é um homem-de-ferro. Isso promete combates devastadores e de proporções compatíveis.
Guardiã (Tom): Gostei muito do clima de mistério em torno da Guardiã. O cenário do teaser foi bem construído e senti que existe uma grande personagem aqui.
Machine (Accuser): Herói tecnológico. Eu gosto de histórias com tecnologia. Vamos ver pra onde o Accuser vai levar o Machine.
Zaphirah (Aracnos): Gostei bastante do teaser. A Zaphirah parece uma personagem rica e de natureza única. Vou acompanhar de perto.
Redentora (Dan): Outra grande personagem que promete muito. Sei o que o Dan planeja pra ela e garanto que é coisa boa, baseada em muita pesquisa. Ela envolve aspectos angelicais que são sempre uma fonte rica a ser explorada. Sou fã.
Shalom (Steve): Um personagem com a marca registrada do Steve: heróis que acreditam no bem supremo. Heróis no sentido mais puro da palavra. Já conheço boa parte da história por trás dele e sei que é uma grande história. _________________
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Aracnos Escritor

Registrado em: Domingo, 29 de Janeiro de 2006 Mensagens: 859 : Localização: Itaim Paulista, São Paulo SP - Brasil
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Enviada: Qui Set 07, 2006 4:11 pm Assunto: |
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Também vou comentar cada herói com o pouco que já vimos aqui no capítulo Alfa...
Arauto (Teutates): Arauto me lembrou o mito de Adones... Mais preocupado com a beleza do que com a justiça, mas claro, isso foi só a primeira impressão... vamos ver se esse clima de superioridade tem justificativa (se é mesmo superior) ou se é apenas balela...
Talos (Dr. Crane): Talo não me pareceu um herói... pareceu mais um funcionário da polícia... um bombeiro, não que bombeiros e alguns policiais não sejam verdadeiros heróis...
Guardiã (Tom): A Guardiã está ligada ao oriente, traz aquele clima de filmes de ação com muito mistério. Eu achei interessante...
Machine (Accuser): Como o Accuser mesmo descreveu, ele parece o Robocop... ou o Cyborg dos Titãs. Pode dar uma boa história, ligada a superação da capacidade humana e a possível perda da humanidade de cada um.
Redentora (Dan): O tema que envolve anjos sempre me fascina. E creio que pode render grandes histórias, se bem pesquisadas e respeitando as crenças dos povos que têm anjos em sua religião.
Shalom (Steve): A ação começa aqui. Um herói também ligado à religião, mas creio que bem diferente de outros que já vi. Também concordo que aqui está expresso o estilo do Steve, e isso é garantia de qualidade.
Aliás, essa série será show, todos os teasers ficaram muitos bons e as amarras feitas pelo grande Nery foram geniais! Estou muito empolgado! _________________
REVOLT: No ar o capítulo #18.
Já está on-line: SAGRADA JUSTIÇA #2 e o ESQUADRÃO M.
http://unfrevolt.wordpress.com |
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Teutates Supremo

Registrado em: Domingo, 8 de Janeiro de 2006 Mensagens: 993 : Localização: Capital - SP
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Enviada: Dom Set 10, 2006 10:44 pm Assunto: |
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Está iniciada esta sensacional maxi-série do selo Universo Nova Fronteira!
Quero aproveitar e comentar um pouco deste primeiro capítulo, este capítulo alfa da Alvorada dos Heróis.
Os leitores casuais devem estar se indagando: quem escreveu este capítulo inicial? Praticamente toda a equipe UNF: Nery, Steve, Daniel, Dr. Crane, Accuser, Aracnos, Tom e eu. Com exceção de Nery, cada um criou seu herói, que abordará no decorrer da série e, especificamente para este capítulo inaugural, escreveu um teaser, mostrando brevemente o que lhes aguardará caso continuem lendo os capítulos futuros.
Primeiro, o trabalho do Nery em reunir cada um dos teasers, foi fenomenal. O grande vilão da trama é justamente o mesmo manipulador da mini-série Desejos Negros: Melkart. A visão do nefasto vilão de cada herói foi interessante, e podemos perceber que ele não se sente confortável com a tecnologia - mas então, porque ele deu tantos aparatos supostamente tecnológicos para seus vilões (Projetor, Sinal e Dr. Zork)? Um mistério que será revelado no decorrer da Alvorada.
Sobre os heróis de cada um dos escritores, breves comentários:
Talos (Dr. Crane): Penso que a pessoa que controla Talos deva ter alguém como o Stephen Hawking: há um problema físico, e uma mente brilhante. Minha dúvida é se há alguma organização por detrás desse herói e seu construto, ou se ele realmente construiu o grande robô na garagem.
Guardiã (Tom): Curti bastante a/o Guardiã/ão (porque não é possível identificar no teaser o sexo do herói, e eu estou comentando como leitor). Mostra que a trama do/aa herói/ina está relacionada ao amuleto que estava nas mãos de Edward Norton, e que Guardiã/ão será implacável em suas ações. Isto trará uma interessante abordagem quando todos os heróis se encontrarem.
Machine (Accuser): Podemos perceber que ele tem a alma de herói. Gosto de tramas envolvendo tecnologia, e imagino que, seja Machine um ciborgue, ou um homem vestindo uma armadura, teremos boas surpresas pela frente. Mas novamente a questão: como ele conseguiu a tecnologia? Será ele um capacho de políticos ou de um país desenvolvido?
Zaphirah (Aracnos): Primeiro devo destacar que no início do teaser fica-se com dúvida sobre a heroína - está de que lado afinal? dos mocinhos, dos bandidos, ou há um meio termo, algo que não estamos percebendo? Segundo, seus poderes são fantásticos, e me lembraram do Feitiço de Áquila quando ela se transformou em águia, mas pode-se imaginar que há magia envolvida. Estou ansioso para a continuação, para entender que portal ela estava fechando no Louvre.
Redentora (Danny): Assim como o Aracnos, gosto muito do tema envolvendo Anjos. Quando o Danny comentou que iria fazer uma "anja", fiquei com um pé atrás, pois minha visão é completamente diferente destes seres celestiais (como podem perceber na fanfic do Vingador Fantasma), mas sabendo da competência de meu amigo, sei que teremos uma trama envolvente.
Shalom (Steve): E este é mais herói com marca registrada do Steve, e novamente vemos a religião em suas tramas (o Resgate tem seu golpe fantasma, que nada mais é que um golpe anímico, ou seja, envolve os conceitos de espírito e alma). Algumas questões sobre o teaser: Onde o Sinal estava? Shalom, apesar de usar um codinome hebreu (que significa paz) é um herói do Vaticano correto (faz o sinal da cruz e fala italiano)? _________________ É hora do Rock & Roll !
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Seg Set 11, 2006 2:32 pm Assunto: |
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Comentários super rápidos...Tá uma loucura no serviço hj.
ArautoO Flávio parece estar desenvolvendo um herói nos melhores moldes de heróis divinos como Thor ou a Mulher Maravilha, mas eu conheço ele e sei que deve estar planejando algo prá surpreender a todos nós!
TalosComo sempre o Lucas faz a gente esperar pacas, mas quando bola algo é bem diferente...espero boas supresas quanto ao Talos.
GuardiãNão faço segredos de que acho o Tom um dos nossos mais proeminentes escritores, seja pela habilidade fantástica de escrever ou pelo pouco tempo que faz isso (prá mim ele já deve escrever há um tempão!!) e com essa Guardiã ele deve nos surpreender ainda mais.
MachineO Accuser nos mostra um herói tecnológico bem intrigante, ele parece aqueles tipos de heróis que são superhumanos e com os quais podemos nos identificar.
ZaphirahUma heroína pos demais interessante. O teaser deixa a gente com aquele gostinho de quero mais!!!
RedentoraComo tenho conversado muito com o Dan no MSN já sei de algo sobre a Redentora e só digo que... Aguardem uma ótima história de uma ótima personagem!
Bom...acho que eu serei o primeiro a postar meu herói...Assim que receber a confirmação eu volto e posto blz?
Abraços a todos! _________________
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Seg Set 11, 2006 4:10 pm Assunto: |
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Shalom.
Ciclos de violência.
Por João Norberto da Silva.
O calor do deserto é ainda pior do que qualquer noção do que possam dar para nós na escola.
Minha roupa está empapada de suor, o que não seria problema se fosse só isso e não o meu sangue também, o capacete está mais pesado do que nunca, o que acaba por dificultar minha visão e respiração, agravando o fato de estar com costelas quebradas e provavelmente um pulmão perfurado.
Arranco a máscara que protege minha identidade, aqui e nessas condições, ela só iria atrapalhar e assim que o tecido negro cai no solo, ele é encharcado pelo jorro de sangue que escapa de minha boca. Tudo parece me forçar a desistir e eu só não faço isso, pois o maldito começa a rir e a zombar de minha fé e de meu Deus...
Desse modo eu me ergo, a dor no corpo é lancinante, principalmente em meu braço esquerdo, dessa vez eu acredito que ele não vai mais se mover e eu quase caio outra vez, mas não darei esse gostinho para ele...
Em minha mente sinto a maldita Taranna me provocar com suas zombarias, mal sabe ela que, se eu morrer, ela provavelmente encontrará seu fim e nesse pensamento encontro forças para me manter de pé e pronto para abraçar minha sina.
Com o canto dos olhos eu vejo as equipes de filmagem que chegaram para gravar essa batalha, pelo visto minha primeira missão pública será também a última, fechando um ciclo de violência que começou há muitos anos atrás...
XXX
Violência.
Apesar dos esforços de Antônio e Ana, pais extremamente amorosos, Pedro, nascido em uma vila próxima à Roma, só conheceu agressão e violência por toda a sua vida.
Ele tinha vários problemas de saúde, mas mesmo assim tentava se colocar entre os valentões da escola e os colegas mais fracos, o que resultara em muitas brigas, as quais ele sempre perdia, ferimentos e, muitas vezes, visitas desagradáveis à Diretoria do colégio em que estudava.
O único alento era Giovanna, sua vizinha e amiga desde que Pedro se conhecia por gente, que sempre esteve ao lado dele, mesmo quando ele era humilhado pelos demais colegas de aula. Ela sacrificou a vida comum entre os mais populares da escola por causa de Pedro e ele viria a se apaixonar e amá-la no futuro.
E não importando o que quer que pudesse acontecer, ele jamais empregou a violência, preferindo sempre tentar uma solução pacífica para os problemas que surgiam diante dele, motivo pelo qual, é claro, lhe rendeu apelidos nada amistosos dos colegas da escola. Crianças, às vezes, podem ser muito cruéis.
Em meio a esses problemas Pedro encontrou na religião católica e na amizade do padre Francesco algum alento, mas mesmo essa amizade acabou por trazer problemas, quando o pároco fora acusado de abusar de menores, o que acabou resultando em nada, primeiro pela falta de provas e depois pelo depoimento de várias crianças a favor dele.
O primeiro a sair em defesa do padre, que levou aos outros a fazerem o mesmo, foi Pedro e por causa disso ele acabou espancado, com alguns ossos quebrados e de molho num hospital durante semanas, o que resultou num leve retardamento de movimentos do braço esquerdo que os médicos disseram poder se tornar permanente no futuro.
Descobriram, anos mais tarde, que todo o boato não passou de tentativa de ganhar um dinheiro fácil que partira dos pais da criança que teria sido abusada, mas o estrago já havia sido feito e, por conta da reação das pessoas a igreja achou por bem afastar o padre Francesco de suas funções, mas ao invés de mandá-lo para um certo internato, onde padres acusados de pedofilia iam, ele recebeu uma casa simples e afastada da cidade onde, recebendo certa pensão, deveria permanecer até o fim de seus dias.
A família de Pedro, no entanto, permaneceu amiga do padre e, sempre que possível, iam visitá-lo onde passavam fins de semana agradáveis e até mesmo temporadas inteiras e, quando o rapaz completou vinte e três anos e tudo mudou na sua vida e também na do mundo.
Quando Pedro, seus pais e Francesco estavam se preparando para voltar até a cabana do ex-padre, com o fruto de uma longa manhã de pesca, o dia, que até então estava ensolarado, ficou encoberto, com raios, trovões e a escuridão tomou conta do lugar.
Um vento frio e a água cortante da chuva faziam com que todos se encolhessem, procurando se proteger, exceto Pedro, que calmamente se erguia e caminhava de volta para o rio onde pescara. Era como se ele não pudesse ouvir os gritos de alerta daqueles que ele deixava para trás, mas logo o pavor que sentiam por aquela situação ficou ainda maior quando, por entre as nuvens tempestuosas, um facho de luz desceu até tocar as águas agitadas do rio, que ficaram calmas imediatamente naquele lugar.
Para maior assombro de todos, o rapaz começara a caminhar sobre as águas até ficar sob a estranha luz e Pedro ergueu o rosto dizendo com uma paz na voz tão grande que até seus pais e Francesco sentiram certo alívio percorrer seus corpos:
- Estou aqui meu senhor e meu Deus... Que se faça a sua vontade.[1]
- E assim será...
Uma voz, que os presentes até hoje não saberiam como começar a descrever, se fez ouvir acima dos trovões e em instantes a tempestade cessou com o facho de luz crescendo até que todo o céu se abrisse outra vez.
Foi quando todos se ergueram e puderam ver o dono da voz, que se aproximava do jovem Pedro:
- Shalom... Que a paz de Nosso Senhor esteja contigo...
- Que a paz esteja contigo também...
- Já sabes o que o Senhor quer de ti, não é Pedro, Já saber as mudanças que se operarão em ti e todo o sacrifício que te aguarda?
- Sim. Eu o ouvi quando a luz sagrada me tocou e sei o que fazer.
“Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz;
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé;
Onde houver erros, que eu leve a verdade;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar,
que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado;
Pois é dando que se recebe;
É perdoando, que se é perdoado;
E é morrendo que se vive para a vida eterna.”
Enquanto a oração de São Francisco saía da boca do rapaz o anjo, chamado de Tsadkiel, bem como a luz divina que a tudo iluminava, iam sumindo pouco a pouco deixando os presentes com os olhos cheios de lágrimas e com o coração repleto da mais pura paz.
Quando tudo parecia ter terminado, Pedro permanecera em pé, sobre as águas, por alguns minutos até fechar os olhos e mergulhar sumindo de vista.
Ainda atônitos Francesco e Antônio foram os primeiros a se levantar e correr para o rio, a fim de ajudar o rapaz, enquanto Ana se ajoelhava e rezava, com os olhos cheios de lágrimas e um sorriso no rosto ela, como toda boa mãe sabia que o filho não precisaria de ajuda naquele momento.
O momento de um renascimento.
As águas começaram a emitir um fulgor tal qual se o leito estivesse em chamas fazendo com que os dois homens recuassem protegendo seus olhos e logo algo saltou para fora do rio e com a luz diminuindo todos vislumbraram um homem voando ali perto, que trajava uma veste colada ao corpo em tons de preto, branco e dourado, trazendo no peito um desenho que lembrava uma cruz. Na cabeça um elmo cobria totalmente a sua cabeça e trazia outra cruz, esta dourada e postada sobre a fronte dele. De seu rosto só era possível ver os olhos, pois todo o resto estava coberto por um pano negro.
Uma aura dourada permeava o ar à sua volta e ele se voltou para os presentes, desceu até onde eles estavam, saudou a todos fazendo um pequeno sinal da cruz em suas frontes e, com a voz lembrando a de Pedro e mesmo assim muito diferente, disse por fim:
- Hoje nasce um protetor para toda a humanidade. – O brilho ao redor dele se intensificou um pouco e novamente os corações dos presentes se encheram de paz e alegria. - Sou Shalom, o pacificador.
Em poucos dias Pedro, trajado como Shalom e junto com Francesco estavam diante do Papa João Paulo II, explicando o ocorrido. Os cardeais que aconselhavam o pontífice cochichavam entre si, desacreditando na história relatada, mas João Paulo permanecia interessado e em várias ocasiões pediu que Pedro repetisse alguns trechos, complementados por Francesco que falava como testemunha ocular.
Quando terminou de falar, percebendo as más intenções de certas pessoas no local, o que se descobriu ser uma das suas capacidades especiais, Shalom começou a flutuar e o brilho dourado que emanava de seu corpo tocou a todos os presentes, que logo se prostraram pedindo perdão pelos seus pecados.
- Não vim para que os povos ajoelhassem diante de mim. – Quando Pedro falava assim, Francesco quase não reconhecia o garoto que ele vira crescer. A voz era carregada de imponência, ao mesmo tempo em que soava plácida e tranqüila. – Vim para servir aos desígnios que o Pai me deu, servir o povo Dele e proteger a todos das armações do inimigo.
Essas palavras pareceram tocar fundo nos corações de todos que estavam ali e eles se ergueram recompondo-se e voltando novamente para os lugares onde estavam, pois o Papa agora indicava que Pedro se aproximasse:
- Finalmente você apareceu... – A voz de João Paulo estava trêmula, um misto de temor e alívio. – Quando revelei o terceiro segredo[1], eu já não esperava ver você e não queria dar falsas esperanças ao povo... – Nesse momento os olhos dele começaram a derramar lágrimas em profusão. – Sou humano acima de tudo e novamente cometi um erro, pois deveria ter revelado o verdadeiro segredo quando tive chance, afinal Deus mostrou como não se pode deixar de confiar, pois através das crianças de Fátima eu soube que chegaria um dia em que Ele, tendo um anjo como anunciador, escolheria alguém que teria habilidades únicas na defesa de seus filhos contra as armações do inimigo... Esse alguém é você. Eu não tenho dúvidas e minha vergonha é imensa... – Foi então que o sumo pontífice da igreja católica escondeu o rosto entre as mãos e chorava copiosamente.
Ver aquilo atingiu fundo o coração de Pedro e ele se aproximou, tomou as mãos enrugadas do idoso à sua frente e, para surpresas de todos beijou-lhe a fronte e disse:
- Não tenhas vergonha... Ele o perdoa e eu também... – Logo depois ele se afastou e os cardeais começaram a sugerir as formas de mostrar ao mundo que havia alguém entre eles para proteger ao Vaticano, um campeão da igreja católica, um verdadeiro herói, mas ao ouvir o modo como falavam, Pedro, com aquela voz, ao mesmo tempo forte e frágil, se dirigiu a todos os presentes sem, no entanto, soltar as mãos do Papa. – Não serei um símbolo a ser explorado pelos homens. Hoje vim me apresentar diante do Papa para que ele soubesse que estarei empenhado em proteger a humanidade, como um todo, e não somente um país ou outro. Agora irei partir, procurando quem precisar de ajuda, quem estiver enfrentando provações, quem precisar de mim da forma que for, usando os poderes que Ele me deu. Hoje começa minha peregrinação. – Ele voltou os olhos para o idoso senhor que se encontrava com os olhos ainda molhados de lágrimas, mãos nas suas e concluiu. – Sempre que precisarem, o senhor poderá me chamar... Tenho vossa benção, vossa santidade?
O Papa estende a mão até tocar a cruz no capacete que Pedro trazia em sua cabeça:
- Eu te abençoou, que tuas ações tragam a luz de nosso senhor a este mundo de trevas... Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo...
Fazendo um sinal da cruz Pedro, que agora também era conhecido como Shalom, ganhou o mundo para espalhar a palavra de Deus e proteger seus filhos. Uma missão, ele acreditava, que seria calma e sem nenhuma grande altercação.
Como ele estava enganado.
Numa de suas primeiras viagens ele chegou à uma cidadezinha do interior da Inglaterra e, descobrindo que ganhara o Dom das Línguas, ficou sabendo do caso de uma garota que parecia estar possuída por um demônio.
- Onde está essa garota? – Ele falava em italiano e o homem entendia em inglês, respondia assim, mas o rapaz entendia em sua língua natal. “Isso será muito útil” ele pensou enquanto o outro respondia que a garota se encontrava no porão de uma igreja ali perto. – Certo... Leve-me até ela, por favor.
Ao entrar no porão da igreja que lhe indicaram, sozinho e já usando o traje de Shalom, ele deu graças a Deus pela máscara que cobria seu nariz, pois mesmo assim, o terrível cheiro de fezes, urina e sangue o atingiu como um soco. Tinha certeza de que seria pior se ele não estivesse usando nada.
Depois de poucos passos dados ele estava diante de uma cena dantesca: A garota estava amarrada numa cadeira, cercada por diversos objetos como cruzes e imagens de santos. Ela deveria ter, no máximo, quinze anos, sua pele estava cheia de cortes e arranhões, o cabelo desgrenhado, o vestido rasgado e sujo de todos os dejetos que ela fazia ali mesmo. Mexia a cabeça para frente e para trás e quando pareceu notar a presença de Shalom, ela parou o movimento e quando abriu a boca uma voz rouca e cheia de maldade e luxúria o recebeu:
- Ora, ora, ora... Então agora esses veados mandaram chamar reforços de peso não é? – Ela abriu as penas e, se oferecendo como uma prostituta, continuou a provocar o recém-chegado. – Vem cá meu jovem... Tome meu corpo para si e me violente... Vamos lá tenho uma vagina cheia de fogo e... Argh!!!!
- Maldita seja, succubus... – Shalom flutuava diante da garota emitindo um leve brilho dourado e seus olhos viam, como uma imagem espectral sobre a garota, uma mulher-demônio. – Que a luz divina a esconjure e que a vida dessa pobre criança seja libertada.
- Arrrr... Idiota... Eu sou Taranna, e essa luz eu já enfrentei diversas vezes... Até me excita um pouco a dor que ela causa... Terá de fazer melhor... Arrrr.... Issssssooooo...
Shalom ampliou a luz que emitia, condensando-a num raio que ele voltou para o rosto da garota que finalmente soltou um urro de dor, ódio, medo e alívio, este último da própria que teve seu corpo usurpado por uma succubus depois de brincar com magia negra num ritual com outras colegas de escola.
- Não vai adiantar!!!! AAAAAIIIIIIIIII!!!! Não deixarei minha querida se não houver outro corpo para invadir!!!! AAARRRRGGGHHHH!!!!
- Então... Que seu receptáculo não seja uma criança!!! – Forçando ainda mais a sua energia sobre o rosto da menina, Shalom viu a mulher-demônio saltar de onde estava e vir em sua direção.
Assumindo um estado mais sólido, Taranna acertou um soco no rosto do outro e ambos caíram no chão empoeirado do porão, atracados enquanto ela continuava a desferir golpes nele gritando que, assim que o matasse, voltaria para o corpo da garota, sairia dali e a levaria por uma vida de luxúria desenfreada até que o corpo dela agüentasse.
Essas palavras tocaram fundo na alma de Pedro e ele desferiu um potente soco no rosto da inimiga fazendo-a voar de encontro a uma parede próxima, caindo no chão amaldiçoando-o, mas antes dela cumprir alguma de suas ameaças, ele a segurou pelos braços e prendeu-a debaixo de si.
- Hum... Que delícia... – Taranna cruzou as pernas ao redor da cintura do oponente prendendo-o. – Agora termos um impasse querido... Quem cansaria primeiro? Ou você preferiria possuir esse corpo que posso manter por algum tempo antes de me tornar descarnada e necessitada de um corpo?
- Não entrará no corpo dessa jovem de jeito nenhum... Não importa o que eu precise fazer. – Dito isso ele fez com que sua luz brilhasse até os limites em que acabou por desmaiar.
Horas depois um exausto Shalom saída do porão da igreja, carregando nos braços uma garota livre da possessão diabólica e exausto. Ele saiu em trajes comuns e todos na cidade e todos o tomaram como um padre exorcista. A verdade era outra, porém, e Shalom finalmente sentiu que sua missão de fato estava iniciada.
A partir desse dia ele se tornou um herói.
Com o passar dos anos ele acabou por se defrontar com vários outros desafios tais como um povoado inteiro tomado pelo pecado da luxúria, onde os habitantes em nada mais pensavam a não ser nos prazeres da carne, definhando até a morte por inanição. Outra vez ele teve de ficar entre um grupo de índios e outro de poceiros onde apenas o brilho de sua energia foi o suficiente para acalmar os dois lados. Infelizmente uma criança morreu antes dele impedir um incêndio num prédio residencial causado por um grupo de adolescentes que tentou fazer um pacto com o diabo num ritual mal elaborado. Conseguiu realizar tudo isso e muito mais sem, no entanto, se mostrar em público. Ninguém sabia quem era o Shalom.
Em meio a tudo isso, sempre que possível ele voltava para sua cidade para visitar os pais e aquela que viria a ser sua esposa, a doce e linda Giovanna. Conversando com o padre Francesco, que havia recebido autorização especial do Vaticano para voltar a exercer suas funções, Pedro confessou o amor e desejo de desposar a garota, recebendo a resposta que mais queria ouvir: Shalom era um herói que recebera seus poderes de Deus, mas que não fizera em nenhum momento um voto de castidade.
E foi depois do casamento com seu amor de infância, que Shalom descobriu o preço que um herói acaba por pagar, mais dia menos dia.
Na noite de núpcias quando o casal consumava o desejo e o amor que ambos sentiam há anos que algo explodiu na mente de Pedro “Isso querido... Come com gosto essa vagabunda... Assssssim...” ele se levantou às pressas e, confuso, correu até o banheiro onde, ao se olhar para o espelho, viu o reflexo de uma maldição que o acompanharia para sempre:
- Olá meu querido... – Era Taranna! Ele podia ver a imagem dela refletida no espelho, abraçando-o por trás e passando a língua em sua nuca. Ele se virou e não a viu, mas ao voltar os olhos para o espelho lá estava ela outra vez, falando direto em sua mente. – Achou mesmo que iria me tirar do corpo daquela pequena piranha sem nenhuma resposta? Estou aqui meu bem... Dentro dessa sua cabecinha tediosa e não pretendo ir embora tão cedo... Mas deixarei que você tenha sua noite de núpcias em paz... – Um silêncio se fez na cabeça do herói do mesmo modo que a imagem dela sumiu do espelho.
Ele voltou para o quarto e abraçou sua esposa, achando que tudo não passara de um pesadelo causado pelo estresse de sua vida agitada, mas assim que ele recomeçou a beijar sua esposa “Ou talvez eu não o deixe em paz nem nesse momento... Hahahahahahahahahaha”. Naquela noite ele não pôde consumar seu casamento.
Taranna se provou mais um aborrecimento do que um grande problema, uma vez que ela não podia influenciar em nada as ações de Shalom, não tinha capacidade para controlar os movimentos dele, apenas se tornara uma voz irritante e uma imagem provocante quando ele se olhava em superfícies refletivas.
Tudo só mudou quando Shalom ficou sabendo do plano terrível de um demônio que ambicionava destruir o mundo em sua sede de dor, sofrimento e sangue, pois nesse dia antes mesmo de enfrentar Melkart, o herói enfrentaria um terrível oponente.
O homem que se chamou de Sinal, faria com que o ciclo de violência da vida de Pedro finalmente se fechasse, quando o enviado de Deus teve de quebrar seu voto e se perdeu num pesadelo de fúria contra um homem que lhe tirou o que ele tinha de mais sagrado.
O amor de sua vida.
[1]Para facilitar o entendimento(e a vida deste escritor) os diálogos em Italiano serão todos prontamente traduzidos. _________________
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Seg Set 11, 2006 4:15 pm Assunto: |
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Eis uma imagem do Shalom (se defromar a imagem eu edito depois blz?)
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Teutates Supremo

Registrado em: Domingo, 8 de Janeiro de 2006 Mensagens: 993 : Localização: Capital - SP
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Enviada: Seg Set 11, 2006 5:24 pm Assunto: |
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Eu já tinha conhecimento de que Steve iria trazer elementos pré-capítulo ômega logo de início, mas não imaginava que a cena fosse tão intensa. É possível visualizar com exatidão os ferimentos de Shalom, e uma expectativa enorme nos invade para saber como será esse combate grandioso.
Então, uma perfeita ruptura no texto e, em flashback, retornamos ao passado de nosso herói, para uma cidade italiana, onde vemos um garoto de família e espírito de herói, recebendo uma boa educação cristã. Infelizmente, a alma da maioria dos homens é podre e vemos uma denúncia infundada de pedofilia, motivado por ganância. Mas qual o interesse dos demais concidadãos (provavelmente interioranos e mais humildes) em condenar o padre sem provas, chegando ao ponto de espancar uma criança que sai em sua defesa? Nossa humanidade estará, realmente, perdida?
Mas quando a Paz do Senhor Jesus Cristo habita no interior do Homem, este perdoa e vive com prosperidade (lembrando que o sentido de prosperida não se limita à bens materiais, pois Pedro tinha prosperidade espiritual). E tamanho era seu amor que foi agraciado pelo Pai com dons espirituais que transcendem o conceito da física e de nossa própria realidade. Nosso Deus realmente é o Deus do Impossível.
A parte que mais gostei foi Pedro e Francesco diante de João Paulo II, que creu na intervenção divina. Todavia, a dúvida - que é o oposto da fé - de alguns arcebispos e cardeais poderia por abaixo a credibilidade de Shalom, mas nosso Deus não é o deus do Engano, mas da Verdade, e achei tremendo a caracterização do resplandecer do Espírito, fazendo com que os que duvidavam e/ou tinham sentimentos carnais acerca do herói, se arrependessem. Perfeito, o arrependimento é o sinal da mudança, metanóia.
Outro ponto interessante foi não aceitar que se ajoelhassem diante dele. Os anjos também assim o fazem, pois todo joelho se dobrará apenas diante de nosso Senhor e Rei, o Salvador, o Nazareno.
A cena do exorcismo foi muito pesada. Gostei muito da retratação do espírito demoníaco (da Sucubus) atormentando e possuindo a adolescente. Diga-me Steve, com sinceridade, eu colaborei de alguma forma com essa cena? Agora, o fato dela passar a atormenta-lo sem possuí-lo, muito bem pensado. E não é o que acontece com todos nós?
Um excelente capítulo e uma fantástica origem. Meus parabéns meu amigo! _________________ É hora do Rock & Roll !
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Seg Set 11, 2006 6:49 pm Assunto: |
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Uuuufffaaa...Flávio..vc num sabe como me alivia ver um comentário assim...Tava superpreocupado se esse personagem agradaria...
Cada trecho desse texto foi pensado em dar a maior profundidade ao Shalom que eu pude...Desde o começo com ele todo detonado às lembranças de sua vida até ali.
A fá que eu sinto ter é simples, por isso gosto de retratar personagens com sua fé tbm simples...
| Citação: | Outro ponto interessante foi não aceitar que se ajoelhassem diante dele. Os anjos também assim o fazem, pois todo joelho se dobrará apenas diante de nosso Senhor e Rei, o Salvador, o Nazareno.
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essa parte do seu comentário me tocou profundamente e me mostrou que acertei a mão mesmo. Devo te agradecer mesmo por já ter lido e comentado.
Agora o lance do exorcismo e da sucubbus, confesso que eu bolei prá deixar o personagem mais único, por isso eu num lembro de vc ter me influenciado, claro que inconscientemente isso pode ter acontecido...Falae pq vc teve essa impressão que a gente descobre.
Brigado mesmo Flávio. Seu comentário foi muito importante prá que eu tivesse mais certeza de que estava indo pelo caminho certo. _________________
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Tom Slash Escritor

Registrado em: Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006 Mensagens: 604 : Localização: São José - SC
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Enviada: Ter Set 12, 2006 2:44 am Assunto: |
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Desculpem o atraso meus amigos. Primeiro vou comentar o capitulo inicial e depois o capitulo de estréia de Shalom.
Primeiro quero destacer e extraordinario trabalho do Nery para amarrar as pontas. Quando iniciamos com as ideias da Maxi e cada um foi apresentando suas ideias fiquei muito feliz e empolgado com as maravilhosos herois que eram apresentados. Com o tempo e pelas possibilidades de cada um, os personagens foram sendo adaptados, mudados e até deixados de lado. O herói do Nery foi um deles e fiquei pensando como ele poderia participar do projeto. Quando foi decidido que o Nery iria amarrar as pontas e fazer o Melkart fiquei bem empolgado e vi que ele conduziu tudo com maestria. Parabéns mesmo! Agora vamos a cada um dos heróis:
Arauto by Teutates: Quando o li o teaser do Flavio, a primeira imagem que me veio foi do anime Cavaleiros do Zodiaco. Por que? Justamente por ser grego, ser um guerreiro com poderes especiais, usar uma armadura e além do mais venerar uma mulher (como Seiya com Atena). Depois parei pra pensar em vi que algo muito mais complexo esta por trás da fortaleza dele e essa primeira impressão. To curioso pra saber...
Talos by Espantalho (Dr. Crane): De inicio me lembrou muitos androides e robos ja conhecidos. Cyborgue, Homem de Aço e tantos outros. Mas depois lendo a parte do capacete virtual, me levou a vários filmes dentre eles Matrix e isso me abriu um janela de opção e percebi que estava ai um personagem espetacular e que como todos os outros to ansioso pra conhecer...
Machine by Accuser: Como o Talos, me lembrou os robos e cyborgues já conhecidos, mas muito o Robocop (coisa já citada). O machine parece mais humano e as possibilidades sobre isso são imensas. Será que ele vai pensar no povo ou na hora da luta seu unico objetivo é acabar com o inimigo custe o que custar. E a inteligencia do homem que criou o cyborgue? Até que ponto chega sua capacidade? E a possibilidade de upgrades? Como já disse, estou ansioso...
Zaphirah by Aracnos: Uma heroina histórica que me chamou muito atenção. Primeiro pelo sua missão que parece ser milenar. E segundo pelos seus poderes, sua aparencia e pelo modo como ela entrara na batalha. Uma personagem riquissima e que nas mãos do Aracnos será muito bem desenvolvida. Já sabem...
Redentora by Daniel Rand: Literalmente um anjo. Fiquei impressionado por uma nova forma celestial que o Daniel conseguiu dar a essa heroina, criando a história da fusão de almas. Isso parece dar um poder inagualavel a ela, a ponto de bater de frente com o Melkart quem sabe. Como sempre ansioso...
Shalom by Resgate: Como já citado, um herói a cara do João. Já começa pelo poder né, que é mais uma criação espetacular do Steve. Depois pela rica história que você criou em torno do personagem, envolvendo a igreja catolica, uma instituição muito misteriosa (por mais que eu seja catolico). E diferente dos outros ele já se inicia no confronto com o Sinal, um toque a mais do João, que sempre tem história espetaculares. To louco pra ler esse capitulo ai, pena que ta tarde (meia noite já...)
É isso galera. Amanhã comento o capitulo do Shalom, blz João?
Um grande abraço a todos _________________ Combates #22 - O Tempo
Já está online
Após quase dois anos, o passado torna-se presente novamente... |
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Gustavo Levin Escritor

Registrado em: Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006 Mensagens: 658 : Localização: Porto Alegre - RS
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Enviada: Qua Set 13, 2006 1:46 am Assunto: |
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Adorei a história do Shalom... um herói que serve a Deus, mas que ao mesmo tempo é pode ser uma feroz máquina de matar (me lembra a Ângela, do Spawn). Pena que ele tenha uma história tão turbulenta... mas enfim...
A próxima história dele é continuando o confronto do capítulo Alfa? _________________ CONEXÃO GATE - VOLUME 2: FINAL: BARNES E GATE CARA-A-CARA!
Echelon #23: Adriana encara o jogo final contra o Grupo! |
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Tom Slash Escritor

Registrado em: Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006 Mensagens: 604 : Localização: São José - SC
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Enviada: Qua Set 13, 2006 3:18 am Assunto: |
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Show, espetacular, incrivel, maravilhoso... Olha as palavras que escrevi não definem o capitulo, que com certeza ta muito acima disso. As cenas iniciais, da infancia de Pedro são totalmente reais e são perfeitamente descritas. (Obs: Apesar de tudo, de toda a evolução da humanindade, ainda existem atitudes como essa com as crianças. Eu mesmo presenciei no colégio uma cena dessa com os garotos da 4ª serie. Na hora intervi afastei cada um para o lado e não permiti que batessem no garoto. Prometi que ia bater nele se continuasse, unica forma que pareceu fazer efeito e que eles entenderam, fazendo os garotos sairem dali, mas será que no outro dia não foi a mesmo coisa?)
A parte da redenção, em que o anjo da os poderes ao Pedro e a parte do Papa me deixaram bastante comovido. Como cristão que sou (não praticante é verdade), a cena mexeu justamente por apresentar o anjo e a oração de Sâo Francisco. Segundo por trazer de volta o papa João Paulo II que pra mim foi o unico (pois foi o unico que vi durante toda a minha vida até o falecimento dele).
A cena do exorcismo foi forte e a soccubus foi muito bem caracterizada, principalmente atormentando ele. Uma duvida: quanto ela incomodara Shalom?
Mas é isso ai
parabéns pelo capitulo e abraços _________________ Combates #22 - O Tempo
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Qua Set 13, 2006 1:02 pm Assunto: |
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| Accuser escreveu: | Adorei a história do Shalom... um herói que serve a Deus, mas que ao mesmo tempo é pode ser uma feroz máquina de matar (me lembra a Ângela, do Spawn). Pena que ele tenha uma história tão turbulenta... mas enfim...
A próxima história dele é continuando o confronto do capítulo Alfa? |
Valeu Accuser, eu tentei fazer o personagem mais profundo que eu pude em um só capítulo. Que bom que vc gostou.
E sim, no próximo capítulo haverá a cena do teaser e trará novas surpresas!
| Tom Slash escreveu: | Show, espetacular, incrivel, maravilhoso... Olha as palavras que escrevi não definem o capitulo, que com certeza ta muito acima disso. As cenas iniciais, da infancia de Pedro são totalmente reais e são perfeitamente descritas. (Obs: Apesar de tudo, de toda a evolução da humanindade, ainda existem atitudes como essa com as crianças. Eu mesmo presenciei no colégio uma cena dessa com os garotos da 4ª serie. Na hora intervi afastei cada um para o lado e não permiti que batessem no garoto. Prometi que ia bater nele se continuasse, unica forma que pareceu fazer efeito e que eles entenderam, fazendo os garotos sairem dali, mas será que no outro dia não foi a mesmo coisa?)
A parte da redenção, em que o anjo da os poderes ao Pedro e a parte do Papa me deixaram bastante comovido. Como cristão que sou (não praticante é verdade), a cena mexeu justamente por apresentar o anjo e a oração de Sâo Francisco. Segundo por trazer de volta o papa João Paulo II que pra mim foi o unico (pois foi o unico que vi durante toda a minha vida até o falecimento dele).
A cena do exorcismo foi forte e a soccubus foi muito bem caracterizada, principalmente atormentando ele. Uma duvida: quanto ela incomodara Shalom?
Mas é isso ai
parabéns pelo capitulo e abraços |
Grande Tom! Puxa...Temos um herói entre nós!
Brincadeiras á parte vc fez a sua parte separando os moleques...parabéns pela atitude viu?
Quanto ao Papa, realmente acho que não haverá alguém como o anterior(esse atual parece um capeta... ) E a Oração de São Francisco é uma das mais perfeitas...eui tinha que incluí-la.
Quanto à sua dúvida...Imagina se vc, no meio de uma prova importante tivesse uma voz sensual toda a hora te incomodando, podendo até mesmo gritar dentro da sua cabeça...Acho que isso seria bem incômodo né?
Abraços pessoal e obrigado pelos comentários! _________________
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