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Relógio Biológico - Conto # 3 ON LINE!!!
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Resgate
Supremo


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MensagemEnviada: Qua Mar 28, 2007 11:12 am    Assunto: Relógio Biológico - Conto # 3 ON LINE!!! Responder com Citação

Olá pessoal! Sejam bem vindos ao meu mais novo projeto no UNF.
O Relógio Biológico é minha mais recente idéia de um novo conceito que estará aberto para que todos os escritores do UNF possam escrever one-shots relacionadas à idéia inicial, apresentada no primeiro capítulo que eu postarei em seguida a essa apresentação.
Mas antes uma pequena explicação sobre esse nascimento.
Meus colegas escritores poderão testemunhar como uma música, ou como é o caso, um clipe musical me influenciam, seja na composição de um arco de histórias, ou até mesmo em novos títulos.
No caso do Relógio Biológico a fonte de inspiração é o clipe da música Savin’ Me da banda Nickelback. Eu curti tanto esse clipe que as possibilidades de adaptá-la e transformar em histórias seqüenciais foi mais forte e, em menos de uma semana eu escrevi o primeiro capítulo, apresentei a idéia para os demais escritores, marquei o dia de estréia e hoje apresento a todos vocês o resultado.
Espero que todos curtam essa minha nova empreitada no UNF e que se divirtam lendo-o tanto quanto eu curti escrevê-lo.
Boa leitura pessoal.


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Aqui será colocada uma lista com os endereços das one-shots que o pessoal escrever, a exemplo do que foi feito na minissérie do Resgate e das demais minis da pasta dos Contos da Nova Fronteira.

Relógio Biológico#1
Sinopse: André, um homem comum envolto em problemas com sua noiva e a amante, é salvo de um acidente fatal, acaba desmaiando e quando desperta no hospital se vê às voltas com um estranho fenômeno que irá alterar sua vida parta sempre, mesmo sem ele saber disso.


Relógio Biológico#2
Sinopse: Marco Henrique é interrogado pelo Delegado Federal Raul Aquino, após invadir um vôo que estava para decolar do aeroporto de Congonhas e tentar seqüestrar uma criança. Mas que fatos o levaram a isso?

Relógio Biológico#3
Sinopse: As ações de Marco no último capítulo traz conseqüências que forçam o misterioso velho do primeiro capítulo a agir como não fazia há séculos. Espere aí... Séculos? Descubra o que isso significa lendo o terceiro capítulo de Relógio Biológico.
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Editado pela última vez por Resgate em Seg Out 29, 2007 9:10 pm, num total de 3 vezes
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Resgate
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MensagemEnviada: Qua Mar 28, 2007 11:14 am    Assunto: Responder com Citação


Relógio biológico # 1.
Que diabos está acontecendo?

Por João Norberto da Silva.

André do Nascimento, numa bela manhã de Sábado, passeava pelas ruas de São Paulo, com a cabeça totalmente nas nuvens, pensando apenas na roubada em que se metera. “Como eu vou sair dessa?” e “Saco... Não acredito que aquela piranha tá me ameaçando” eram os pensamentos que ocupavam sua cabeça.

Estava noivo há mais de dois anos com Carla, uma garota fantástica, companheira, amiga, com medidas perfeitas e, acima de tudo, o que mais atraia André, uma barriguinha trincada, por conta da malhação, mas mesmo assim, ele não resistira aos encantos de uma das amigas dela.

Fernanda era uma tremenda loira, curvilínea, seios fartos, uma verdadeira caçadora, quase uma ninfomaníaca e quando Carla apresentou seu namorado, na mesma noite Fernanda já tentara conquistá-lo. Com o passar do tempo as negativas dele pareciam apenas incentivá-la cada vez mais, até que, numa noite de chuva, poucas semanas depois do casal fazer uma festa para anunciar o noivado, Carla pedira ao noivo para levar a melhor amiga para casa.

Os dois amanheceram juntos num motel, ela triunfante, ele dividido entre o arrasado por trair a noiva e empolgado com tudo o que os dois fizeram. André ficou com essa sensação todas as vezes em que ele e Fernanda ficaram juntos nos últimos anos, e foram muitas as ocasiões em que os dois ficaram juntos.

Mas nos últimos dias algo mudou. Depois de conseguirem entrar num financiamento de uma casa, os André e Carla finalmente resolveram marcar a data do casamento e agora era chegada a hora da verdade. De uma decisão ser tomada definitivamente.

André tinha de escolher entre encerrar o relacionamento com Fernanda, mesmo sob o risco de ela contar tudo, como vinha ameaçando, ou terminar um relacionamento de tanto tempo com Carla, o que não parecia justo com uma garota tão maravilhosa.

Chamando a si mesmo de canalha pela centésima vez, André nem reparou quando a fachada de um prédio, pelo qual ele passava, começou a desabar, apenas percebendo o perigo quando sentiu duas mãos o pegarem pelos ombros da camiseta e puxarem-no para longe.

André se virou, procurando seu salvador, mas apenas viu rostos assustados, o burburinho geral e comum dos transeuntes que, em situações como aquelas, iam se agrupando ao redor do sobrevivente e depois de um tempo que pareceu uma eternidade, André foi amparado por paramédicos que acabavam de chegar. Foi nessa hora que ele viu que Bombeiros também estavam lá e começavam a retirar um corpo dos escombros.

Quando a verdade, de ter sido escolhido por alguém para ser salvo, começou a se descortinar para o ainda aturdido André, ele começou a sentir que sua visão estava embaçando e saía de foco, para acabar desmaiando logo depois de escutar um médico falando de sua sorte ao escapar da morte.

Quando ele abriu os olhos outra vez, percebeu que estava no leito de um hospital. Sentindo uma terrível vergonha por ter desmaiado, ele ergueu os lençóis, arrancou o soro que estava ligado ao seu braço, ele detestava agulhas, e, assim que viu as roupas numa cadeira ali perto, se vestiu e começou a sair do hospital quando algo lhe chamou a atenção.

Num leito próximo do dele havia um velho que fazia estranhos barulhos para respirar, aqueles barulhos nojentos de quanto se tenta expectorar o catarro que insiste em se prender na garganta, mas não fora isso que fez André se aproximar do idoso.

Algo que parecia brilhar sobre a cabeça do velho chamou a atenção do rapaz e quando este se aproximou, tentando identificar o que era, viu algo que fez com que ele duvidasse da própria sanidade. André piscou os olhos várias vezes até que sua vista entrasse em foco e visse o que pareciam números brilhantes correndo em ordem decrescente.

Ele se aproximou, percebendo que o enfermo à sua frente mal parecia notar sua presença, começou a passar a mão nos números e descobriu assim que esses não tinham substância. Ele olhou ao redor, achando que tudo aquilo não passava de mais uma brincadeira de mau gosto do Sandro, seu melhor amigo. André procurava uma câmera ou algum aparelho que pudesse projetar aqueles números, até tentou falar com o velho, mas este continuava a ignorar sua presença.

Os números continuavam a diminuir rapidamente até chegarem em “10” o velho não parecia nada bem mesmo “9” Será que o Sandro armou mesmo aquilo tudo? “8” André estava ficando preocupado, mas ainda arriscou uma nova olhada pelo quarto, atento até aos mínimos sons e quando voltou seu olhar percebeu que os números já estavam em “4” Se aquilo fosse mesmo uma brincadeira, o fim parecia próximo “3” A qualquer momento Sandro e um monte de gente vai aparecer e gritar “Peguei você” “2” O velho ficou com a respiração ainda pior e o rapaz não conseguia desviar os olhos dos números “1” “Vai ser agora, né Sandro?” foi o que André pensou antes do “0” finalmente aparecer e tremeluzir um pouco antes de sumir por completo.

O rapaz ficou imóvel alguns momentos, esperando o “Pequei você”, mas quando percebeu que os sons do velho cessaram de vez e que, ao aproximar a mão do nariz do mesmo, não parecia haver respiração, André deu vários passos assustados para trás e, sem pensar em mais nada, ganhou os corredores do hospital correndo, tudo o que ele queria era sair dali o mais rápido possível.

Ele conseguiu, passando por corredores vazios, mas nada podia prepará-lo para o que ele veria ao sair por uma porta dupla, que levava para a recepção da emergência do hospital.

Algumas pessoas se assustaram quando André emergiu na sala de emergência daquele modo, ainda mais por que o rapaz andava por todos com os olhos arregalados, como se pudesse ver algo sobre suas cabeças, que eles mesmos não podiam ver, e era exatamente isso o que acontecia.

André olhava aturdido para todos os presentes e acima de cada cabeça havia uma seqüência de números variados correndo de forma decrescente e parecia que tudo estava normal, afinal de contas ninguém dava importância para aquele fato estranhíssimo.

Quando uma atendente veio até ele, ela tinha o número “21.243.542.12.45.12” correndo em ordem decrescente sobre sua cabeça, e perguntou se estava tudo bem, André se desvencilhou dela e saiu em disparada para o lado de fora do hospital, onde ele viu dois bombeiros trazendo uma pessoa ferida, acabando de colocar a maca da mesma no chão e conduzindo-a para a emergência. O rapaz percebeu que os números da vítima eram “25.12” diminuindo muito rápido.

Ele ganhou as ruas próximas do hospital, temendo por sua sanidade a cada passo, já que ele via em todas as pessoas que passavam por ele os tais números sobre suas cabeças, acompanhando o movimento das mesmas, se ele visse as pessoas de costas, os números apareciam invertidos, se elas estivessem de frente para ele os números ficavam normais.

André estava sem entender nada, o que estava acontecendo ou mesmo o motivo de mais ninguém estranhar aquele fenômeno, afinal ele tentou segurar os números sobre a cabeça de algumas pessoas e estas se afastavam, muitas até xingando-o, mas todas sem entender o que aquele maluco estava fazendo.

Ele se afastava cada vez mais do hospital, pegando táxis, o metrô, ônibus, tudo o que ele encontrasse, tentando perceber se o fenômeno acontecia em mais algum lugar e André percebeu que não importava para onde ele fosse, todos tinham os números sobre suas cabeças.

Ele se viu no bairro dos Jardins e finalmente se tocou que anoitecia, quando resolveu entrar numa das locadoras Blockbuster. Cinéfilo assumido, o rapaz sempre procurava locais como aquele para, enquanto lia os encartes dos DVDs, se acalmar e colocar as idéias no lugar e apenas ele sabia como estava precisando esfriar seus pensamentos.

Até o bairro onde ele estava tinha participação em sua história pessoal e só aumentava a confusão do rapaz, afinal foi num das casas de lá que ele se encontrou várias vezes com Fernanda, que ficara com as chaves para cuidar da enorme casa, enquanto uma amiga estava em viagem pelo exterior. Será que ele tinha caminhado até ali para procurar a amante achando que conseguiria ajuda?

Uma pergunta que ficaria sem resposta, pois foi justamente quando ele terminava de ler sobre um filme japonês de terror, que a primeira explosão aconteceu.

Os outros fregueses da locadora, todos com seus devidos números sobre as cabeças e que André evitava olhar a todo custo, começaram a fugir em pânico, temendo se tornarem vítimas de outro acidente como o das obras do metrô, mas André se sentiu de algum modo atraído para o local onde era possível ouvir novas explosões.

Logo ele estava na rua onde aconteceram as explosões e podia jurar ter visto algo como um robô voando pelo local[1], mas assim que ele fechou os olhos e balançou a cabeça, aturdido, o que quer que ele tivesse visto havia sumido quando voltou a olhar ao seu redor.

Os números de vários moradores, mesmo os mais feridos permaneciam correndo normalmente e nesse momento André pareceu ter tomado um soco na cara e começou a entender o que se passava. Ele havia sido salvo por alguém e desmaiou. Assim que despertou no hospital acompanhou os últimos instantes de vida de um velho e começou a ver algo como “Um... Relógio biológico... Isso! É isso mesmo que eu tenho visto desde então” foi a compreensão que finalmente chegava, mas ainda restava uma grande dúvida: Como ele se livraria daquele pesadelo? Se é que era possível isso.

A resposta veio rápido e de surpresa, pois enquanto André finalmente compreendia sua situação, ali perto um casal andava com um se apoiando no outro e quando as duas pessoas se separavam, o rapaz viu que os relógios biológicos deles estavam diminuindo num ritmo alucinante, mostrando que ambos estavam prestes a morrer, mas ele não via como, afinal tanto o homem como a mulher pareciam saudáveis.

Foi quando uma nova explosão aconteceu e André, sem pensar direito no que estava acontecendo, se viu correndo e puxando o homem, que ele escolheu por acaso, ou por destino, quem sabe, enquanto uma verdadeira chuva de cacos de vidro retalhava a mulher que caía, obviamente morta, de forma violenta no chão.

A polícia, bombeiros e os carros de resgate finalmente chegavam e uma policial, chamada Camila, se aproximou do homem que fora salva, apoiando o mesmo que acabou por desmaiar em seus braços, enquanto os paramédicos podiam apenas lamentar pela moça loira caída em meio a um mar de sangue e vidros, que nem precisou da averiguação de rotina, para deixar claro que estava morta.

André permanecia ali perto, encostado num muro e com os olhos fechados, temendo abri-los e ver os números outra vez, mas quando um outro paramédico o tocou, perguntando se ele estava bem, o rapaz foi forçado a abrir os olhos e, para seu espanto os números haviam desaparecido.

Ele olhou em volta, querendo ter a confirmação de que o pesadelo acabara e quando se deu por satisfeito, sem ver mais nenhum “relógio biológico”, ele, assim que foi dispensado pelos médicos e pela polícia, se dirigiu o mais rápido que pôde para o apartamento de sua noiva e, lá chegando, ele entrou sob uma saraivada de perguntas, com Carla querendo saber onde ele esteve o dia inteiro e se ele estava sabendo do acontecimento nos Jardins.

Antes mesmo de o rapaz abrir a boca para dizer que havia acabado de vir de lá, mais um noticiário entrava no ar e dessa vez dava a notícia terrível de uma jovem que morrera, atingida pelos destroços resultantes de uma das explosões que aconteciam no bairro dos Jardins.

André e Carla se sentaram, ela prestando muita atenção à notícia, ele pensando em como contar para a noiva sobre a amante e tudo o que ocorrera naquele estranho dia, sendo trazido de volta à realidade por conta das lágrimas que sua noiva derrubava, do abraço apertado que ele ganhava e do nome da vítima que ele não ouvira por estar distraído, mas que o atingia como um soco quando a repórter o repetiu:

- ... Fernanda Salles de Almeida, que só pôde ser reconhecida por causa dos documentos que foram encontrados em sua bolsa... – Mais detalhes foram ditos, detalhes a que André não prestou atenção. – Um homem que estava próximo de Fernanda contou que foi salvo por um desconhecido e nesse momento ele está sendo atendido pelos médicos que... *CLIC*

André desligou a televisão, abraçou Carla com carinho e os dois permaneceram assim durante várias horas, até que decidiram sair e ver no que podiam ajudar à família de Fernanda naquele momento de terrível dor.

Mas em nenhum momento, dos dias que se seguiram, André conseguiu tirar do peito um misto de culpa e alívio pela morte da amante, bem como a sensação de que alguém o observava no momento em que ele e Carla saíam do prédio dela e entravam no Corsa que ambos haviam comprado juntos, indo para a casa dos pais de Fernanda.

De fato, no alto de um prédio ali perto, um homem estranho, de longas barbas brancas e trajando um sobretudo preto observava o casal que se afastava.

- Bem... E assim a “benção” é passada para frente... Aguarde meu caro... Chegará o dia da reunião e então nos encontraremos... Até lá tenho que acompanhar os caminhos do novo relojoeiro.

Apenas o começo.

[1] quer saber o que está aconteceu no bairro dos Jardins? Não deixe de ler o novo arco do Resgate que começa no dia 06 de Abril.
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Tom Slash
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MensagemEnviada: Qua Mar 28, 2007 6:15 pm    Assunto: Responder com Citação

SHOW DE BOLA João, muito bom cara!!! Quando eu li o tópico no plenário ainda não tinha pego a essência da coisa, mas agora com o capitulo ficou tudo mais claro. Esse André ficou perfeito muito bem escrito e claro, um verdadeiro canalha. Depois a aparição dos relógios biológicos ficaram ótimas também. E aquele velho, quem será ele. Me lembrou um pouco o Mestre Dragão hehehe... Estou bem ansioso pra ver o rumo que essa série vai tomar na mão dos nossos outros amigos.
abraços
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Resgate
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MensagemEnviada: Qua Mar 28, 2007 7:49 pm    Assunto: Responder com Citação

Tom Slash escreveu:
SHOW DE BOLA João, muito bom cara!!! Quando eu li o tópico no plenário ainda não tinha pego a essência da coisa, mas agora com o capitulo ficou tudo mais claro. Esse André ficou perfeito muito bem escrito e claro, um verdadeiro canalha. Depois a aparição dos relógios biológicos ficaram ótimas também. E aquele velho, quem será ele. Me lembrou um pouco o Mestre Dragão hehehe... Estou bem ansioso pra ver o rumo que essa série vai tomar na mão dos nossos outros amigos.
abraços

Valeu Tom, meu leitor número 1(na maioria das vezes é vc que me agracia com a sua presença em primeiro lugar Wink )
Eu tentei fazer um personagem diferente e colocquei muito do que eu detesto numa pessoa no André e imaginei como um cara como ele reagiria aos relógios, espero ter feito o certo...
E o velho é aquele toque a mais de mistério(além dos relógios é claro) prá deixar os leitores presos de vez nessas histórias.
E eu tbm quero muito ver o que nossos colegas(vc tbm pode viu?) vão fazer com esse conceito.
tenho certeza de que vai ser coisa muuuuuito boa!
Abraços e brigado pelo comentário cara!
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Aracnos
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MensagemEnviada: Sáb Mar 31, 2007 11:29 pm    Assunto: Responder com Citação

Opa... segundão!!

Realmente, mesmo lendo a proposta no Plenário, nada substitui o prazer de ver a história pronta, do jeito maestroso que só o João sabe fazer. Apesar de que, na minha opinião, achei a narrativa meio apressada, quase um resumo... podem perceber que não há diálogos quase. Mas isso era necessário, expor esse conceito em um one-shot.

Agora para nós que formos criar novas aventuras será mais fácil, pois não teremos o trabalho de descrever o fenômeno dos relógios, que já foi explicado...

Sobre o André, realmente, é um cara dos piores...

Muito bom 'Jão', fico no aguardo do capítulo do Flávio e, se der certo, eu mesmo farei um!
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alexnery
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MensagemEnviada: Sáb Mar 31, 2007 11:58 pm    Assunto: Responder com Citação

Salve big John!

A idéia do relógio biológico é bem bacana e acho que abre espaço pra grandes histórias. André é um bom personagem, e finalmente vi que você enveredou pelo "caminho cinza", hehehe. A dualidade do protagonista não nos faz odiá-lo, mas sim entendê-lo como um ser humano normal, passível de erros. Ponto pra você nessa criação.

Assim como o Aracnos, também achei o ritmo muito corrido, mas sei que é algo característico dos seus textos, onde você privilegia o movimento, a ação. Não comprometeu o resultado final. Apenas nos deixa com vontade de "desacelerar" para aproveitar mais a história.

Parabéns! Abraços!
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Gustavo Levin
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MensagemEnviada: Dom Abr 01, 2007 4:36 am    Assunto: Responder com Citação

Muito interessante esse One Shot, João. Abre mesmo uma ótima possibilidade de contos envolvendo o Relógio Biológico.

Mas o mais interessante é a propaganda do próximo arco do Resgate! Laughing Brincadeira!
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Resgate
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MensagemEnviada: Seg Abr 02, 2007 11:58 am    Assunto: Responder com Citação

Aracnos escreveu:
Opa... segundão!!

Realmente, mesmo lendo a proposta no Plenário, nada substitui o prazer de ver a história pronta, do jeito maestroso que só o João sabe fazer. Apesar de que, na minha opinião, achei a narrativa meio apressada, quase um resumo... podem perceber que não há diálogos quase. Mas isso era necessário, expor esse conceito em um one-shot.

Agora para nós que formos criar novas aventuras será mais fácil, pois não teremos o trabalho de descrever o fenômeno dos relógios, que já foi explicado...

Sobre o André, realmente, é um cara dos piores...

Muito bom 'Jão', fico no aguardo do capítulo do Flávio e, se der certo, eu mesmo farei um!

Grande Aracnos!!! Que bom que vc gostou!
Infelizmente a narrativa ficou meio corrido para: 1-Mostrar como esse dia foi corrido pro André(será que essa cola?) e 2- Para que a história num ficasse muito comprida, facilitando assim a leitura da mesma... Wink
E eu fico aqui na espera das histórias de vcs pro Relógio Biológico!
Valeu e um abração!!!
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MensagemEnviada: Seg Abr 02, 2007 1:07 pm    Assunto: Responder com Citação

alexnery escreveu:
Salve big John!

A idéia do relógio biológico é bem bacana e acho que abre espaço pra grandes histórias. André é um bom personagem, e finalmente vi que você enveredou pelo "caminho cinza", hehehe. A dualidade do protagonista não nos faz odiá-lo, mas sim entendê-lo como um ser humano normal, passível de erros. Ponto pra você nessa criação.

Assim como o Aracnos, também achei o ritmo muito corrido, mas sei que é algo característico dos seus textos, onde você privilegia o movimento, a ação. Não comprometeu o resultado final. Apenas nos deixa com vontade de "desacelerar" para aproveitar mais a história.

Parabéns! Abraços!

Opa! Olha o Nerão ae gente!!
Valeu pelo comentário cara! De fato é bem divertido escrever personagens Cinzas...Uma grande dica que vc me deu e que eu adorei explorar.
E pço desculpas a vc e os demais leitores pela velocidade do texto... De fato as "desculpas" que dei pro Aracnos permanecem...hehehehe...se vão colar ou não é outros 500 Wink
Brigadão pelo comentário cara! Abraços!
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MensagemEnviada: Seg Abr 02, 2007 1:08 pm    Assunto: Responder com Citação

Gustavo Levin escreveu:
Muito interessante esse One Shot, João. Abre mesmo uma ótima possibilidade de contos envolvendo o Relógio Biológico.

Mas o mais interessante é a propaganda do próximo arco do Resgate! Laughing Brincadeira!

Valeu Gustavo! Essa propaganda teve, além do objetivo óbvio, interligar o texto no UNF.
Valeu mesmo pelo comentário viu?
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MensagemEnviada: Seg Abr 02, 2007 8:25 pm    Assunto: Responder com Citação

Olá, cá estou para re-iniciar minha série de comentários aos amigos escritores. Começando pelo projeto "Relógio Biológico".

Realmente, a narrativa foi dinâmica, célere, mas devo concordar com a explicação do João, foi a melhor alternativa para apresentar uma nova série que será, tão somente, de one-shots.

Ou seja, torna-se muito difícil - um desafio até -, apresentar em poucas linhas um personagem com a "visão do relógio biológico", seu passado e personalidade, mais a "passagem de bastão". E ainda mais complicado quando se trata da edição piloto.

Mas na minha opinião o João se saiu muito bem, cumpriu seu papel de criador do conceito, narrando neste capítulo como funcionará as tramas da série, com uma sorrateira pintada de mistério (quem será o "Barba Branca" ?), e um personagem bem humano (pobre André, vítima da luxúria!).

Gostei bastante, e espero conseguir apresentar meu conto na próxima semana. Smile Abração João! E parabéns!
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Resgate
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MensagemEnviada: Ter Abr 03, 2007 11:19 am    Assunto: Responder com Citação

Teutates escreveu:
Olá, cá estou para re-iniciar minha série de comentários aos amigos escritores. Começando pelo projeto "Relógio Biológico".

Realmente, a narrativa foi dinâmica, célere, mas devo concordar com a explicação do João, foi a melhor alternativa para apresentar uma nova série que será, tão somente, de one-shots.

Ou seja, torna-se muito difícil - um desafio até -, apresentar em poucas linhas um personagem com a "visão do relógio biológico", seu passado e personalidade, mais a "passagem de bastão". E ainda mais complicado quando se trata da edição piloto.

Mas na minha opinião o João se saiu muito bem, cumpriu seu papel de criador do conceito, narrando neste capítulo como funcionará as tramas da série, com uma sorrateira pintada de mistério (quem será o "Barba Branca" ?), e um personagem bem humano (pobre André, vítima da luxúria!).

Gostei bastante, e espero conseguir apresentar meu conto na próxima semana. Smile Abração João! E parabéns!

Grande Flávio!!! Que bom que vc gostou! E que bom que as minhas "desculpas" colaram Wink
eu agradeço de coração pelas palavras e pelo apioi a mais essa idéia que eu apresentei prá vcs... Aguardo ansioso pela sua história! Aposto que será, no mínimo, espetacular! Wink
Abraços!!!
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MensagemEnviada: Sex Set 28, 2007 9:33 pm    Assunto: Responder com Citação

Capítulo dedicado a Douglas Teixeira e a todos os que faleceram na tragédia do dia 16 de julho de 2007, no vôo 3054 Airbus-320 da TAM.

O INTERROGATÓRIO




A sala da Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, Capital de São Paulo. Um homem de terno está sentado numa cadeira, algemado com os braços para trás, diante de um policial que digita em seu computador. O policial, sem olhar para o homem, pergunta com desprezo:

_ Nome completo?

_ Marco Henrique Navarro Véspoli. – responde o homem, com o olhar fixo na testa do policial.

_ Filiação?

_ Paulo Schelle Véspoli e Ana Cristina Navarro.

_ Data de nascimento?

_ Quatorze de novembro de mil novecentos e setenta e sete.

_ Nacionalidade?

_ Brasileiro.

_ Estado civil?

_ Divorciado.

_ Endereço?

_ Rua Bela Cintra, 418, apartamento 32-B, Consolação, São Paulo.

_ Muito bem, agora eu gostaria que o senhor me explicasse por que tentou seqüestrar aquela criança.

_ Eu não estava seqüestrando. Estava salvando a vida dela. E de todos os outros!

_ Escuta cara, eu já vou te alertar agora, eu não vou tolerar ladainha de insanidade mental temporária. Ou você me diz o que queria com a menina, ou vou ter que te forçar a dizer a verdade. A escolha é sua, ou desce por bem, ou por mal.

_ Não sou louco, nem estou alegando insanidade. Estou sendo sincero! Tudo começou algum tempo atrás, quando um robô voador disparou uma rajada contra um dos prédios da rua, e a explosão fez chover enormes pedaços de vidro e concreto do edifício, mas eu acabei sendo salvo por um homem. Com sinceridade, aquela foi uma experiência única, eu realmente achei que tinha morrido. Mas acabei escapando ileso, só com pequenas escoriações, num pronto socorro próximo, onde me examinaram.

_ Eu lembro desse dia que você está falando, muitas pessoas morreram com as explosões, mas eu não consigo entender o que aquela fatalidade tem a ver com o seqüestro.

_ Eu já disse que não seqüestrei ninguém... Por favor, me deixe continuar a história, o senhor irá entender. Como eu não tinha nada quebrado, nem corria qualquer risco, recebi alta no mesmo dia. Sabia que minha colega de trabalho tinha falecido naquele mesmo acidente, nós tínhamos nos separado, e ninguém a salvou da chuva de vidro que caiu do prédio, e tudo o que eu queria era ligar para o escritório, saber onde seria o velório, consolar a família dela. Nós... Estávamos nos relacionando...

_ Eu não tenho o dia todo. Não me interessa quem você estava levando para a cama, eu só quero entender por que você invadiu um avião, esmurrou dois policiais, seqüestrou uma criança, e quase causou um acidente aéreo.

_ Eu vou acelerar. Quando estava caminhando pelo corredor do pronto socorro, notei que na testa de cada uma das pessoas havia um tipo de relógio, em que cada a numeração mostrava dias, horas, minutos e segundos, dispostos numa espécie de plaqueta que giravam em forma decrescente. Sei que parece sandice, mas eu via esses relógios na testa de médicos, enfermeiros e doentes, menos na minha.

O policial agarra a gravata de Marco Henrique e a puxa com grande força, fazendo com que o interrogado batesse a cabeça na mesa repleta de papéis.

_ Eu disse que ia te arrebentar se você continuasse com essa merda de insanidade. Eu quero a verdade seu nojento e minha paciência está se acabando.

_ POR FAVOR! Eu não estou mentindo... Eu vi dois dos pacientes terem o relógio da testa chegando no zero, e então, eles morreram! MORRERAM! Eu achei que estava enlouquecendo, mas isso continuou no dia seguinte, e no outro, e no outro... Eu não conseguia entender o que estava acontecendo comigo, por isso procurei um pai de santo, fiz um trabalho para me livrar disso, mas não deu certo; as visões dos relógios continuavam, e você não tem idéia do que é saber quantos dias de vida a pessoa ainda tem...

_ Então olha para a minha testa seu filho da mãe e me diz quantos dias eu ainda tenho. Um ano? Dez? Ou será que eu estou para morrer?

_ Eu me livrei da maldição.

_ Mas que conveniente... E como foi que isso aconteceu?

_ Um mês atrás eu estava caminhando na Consolação e vi uma mulher sendo assaltada. O relógio dela estava marcando apenas um minuto. Nem eu, nem ninguém que estava nos arredores fez nada para impedir o roubo, mas eu sentia algo dentro de mim para fazer algo, pois eu sabia o que viria a acontecer. Um minuto depois, já com a bolsa daquela senhora nas mãos, o bandido disparou e matou a queima-roupa a mulher.
_ Acha que se tivesse se atracado com o bandido, a mulher estaria viva? Quem garante que ele não conseguiria disparar em você E nela?

_ É muito difícil explicar, mas eu me senti compelido a agir naquele dia. Entendi que, para me livrar da maldição, necessitava salvar alguém, mas como estar na hora certa em que uma pessoa precisa ser salva?

_ Estou ficando cansado de você, seu verme. Criar uma desculpa elaborada dessas mostra que ou você é realmente louco, o que eu não acredito pelo seu histórico, ou é um maníaco que já tinha programado esse ataque há tempos.

Marco fica em silêncio durante alguns instantes. Percebe que o delegado não está mais nervoso, mas sim, decepcionado. Provavelmente, está se considerando um péssimo policial, por não conseguir arrancar a “verdade” de um facínora... Mas ele precisava terminar a história e, talvez, a opinião do delegado mudasse.

_ Quinze dias atrás eu conclui que uma grande chance de encontrar alguém para salvar seria num aeroporto. O acidente com o avião da GOL e o Legacy ano passado mostraram que o Brasil também estava na rota dos acidentes aéreos, por isso bastava que eu ficasse todos os dias no saguão, só aguardando a oportunidade de salvar passageiros de uma morte horrenda.

_ Não acredito que estou ouvindo isso. Deus, por que eu ainda estou ouvindo isso?

_ Somente hoje eu notei que um casal estava com o relógio em cinqüenta e quatro minutos. Me levantei da cadeira e comecei a correr pelo saguão, onde encontrei um grupo de estudantes com o relógio em quarenta e nove minutos. Não tive dúvidas, eles iriam sofrer algum acidente horrível, e aquela era a minha oportunidade. Comecei a segui-los e acompanhei todos os passageiros entrando no “check in”, quando o relógio já estava no trinta e dois minutos. Pelo painel descobri que o avião decolaria dali a trinta minutos, e estava chovendo muito. Eu não confio em Congonhas, e imaginei que talvez o avião não conseguisse decolar, derrapando na pista, não sei.

_ Se você estava tão certo que o avião não conseguiria decolar, porque esperou todos entrarem no avião para invadir o terminal, e porque pegou a criança?

_ Porque se eu invadisse o salão de espera antes da hora, os policiais iriam me deter e o avião decolaria de qualquer jeito. Eu tinha que agir no limite, quando todos já estivessem dentro do avião, quando não seria mais possível tomar outra atitude senão adiar a decolagem.

_ E a criança?

_ Eu tinha que fazer algo que causasse uma grande balbúrdia, e agarrar uma criança e tirá-la do avião pareceu uma boa forma de causar transtorno. E deu certo...

_ Sim, deu muito certo. Você entrou no terminal e no avião, depois de bater em dois oficiais, agarrou uma criança e impediu que o avião decolasse. E agora está preso, e será condenado a alguns anos de cadeia, onde será currado e espancado. Parabéns.

_ Eu salvei mais de duzentas pessoas. E a maldição acabou. Não importa o que aconteça comigo no futuro, se acreditarão em mim, ou não, eu estou feliz.

_ Antenor, venha cá e tire esse lixo da minha frente. O interrogatório acabou, deixa o desgraçado na salinha enquanto o camburão não chega para transferi-lo.

Um policial entra na sala, levanta Marco Henrique e o leva para uma sala contígua, onde há apenas uma cadeira. Quando retorna, vira-se para o delegado e comenta:

_ Doutor Raul, o senhor não acreditou nele, não é?

_ Não Antenor, eu não acredito nele. Mas quando o processo criminal começar, pode ter certeza de que a história da carochinha irá mudar, ele entrará em contradição, e então, pau nele, condenado e fim.

_ Talvez seja verdade, senhor.

_ Como é? Acredita em duendes e Papai Noel, Antenor?

_ Não senhor. É que estão comentando no saguão que o vôo que esse cara impediu de decolar não vai mais decolar hoje. Identificaram uma falha na turbina direita, que faria com que o avião não conseguisse atingir a aceleração necessária para arrematar. Ele atravessaria toda a pista, que como está molhada, ou faria com que o avião tombasse, ou o lançaria sobre a avenida, provavelmente matando todos os passageiros e a tripulação. Queira ou não, todos foram salvos por esse cara...

Antenor então sai da sala, e o delegado federal Raul Aquino Lira se levanta, caminha até a porta que separa sua sala da que está o interrogado Marco Henrique, e observando-o pela janela da porta, reflete se havia algo de verdade na mentira por ele contada, e se verdadeira, qual dos passageiros teria recebido a “maldição” do relógio biológico?
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Gustavo Levin
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MensagemEnviada: Sáb Set 29, 2007 1:07 am    Assunto: Responder com Citação

Teutates, você é o cara! Essa sua história do Relógio Biológico quase me arrancou uma lágrima do olho, principalmente pelo fato de que ela foi baseada e dedicada aos que morreram naquele vôo da TAM (meu pai teve um colega de trabalho que tava naquele vôo).

Quem dera tivesse existido alguém como o Marco Henrique pra salvar a vida daqueles passageiros, mesmo fazendo algo tão ousado como seqüestrar uma criança (não tô fazendo apologia ao seqüestro, é óbvio). Isso dá muito no que pensar...

Parabéns por esse conto, cara! Me emocionei mesmo...
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MensagemEnviada: Sáb Set 29, 2007 4:39 pm    Assunto: Responder com Citação

Gustavo Levin escreveu:
Teutates, você é o cara! Essa sua história do Relógio Biológico quase me arrancou uma lágrima do olho, principalmente pelo fato de que ela foi baseada e dedicada aos que morreram naquele vôo da TAM (meu pai teve um colega de trabalho que tava naquele vôo).

Quem dera tivesse existido alguém como o Marco Henrique pra salvar a vida daqueles passageiros, mesmo fazendo algo tão ousado como seqüestrar uma criança (não tô fazendo apologia ao seqüestro, é óbvio). Isso dá muito no que pensar...

Parabéns por esse conto, cara! Me emocionei mesmo...


Grande Gustavo, obrigado pelos comentários e pelo elogio.

Estava com esse capítulo do Relógio Biológico programado antes do acidente com o avião da TAM, e ontem, quando retornei ao site, senti-me motivado a conclui-lo. Curiosamente, a idéia para o capítulo encaixava perfeitamente para uma história-homenagem, uma forma de abordar o tema do acidente ao mesmo tempo em que seria uma homenagem aos que vieram a ser vitimados por aquela fatalidade.

E você colocou muito bem a questão: será os fins justificam os meios? Será que algo tão agressivo como uma tentativa de sequestro - que não era o proposito do Marco Henrique, mas que veio a ser compreendido desta forma pelos policiais - era uma alternativa adequada para impedir que um avião decolasse? Mas o que alguém faria para impedir que um desastre acontecesse?

De qualquer forma, foi muito legal escrever esse conto sobre o tema tão interessante que é o Relógio Biológico. E fica aí a proposta em aberto para outra pessoa escrever sobre a série.

Abração!
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