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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Ter Mar 27, 2007 12:46 pm Assunto: Nexo - Especial: Dia de Faxina - Por Steve Resgate |
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Assim que o Nery disse que iria dar um tempo em Nexo, minha mente começou a trabalhar febrilmente na construção de um arco de histórias para manter a pasta ativa, afinal eu sou um do vários fãs da série e de jeito nenhum eu gostaria de vê-la cair no limbo.
A partir desse ponto eu bolei novos personagens e tentei criar uma história à parte da que vemos sendo tão magistralmente escrita pelo nosso amigo Nery, principalmente para evitar uma “emulação” do modo como ele nos apresenta a clínica mais famosa do UNF.
Espero sinceramente que vocês gostem e que o Nery retome as histórias do Nexo, pois eu ainda acho que temos aqui muuuuuitas histórias para serem contadas.
Boa leitura pessoal!
PS. Eu deveria ter postado na semana passada, então aproveito para postar hj blz?  _________________
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Editado pela última vez por Resgate em Sex Abr 27, 2007 4:26 pm, num total de 1 vez |
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Ter Mar 27, 2007 12:47 pm Assunto: |
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Nexo. Dia de faxina. Parte 1.
Por João Norberto da Silva.
Clínica Nexo. Escritório do Diretor.
Salomão está há exatos oitenta minutos olhando fixamente para o copo de licor que esquenta à sua frente, sobre a escrivaninha e do lado do telefone, cujo gancho se encontra caído ao lado do aparelho.
A mensagem que ele recebera há pouco deixou o idoso diretor da clínica profundamente abalado, tão abalado a ponto de nem perceber quando Soraia, principal enfermeira, entrava no escritório e chegava tão perto de Salomão a ponto de que este se assustasse muito quando ela chamou pelo seu nome.
- Nossa, doutor Salomão! desculpe pelo susto... Estou chamando o senhor há tempos e nem quando eu entrei aqui o senhor percebeu e...
- Sim, sim... – O diretor aparentava visível surpresa, mas tentava contorná-la. – Me desculpe você Carina, hoje não estou nos meus melhores dias... Mas o que você queria?
- É que hoje à tarde a família Bastos tem uma reunião agendada e o senhor havia me pedido para lembrá-lo logo pela manhã...
- Ah! sim... Claro! Diabos... Por favor... Peça para remarcar para amanhã se possível, sim?
- É que eles vieram do Amapá e...
- Você tem o endereço do hotel onde eles estão?
- Sim... – Carina começava a se espantar com a secura de Salomão, a se espantar e ficar preocupada. – Eles estão no Hotel...
- Entre em contato com eles e avise que a clínica cobrirá todas as despesas a mais deles até que possamos nos encontrar. – Salomão se levantava e praticamente empurrou a enfermeira pela porta, saindo também de seu escritório e trancando-o atrás deles. – Agora me perdoe a pressa, mas preciso falar com o Pedro.
“Ah! Agora eu entendi.” pensou Carina pela simples menção daquele nome. “O coitado do senhor Salomão vai até o Covil”. A enfermeira rapidamente se afastou e retomou seus afazeres enquanto Salomão tomava a direção do segundo andar da clínica.
O segundo andar da clínica continha vários consultórios, algumas celas acolchoadas e era evitada pela maioria dos funcionários, afinal a falta de janelas deixava o corredor extremamente claustrofóbico e, muitas vezes, sem iluminação devido à constante queima das lâmpadas.
Salomão detestava ter de ir até lá, pois sabia que teria que se encontrar e requisitar os serviços do funcionário cujo escritório era o único naquele andar. ele praticamente se “arrastou”, indo o mais devagar possível pensando se haveria outra possibilidade, mas no fundo já sabia que apenas uma pessoa podia lidar com o problema que ele tinha em mãos.
Se surpreendendo por já estar diante da porta de número vinte e oito que, além do número trazia uma placa com os seguintes dizeres “Dr. Pedro Albuquerque”, Salomão ainda hesitou com a mão erguida, pronta para bater na porta, respirou fundo e deu três batidinhas, entrando somente depois de ouvir uma voz, um tanto pastosa, dizer um “entre” lá de dentro.
Ao abrir a porta, uma nuvem espessa de fumaça vinha de dentro do escritório e passou pelo rosto de Salomão, ele sentiu o nariz quase se retrair, mas com um último suspiro de ar puro, resolve entrar.
O ar do escritório do Dr. Pedro parecia ter uma camada eterna da fumaça de seus cigarros, em uma das paredes alguns arquivos jaziam com diversas gavetas abertas de onde pendiam pasta e mais pastas, noutra parede vários pôsteres de bandas de rock alternativo ocupavam quase todo o espaço, na escrivaninha muitos papéis esperavam as assinaturas do médico, bem como uma caixa de despacho de onde pendiam mais papéis.
O Dr. Pedro acabava de virar mais um copo de uma bebida extremamente escura e Salomão pôde ver que o médico acabara de esconder a garrafa numa das gavetas, imaginando o que mais seu funcionário teria nas demais gavetas.
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Do diário pessoal do Doutor Pedro Antunes Filho.
“Trabalhar na Nexo é realmente uma salvação... Desde moleque eu tenho visto coisas que ninguém se atreveria a sequer pensar em explicar... Pelo menos aqui eu vejo que muito do que eu aprendi não era loucura, mas a única maneira de ver o mundo como ele realmente é.
Desde criança eu me vi envolvido em situações que deixariam qualquer um louco de babar, provavelmente eu estaria agora numa das celas acolchoadas dos andares inferiores...
Tudo começou com meu pai...
Meu pai... Isso é mais um modo de falar do que qualquer outra coisa... Afinal ele era um bêbado imprestável que mal prestava atenção em mim e só tentou “dar uma de pai” quando me levou para um parquinho quando eu tinha uns treze anos... Ele fez isso apenas por causa de uma moça que vendia pipoca lá e foi a pior experiência da minha vida, afinal quem iria imaginar que enquanto eu saía de perto do meu pai para ele cantar a mulher eu seria atacado por um demônio? que tentou sugar minha alma?”
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- Bem... – Pedro se levantava devagar e exagerando em demonstrar que estava meio “alto” – Se o senhor veio até a minha sala, provavelmente precisa dos meus “serviços únicos” certo?
- Sim... Por mais que eu deteste isso...
- Hum... Sabe, adoro quando ouço isso... “preciso de você Dr. Pedro”... Vamos Sal... Você sabe que eu adoro isso... hehehehehe...
- Pedro... É um DVS...
- Certo. – o médico senta novamente, já aparentando estar perfeitamente sóbrio e com um semblante sério. – Merda... Pensei que isso tinha se encerrado lá em Blumenau... Onde é agora?
- Mariana, interior de Minas... Menos de cinqüenta mil habitantes, cidade pacata... Típico último lugar onde acharíamos algum dos malditos... Preciso que você parta para lá o quanto antes...
- Hum... Com toda essa pressa, você finalmente vai me liberar um dos carros? – Pedro esfregava uma mão na outra ansioso. – Afinal esse raio de cidade deve ficar muito longe né?
- Bem... – Era a vez de Salomão deixar um sorriso iluminar seu rosto. – Como do último veículo que você usou voltou apenas o volante e, mesmo esse estava em péssimas condições...
Meia hora depois, o Dr. Pedro se encontrava na rodoviária, diante de um ônibus e já antevendo uma péssima viagem, devido ao casal que estava próximo com uma criança birrenta, que chorava e gritava tão alto que até os seguranças estavam se aproximando. O médico se pegou morrendo de vontade de aplicar um bom calmante no pirralho e ficou imaginando se, durante a viagem, teria tal chance.
Quando achou seu lugar, Pedro ficou aliviado ao constatar que sua companheira de viagem seria uma garota que não aparentava ter menos de dezoito anos, ou seja, com certeza seria menor de idade e mais impressionável.
O que ele não esperava é que a garota, depois de uma rápida apresentação, começou a falar sem parar no motivo dela ter saído de Mariana “Isso é nome prá cidade?”, no por que dela estar voltando e sobre as coisas da moda que as pessoas de sua idade estavam curtindo. O ônibus partiu e Pedro já estava torcendo por um acidente que, pelo menos, lhe arrancasse as orelhas.
Quando finalmente teve uma chance, enquanto a garota parou de tagarelar para beber água numa garrafa que trazia consigo, Pedro logo virou o rosto fingindo dormir e ainda pôde ouvir os lamentos dela ao constatar que “o gatão” que a ouvia tinha dormido.
“Gatão” Essa é boa” pensou o médico antes de realmente cair no sono.
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Do diário pessoal do Doutor Pedro Antunes Filho.
“Depois do incidente do parquinho, quando fiquei em coma durante mais de duas semanas, um verdadeiro enigma para os médicos, pois meu corpo parecia estar totalmente normal, eu despertei gritando, assustando minha mãe que estava dormindo numa poltrona ao lado do meu leito.
Os médicos vieram rápido, fizeram uma enorme bateria de exames, eu nem tinha mais onde ser picado pelas injeções, até que desistiram sem saber exatamente o que havia acontecido comigo. Nessa época passei de desconhecido para ilustre lenda urbana do “menino que quase morreu trepando a primeira vez”. Nem preciso dizer o que isso fez com minha popularidade na escola...
Os rapazes me humilhavam diariamente, as garotas passaram a me evitar e eu não tive alternativa a não ser me “unir” ao grupo do qual eu nunca faria parte, se fosse pela minha vontade...
Assim me enfiei nos livros e acabei me ligando aos CDF’s, ou eles a mim, por acharem que eu era muito legal prá andar com eles, praticamente beijavam o chão por onde eu passava... Não vou mentir... Até que era divertido, mas eu precisava de mais coisas na minha vida...
Foi quando ela apareceu...”
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Foi Danielle, a garota tagarela, que acordou Pedro com mais violência do que o necessário, provavelmente por causa de um ressentimento pelo fato do outro ter dormido, e ela levantou rapidamente, ajeitando a calça de um jeito para mostrar bem o que o médico “perdera” ao ignorá-la.
Pedro desceu do ônibus se sentindo como uma folha de papel amarrotada e se dirigiu para o boteco mais próximo da pequena rodoviária para forrar o estômago e assim que o dono do Mineirim, “estabelecimento” que garantia que os copos eram os mais limpos da região.
“Pelo visto só os copos” foi o pensamento do Dr. Pedro ao pegar uma das rodelas de salame de uma porção que ele pedira e que não comeria nem que lhe pagassem “Trabalho com loucos, mas não fiquei ainda”. Ele tomou apenas um café preto e em seguida um rabo de galo antes de perceber como o atendente bocejava continuamente, percebendo também como ele parecia debilitado e sabendo com o que iria lidar Pedro tentou puxar assunto:
- Puxa... Que sono heim? A noite passada foi demais heim?
- Quem... – A frase fora interrompida por outro longo bocejo. – Desculpe... Como eu ia dizer, fazem dias que eu num durmo direito... E olha que ando deitando cedo prá caramba... Ontem eram oito da noite e eu já estava na cama...
Mais um bocejo exagerado e Pedro resolveu pagar o homem e passear pela cidade antes de escolher algum hotel onde ele ficaria, afinal os DVS só agiam à noite e, pelo que viu no dono do boteco, o desgraçado era um dos piores que ele já vira.
Toda a população de Mariana parecia em estado letárgico. Todos pareciam cumprir suas funções, mas era como se tudo fosse feito em câmera lenta, desde garis a atendentes das lojas, todos pareciam fracos, desnutridos e acima de tudo sonolentos.
“O desgraçado está se alimentando prá valer... Por que, diabos, o Salomão só me avisou agora?”
Quando a tarde ia acabando e a noite começava a despontar sobre a cidade, o Dr. Pedro conseguiu um quarto num hotelzinho fuleiro, onde ele torcia para não pegar nenhuma doença e tratou de se preparar para o que viria. A noite seria extremamente longa.
Em poucos minutos estava dormindo.
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Do diário pessoal do Doutor Pedro Antunes Filho.
“Jussara era uma menina especial. De pele morena, quase negra, cabelos ondulados, não tão crespos, um corpo que estava em pleno desenvolvimento e que já atraia olhares por onde passava, uma personalidade e alegrias cativantes e o melhor prá mim: Era a única que verdadeiramente não se importava com o “incidente do puteiro”.
A aproximação não foi difícil, ela me contaria depois que estava a fim de mim há tempos, e logo depois de um cineminha, começamos a namorar.
Nessa época eu começara a ver coisas sempre que aproximava de lugares como cemitérios, igrejas ou locais onde haviam ocorrido mortes estranhas, estava me desesperando cada vez mais e achava que meus pais fossem se livrar de mim de uma vez, mas ao começar a namorar a Jussara tudo melhorou.
Certa vez estávamos tão empolgados no sofá da casa dela que eu pensei que finalmente tinha tocado o céu, tamanha era minha felicidade naquele momento.
Eu estava empolgado demais... Tanto que não percebi quando “aquilo” entrou no quarto."
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O Dr. Pedro despertou sentindo uma ardência na sua região púbica e, enquanto tentava ajustar a visão à escuridão do quarto quando descobriu o motivo: Ele estava excitado, mas o que o deixou desconcertado era o motivo.
Sobre os lençóis vagabundo do hotel, encaixada exatamente sobre ele, nua e exatamente como ele se lembrava estava Jussara. Ele sorriu e levou alguns instantes para se lembrar que ela estava morta.
- Ah, Mer...
Conclui a seguir.
No próximo capítulo: Mais revelações sobre o passado do Dr. Pedro e sobre o que, afinal, é um DVS. _________________
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Editado pela última vez por Resgate em Qua Mar 28, 2007 7:42 pm, num total de 1 vez |
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Tom Slash Escritor

Registrado em: Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006 Mensagens: 604 : Localização: São José - SC
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Enviada: Qua Mar 28, 2007 6:42 pm Assunto: |
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Grande João, meus sinceros parabéns pelo capitulo, ficou muito bom. TA DEMAIS!!! Fico bastante feliz que Nexo esteja de volta, ainda mais com você dando seu toque hehehe. Esse Dr. Pedro é real (claro, tirando a parte do incidente) e não preciso dizer que rouba a cena e nos prende a atenção do começo ao fim. Excelente descrição, paisagens perfeitas e a visão dos interiores de Nexo dá aquele frio na espinha. SHOW!!!
Parabéns mais uma vez João.
abraços
Ps: Depois desse excelente Arco do João, torço que o Nery se empolgue. Que comece a campanha "NERY, VOLTA A ESCREVER RAPAZ"!!! Hhahahaha
2° Ps: João, tem um trecho que não ficou em itálico ali, faltou o segundo código, se puder corrigir... _________________ Combates #22 - O Tempo
Já está online
Após quase dois anos, o passado torna-se presente novamente... |
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Qua Mar 28, 2007 7:45 pm Assunto: |
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| Tom Slash escreveu: | Grande João, meus sinceros parabéns pelo capitulo, ficou muito bom. TA DEMAIS!!! Fico bastante feliz que Nexo esteja de volta, ainda mais com você dando seu toque hehehe. Esse Dr. Pedro é real (claro, tirando a parte do incidente) e não preciso dizer que rouba a cena e nos prende a atenção do começo ao fim. Excelente descrição, paisagens perfeitas e a visão dos interiores de Nexo dá aquele frio na espinha. SHOW!!!
Parabéns mais uma vez João.
abraços
Ps: Depois desse excelente Arco do João, torço que o Nery se empolgue. Que comece a campanha "NERY, VOLTA A ESCREVER RAPAZ"!!! Hhahahaha
2° Ps: João, tem um trecho que não ficou em itálico ali, faltou o segundo código, se puder corrigir... |
Ae Tom!!! Que bom que vc gostou cara! me esforcei prá chegar pelo menos na unha do dedão dos pés do Nery em relação à Nexo e eu tbm vou aderir à sua campanha:
"NERY, VOLTA A ESCREVER RAPAZ"!!!
Eu já arrumei o trecho em itálico amigo... Brigadão pelos toques e pelo comentário! Valeu de montão mesmo!!!!!!!! _________________
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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Qui Mar 29, 2007 3:25 pm Assunto: |
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Salve, Jõao!
Como eu já disse antes, a história está bem legal e você conseguiu captar o clima da clínica nas descrições do cenário interior dela. Parabéns.
Esse final foi matador. O melhor momento do capítulo, com certeza.
E ainda, por outro lado, é bom ver você entrando na área dos personagens "cinzas", não vilões, mas também nem sempre politicamente corretos. Personagens assim são os meus favoritos, e Pedro entra nessa categoria perfeitamente.
Campanha? Com certeza me empolgou a escrever, hehehe...
Abraços. _________________
<b>PECADO É NÃO AJUDAR A QUEM PODEMOS.
DIGA SIM PARA A PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO.</b> |
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Gustavo Levin Escritor

Registrado em: Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006 Mensagens: 658 : Localização: Porto Alegre - RS
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Enviada: Qui Mar 29, 2007 4:07 pm Assunto: |
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João, não tenho palavras pra dizer como esse novo arco de Nexo começou muito bem! E gostei desse novo personagem, Pedro. Não tá devendo em nada pro trabalho do Nery (que devia voltar a escrever a série). Parabéns!
Somente uma dúvida: não deveria constar que é o número 10 da série no título do tópico? _________________ CONEXÃO GATE - VOLUME 2: FINAL: BARNES E GATE CARA-A-CARA!
Echelon #23: Adriana encara o jogo final contra o Grupo! |
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Qui Mar 29, 2007 4:26 pm Assunto: |
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| alexnery escreveu: | Salve, Jõao!
Como eu já disse antes, a história está bem legal e você conseguiu captar o clima da clínica nas descrições do cenário interior dela. Parabéns.
Esse final foi matador. O melhor momento do capítulo, com certeza.
E ainda, por outro lado, é bom ver você entrando na área dos personagens "cinzas", não vilões, mas também nem sempre politicamente corretos. Personagens assim são os meus favoritos, e Pedro entra nessa categoria perfeitamente.
Campanha? Com certeza me empolgou a escrever, hehehe...
Abraços. |
Grande Nerão! Claro que a sua opinião tem outro peso(num resisti à piadinha ) Afinal vc é o criado desse título que tem centenas de milhares de fãs, que atualamente estão em peregrinação até Aparecida do Norte para fazer uma promessa e entregar nas mãos do Papa para que vc volte a alegrá-los retomando com tudo essa série fantástica!
brincadeiras à parte, fico muito feliz de vc ter gostado... Fiz esse arco com carinho pelo título e por vc é claro, já que estou morrendo de saudades das suas histórias.
E o lance de personagens cinzas, eu tenho explorado isso em alguns títulos, como aqui e tbm no Relógio Biológico e fiz isso tbm por causa das conversas que tivemos no MSN(que eu espero retomar em breve).
Brigado mesmo pelo comentário, pela ajuda e por ter permitido que eu escrevesse uma história do seu "filho"...
Abraços! _________________
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Qui Mar 29, 2007 4:29 pm Assunto: |
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| Gustavo Levin escreveu: | João, não tenho palavras pra dizer como esse novo arco de Nexo começou muito bem! E gostei desse novo personagem, Pedro. Não tá devendo em nada pro trabalho do Nery (que devia voltar a escrever a série). Parabéns!
Somente uma dúvida: não deveria constar que é o número 10 da série no título do tópico? |
Grande Gustavo! Que bom que vc gostou e que elogio! O nery é um mestre em sua área de escrita e, é claro no Nexo e eu fico muito contente por vc ter gostado tanto.
Quanto à numeração taí uma boa questão...Nery, se vc vir isso, me diga se posso colocar alguma numeração ou se continuamos a considerar apenas um especial
Obrigado mesmo pelo comentário Gustavo! Abraços! _________________
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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Qui Mar 29, 2007 6:18 pm Assunto: |
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Quanto à numeração, eu preferia que seguisse a seqüência normal da série, mas como o segundo arco (Veneno) está pela metade no ar, fica melhor deixar "Dia de Faxina" como especial, porém lembrando sempre que ele faz parte da cronologia normal de Nexo e considero que os fatos narrados ali são paralelos aos acontecimentos mostrados em "Veneno".
Câmbio. _________________
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Qui Mar 29, 2007 6:53 pm Assunto: |
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| alexnery escreveu: | Quanto à numeração, eu preferia que seguisse a seqüência normal da série, mas como o segundo arco (Veneno) está pela metade no ar, fica melhor deixar "Dia de Faxina" como especial, porém lembrando sempre que ele faz parte da cronologia normal de Nexo e considero que os fatos narrados ali são paralelos aos acontecimentos mostrados em "Veneno".
Câmbio. |
Câmbionado.
sacaram a piada? _________________
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Gustavo Levin Escritor

Registrado em: Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006 Mensagens: 658 : Localização: Porto Alegre - RS
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Enviada: Sex Mar 30, 2007 1:24 am Assunto: |
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Nem me lembrava que "Veneno" estava pela metade. Ou melhor, nem sabia. _________________ CONEXÃO GATE - VOLUME 2: FINAL: BARNES E GATE CARA-A-CARA!
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Sex Abr 27, 2007 4:28 pm Assunto: |
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Nexo. Dia de faxina. Conclusão.
Por João Norberto da Silva.
Cidade de Mariana, interior de Minas.
- Meu amor... Vem trepar comigo...
Usando de toda sua força de vontade, o Dr. Pedro lançou a garota, que aparentava ter uns treze anos, contra uma das paredes imundas do quarto onde ele decidira passar a noite. Ela se chocou violentamente e caiu com um grande barulho no chão para, então, erguer o rosto, ficar com três horrendas feridas no abdômen e, com um sorriso diabólico de dentes pontiagudos, voltar a falar:
- Se não quer transar... Então morrraaaaa!!!!!!!!!!!! – E ela saltou sobre o médico, com garras tão afiadas quanto os dentes saindo de suas mãos.
- Não se eu puder impedir monstro. – Pedro saltou até a cadeira onde deixara suas roupas e, de dentro de um dos bolsos de sua calça, ele retirou um estranho objeto. – Toma!!!
Enquanto as garras da criatura que outrora lembrava Jussara, a namorada de infância de Pedro, rasgavam um dos ombros dele, o médico desferiu um potente soco no queixo dela, o que resultou numa verdadeira explosão de sangue e pedaços de cérebro que aumentaram ainda mais a sujeira no quarto.
- Desgraçado... Eu já tava p**o... Agora tu me tirou do sério mesmo... – E o Dr. Pedro começou a vestir suas roupas e a se preparar para o pior, colocando outro objeto igual ao que acabara de usar na outra mão. Eram apanhadores de sonhos que haviam sido fundidos com socos-ingleses.
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Do diário pessoal do Doutor Pedro Antunes Filho.
“Ainda me lembro quando aquela garota com que eu tava dormindo me acordou no meio da noite falando que estava assustada, pois eu estava aparentemente tendo uns pesadelos terríveis.
Eu já estava cursando a faculdade de medicina quando a Mellanie, aluna americana, descendente de índios Sioux, fazendo intercâmbio, me conheceu depois de uma proposital trombada num dos corredores da faculdade. Não faço o tipo bonitão, mas sei ganhar uma garota quando quero e logo estávamos sempre dormindo juntos, ora no dormitório dela, ora no meu.
Eu sempre tenho pesadelos violentos com a morte da Jussara, vê-la agonizando com três garras atravessadas no peito, enquanto ainda estávamos transando, me marcou demais e depois daquilo, sempre que se aproxima o aniversário de morte da coitada eu começo a ter esses pesadelos...
Ao contar isso prá Mellanie, ela me deu o que ela chamou de Apanhador de sonhos, um troço muito esquisito, parecendo apenas um monte de gravetos ligados por uma barbante sujo, mas que ela garantia que me daria uma noite de sono agradável, sem pesadelos.
Na primeira noite eu não tive pesadelos, mas infelizmente o apanhador se mostrou como um chamariz de algo muuuito pior do que pesadelos...
Eu acordei com uma baita sede e assim que coloquei o pé onde deveria estar o chão, me vi afundando num verdadeiro mar de lama e uma criatura grotesca me observava e ria das minhas tentativas frustradas de voltar prá cama.
“Agora você é meu!” o bicho urrou algo assim antes de tentar me pegar, só não conseguiu pois o tal apanhador caiu na minha mão e eu, no susto acabei por jogar o troço nele, fazendo com que todo aquele pesadelo sumisse e eu caísse de cara no chão.
Mellanie cuidou de mim e me mandou um monte de apanhadores dos sonhos depois que ela voltou para casa junto com um bilhete que terminava dizendo “Você vai precisar muito”.
Ela mal sabia como eu iria precisar...”
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O primeiro desafio do Dr. Pedro seria sair do hotel, pois assim que colocou os pés fora do quarto ele se viu cercado por diversas criaturas rastejantes que saíam de um dos quartos próximos, provavelmente o único outro quarto ocupado do andar, o que fez o médico dar graças.
Os monstros se aproximavam, salivando, e pareciam realmente famintos quando resolveram saltar sobre Pedro, mas este já estava preparado.
Usando os socos-ingleses, com golpes rápidos, as criaturas desapareceram sem maiores problemas e logo o médico corria pelas escadas até o térreo, lembrando de como é sempre bom alugar quartos no segundo andar no máximo.
Quando ele chegou ao saguão percebeu que tudo estava em silêncio, silêncio demais e logo o motivo surgiu na forma de estranhos morcegos albinos, com apenas um olho no alto de suas cabeças e que se lançaram ao ataque com presas enormes que pareciam capazes de rasgar facilmente a carne do médico, o que ele procurou evitar se lançando para trás do balcão de atendimento ali perto.
Ele enfiou a mão num bolso de uma jaqueta, que havia trazido especialmente para essa viagem, e de lá tirou um estranho pó esverdeado que jogou no ar onde os morcegos passavam e assim que eles entraram em contato com o pó caíram inertes no chão.
Ele finalmente saiu do hotel e, ao chegar à rua, percebeu que a situação era ainda pior do que ele podia imaginar. De todos os cantos saíam criaturas oriundas dos pesadelos dos moradores da cidade, num verdadeiro festival de horrores onde se podia perceber lobisomens, vampiros, monstros de filmes e uma centena de criaturas indescritíveis.
Ao longe ele notou onde parecia ser o epicentro do fenômeno e, depois de conferir seus bolsos e dar um suspiro profundo, se colocou a caminhar em frente, levantando os punhos com os Socos-Ingleses prontos para o que desse e viesse.
- Salomão... – Ele sussurrava para si mesmo. - ... Vou querer um aumento depois dessa...
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Do diário pessoal do Doutor Pedro Antunes Filho.
[i]“ – E então? Aceita minha proposta?”
Foi enquanto eu estava sentado num monte fumegante dos restos de um dos primeiros Devoradores que eu enfrentei, que o Salomão me apareceu com a proposta de ingressar no seu quadro de funcionários, numa clínica chamada Nexo.
Eu falei que de doutor eu mal tenho o diploma, uma vez que, assim que terminei a faculdade de medicina, tentei exercer a minha profissão da melhor forma possível, mas infelizmente sempre que eu me achava tranqüilo, algo dessa natureza voltava a me atacar. Nessa época eu já tinha percebido que esse tipo de coisa sempre me persegue, não importando o que eu faça, mas algum tempo depois resolvi pe defender, o que não se mostrou fácil e nem tampouco barato.
Mellanie me mandou uma caixa cheia de Apanhadores de sonhos, os quais muitos eu acabei por usar para fazer coisas pensando na minha segurança, afinal eles se mostraram bem úteis para enfrentar os monstros que surgiriam nos anos que viriam pela frente.
Foi quando eu estava prestes a terminar morando debaixo de um viaduto, que o Salomão apareceu me oferecendo um lugar na clínica que ele administrava e disse que minhas habilidades para “sobreviver” a esse tipo de situação seria do interesse dele.
Acabei aceitando e o Salomão me deu uma sala, “fabricou” alguns documentos para me dar mais “qualificação” e logo eu estava na Nexo. Os outros médicos me olhavam com cautela, ou inveja, ou até mesmo raiva, dependia do dia, as enfermeiras já me olhavam com outros olhos e foram muitas as vezes que o Salomão deixou passar uma ou outra das minhas “indiscrições” com elas. Fazer o que se eu adoro mulher?
O fato é que agora, minhas funções na clínica são as “faxinas” quando uma criatura ou pessoa desenvolve poderes que não possam ser “estudadas” na Nexo eu vou lá e... Hã... Faço a faxina. Isso é o que eu sou e, sinceramente?
Não gostaria que fosse de outro modo.
Simples assim.
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Uma igreja no centro da cidade, em cidades pequenas sempre é assim, era o foco de toda a desgraça que estava atingindo a cidade e depois de acabar com diversas criaturas, e sangrar muito no processo, Pedro ficou diante das portas da igreja que ele constatou estarem apenas encostadas.
- O Doutor chegou!!!!!! – Com um chute Pedro entrou na igreja enquanto pensava há quanto tempo ele queria dizer uma frase como aquela, mas logo emudeceu com o que viu diante de si.
No altar um DVS enorme, que assumiu uma imagem clássica do demônio cristão, pele avermelhada, pés de bode e chifres exageradamente grandes e ele sorria maliciosamente para o recém-chegado e, erguendo a mão com dedos enormes e unhas compridas, ele apontou para baixo e quando Pedro olhou para onde ele apontava seu coração se encheu de ódio.
Diante das pernas abertas do DVS estava Danielle, a garota que viajara ao lado de Pedro no ônibus. Ela estava obviamente dormindo, mas também estava nua e se ajoelhava para o demônio que a ameaçava com uma espécie de adaga cerimonial.
- Desgraçado!!!!!!!! – Pedro correu na direção da cena dantesca e, para surpresa do DVS, destruiu as criaturas que saíam de seus esconderijos e tentavam deter seu avanço. – Tá surpreso seu p**o?!! Ainda não viu nada!!!! – Ele tirou mais um tanto do pó que jogou nos morcegos e lançou na direção dos olhos do inimigo.
O DVS se contorceu de dor levando as mãos sobre os olhos e desse modo mais nenhuma criatura surgia no caminho do médico que corria desesperado na direção da garota.
Ele praticamente arrancou Karina da frente do monstro, fazendo com que a garota caísse sentada sobre o mármore frio do chão da igreja e, assim, acordasse, procurando imediatamente algo para cobrir seu corpo e enquanto isso Pedro acertava o primeiro soco bem onde ela colocaria a boca.
- AAAAAAARRRRRGGGGGHHHHHH!!!!!!!!! Maldito!!!!
- Pensei que assim você ia falar fino!!! – E Pedro começou a desferir uma seqüência de golpes fulminantes que iam, pouco a pouco, fazendo o monstro diminuir de tamanho enquanto proferia maldições contra o médico.
Pedro foi ficando mais confiante e acabou cometendo um erro: ao tentar acertar um soco no peito do outro, o demônio conseguiu segurar os braços dele e o puxou violentamente para si abrindo a boca de forma a conseguir engolir a cabeça de Pedro.
- Vamos ver o sabor dos seus sonhos... Hehehehehehe.... Mas, o quê?!!!!! NNNNÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOO!!!!!!!!!!!
O mostro começou a se desfazer, como areia que cai aos poucos das mãos de uma pessoa, agarrando com uma das garras a camisa de Pedro e a rasgando conforme seu corpo ia se desfazendo. A última imagem que o DVS pôde ver foi a de um Apanhador de sonhos que parecia ter sido unido cirurgicamente no peito do médico.
- Surpresa... Desgraçado.
XXX
Dois dias depois, Salomão, já preocupado pela falta de notícias de seu funcionário e pensando seriamente em enviar talvez Fernando até a cidade de Mariana, atendeu sobressaltado o telefone:
- Alô? Finalmente Pedro!!! Eu estava muito preocupado! O quê? Um dos piores que você já viu? Foi tão difícil? Muitos ferimentos? Aumento... Hum... Hã... falaremos quando você voltar. O quê? Ficar mais alguns dias? Ajudar a população... Certo, certo... É uma boa idéia... Mas não se meta em encrencas...
Em Mariana, no mesmo quarto de hotel onde Pedro teve o “encontro” com a versão demoníaca de Jussara, o médico se encontrava na cama e, desligando o telefone, viu uma mulher entrando no quarto, finalmente a “acompanhante” que ele havia pedido chegara. Era hora de relaxar.
“Afinal” ele pensou “Foi só mais um dia de faxina...”
Fim. _________________
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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Sex Abr 27, 2007 8:07 pm Assunto: |
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Como eu já disse em PVT, esse arco do Nexo ficou muito legal, muito divertido.
É engraçado (no bom sentido) ver Nexo pelos olhos do João, pois temos estilos diferentes e pontos de vistas diferentes sobre personagens e temas. Gostei muito desse exercício de imaginação que ele fez utilizando o Nexo como ponto de partida. O detalhe do "apanhador de sonhos" foi muito bem pensado.
Quanto ao Pedro, apenas posso dizer que, caso ele se encontre um dia com Fernando, muito provavelmente se tornarão rivais. Eles são opostos e, aparentemente, ambos são egocêntricos à sua maneira. Ei... isso daria uma boa história... heheheh...
Parabéns e obrigado, João! _________________
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Tom Slash Escritor

Registrado em: Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006 Mensagens: 604 : Localização: São José - SC
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Enviada: Sex Abr 27, 2007 10:08 pm Assunto: |
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Grande João, que conclusão cara, parabéns mesmo. Como o Nery disse, é legal ver sua visão sobre a clinica Nexo. Todos os montros e o terror mestre ficaram show. Gostaria de saber mais como são feitos os tais Apanhadores de Sonhos? Só uma Sioux pode fazer?
Mais uma vez parabéns e vamos empolgar o Nery a escrever...
abraços
Obs: Cara, no trecho final você cita o nome de duas mulheres distinta. Por acaso você se enganou ou eram duas mesmo? E outra coisa, não esqueça do itálico ali, faltou o final... _________________ Combates #22 - O Tempo
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Tom Slash Escritor

Registrado em: Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006 Mensagens: 604 : Localização: São José - SC
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Enviada: Sex Abr 27, 2007 10:23 pm Assunto: |
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Nery escreveu:
| Citação: | | Ei... isso daria uma boa história... heheheh... |
Nery, enquanto nos preparamos para as futuras mudanças ( ) continuo com a campanha "NERY, VOLTA A ESCREVER RAPAZ!!!!" Vamos lá cara!!!
abraços _________________ Combates #22 - O Tempo
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