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Ciudad de Los muertos. Volume 3 - Final! Por Aracnos. PG.5
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Resgate
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MensagemEnviada: Sex Jun 15, 2007 12:03 pm    Assunto: Ciudad de Los muertos. Volume 3 - Final! Por Aracnos. PG.5 Responder com Citação

A cidade do México não existe mais. Em seu lugar se ergue a Ciudad de los Muertos, a primeira necrópole do mundo.

Só que houveram acontecimentos que antecederam esse... Nascimento(?!!).

E é com esses acontecimentos, iniciados em Novembro de 2005, que começaremos nossa jornada, passando por todo o processo que levou ao surgimento da Ciudad.

Mas antes um pouco de história sobre a história...

A premissa de escrever a Ciudad surgiu dos vários filmes de zumbi que eu assisti no ano passado, bem como à revista dos Zumbis Marvel, além de um clipe da banda Black Eyes Peas onde, num determinado momento os integrantes da banda parecem lutar usando algo parecido com poderes especiais...

Tudo isso se misturou na minha cabeça e, aos poucos a Ciudad foi tomando forma até chegar no formato que vocês poderão conferir nas histórias a seguir.

A princípio eu quis escrever sobre uma personagem feminina que tentasse fugir dos padrões a que estamos acostumados, o que resultará em “cenas” bem calientes e que espero não terem ficado pesadas demais...

A origem da heroína estará ligada diretamente ao surgimento da Ciudad, assim como a chegada de outros personagens que terão sua parte bem explicadas aos poucos.

E em especial eu escrevi o capítulo 00 como uma amostra do que está por vir... Espero que vcs gostem.

Mas chega de apresentações, preparem-se para uma visita à Cidade do México, aproveitem a estadia e vejam como ela se tornou a Ciudad de los Muertos.

Boa leitura.

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A seguir uma lista com todos os capítulos da Ciudad de los Muertos a exemplo do que foi feito na mini de origem do Resgate e das demais minis dos contos da Nova Fronteira

Ciudad de los Muertos. #00.
Ciudad de los Muertos. #01.
Ciudad de los Muertos. #02.
Ciudad de los Muertos. #03.
Ciudad de los Muertos. #04.
Ciudad de los Muertos. #05.
Ciudad de los Muertos. Especial de Natal.
Ciudad de los Muertos. Volume #3 parte 1. Por Aracnos.
Ciudad de los Muertos. Volume #3 parte 2. Por Aracnos.
Ciudad de los Muertos. Volume #3 parte 3. Por Aracnos.
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Editado pela última vez por Resgate em Ter Jan 01, 2008 2:07 pm, num total de 13 vezes
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Resgate
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MensagemEnviada: Sex Jun 15, 2007 12:07 pm    Assunto: Responder com Citação


Edição # 00.
Fallecer em la Ciudad.

Por João Norberto da Silva.

Junho de 2007. Ciudad de los Muertos.

Hernandez tinha uma vida que ele achava miserável.

Aos 25 anos de idade ainda era frentista num posto esquecido à beira da estrada, próximo de uma das entradas da cidade do México, ele nunca havia feito nada de que pudesse se orgulhar. Não comprava nada caro, pois não tinha dinheiro suficiente, não viajava, pois nunca passou por sua mente limitada um lugar que ele quisesse realmente conhecer, não tinha uma namorada, afinal quem agüentaria seu papo?

Ainda assim havia algo que ele fazia como ninguém e que continuava a garantir sua presença nos churrascos de sua família, parentes que o suportavam apenas por causa de sua “habilidade única”: Usar como ninguém um cutelo, tirando assim as melhores partes de qualquer carne para assar.

Esse era o único alento numa vida em que a seqüência de azar e infortúnio parecia não ser fim. Quando não era um cliente dando calote, geralmente indo embora correndo pouco depois de encher o tanque, era seu chefe que acabava por sempre espezinhá-lo, mesmo sem algum motivo aparente, apenas pelo gosto de humilhar alguém.

Por isso, ele jamais vai esquecer o primeiro dia da Ciudad.

- Eu não entendo!!! Não consigo entender!!! – José, o chefe de Hernandez estava tendo um dos seus ataques comuns. – Como é que pode que mais um cabrón conseguiu te enganar desse jeito, seu idiota?!!! É o quê? A quinta vez nesse mês? Vou te contar, no meu tempo...

Como sempre, nessas horas, Hernandez conseguia desligar o som que vinha de seu chefe, normalmente olhando pelas janelas do escritório desse, procurando algum ponto do lado de fora para fixar o olhar. Ele se arrependeria daquilo nas semanas seguintes, pois ele acabou vendo o momento exato em que a barreira começou a se formar.

Primeiro o céu começou a mudar de coloração assumindo um tom mesclado entre o preto e o arroxeado, para logo começar a “descer” terminando por criar uma barreira que, como o rapaz sabe hoje em dia, não deixaria ninguém sair da Ciudad, mas permitindo que os incautos pudessem entrar.

Foi nesse momento que ele fez algo inesperado. Deixou José falando sozinho e se dirigiu para o lado de fora do posto, onde ele e seu chefe, que o seguira enquanto continuava sua ladainha, puderam acompanhar o estranho fenômeno, percebendo também uma enorme coluna de fumaça que parecia se erguer do centro da cidade.

- Mas que diabos é isso?

- Não sei seu José, mas coisa boa num deve ser não...

Como que para ilustrar o que Hernandez disse, apenas meia hora depois do fenômeno ter começado, o carro que acabara de fugir sem pagar o combustível voltava a toda velocidade, como que fugindo do próprio diablo, o que não se mostrou muito longe da verdade.

Os dois apenas conseguiram observar que três pessoas, com um aspecto horrível, estavam segurando do lado de fora do veículo, tentando alcançar o motorista que dirigia com uma expressão de terror nos olhos, uma expressão que eles jamais esqueceriam e, quando o carro se chocou contra a barreira, resultando numa enorme explosão, ambos caíram sentados no chão, com a metade de uma das pessoas, que estava agarrada no carro, tendo sido lançada diante deles.

Hernandez não sabia o que fazer, mas seu chefe, querendo parecer corajoso, acabou por cometer uma estupidez ao se aproximar do corpo que estava ali.

- Que nojo! Isso parece estar morto há séculos! – Ele virou o corpo e tentou observar de perto o rosto do mesmo. – Parece até uma múmia e... AAAARRRGGGHHHH!!!!!

José nem pôde terminar a frase, pois o corpo se levantara e, com uma mordida, arrancou o nariz e boa parte do rosto do dono do posto de gasolina que, gritando e chorando tentou erguer o pesado corpo, mas não conseguiu dar dois passos, pois o zumbi permanecia agarrado a ele, continuando a morder e arrancar grandes nacos de carne.

Hernandez assistiu apavorado à cena dantesca e não conseguiu se mover nem quando seu chefe, já caído e com boa parte do rosto devorada, esticou uma mão em sua direção num claro pedido de socorro. Tudo o que o rapaz conseguiu fazer, enquanto os sons do zumbi devorando seu chefe ecoavam em seus ouvidos, foi correr para o posto, fechar todas as portas e se trancar do escritório do outro.

Depois que a adrenalina deixou de paralisar seu corpo ele se ergueu do canto onde estava e arriscou uma olhada para o lado de fora do escritório, a tempo de ver algo que lembrava seu chefe, mas que não poderia ser. A criatura não tinha rosto e andava, arrastando os pés, na direção da cidade, levando o outro monstro que o atacara a tiracolo.

Depois dessa visão, Hernandez não se lembra, mas ele deve ter desmaiado e dormido durante horas direto, vindo a acordar apenas com gritos que vinham do lado de fora. Ele se ergueu, temendo o que iria ver a seguir, e acabou se surpreendendo com uma linda mulher que corria, perseguida por três dos monstros que haviam atacado seu chefe.

O rapaz não sabe explicar até hoje o motivo, mas o fato é que ele se ergueu, pegou um cutelo que ele havia emprestado de José para um churrasco no fim de semana e que o chefe deixara no escritório, afinal seu empregado usava mais a “facona”, como ele chamava, do que o próprio.

Com o cutelo na mão Hernandez fez o que sabia fazer melhor e, no que ele chama de nuvem rubra que cobriu seus olhos, ele só parou de acertar os Zumbis quando a garota tocou de leve em seu braço.

Desde aquele dia ele tem cuidado da moça, que se apresentou como Maria Esperanza.

Foi quando nasceu uma dupla chamada Cutelo e Esperanza, que seria uma grande pedra no sapato da senhora da Ciudad de los Muertos.

Eles e La Ceifadora, mas essa é outra história.

Apenas o início!

Se você quer saber como tudo começou, não perca Ciudad de los Muertos #1, daqui a 15 dias.
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MensagemEnviada: Sáb Jun 16, 2007 2:57 pm    Assunto: Responder com Citação

Curti bastante o início da mini-série, e principalmente essa origem do Cutelo, coitado pra caramba mas com chance de se tornar alguém importante nesse Ciudad de Los Muertos.

Muito bom, João! Fico no aguardo da continuação!
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MensagemEnviada: Sáb Jun 16, 2007 9:34 pm    Assunto: Responder com Citação

Gustavo Levin escreveu:
Curti bastante o início da mini-série, e principalmente essa origem do Cutelo, coitado pra caramba mas com chance de se tornar alguém importante nesse Ciudad de Los Muertos.

Muito bom, João! Fico no aguardo da continuação!

Valeu Gustavo! Realmente a Ciudad vai mostrar muitas mudanças nas vidas dos miradores do México... Uns para o bem, outros nem tanto...
Mas o importante é que é um território novo e insigante...espero que vc curta ler tanto quanto eu estou curtindo ler.
Valeu o coment e aquele abraço!!
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MensagemEnviada: Dom Jun 17, 2007 1:14 am    Assunto: Responder com Citação

Essa "Edicion" #00 só nos faz ficar com água na boca pela espera da estréia da Ciudad! Não só porque, antes mesmo de ler esse cap, eu já começei a ter idéias para fazer uma aventura na ciudad, mas também porque é um grande passo para o Universo Nova Fronteira, que vai se expandindo mais e mais.

Agora vamos esperar pelas aventuras de Cutelo e Esperanza!
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MensagemEnviada: Dom Jun 17, 2007 4:14 pm    Assunto: Responder com Citação

Aracnos escreveu:
Essa "Edicion" #00 só nos faz ficar com água na boca pela espera da estréia da Ciudad! Não só porque, antes mesmo de ler esse cap, eu já começei a ter idéias para fazer uma aventura na ciudad, mas também porque é um grande passo para o Universo Nova Fronteira, que vai se expandindo mais e mais.

Agora vamos esperar pelas aventuras de Cutelo e Esperanza!

Grande Aracnos! que bom que vc tbm curtiu esse "petisco" da Ciudad.
A partir do próximo número todos os eventos que culminaram com o surgimento da Ciudad começam a ser revelados...dae, lááááááá prá frente haverão mais aventuras dessa dupla que eu criei especialmente para esse especial.
Brigadção pelo comentário cara! Um abração!
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MensagemEnviada: Sex Jun 29, 2007 11:26 pm    Assunto: Responder com Citação


Edição # 1.
Lo mayor Día de Los Muertos. Comienzo.

Por João Norberto da Silva.

Poucos dias antes do Día de los muertos.

Gabriella Rodriguez arfava, gemia, chegava a gritar em alguns momentos e movia seu corpo de forma selvagem, subindo e descendo, além de arranhar o peito do outro com força, o que levava seu parceiro à loucura, além de surpreendê-lo, pois quando eles se conheceram a garota não demonstrara que podia ser tão quente na cama.

Eles se encontraram numa rave que havia acontecido nos arredores da cidade do México. Ele, cujo nome Gabriella não lembrava de maneira nenhuma, surgiu enquanto a garota tomava mais uma grande caneca de cerveja, ao mesmo tempo em que procurava “o cara” daquela noite. Afinal, o Día de los muertos estava próximo e era um dos feriados preferidos dela. Passar por esses dias sem uma transa memorável não era o que ela desejava.

Gabriella tinha quase vinte anos, muito ativa sexualmente, sendo normalmente a dominadora, costumava sair aos fins de semana “à caça” de homens que ela considerasse interessantes o suficiente para mostrar que, na cama, ela dava as cartas. No geral eram escolhidos homens que parecessem independentes e de personalidade forte, o que tornava ainda mais interessante o “jogo”.

Ela se aproximou e logo percebeu os olhos interessados do outro, o que a fez se cumprimentar pela escolha das roupas daquela noite: Uma leve blusa branca que, por ela estar sem sutiã, possibilitava uma ótima visão dos bicos dos seus seios, aliada a uma longa saia em estilo hyppie que parecia prestes a voar para longe, produziram o efeito desejado.

Eles conversaram por poucos minutos, mas fora o suficiente. Ela se mostrou ser uma garota tímida, quase nunca saía de casa e que vinha pela primeira vez àquele tipo de festa sem saber o que fazer a seguir, uma vez que as amigas com que tinha vindo haviam sumido.

Ele se mostrou solícito e faminto pelo seu olhar, ao oferecer uma carona que ela timidamente recusou, dizendo que mal o conhecia e iniciando assim o jogo. Depois de mais de uma hora em que o provocava aparecendo e desaparecendo da vista dele, em poses provocantes, ele finalmente a agarrou e a beijou ardorosamente, dizendo que precisava urgentemente levá-la embora daquele lugar.

- Então... – Ela caprichou no olhar lânguido e na voz, meio rouca de desejo. – Me leva prá onde você quiser... – Ela evitava guardar os nomes para que eles não ganhassem importância demais. Saber o nome de algo lhe confere poder.

Assim momentos depois dele dirigir feito um louco, enquanto ela se aninhava no banco do passageiro mostrando um pouco de suas coxas torneadas, ele quase bateu num estranho furgão cujos vidros eram todos escuros, não permitindo uma visão de quem estava lá dentro.

Eles chegaram a um hotel na beira da estrada, o visual não era dos piores, mas mesmo assim ele se justificou, explicando que os quartos eram muito bonitos por dentro, quase implorando por uma chance, ao que ela respondeu:

- Sou toda sua... – Ela percebeu os olhos dele quase saírem do rosto, claro que não diria que ela já estivera naquele lugar com outros rapazes. – Faça comigo o que você quiser...

A frase surtiu o efeito desejado e ele estacionou, correu até a recepção e logo estava de volta com a chave de um dos quartos para o qual ele a conduziu com uma pressa e beijos desesperadores. Depois de finalmente entrarem no quarto, ele já ia arrancando as roupas dela quando Gabriella o impediu dizendo que precisava ir ao banheiro antes e que ele deveria ir se preparando enquanto isso.

Ele tirou a própria roupa e a esperava impaciente, estava quase se levantando para bater na porta do banheiro quando ela surgiu, toda nua e veio andando de forma que os seios balançavam soltos num verdadeiro desfile que o deixou ainda mais ansioso. Quando ela chegou na cama, o rapaz se ergueu para tomá-la em seus braços, mas ela o conteve e o fez se deitar outra vez.

- Agora... – Ela sussurrou nos ouvidos dele. – Quem manda sou eu. – E dito isso ela começou a beijar-lhe o pescoço descendo cada vez mais pelo corpo dele, afinal era dela o jogo e Gabriella sempre estava no comando.

O rapaz ressonava alto ao lado dela, quando finalmente terminaram. Ela também estava exausta, ele a surpreendera por ter agüentado duas seguidas, o que a fez pensar que escolhera bem, afinal ele provavelmente haveria de querer ainda mais quando acordasse.

Ela se afastou com cuidado, detestava ficar abraçada depois de transar e se dirigiu para o banheiro a fim de ligar para os pais, o que ela sempre fazia para não preocupá-los e dar a desculpa de sempre:

- Pai? Oi. Vou passar a noite na casa da Roberta, tudo bem? Tá. Tá. Dá um beijo na mã... Também amo vocês. Tchau.

Na casa da família Rodriguez, o senhor Alberto desligava o celular e transmitia o recado da filha para sua esposa, Cassandra. Apesar de ambos saberem que provavelmente a filha estava mentindo, pelo menos ela nunca deixava de avisar que estava bem.

Uma hora se passou depois da ligação de Gabriella e ambos assistiam sem interesse a um programa de televisão e quando eles decidiram estarem cansados o suficiente, começaram a se preparar para dormir, quando o celular de Alberto tocou.

- Quem deseja? O quê?! – A esposa veio imediatamente se colocar diante dele. – Sim... Sim... Compreendo... Obrigado. – Ele desligou e se virou para Cassandra. – Pegue suas coisas e vamos embora.

Ela levou as mãos à boca “Então aconteceu” e com esse pensamento se colocou a preparar uma mala com seus pertences o mais rápido possível.

Voltando uma hora no tempo e indo até o quarto de motel onde Gabriella se encontrava, a garota acabava de desligar o celular e começava a se admirar no espelho do banheiro.

Ela se sentia linda e espetacular com seus um metro e setenta, cinqüenta e seis quilos, distribuídos em curvas generosas e seios fartos e, graças a Deus, como ela dizia, firmes. Ela voltou as costas e passava as mãos pelas nádegas, que tinha certeza de ser apenas mais um de seus vários atributos que atraíam a atenção dos homens por onde passava.

Gabriella era belíssima e sabia disso, o que não a impedia de ter grandes amigas como Maria e Lupita. As três andavam sempre juntas e eram raros os momentos em que não estavam em uma rodinha conversando animadas, procurando chamar a atenção dos homens.

Naquela noite haviam combinado uma “caçada solitária” e a primeira a “abater uma vítima” deveria ligar para as demais e, como não recebera nenhuma ligação até então, já era hora de ligar e saber como estavam “las ceifadoras” como as garotas costumavam se chamar.

Enquanto discava um número, ela se lembrava da tatuagem que as três fizeram para marcar para sempre a amizade: Pequenas foices negras em seus ombros direitos.

Antes da ligação se completar o mundo da garota virou de cabeça para baixo quando a porta do quarto foi derrubada com violência para que cinco homens, todos armados, entrassem no quarto. O rapaz, que ela não lembrava nem nunca lembraria do nome, despertou e conseguiu se erguer da cama, para em seguida voar para o chão depois de um tiro que o acertou no peito, causando um enorme rombo de saída cujo sangue espirrou em Gabriella que, horrorizada demais até para gritar, deixou o celular cair no chão enquanto os homens se aproximavam e ela pôde ver os rostos dos mesmos, pois um deles acendera a luz do quarto.

Quando se recuperou um pouco, ela tentou dar um passo à frente, sua mente literalmente girava com tudo aquilo e nada mais fazia sentido, numa espiral de terror que a forçava a se lembrar de todas as pessoas queridas que ela queria ter abraçado uma última vez: Sua mãe, seu pai, suas grandes amigas, um amor de verdade que ainda não tinha sentido ou conhecido.

Ela percebeu que nunca conheceria esse tal amor quando o homem que parecia liderar o grupo se aproximou o suficiente para que ela guardasse sua imagem, a cabeça calva, o bigode preto cheio e com pequenas sujeiras brancas nos cantos, o olhar de sádica felicidade com o que viria a seguir e, quando ele abriu a boca, ela pôde sentir, no desagradável hálito dele, o cheiro característico de Tequila que se sobrepôs ao cheiro da colônia barata que ele usara.

- Agora é com a gente... Gallina... – Aquela voz a acompanharia para onde quer que fosse, se houvesse algum lugar para ir. – Vamos ver como você grita.

Com todas essas informações rodeando seus sentidos, ela só percebeu a faca que entrava em sua barriga nua por causa da dor que explodiu no local, seguida da dor de ter seu corpo lançado contra o chão do quarto, quando um dos capangas se adiantou, tirando as calças com pressa.

- Merda, Antônio! Prá que isso tão cedo? Posso fazer a chica gritar de outro modo...

Apesar de ter certa consciência do que ocorria, da facada que levara e do homem que agora a estuprava, uma coisa Gabriella decidira: Não daria a esses animais o gosto de ouvirem um gemido sequer.

Foi assim, em silêncio absoluto, que Gabriella Rodriguez morreu.

No dia seguinte, na delegacia que cuidara do caso da “morte dos jovens amantes” como o delegado Steban Rodrigues estava chamando o ocorrido, o próprio, que ganhou uma promoção devido ao caso de Ramon Gonzáles[1], se pegou olhando as fotos terríveis do local do crime. Incrível como os garotos haviam sido mortos, pior ainda tudo o que a pobrezinha da menina sofreu nas mãos dos animais que haviam feito aquilo.

O rapaz fora identificado por seus documentos e o corpo reclamado pela família, mas a garota não teve a mesma sorte, pois era como se ela não existisse, pois até suas digitais haviam sido apagadas, as pontas dos dedos foram queimadas e nenhum outro modo de identificação havia dado resultado, mesmo a identificação da arcada dentária era nula. Nem mesmo os familiares do rapaz a reconheciam, o que resultou no enterro dela como indigente, ainda mais que ninguém aparecera para reclamar o corpo ou mesmo dar queixa de alguma garota desaparecida.

Agora o delegado tinha que se ocupar com uma família de posses que perdera o único herdeiro e cujos pais prometiam não dar descanso às autoridades até que justiça fosse feita. Isso ocuparia Steban pelos próximos três dias, tanto que ele teria de delegar algumas responsabilidades para cobrir tudo de terrível que aconteceria no dia seguinte.

Era exatamente a noite do Día de los muertos e a festa tomava as ruas da cidade com gente que vestia as mais diversas fantasias, dançando, cantando, bebendo e, para os mais ousados, transando em locais como o cemitério onde jazia o corpo não identificado de Gabriella.

- Ai, Henrico... Essa cova parece que tá com a terra ainda remexida...

- Calma minha lindeza, provavelmente é uma cova nova... Devem ter enterrado alguém aí hoje... Nem liga... Assim é mais gostoso... Vem cá me chu...

A frase fora interrompida por um repentino tremor embaixo do casal que, mais do que rápido, vestiu outra vez as fantasias e saiu correndo, jurando que nunca mais fariam algo estúpido como aquilo.

O tremor aumentou de som e intensidade até que a terra da cova foi lançada para todos os lados numa explosão de chamas, criando assim uma imensa cratera e em seu interior um corpo parecia flutuar. Uma garota, toda nua, tinha seus cabelos balançando ao vento noturno, que também parecia disposto a limpar todos os seus ferimentos, bem como a terra que ainda manchavam sua pele.

Delicadamente ela pousou no chão ficando de joelhos, silenciosa por poucos minutos e quando finalmente abriu os olhos, as pupilas desaparecendo, soltou um grito que gelou o sangue de um grupo de homens vestidos de esqueleto que passavam ali por perto.

- O que aconteceu comigo?!!!!!! – Gabriella erguia agora a cabeça, como que procurando respostas no firmamento estrelado sobre si. – Meu Deus!!!! Me respondeeeeee!!!!!!!!!!!!

- Acho que eu posso ajudar...

A garota, mesmo percebendo estar nua, se ergueu olhando para os lados tentando localizar de onde vinha a estranha vozinha que escutou.

- É melhor olhar mais embaixo... – De fato, quando olhou para perto do próprio pé, a garota percebeu o que poderia ser classificado como um esqueleto minúsculo que não media mais do que trinta centímetros. – Sim... Sei que sou pequeno, mas você sabe que tamanho não é importante, mas sim o prazer proporcionado, né?

- O... O que é você?

- Não... Pergunta errada, pelo menos por enquanto... O que você precisa saber é... O que eu posso fazer por você agora... O que posso te ajudar a realizar...

- Hã... E o que seria?

- Vingança...

Continua.

[1]Como mostrado na mini “Um Novo Homem”.
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MensagemEnviada: Dom Jul 01, 2007 10:24 pm    Assunto: Responder com Citação

Essa Gabriella... vou te falar...


João! É com imenso prazer que venho comentar essa estréia de Ciudad de los Muertos! Li esse capítulo antes da publicação e só posso dizer um coisa pra não entregar spoilers: Essa série promete!!!
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MensagemEnviada: Sex Jul 06, 2007 4:59 pm    Assunto: Responder com Citação

Só li agora o número 1. Bem interessante esse conto da Ciudad... assim que puder, comento melhor a história, porque agora sei lá o que dizer... mas está muito bom, João! Continue assim!
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MensagemEnviada: Sex Jul 06, 2007 5:17 pm    Assunto: Responder com Citação

Aracnos escreveu:
Essa Gabriella... vou te falar...


João! É com imenso prazer que venho comentar essa estréia de Ciudad de los Muertos! Li esse capítulo antes da publicação e só posso dizer um coisa pra não entregar spoilers: Essa série promete!!!

Valeu Aracnos!
Espero que o pessoal tbm goste apesar do começo não parecer ter ligação com a proposta em si...ehhehehe
Valeu pelo comentário!
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MensagemEnviada: Sex Jul 06, 2007 5:19 pm    Assunto: Responder com Citação

Gustavo Levin escreveu:
Só li agora o número 1. Bem interessante esse conto da Ciudad... assim que puder, comento melhor a história, porque agora sei lá o que dizer... mas está muito bom, João! Continue assim!

Grande Gustavo! espero que esse começo não tenha ficaro confuso ou ruim...
Fico aqui no aguardo desse comentário.
Abraços e brigadão por comparecer Wink
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MensagemEnviada: Sáb Jul 14, 2007 9:22 pm    Assunto: Responder com Citação


Edição # 2.
Lo mayor Día de Los Muertos. Medio.

Por João Norberto da Silva.

Dia dois de Novembro de 2006, Día de Los Muertos, no necrotério da cidade do México.

- E então, Juan... – Carlos Marquéz, um dos principais investigadores da delegacia central, entrava no necrotério. - O que temos aqui, nessa noite infernal?

- Tão ruim assim?

- Uma explosão numa das ruas próximas do cemitério, pânico e muitos feridos... Com o delegado ainda tá às voltas com aquela família rica, que o filho morreu num motel sobrou prá mim... Tá bom prá você?

- Bem... – Juan Torres, o melhor legista da cidade, bocejou, mostrando como estava insatisfeito de ser tirado da cama àquela hora e como não ligava para o que o outro acabara de dizer, deu as costas para o mesmo. – Como sempre, nesse maldito feriado, o número dos meus “colegas gelados”, aumenta...

- Acho que eu nunca vou me acostumar com esse jeito que você se refere aos defuntos...

- Humor de legista... Se a gente não aliviar o clima, fica meio difícil ter de abrir uma garotinha de seis anos que tenha sido estuprada e morta pelo padrasto... Só para ficarmos num exemplo...

Os dois se observaram por uns momentos, Carlos era um moreno de pele queimada pelo sol, as roupas sempre folgadas eram para evitar piadinhas com o fato de ele fazer musculação, apesar de que sua força já fora necessária mais de uma vez, ele fazia o estilo de policial americano eternizado pelos cinemas e seriados estatunienses, apesar de odiar essas comparações afinal, para ele era apenas um bom policial mexicano.

Já Juan era praticamente o oposto, porte franzino, pele clara como se ele morasse em algum lugar onde o Sol não surgia, o físico beirava o raquítico, os óculos com lentes grossas davam uma imagem de tragicomédia ao legista, daqueles nerds que sempre foram rejeitados a vida toda e que encontrou na companhia dos “colegas gelados”, os únicos que não iriam destratá-lo.

- Hum... Vamos lá então? – Ele caminhou até três mesas com panos que cobriam os corpos que estavam ali, quebrando o silêncio que havia ficado entre os dois, ele tentou fazer mais uma piada. – Sabe... A expressão “colegas gelados” definitivamente não se aplica nesses casos...

- Por quê?

- Veja isso... - Ele, então, levantou o pano que cobria o corpo mais próximo a eles, causando um barulho extremamente desagradável e, vendo a cara do policial, foi se explicando. – Carne queimada... Gruda bastante...

Mesmo sendo um experiente policial da homicídios, Carlos, como qualquer ser humano, precisou se conter muito para não colocar o jantar para fora, quando viu a massa negra e disforme do que outrora havia sido um ser humano e que estava exposta ali sobre aquela mesa.

- Homem ou mulher?

- Homem, com certeza... - Juan terminou de tirar o pano e, dessa vez Carlos não conseguiu segurar o jato de vômito que acabou por causar grande sujeira no chão do necrotério. – É... Pensei que você não ia fazer isso nunca...

- Meu Deus, Juan... – O policial procurava algo para limpar a boca. – O que fizeram com esse cara?

- O pouco que consegui apurar foi que ele parece ter sido esmagado de maneira impossível, depois queimado, mas a parte pubiana parece ter sido mantida intacta, quase como se o fogo tivesse começado daí para... Não... Não faço idéia de como isso foi feito... – Ao ver que o policial estendia a mão para tocar no corpo, o legista tentou impedir. – Eu não faria isso se fosse você...

- Não se preocupa Juan... Já coloquei todo o jantar prá fora, não tem mais nada e eu só quero ver... AAARRRGGGHHHH!!!!!!

Depois de tocar o corpo, o policial levou as mãos à cabeça e gritou por causa das cenas desconjuntas que surgiam diante dos seus olhos, imagens estas que pertenciam a outro homem.

No clube, várias garrafas de tequila caídas no chão, quando ela entrou e foi até ele, ele ficou excitado na hora, sentindo um calor anormal subindo pelo corpo, ela se aproximou, pegou a garrafa, deu um longo gole e sussurrou nos ouvidos dele algo que o fez levantar contra sua vontade e segui-la até um quarto no andar de cima. Uma vez que ele estava deitado sobre a cama, ele não conseguia entender como ela o mantinha preso, a garota fez as roupas saírem do corpo dele sem ao menos tocá-las, ela se ajeitou sobre o colo dele acariciou-o entre as pernas, deixando-o mais excitado, mas quando o segurou com força, ele tentou gritar por causa da dor e nenhum som escapava de sua boca fechada. A última coisa que ele sentiu foram os ossos sendo esmagados, o calor infernal do fogo que tomou conta de seu corpo e, assim, ele guardou a última frase que a garota disse ao seu ouvido:

- Agora é comigo... Hijo de una p**a...


O policial deu alguns passos para trás antes de ser amparado pelo legista, que o levou até uma cadeira próxima para que Carlos recuperasse o fôlego, enquanto servia dois copos com doses generosas de tequila “Vai ajudar... Acredite”. Quando o outro, já se recuperando, conseguiu falar, apenas uma pergunta ficou no ar:

- Por Deus Juan... O que foi isso?

- Eu perguntaria outra coisa Carlos... Será que acabou?

XXX

Voltemos um pouco no tempo, na mesma noite, para entendermos um pouco da:

- Vingança? – Gabriella não conseguia digerir tudo o que ocorria naquele momento... A última coisa de que ela se lembrava era de estar transando com um cara que conhecera numa Rave e agora estava nua, aparentemente num cemitério e com um mini-esqueleto lhe falando sobre assassinatos. – Sério... O que é tudo isso? Alguma brincadeira? Onde eu estou? Cadê as câmeras?

- Ceeeerto... Vai ser do jeito difícil então... – O esqueletinho estalou seus dedos descarnados e imediatamente a garota se contorceu em agonia, as lembranças de sua morte pelas mãos dos cinco assassinos, a facada, o estupro, tudo girava na cabeça da garota enquanto o esqueletinho balançava-se de um lado para o outro. Quando ela ficou deitada, encolhida e com o queixo encostado nos joelhos, ele resolveu continuar a falar – Então... Não quer vingança? Esses homens a mataram, abusaram de você e adivinha? Eu sei onde eles estão...

Ela levantou, os olhos estavam sem pupilas, enquanto as lágrimas que molhavam sua face pareciam aquecer e se transformarem em vapor. A terra sob seus pés rachou, formando pequenas fendas que quase engoliram a criaturinha que se agitava à frente da garota.

- Se você sabe mesmo... – Com os olhos sem demonstrar qualquer emoção, ela fitou a criatura. – Mostre...

- Uau!!! Com um olhar desses... Opa! – Ele voou até ficar no ombro da garota. – Com esses olhos não tem como negar algo... Vamos embora Chiquita!

Eles saíram do cemitério e chegaram às ruas, onde alguns grupos de pessoas que festejavam o feriado se afastaram, afinal ver uma mulher nua, com os olhos totalmente brancos, saindo do cemitério com uma expressão capaz de assustar o próprio diablo era mais estranho do que tudo o que se pudesse ver, mesmo naquele feriado.

Percebendo isso, o esqueletinho sugeriu que ela “pegasse” algumas roupas enquanto eles passavam pela vitrine de uma loja de fantasias “Como?” Gabriella perguntou, “Como você quiser” foi a resposta e, assim ela parou diante da loja e se concentrou fazendo seus cabelos se erguerem, como se algum vento os agitasse para vários lados.

Um bêbado se aproximou, achando que poderia ter alguma sorte com aquela mulher nua, mas foi lançado longe e com as mãos em chamas, quando ele tocou a garota e, em seguida, quando a fachada da loja simplesmente explodiu, causando um tremendo alvoroço na rua, com as pessoas correndo de um lado para outro, gritando apavoradas e pisando uma sobre as outras.

Sem prestar atenção a isso, Gabriella fez várias roupas flutuarem ao seu redor até que, escolhendo algumas peças, confeccionou um tipo de uniforme. A roupa cobria praticamente todo seu corpo, a jaqueta de couro marrom fora uma que ela havia visto e se interessado há meses, botas de cano alto, luvas comumente usadas por praticantes de musculação e antes de sair da loja, com suas pupilas voltando ao normal por um breve momento, ela se olhou no espelho, admirando seu reflexo até que o esqueletinho a chamou de volta à realidade.

- Alou-ô... Bandidos, morte, estupro?

- Onde? – A voz dela soou fria, as pupilas sumiam outra vez e ambos saíram da loja enquanto era possível ouvir o som de sirenes da polícia ao longe. Quando passaram diante de uma loja especializada em produtos agrícolas, ela estendeu novamente sua mão e uma enorme foice negra voou até ela, permanecendo flutuando ao seu lado. O esqueletinho a fitou e ela sorriu pela primeira vez desde que voltara da morte. – Vou cortar uns relacionamentos...

Quando a polícia chegou ao local, eles já haviam partido.

Poucos minutos de vôo pelo céu noturno do México, onde Gabriella lamentava não estar se divertindo com os outros que comemoravam o feriado preferido dela e a garota permaneceria com o pensamento longe se o esqueletinho não chamasse a atenção dela.

- Olha lá! Naquele hotel! Tem três deles lá... Adivinha o que eles tão fazendo?

Ela não precisou imaginar, pois já sabia que naquele edifício funcionava um dos maiores prostíbulos de luxo da cidade, onde apenas homens com muito dinheiro ou influência vão para gastar o absurdo valor que é cobrado lá. Sejam nas bebidas ou nas mulheres.

Gabriella desceu ali perto, deixou a foice encostada num dos cantos do prédio, fez uma prostituta desmaiar ali perto, usando a maquiagem dessa, disfarçou seu rosto para que os assassinos não a reconhecessem e, sentindo-se pronta, foi até uma das janelas e entrou flutuando pela mesma para evitar que alguém tentasse impedi-la, afinal ela se lembrava de ter tentado entrar naquele lugar, há algumas semanas atrás, com suas amigas Maria e Lupita e da expulsão violenta por parte dos leões de chácara de lá. Ela sabia que agora podia derrubar qualquer um dos que a expulsaram, mas sentia que precisava ser discreta.

Pelo menos por enquanto.

Já no salão do clube, onde vários homens procuravam por companhia naquela noite, Gabriella pôde ver quem ela procurava. Um dos assassinos estava só numa mesa, tomando tequila, tendo deixado várias garrafas pelo chão, ele olhava tudo à sua frente, como se estivesse escolhendo bem quem ele iria levar para os andares acima. Ela usou seus poderes como o esqueletinho explicava e logo estava com o homem, apavorado e nu, à sua mercê sobre a cama.

Com este ela foi rápida e, até onde conseguiu, indolor... Dois dos cinco homens não teriam a mesma sorte, o que a estuprou e o que a matou, mas infelizmente nenhum deles estava naquele prédio, portanto o último assassino que ela pegasse seria também o que sofreria mais para contar onde os outros estavam.

Depois de deixar para trás os restos fumegantes do homem que ela levara para o quarto, cuja cama agora estava destruída e toda queimada, Gabriella se dirigiu para o quarto seguinte.

Usando seus poderes, e decidida a não ser mais delicada ou discreta, a porta do quarto explodiu em chamas, e logo a prostituta, que estava ali dentro, passou pela garota correndo, com os seios à mostra e gritando como se o próprio diablo estivesse em seu encalço.

A garota a acompanhou com os olhos, certa de que os ferimentos recentes nas costas da mesma deveriam ter sido feitos pelo homem que ela procurava, antes de se surpreender com o assassino, que ainda tentava vestir as calças, apontando uma arma na sua direção, mas Gabriella permaneceu calma, mesmo diante dos palavrões e perguntas do assassino. Ela estava esperando.

Quando o outro assassino, vindo ver o que estava acontecendo, apontou também sua arma, Gabriella sorriu, um sorriso sem nenhum humor, mas com muita satisfação.

- Tá sorrindo por que Putana? – O assassino mantinha sua arma apontada para aquela estranha garota, mas os olhos dela chamaram a atenção dele e essa imagem ficaria marcada em sua mente. – Num vai me responder, é?

A resposta foi rápida e, usando seus poderes, ela desarmou e prendeu os dois contra uma parede, quase esmagando-os contra a mesma e, onde eles ficaram, algumas rachaduras podiam ser vistas. O que parecia ser o mais velho dos dois, apesar de estar sentindo uma dor terrível, conseguiu perguntar:

- Afinal de contas... Quem é você, sua piranha?

- Podem me chamar de La Ceifadora.

Continua.
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MensagemEnviada: Ter Jul 17, 2007 3:22 am    Assunto: Responder com Citação

Antes de mais nada, inicio esse comentário com um pedido de desculpas... Demorei mesmo João, desculpe Embarassed Embarassed . Mas vamos lá aos comentários, iniciando pelo capitulo 00. Cara, vou ser sincero agora. Quando você colocou no plenário as idéias sobre o Ciudad eu não tinha muita idéia do que poderia ser. Pra falar ainda mais a verdade, minha mente ficou realmente limitada quanto a importância e dimensão do que você tava propondo. Ainda assim achei a idéia muito boa. Agora vejo como fui tolo... A idéia é espetacular!!! A dimensão de tudo que pode acontecer é fora de série, realmente muito bom! E esse inicio mostra muito bem isso!! To ansioso e já to partindo pros próximos capitulos.
abraços João
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MensagemEnviada: Ter Jul 17, 2007 1:07 pm    Assunto: Responder com Citação

Tom Slash escreveu:
Antes de mais nada, inicio esse comentário com um pedido de desculpas... Demorei mesmo João, desculpe Embarassed Embarassed . Mas vamos lá aos comentários, iniciando pelo capitulo 00. Cara, vou ser sincero agora. Quando você colocou no plenário as idéias sobre o Ciudad eu não tinha muita idéia do que poderia ser. Pra falar ainda mais a verdade, minha mente ficou realmente limitada quanto a importância e dimensão do que você tava propondo. Ainda assim achei a idéia muito boa. Agora vejo como fui tolo... A idéia é espetacular!!! A dimensão de tudo que pode acontecer é fora de série, realmente muito bom! E esse inicio mostra muito bem isso!! To ansioso e já to partindo pros próximos capitulos.
abraços João

Nem precisa se preocupar Tom... Vc realmente compensou a demora...hehehehe ...
Eu ach oque não soube apresentar as idéias Tom... Eu tava tão envolvido em escrever as histórias, amarrá-las com as idéias que outros escritores me apresentaram que, no fim, não expus tudo o que passava pela minha cabeça...Falha minha...
Mas que bom que vc curtiu! O capítulo 00 mostra como estão as coisas na Ciudad e as duas primeiras séries como tudo aconteceu para que chegássemos a isso... espero que vc tbm curta, viu?
um abração, lembre-se que não são necessárias desculpas e se cuida!
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MensagemEnviada: Qui Jul 19, 2007 2:02 am    Assunto: Responder com Citação

E então chegamos ao capitulo dois... Caramba João que DEMAIS!!! Ciudad é realmente um grande idéia que só poderia vir de você mesmo: brilhante!!! Gabriella é uma personagem extraordinária e que nos deixa... vamos dizer... com água na boca. Mas que mistérios rondam essa sua ressuscitação? Teria algo com o Dia dos Mortos? E com a transformação da Cidade do México em Ciudad? Ansioso pelas respostas...
abraços e parabéns João!!!
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