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[Crossover]Resgate/Revolt. Limites. Completo.
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Resgate
Supremo


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MensagemEnviada: Dom Jun 17, 2007 10:30 pm    Assunto: [Crossover]Resgate/Revolt. Limites. Completo. Responder com Citação

Olá pessoal! Finalmente a história vem à tona.
Esse cross surgiu de várias conversas por MSN, e-mails trocados e pela grande vontade de dois escritores de colocarem juntos seus personagens.
A história foi escrita originalmente para a época em que o Resgate estava com seu uniforme original para vcs terem uma idéia do tempo em que estamos trabalhando nesses textos.
Cada capítulo do Cross foi escrito parte por mim, parte pelo Aracnos, nem fiz a divisão por cores pro pessoal descobrir qual parte foi escrita por quem.
Daqui a 15 dias o Aracnos posta a segnda parte e eu deixo esse primeiro pos prá ele escrever o que quiser tbm.
Aracnos foi super divertido prá mim escrever essa história cara... A primeira de muitas eu espero que os leitores gostem tbm.
Portanto, sem mais delongas fiquem com o primeiro capítulo de Resgate/Revolt. Limites.
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Editado pela última vez por Resgate em Qua Dez 26, 2007 2:04 pm, num total de 2 vezes
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Resgate
Supremo


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MensagemEnviada: Seg Jun 18, 2007 12:12 am    Assunto: Responder com Citação

Limites.Parte 1.
Por Resgate e Aracnos.

O passado.

Lélio Rocha reuniu coragem durante semanas para convidar Laurinha, nem uma das mais cobiçadas meninas da escola, nem a mais feia. O plano era chegar perto dela, dar-lhe um bombom Sonho de Valsa e pedir para que ela o acompanhasse na festa que seria dada na casa de Ana Cláudia, essa sim a garota mais inteligente, linda e disputada da escola.

- Ir com você na festa da Aninha? É claro... – Lélio esboçou o sorriso mais cativante que podia deixando à mostra boa parte dos dentes tortos e do aparelho que lutava para endireitá-los. - ... Que não!! Ora... Vê se te enxerga “Lelé”...

O sorriso se congelou no rosto do garoto que ficou com o bombom na mão e o olhar perdido enquanto a Laurinha se afastava às risadas com um grupo de amigas e ele ainda pôde ouvir frases como “imagina? Logo eu” e “Credo... Ele é ridículo...”.

Lélio se voltou, uma lágrima brilhando em seu olho esquerdo, o bombom já esmagado e sujando sua camisa social de chocolate que respingava na mesma, o rosto ardendo de vergonha e da humilhação que passara, ele nem se deu ao trabalho de pegar o material na classe e aquele foi o primeiro e último dia que o jovem Lélio matou aula.

Hoje.

O lema da empresa Supertech é “Super tecnologia para resolver qualquer problema. Qualquer problema”.

Qualquer problema que denote uma solução cara, extremamente cara, é lógico. Nessa empresa só existem dois tipos de funcionários, os de alto escalão e o resto. Num dos diversos laboratórios localizados num prédio em plena Avenida Paulista, a cientista-chefe de um dos mais audaciosos projetos da Supertech, está dividia em um misto de excitação e medo.

Ela teorizou a existência de um tipo de energia, ela batizou simplesmente de energia negra, que poderia ser explorada e talvez utilizada em diversos ramos, desde suprir cidades inteiras com custo baixo ou para outros usos, mal sabia ela que um chefão do crime em São Paulo, usando de seus contatos, havia sabido da teoria da doutora e já imaginava o que poderia fazer com uma energia que impossibilitaria as autoridades a impedir um assalto à banco, apenas para citar um dos usos que passavam pela cabeça do criminoso.

No mesmo momento em que ela se debruçava na bancada de observação, nem ela nem mais ninguém, notou o faxineiro do turno da noite que chegara há pouco para começar sua limpeza e ficou por lá admirado pelo que acontecia numa sala abaixo deles, cujo interior podia ser visto pos todos da equipe da cientista.

Um homem vestia um tipo de exoesqueleto de metal onde se via tipos de aros presos ao redor dos braços, pernas, pescoço e tronco e que andava de um lado para o outro esperando a ordem para começar a experiência, que foi dada assim que a doutora disse a palavra “pronto” nos alto-falantes da sala.

Imediatamente o homem colocou uma lente amarelada sobre os olhos e girou uma série de botões numa placa localizada sobre seu peito e logo um tipo de cubo feito da, até então teórica, energia negra se formou ao redor do mesmo. A cientista se comunicou com ele através do sistema de som da sala e depois de obter resposta positiva, de que podia ver lá dentro apesar da falta total de luz, ela deu o experimento por encerrado, no dia seguinte eles repetiriam tudo para a gerência da Supertech.

- E você está fazendo o que parado aí? – Ela finalmente notara o faxineiro que assistia a tudo, o que provocou uma reação exagerada. – Volte pro seu serviço! Já! Ou então eu mando despediram você! Vai!

Ele saiu, o rosto ardendo de raiva e ódio, um ódio guardado há anos e anos e foi exatamente por isso que, durante a madrugada, ele voltou ao mesmo laboratório e, entrando no mais absoluto silêncio, viu a mesma cientista debruçada sobre uma mesa, ressonando alto.

Tomando ainda mais cuidado ele vasculhou o laboratório atrás do exoesqueleto e o encontrou num tipo de tubo que provavelmente fora esquecido de ser fechado pela cansada cientista.

Parecia que o traje ficaria folgado no corpo do mirrado faxineiro, mas assim que ele o vestiu, os aros se contraíram até ficarem justos no seu corpo e ele, depois de ajustar os visores amarelos, acionou os mesmo botões que vira pouco tempo atrás e o enorme cubo de energia negra o recobriu.

Com um sorriso no rosto ele avançou até onde estava a cientista e assim que ela sumiu dentro do cubo negro, o faxineiro se aproximou e começou a encará-la longamente “Maldita... Nem me reconheceu.. Mas agora nunca mais vai se esquecer não é?...” do pensamento ele partiu para a ação e puxou a cientista da cadeira, cujo corpo caiu pesado no chão depois de um grito de terror.

- Quem está aí??!!! – Ela tateava o chão procurando algo para se defender quando percebeu que estava na mais completa escuridão. – O traje!!! Você pegou o traje não é? Não sei quem é você, mas não vai se sair bem dess...UUUNNNNFFFF...

Ela sentiu as costas de uma mão atingi-la em cheio no rosto, fazendo-a cair outra vez, xingando muito seu agressor, que por sua vez sentindo-se poderoso, como nunca sentira em sua vida, sentiu que seu excitamento aumentava quando percebeu um ardor abaixo de sua cintura.

A cientista ouviu o inconfundível som de um zíper se abrindo e o terror da compreensão do que podia acontecer, fez com que ela soltasse um novo grito, mas foi instantaneamente calada com outro tapa e a última lembrança consciente que a doutora Ana Cláudia teve foi do peso de um corpo que vinha para cima do seu e da frase que ela escutou:

- É hora da revanche...

Na manhã seguinte a cientista foi encontrada pela faxineira do dia. Estava encolhida, com as roupas rasgadas, as mãos sobre os seios e a região púbica, os olhos esbugalhados e as únicas coisas que ela dizia eram as palavras “escuridão” e “revanche”.

- Então... – Era a policial Camila, que foi chamada para chefiar essa investigação, depois de participar de alguns casos estranhos como aquele[1], que falava com outro policial que chegara antes. – Deixa ver se entendi tudo: Você e seu parceiro foram os primeiros a chegar, tentaram tocá-la para ajudar, mas ela começou a gritar ainda mais e só se acalmou quando a policial Santana chegou, foi isso? – Um aceno afirmativo com a cabeça foi a única resposta. – Certo... A mulher foi levada para um hospital? Temos de fazer os exames para ver se houve mesmo estupro.

- Do modo como ela estava, Camila, acredito que as chances são muito grandes...

- Muito bem. Vamos encontrar alguém que possa nos dizer se algo foi roubado.

Longe dali, um homem chegava em sua casa, localizada perto da periferia da cidade, suando muito e respirando como se tivesse corrido uma verdadeira maratona, ele trazia sob os braços um grande embrulho e mal ouviu o cumprimento de sua vizinha, uma grande fofoqueira.

- Olá seu Lélio! Nossa... – Ela olhou para dentro de casa e gritou a plenos pulmões. – O esquisito tá ainda pior hoje Manuel!!

Lélio Rocha ainda escutou uma resposta nada educada e o começo de uma discussão acalorada entre os vizinhos antes de colocar o embrulho sobre a mesa da cozinha e viu o pano que usara para esconder o exotraje deslizar até cair no chão e ele se sentou incrédulo olhando para o fruto do seu roubo e, se alisando, ele ainda não conseguia entender como havia encontrado a coragem para fazer o que fez, mas logo um brilho surgiu em seus olhos e ele correu até o quarto, pegando debaixo da cama o álbum de recortes onde ele mantinha dois tipos de informações: as mulheres que o desprezaram na infância e os homens que ele queria ter sido.

Passando direto pelas reportagens das mulheres, olhando um pouco apenas para a foto de Ana Cláudia diante do prédio da Supertech, e virou rapidamente as páginas com artistas e esportistas até se deter nas últimas folhas, que traziam diversas reportagens da Gazeta de São Paulo, assinadas pela repórter Adriana Demesk. O que ele procurava eram os desenhos feitos pelo artista do jornal, baseados nas descrições dadas por diversas testemunhas, que afirmavam terem visto os misteriosos motoqueiros que agiam como vigilantes pelas ruas paulistanas.

Imediatamente ele saiu para comprar tecidos diversos e passou o resto do dia e boa parte da noite costurando. Quando terminou, ele se olhou no espelho, admirando o resultado das inúmeras aulas de costura a que sua mãe o forçara a fazer certa vez.

Um misto das roupas dos dois justiceiros, com o visor vermelho diante dos olhos e o exoesqueleto por debaixo de tudo, apenas com os botões à mostra, foi mais do que suficiente para que Lélio se sentisse outra pessoa. Ele seria agora e para sempre Revanche.

Ao voltar para o álbum de fotos, ele escolheu uma nova vítima: Solange Gomes, uma estilista rica que, após ter causado um acidente no trânsito, matando uma pessoa, graças ao seu dinheiro e um ótimo advogado, permanece em liberdade e sempre vem até a vizinhança distribuir cestas básicas, para depois cair na noite numa tentativa de “se limpar da sujeira de tantos pobres” como ela mesma diz.

Ela seria a próxima de sua lista e ninguém deteria sua vingança.

*********************

A Boate das Estrelas, como é chamada, é uma casa noturna onde costumam ir socialites, alpinistas sociais, alguns artistas de pouco talento e muita imagem, e outras pessoas envolvidas com badalações e, às vezes, os mais sórdidos escândalos. É o caso de Solange Gomes, não a modelo homônima, mas a estilista de moda que só se mantém com razoável sucesso por já ter nascido em berço de ouro.

Ela dança freneticamente, abastecida por álcool e êxtase, ao som de música eletrônica e cercada por cinco rapazes, igualmente entorpecidos, que só levam a certeza de sair da boate para um motel, onde farão o que bem entenderem com aquela mulher de seios fartos de silicone e ridículas lentes de contato azul-piscina.

É claro, a boate não é um lugar para qualquer um. Como se tornou um costume em sua vida, Lélio foi barrado pelos dois seguranças corpulentos na entrada do prédio. Mas desde ontem ele aprendeu a ser paciente. Assim, deu meia-volta e saiu pela fervilhante Rua Augusta.

Depois das duas da madrugada, Solange deixou a boate acompanhada pelos cinco rapazes que riam e discutiam em que carro iriam para a próxima parada. O escolhido foi a Land-Rover do filho de um Senador. Ou pelo menos era o que pensavam.

Em segundos os rapazes foram ao chão, após uma mancha negra encobrir o estacionamento e alguém nas sombras, com uma força tremenda, os liquidar um por um. Solange apenas gritou. Ainda na completa escuridão sentiu uma mão torcer seu braço e jogá-la contra o capô do carro. Por mais que se contorcesse o agressor lhe segurava mais forte. Então sentiu sua calcinha ser rasgada por baixo do vestido.

— Aaaaaaarrrgggghhh!!! — o grito abafado de um homem, que teve seu peito atravessado por um braço de outro homem, pôde ser ouvido na escuridão. Sentindo uma dor extrema, ele largou a mulher e fez desaparecer a energia negra. De joelhos do chão, Revanche pôde ver aquele que fora, várias vezes, chamado de herói.

— E eu que pensei que teria uma noite de folga! — exclama consigo mesmo Resgate, antes de puxar pela roupa o estuprador mascarado. Seria uma tarefa simples. Maníacos como esse existem aos montes e Resgate já deu cabo de vários deles. Mas o herói ainda pensava de que jeito ele criara aquela energia negra.

— Você não é páreo para o Revanche!

Enquanto ouvia tal frase, Resgate sentiu um golpe lhe atingir o abdômen, que o fez soltar o inimigo. Antes que pudesse reagir, ele o viu em fuga, saindo na direção da rua. Resgate correu, não precisava dar auxílio à mulher, ele sabia que ela estava bem, mas quando o herói chegou na rua, viu o estuprador, autodenominado Revanche, subir em uma moto e escapar.

— Sam, me manda a moto... Temos trabalho a fazer.

Algum tempo depois, no extremo leste de São Paulo, uma trilha de bandidos ensangüentados leva a uma pilha de pacotes de cocaína, craque e maconha. Calmamente um homem de macacão cinza e preto despeja gasolina sobre a pilha que consegue ser mais alta que ele. Largando o galão vazio de lado, ele volta para sua moto, passando pelos bandidos estarrecidos. Já acomodado no veículo ele saca uma pistola.

— Essa droga não vai para as ruas. — dizendo isso atira sobre a pilha que imediatamente se inflama. Satisfeito, ele dá a partida na moto e deixa o local, se escondendo entre as ruas estreitas da Favela do Tijuco Preto. Ele é Revolt.

Ainda há muito que fazer esta noite. Há poucas semanas ele se libertou de um cativeiro onde ficou por dez meses sob a mercê de Barthez e agora iniciou uma cruzada para levar a vingança aos responsáveis por tudo que sofreu. Os resultados têm sido muito satisfatórios. Enquanto Revolt corre pelas ruas e vielas, uma figura chama sua atenção. Em meros segundos ele vê um motoqueiro usando um traje muito parecido com o dele, cruzar a sua frente. Se não é inusitado, é muito suspeito. Revolt então o segue.

Revanche quer ir pra casa. Ele ainda pode sentir a dor que o herói lhe causou. Uma parte de si gostaria de continuar aquela luta e matá-lo. Mas uma outra parte o mandou fugir. Esta parte de seu ser o dominou por toda sua vida e ainda parece lhe dominar. A covardia e medo ainda reinam, mesmo com o exoesqueleto e a energia negra. Mas isso tem que mudar. Sim, isso tem que mudar...

Bruscamente ele freia a moto, que conseguiu ao invadir uma concessionária Suzuki nessa mesma noite. Ainda é tempo de voltar, procurar aquele herói e mostrar que o medo não o controla mais. Além disso, matar o herói lhe traria fama entre o submundo. Seria temido e respeitado. É isso que ele sempre quis na vida. Assim ele faz meia-volta e retorna. Mas uma surpresa surge em seu caminho:

Deve ser ele... Aquele outro que apareceu na Gazeta. O outro motoqueiro que esteve sumido por muito tempo. Ele voltou. Ele vem em sua direção, empunha uma arma e aponta para Revanche. Este simplesmente freia a moto. O outro também pára, desce do seu veículo e rodeia o estranho individuo.

— Sua roupa não é original. — diz Revolt enquanto examina Revanche. — Pra quem trabalha? Jeremias? Metralha?

— Não trabalho pra ninguém. — responde Revanche, seguindo Revolt com os olhos sob o visor vermelho.

— Então... Qual é a sua?

— A minha? É esta! — Revanche aciona a energia negra e faz cobrir toda a região num raio de dez metros. Revolt está na escuridão e, sem saber o que fazer, atira onde julga estar o sujeito. Ele ouve o tiro atingir um muro, então sente um golpe em sua nuca. Em seguida sente vários chutes em sua costela. Isso não deveria doer, pois sua blindagem o protegeria, mas dói. — É a hora da Revanche!! Eu irei matar todos vocês, heróis!! E isso... Isso me dará poder!!

Não é preciso ter o poder do efeito fantasma para ver aquela massa de energia negra apontar por entre as casas da favela. Resgate encontra o rastro de Revanche, mas não pode imaginar o que estaria acontecendo ou o porquê daquela energia bem no meio de uma rua. Acelerando sua moto, ele vai de encontro ao domo sombrio.

Revolt, caído no chão, atira com sua arma na direção dos chutes que recebe. Ouve o tiro atingir algo metálico. E também ouve o inimigo gritar. Os chutes cessam. De alguma forma, ele o atingiu. É o tempo que precisa para reagir. Mas antes, ele precisa de luz. Assim ele corre, algo dentro de si diz que em algum momento aquela sombra irá acabar e está certo, alguns passos adiante e ele sai das trevas. Porém o que encontra em sua frente é um punho cerrado.

— Aí está você, Revanche! — Resgate disfarça a dor de ter golpeado um capacete sólido. Deveria ter usado seu EF, mas está um tanto exausto. De qualquer modo, o outro sente o golpe e cai de costas no chão. — Achou mesmo que ia conseguir fugir?

— Hein?! — Revolt está confuso, muito confuso. De onde saiu este outro? — Te conheço, cara?

— Não se faça de engraçadinho! — enquanto Revolt se levanta, Resgate investe socos e chutes contra ele. — Eu odeio estupradores... E você não sairá impune!

— Eu também odeio estupradores! — Revolt bloqueia os socos. — Que isso? É dia de festa a fantasia ou o quê?

Resgate ainda tenta deter o mascarado. Revolt se defende como pode daquele novo sujeito. Resgate prossegue a luta por mais alguns instantes até sentir que está pronto para usar novamente o EF, quando, então, percebe uma coisa: se Revanche está aqui, porque a massa de energia negra ainda está ativa? A resposta à sua pergunta vem quando a energia se esvai e no meio vê o verdadeiro Revanche com um furo de bala na perna.

Resgate olha para ele, em seguida olha para o homem com quem lutava, depois torna a olhar para Revanche. Em seu pensamento só ouve a palavra “estúpido”. Ele perseguia um homem de roupa cinza e preta, que por sinal parece mesclar características de sua própria roupa com a do homem com quem lutou.

— Acho... Que cometi um pequeno engano. — diz Resgate levantando a sobrancelha. Revolt o olha, mas com aquela máscara é difícil saber que expressão traz no rosto.

— Bwahahahahha!!! Que... Patético! — diz Revanche, que em sua vida sempre quis dizer isso para alguém, em vez de ouvir das outras pessoas. — Resgate... Revolt... Dois heróis... Eu cuidarei dos dois! — Revanche afasta as mãos do corpo e novamente a energia negra cerca o local, agora em forma de névoa, cobrindo um raio maior, porém com menos densidade.

— Aí... — Revolt diz para Resgate. — Eu vou querer explicações depois. — E carrega um novo pente em sua pistola.

— Acho que você merece. — Resgate ativa o Efeito Fantasma em suas mãos.

O embate começa.
[1]Você não perdeu o arco “Criando um novo Homem” das histórias do Resgate não é?
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Aracnos
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MensagemEnviada: Sáb Jun 23, 2007 11:04 pm    Assunto: Responder com Citação

Grande João! Pois é, deu trabalho pacas pra concluir esse croos, mas aí, acho que no final das contas esse foi o melhor momento para lançá-lo, pois os dois personagens estão bem desenvolvidos e suas cronologias, enfim, foram acertadas.
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Gustavo Levin
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MensagemEnviada: Sáb Jun 23, 2007 11:20 pm    Assunto: Responder com Citação

Confesso que o início da parte um achei meio chatinho, mas a história fica legal a partir do instante em que os dois heróis aparecem e se enfrentam. Boto fé na parte dois, onde agora eles devem deter o Revanche (esse era o primeiro nome que você tinha pro Revolt, não?).
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MensagemEnviada: Dom Jun 24, 2007 12:30 am    Assunto: Responder com Citação

Aracnos escreveu:
Grande João! Pois é, deu trabalho pacas pra concluir esse croos, mas aí, acho que no final das contas esse foi o melhor momento para lançá-lo, pois os dois personagens estão bem desenvolvidos e suas cronologias, enfim, foram acertadas.

É issoae Anderson!!!
Escolhemos o momento certo mesmo!
Tava mais do que na hora dessa história ganhar o mundo!
Espero que o pessoal goste.
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MensagemEnviada: Dom Jun 24, 2007 12:32 am    Assunto: Responder com Citação

Gustavo Levin escreveu:
Confesso que o início da parte um achei meio chatinho, mas a história fica legal a partir do instante em que os dois heróis aparecem e se enfrentam. Boto fé na parte dois, onde agora eles devem deter o Revanche (esse era o primeiro nome que você tinha pro Revolt, não?).

Grande Gustavo!
Espero que vc goste mais do segundo capítulo então que é onde as coisas pegam fogo!
O começo com a origem do Revanche foi meio paradinho mesmo, mas precisava ser assim prá apresentá-lo...hehehehe
Quanto aos nomes...é com vc Anderson!
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MensagemEnviada: Dom Jun 24, 2007 12:59 am    Assunto: Responder com Citação

Gustavo Levin escreveu:
Confesso que o início da parte um achei meio chatinho, mas a história fica legal a partir do instante em que os dois heróis aparecem e se enfrentam. Boto fé na parte dois, onde agora eles devem deter o Revanche (esse era o primeiro nome que você tinha pro Revolt, não?).
Pois é Gustavo... o começo é de veras meio sem ação (mas não critica, quem assistiu Homem-Aranha 3 viu coisa pior! Shocked ) mas, como o João já disse, importante para apresentar esse vilão, o Revanche...e sim, esse era o nome "primordial" do Revolt. O João resolveu usá-lo como citação.
O capítulo dois eu trago em breve!
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Tom Slash
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MensagemEnviada: Seg Jul 02, 2007 12:00 am    Assunto: Responder com Citação

Grande dupla dinamica, gostei muito do cross, parabéns!!! Bem acho que pela espera do que viria desse Cross, não liguei para o começo não, até achei bem legal. Foi bastante interessante a criação desse vilão e mais engraçado ainda o encontro dos dois heróis. Por acaso teria algum desenho deste Revanche pra nos mostrar? E qual será o resultado destes dois heróis? Faíscas irão rolar ou surge dai uma mega parceria (ou melhor super, já que falamos de superheróis hehehe)?
Ansioso pela parte dois já...
abraços a ambos
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MensagemEnviada: Dom Jul 08, 2007 8:58 pm    Assunto: Responder com Citação

Tom Slash escreveu:
Grande dupla dinamica, gostei muito do cross, parabéns!!! Bem acho que pela espera do que viria desse Cross, não liguei para o começo não, até achei bem legal. Foi bastante interessante a criação desse vilão e mais engraçado ainda o encontro dos dois heróis. Por acaso teria algum desenho deste Revanche pra nos mostrar? E qual será o resultado destes dois heróis? Faíscas irão rolar ou surge dai uma mega parceria (ou melhor super, já que falamos de superheróis hehehe)?
Ansioso pela parte dois já...
abraços a ambos
Fala aí Tom! Desculpa a demora em responder seu comentário... eu estava esperando o João comentár primeiro, mas antes de postar o #2 venho responder tuas perguntas.

A concepção do Revanche foi toda do João, eu só dei um visto naquelo que ele apresentava. Ele fez um desenho no começo, na época que o Resgate usava uniforme Branco, então como o cross foi adiado e o herói mudou de uniforme, ele precisou mudar o desenho, só que o resultado ainda não ficou pronto.

Sobre o que vai rolar depois desse cross? Confira agora mesmo na conclusão!!
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MensagemEnviada: Dom Jul 08, 2007 9:01 pm    Assunto: Responder com Citação

Limites. Conclusão

Favela do Tijuco Preto, pela madrugada.

“Não sei não, minha sogra parece um sapatão...”

Ao som de Bezerra da Silva, um grupo de pessoas bebe vinho barato e come churrasquinho em frente ao Bar do Mazzaropi enquanto seus carros fecham a rua. Tais pessoas, muitos jovens e algumas belas moças, não são o que se pode dizer de pessoas de bem. No meio deles estava um homem forte, coberto por tatuagens que usava estranhos suspensórios roxos, que estava cercado por quatro das mais lindas meninas da turma. Porém uma buzina impertinente ousou atrapalhar seu lazer.

— Aí... será que dá pra livrar a rua pra gente passar? — disse um homem vestindo um terno barato em um carro rodeado por dezenas de capangas armados, espalhados em outros carros e motos. — Tenho um assunto pra resolver e tô com pressa.

O homem tatuado logo expressou um ar de indignação, deixou as meninas e se aproximou do intruso dizendo:

— Tu sabe com quem tá falando, nego? — o homem cruzou seus braços musculosos onde o outro pôde ver tatuado “Metralha-7” em um deles. O intruso, conhecido entre os seus como Tiro Certo, engoliu seco.

— Aí... — ele se voltou para seus capangas. — É melhor dar a volta por ali.

— Boa idéia. — disse Metralha-7 sorrindo enquanto Tiro Certo dava as costas limpando com um lenço o suor de sua testa.

Enquanto isso...

— Pelo que entendi, esse cara é um estuprador? — questiona Revolt ao seu “colega” Resgate, enquanto um fica de costas para o outro, cobertos por uma névoa sombria, esperando qualquer reação do vilão autodenominado Revanche.

— Sim. Depois que eu impedi ele de violentar uma estilista, enquanto seguia seu rastro até aqui, entrei em contato com um aliado meu na polícia e tenho a suspeita de que ele também estuprou a cientista Ana Cláudia Pinheiro onde, aliás, ele também roubou a tecnologia que usa pra gerar essa energia negra, como chamam os cientistas que a criaram. — Resgate responde, com seus braços quase transparentes.

— Daí como a roupa dele é parecida com a minha, você pensou que eu...?

— Deixa isso pra lá... foi mal. Além disso, a roupa dele é uma mistura da sua com a minha. Parece que temos um fã! — enquanto dizia isso, Resgate recebe um golpe no rosto, como se algo tivesse sido jogado nele. Ao mesmo tempo Revolt sente o mesmo golpe em sua cabeça.

— Pô! Isso que é fã! Será que um autógrafo não seria suficiente? — ironiza Revolt, de joelhos no chão. Resgate, que também havia caído usa sua Visão Espiritual e percebe um vulto caminhando na escuridão com um cano na mão.

— Ali está ele! Às dez horas! — imediatamente os dois heróis partem pra cima do inimigo, conseguindo atingi-lo com socos, coronhadas e distorções da alma. Revolt julgou melhor não disparar nenhum tiro, pois naquela escuridão poderia atingir Resgate ou mesmo um inocente que eventualmente se aproximasse. Assim os dois seguiam com golpes contra Revanche por um bom tempo, até que o vilão se cansou e acionou um botão de seu traje que gerou uma espécie de campo eletromagnético fazendo os heróis voarem para longe.

Resgate deu de costas com um poste enquanto Revolt atingiu uma velha Brasília que ali estava estacionada. Revanche esboçou uma gargalhada maligna, porém os golpes que recebera o levavam mais ao choro do que aos risos. Com seu visor vermelho, ele vê que os dois heróis logo se põem de pé. Então Lélio segura mais firme o cano de metal que pegou em uma caçamba de entulho.

— Aí você com roupa de esquiador! — grita Revolt para Resgate. — Qual é mesmo seu nome?

— É Resgate! E roupa de esquiador é o escambal!

— Tá, que seja... Você consegue ver o canalha?

— Se eu usar minha visão espiritual, consigo ver o brilho gerado por sua alma...

— Hmmm... Isso me deixa em desvantagem... — diz Revolt que, tateando, encontra uma fresta na janela da Brasília e consegue acender os faróis do veículo. Mesmo que fraca, aquela iluminação o ajuda a ver Revanche. — Agora sim! — Revolt corre enquanto Resgate apenas tem tempo de observar ele saltar e dar uma voadora no inimigo que cai no chão, onde se pode ouvir o tilintar do cano trepidando no asfalto.

É a vez de Resgate reagir, que prepara outra Distorção da Alma com seu braço direito, vindo a cravá-lo no peito de Revanche que solta o maior grito de sua vida. Com isso o herói se contém, afinal ele ainda está lidando com a nova amplitude de seus poderes e vive com medo de um dia, ao usar seu EF, poder acidentalmente matar algum inimigo.

Lélio desmaia. Aos poucos a energia negra se dissipa e Revolt ainda consegue ver Resgate com seu braço translúcido e soltando o que parece ser uma fumaça. Se não fosse sua experiência com o sobrenatural em todos esses meses que esteve no cativeiro, ele não daria crédito ao que acaba de presenciar. Resgate percebe seu olhar fixo, mesmo que seu capacete esconda totalmente suas feições. Então Júlio começa a se dar conta que aquele justiceiro do Tijuco Preto, do qual só havia ouvido falar através dos noticiários, é um cara comum, sem nenhum tipo de poder. Pela habilidade que demonstra, Resgate imagina que Revolt tem algum tipo de treinamento, militar talvez. E apenas isso. O que será que o motiva a arriscar sua vida? Teria ele uma missão superior como Resgate tem?

— Por que tá parado aí? — pergunta Revolt, pegando Resgate perdido em pensamentos enquanto Revanche jaz desmaiado no chão.

— Você é uma cara de coragem, Revolt. É esse seu nome, né? Não tem dons especiais e mesmo assim--

— Durante minha vida vi meu povo sofrer nas mãos do crime organizado e das autoridades corruptas e inertes. Sabe? Essa gente sofre demais... Pouco importa se tem super-vilões querendo dominar o mundo. Eles só precisam de um pouco de paz para viverem na simplicidade... Só isso é suficiente pra gente daqui. Porém quando tudo isso atingiu aqueles que eu amo, e mais recentemente a mim mesmo, eu tive que tomar alguma atitude... — Revolt vira o rosto, quase se perguntando por que está falando aquilo tudo para esse tal Resgate.

Um longo silêncio cai sobre os dois que se perdem em seus próprios pensamentos, avaliando suas vidas duplas, as escolhas que tiveram que fazer, as pessoas amadas que perderam no decorrer dessa estrada. Assim pensativos, os dois não percebem – até ser tarde demais – que a névoa sombria novamente cobre o cenário. Quando se dão por si os dois são atingidos por choques elétricos enquanto escutam a voz insana de seu inimigo:

— Que sentimentais!! Que coisa meiga!! Dois heróis tristes que estavam quase chorando feito menininhas!! — enquanto isso dizia Revanche prosseguia com ataques com seu pulso eletromagnético e com o que mais tivesse a mão, não dando a menor chance dos heróis reagirem. — Depois que eu acabar com vocês dois, vou pendurar suas cabeças em uma estaca e todos saberão que sou eu... EU!! que mando na cidade!! Hahahaha!!! Depois eu vou ter toda e qualquer mulher que eu quiser... nenhuma mais vai virar as costas pra mim!! NENHUMA!! Digam-me heróis: vocês têm alguém especial? Namoradas... esposas? Pois é melhor que não tenham, senão... podem saber desde já... que elas serão as primeiras da minha lista!! Hahahaha!!!

— NÃO!! — em uníssono, os dois heróis gritam esse sinal de protesto. “Verônica”, pensa Resgate. “Daniella”, pensa Revolt. Logo os dois se inflamam numa fúria profunda e reagem.

Revolt torce o braço de Revanche até ouvir o mesmo se quebrar. Resgate enfia sua mão fantasma pelas costas de Revanche e a solidificando dentro de sua barriga, torce seus intestinos lhe provocando uma dor indescritível. Revanche vai ao chão, de joelhos, com seu braço que continua inteiro ao ventre, enquanto os heróis o vêem com a parca iluminação dos faróis da Brasília.

Logo a energia negra finalmente se dissipa e dois heróis extremamente cansados são os únicos em pé. Revolt e Resgate se entreolham, um respeito crescendo entre eles no silêncio que se seguiu ao fim da luta.

- Essa foi bem difícil hein? – Resgate foi o primeiro a falar e quando o outro herói puxou uma arma, ele se sobressaltou. – O que você pensa que está fazendo?

— Chega! Esse miserável nunca mais vai sequer tocar em uma mulher novamente! — Ele destravou a arma apontando para a cabeça do super estuprador. — Qual é o problema? Você sabe o que esse desgraçado fez. É o que ele merece.

— Pare!! Matar não é o melhor jeito! — diz Resgate.

— Eu não vou matá-lo! Eu nunca faria isso!!

— Então?!

— Só vou acabar com o “parque de diversões” dele! — Revolt abaixa a arma até mirar aquilo que fica entre as pernas do vilão.

******************

- Isso não está certo... – Uma luz iluminou o rosto do outro. - Não se a gente puder bolar algo ainda pior...

- Então... – Uma voz chamou a atenção dos heróis que, ao olharem para trás, se viram sob as miras de diversas armas. – Meu nome é Tiro Certo e como podem ver, cês tão em séria desvantagem, então... Acho que seria interessante que os dois heróis se afastassem bem devagar para que eu e meus colegas peguemos a “encomenda” do Cantor.

O homem que falava com os dois, um sujeito grande, de cabelo raspado, quase careca, vestindo um terno bem vagabundo que parecia pequeno demais para ele, agitava uma arma, numa péssima imitação dos atores de filmes americanos.

- Bem... Se os dois bichinhas fizerem o favor de se afastarem, a gente pode pegar a roupa desse mane aí e irmos prá casa em tempo de vermos o Cine Privê...

- Hum... Acho que ele tá falando com você... – Resgate se inclinou para o lado de Revolt antes de se voltar novamente para os inimigos. – Acho que vocês esqueceram de pedir “por favor”...

O som de várias armas sendo engatilhadas pôde ser ouvido, mostrando que os bandidos não estavam bons para brincadeira e, sem dar outro aviso, uma verdadeira chuva de balas caiu inclemente sobre Resgate, Revolt e o desmaiado Revanche.

- Mas o quê... – O herói do Tijuco Preto havia, instintivamente, erguido os braços para se defender e ficou surpreso por perceber que nenhum tiro o havia atingido. – Como isso aconteceu?

Resgate estava com uma mão no ombro do Revolt e um pé encostado no vilão desmaiado, ele usou o EF para proteger a todos, o que acabou deixando os bandidos sem ação.

Por apenas poucos minutos.

Os dois heróis não precisaram de palavras e, antes dos inimigos se espalharem pela rua, se escondendo e atirando, Revolt correu até a Brasília estacionada ali perto, respondendo aos tiros enquanto Resgate colocou o estuprador nos ombros e, enquanto as balas passavam através dele sem ferir nenhum dos dois, ele encontrou abrigo atrás de um entulhão.

- Como estamos?!!! – Resgate precisava gritar sobre o som dos tiros. – Eu contei uns vinte! E você?!!

- Depois de eu acertar mais alguns, serão bem menos!!! – E mais dois bandidos caíam sob as balas do Revolt. – Nada como uma noite calma no tijuco!! Você não acha, Gasparzinho?

— Gasparzinho?!

- O que está... Acontecendo? – Revanche ergueu a cabeça lentamente, mas... – AAARRRGGGHHHHH!! – Uma distorção da alma e o vilão voltou a “dormir”.

- Vamos colocar um fim nisso antes que alguém se machuque!!! – Dito isso, Resgate jogou o estuprador no entulhão e, usando o EF começou a correr na direção dos bandidos, que concentraram o fogo sobre ele.

Revolt aproveitou a chance que seu colega lhe deu, saiu de trás do carro onde ele se protegia e, com tiros perfeitos ia derrubando os inimigos, sem se abalar por algumas balas que acabavam parando na blindagem de seu uniforme.

- Derrubem esses desgraçados, seus inúteis!!! – Tiro Certo permanecia atrás dos seus capangas, disparando sua arma, apenas quando tinha certeza de acertar seus alvos, mas isso não adiantava, pois um tinha alguma blindagem e o outro parecia um fantasma.

Resgate finalmente se colocou entre os bandidos, impedindo os mesmos de atirar para não acertarem uns aos outros, e começou a derrubá-los usando o EF, enquanto Revolt guardava sua arma e se unia ao outro herói, distribuindo golpes e derrubando os inimigos.

Quando um bandido não era derrubado por um golpe dos heróis, acabava por ser atingido por um colega e pouco a poucos eles foram caindo ao chão como moscas, logo, apenas Revolt e Resgate estavam de pé. Tiro Certo aproveitou isso para escapar e voltar para seu chefe.

Eles se olharam mais uma vez e, antes de trocar qualquer palavra, um olhar do Resgate na direção do entulhão foi o suficiente para Revolt, se voltar e disparar sua última bala.

O joelho do vilão foi destroçado, tendo sido atingido por trás, enquanto este tentava fugir e ele caiu de cara no chão, gritando e chorando, diante do entulhão.

Os dois heróis se aproximaram, Resgate usou seus poderes para fazer o estuprador perder os sentidos, enquanto improvisava um curativo e o colocou no ombro, enquanto Revolt se aproximou, segurando os ferimentos decorrentes das balas que, não conseguindo furar sua blindagem, o atingiram.

- É bom que esse desgraçado sofra bastante... – O herói do Tijuco Preto ficou em frente ao outro, visivelmente nervoso por não poder dar um fim no “material” do vilão. – Ainda acho que uma bala seria mais eficiente...

- Não... Ia ser muito rápido... – Resgate deu um sorriso tentando acalmar o outro. – Tive uma boa idéia... Mas acho que isso é tudo por hoje... Hum... Você curte Pizza? Tem como comer com esse capacete?

- Hum... - O convite pegou Revolt de surpresa e ele se pegou sorrindo por debaixo da máscara “Aceita Marcelo” era Eugênio que falava com o irmão através do comunicador de ambos. – E como você pretende pedir uma pizza?

- Você nem imagina o que eu posso fazer... Amigo. – Os dois andavam na direção de suas motos e, antes de montarem, Resgate tirou um tipo de celular de um dos seus bolsos. – Olha... Isso aqui é pra você me chamar, se precisar de mim a qualquer hora, belê? Assim eu posso te chamar também...

- Sei... – Revolt demorou um pouco, mas resolveu aceitar o presente, selando assim o começo de uma amizade. – Qualquer coisa, se eu precisar de mais balas, posso conseguir uma grana com um celular assim.

Os dois se afastarem daquele local rindo alto.

FIM.

Epílogo 1.

Tiro Certo estava diante de seu chefe, depois de relatar o ocorrido e se sentia extremamente desconfortável com o silêncio do outro, mas logo o ambiente foi tomado pelo som da música “A luz de Tieta” e o bandido nem percebeu quando o cano de uma arma encostou em sua nuca, disparando uma bala que tirou a vida do bandido imediatamente.

- Bem... – Caetano, o dono do clube Equilibrium, guardava sua arma enquanto apreciava o refrão da música. – Não consegui o traje, mas chances não faltarão...

Epílogo 2.

O julgamento de Lélio Rocha foi rápido e a sentença a maior já dada a um estuprador. Ele foi levado até sua cela no centro de detenção provisória do Carandiru onde seria mantido longe dos outros presos por conta de seus crimes, afinal estupradores não eram bem vistos nem pelos demais presos.

Na primeira noite, seu sono foi tomado por imagens de um ser estranho, com rosto comprido, azulado e que em nada lembrava um rosto humano, mas foram as palavras da criatura que marcariam Lélio para sempre:

- Saiba, Lélio Rocha, que a partir do dia de hoje, toda vez que você tiver um pensamento sequer com mulheres ou sexo, seu corpo será vítima das mais terríveis dores. Assim você terá uma parcela da dor que infligiu a outras...

O criminoso despertou encharcado de suor, mas tendo a certeza de ter tido apenas um pesadelo ele se dirigiu até o imundo vaso sanitário da cela, procurando se “aliviar” e começou a lembrar do que fizera com Ana Cláudia, mas:

- AAAAAAARGGGGGGHHHHHHHHH!!!!!!! – Ele, de repente sentia como se houvesse fogo em seu pênis, se espalhando rapidamente por todo o corpo. – O que é isso?!!!!!!!!!!!! AAAAAAAHHHHHHHHH!!!!!!

Longe dali, dois amigos conversavam.

- Está feito, Júlio... Acredito que nosso “amigo” vai receber o que merece afinal...

- Valeu Sam... Uma morte rápida é pouco para um estuprador... Espero que ele sinta muita, mas muita dor... Agora eu preciso ir... Vou ver se pego uns traficantes... O Revolt me lembrou de que eu preciso ajudar mais o povo e ficar me metendo em menos lutas com super-vilões. Fui.

Epílogo 3

Enquanto Júlio saia do prédio da MegaSuluções S/A, passando pela recepção ele encontrou um rapaz negro, usando jaqueta de couro e com um capacete debaixo do braço, perdido e confuso, procurando a recepcionista que não estava lá.

— Aí, amigo, posso ajudar? — disse Júlio lhe estendendo a mão para cumprimentá-lo. O rapaz correspondeu o cumprimento dizendo:

— Opa... é aqui que estão precisando de um motoboy?


E assim dois heróis se encontram e, nesse caso, justiça foi feita.
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MensagemEnviada: Seg Jul 09, 2007 11:50 am    Assunto: Responder com Citação

E assim terminou uma história que foi muito, mas muito mesmo, agradável de se escrever.
Foi um processo muito legal onde a gente ia debatendo, seja por msn ou e-mail, os rumos a tomar e cada detalhe novo que era inserido foi mostrado ao outro até que os capítulos chegassem ao formato atual.
Muito obrigado Anderson for ter me ajudado a realizar mais esse cross incrível!
Abraços Amigo e até a próxima! Espero que os leitores curtam tanto quanto eu curti escrever!
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MensagemEnviada: Sáb Jul 14, 2007 8:17 pm    Assunto: Responder com Citação

Curti bastante essa segunda parte, com os dois heróis em ação e com o novo começo de vida pro Marcelo na MegaSoluções. Só espero que não tenha sido a última vez que vimos o Revanche, foi um baita vilão.

Parabéns aos dois, João e Anderson. Foi uma ótima mini-série!
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MensagemEnviada: Sáb Jul 14, 2007 8:31 pm    Assunto: Responder com Citação

Gustavo Levin escreveu:
Curti bastante essa segunda parte, com os dois heróis em ação e com o novo começo de vida pro Marcelo na MegaSoluções. Só espero que não tenha sido a última vez que vimos o Revanche, foi um baita vilão.

Parabéns aos dois, João e Anderson. Foi uma ótima mini-série!
Demorou uma semana, mas alguém leu! Very Happy

Que bom que curtiu esse segundo capítulo, Gustavo! Ele demorou para sair, mas acho que ele não poderia ter saído na melhor hora, pois é uma peça chave pra cronologia do Revolt, após seus 10 meses de cativeiro.

Sobre o vilão, quem sabe... mas acho que é mais fácil vermos frequentemente o Caetano e seu Clube Equilibrium, nas duas séries.

Falou Gustavo!
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MensagemEnviada: Ter Jul 17, 2007 2:59 am    Assunto: Responder com Citação

Grande rapaziada, demorei mais cheguei. E lá vamos pros comentários: Cara, fechou com chave de ouro esse Cross né, sem maiores comentários, a leitura dele fala por si só. Revanche é um grande vilão pra ser aproveitado e essa interação entre Resgate e Revolt ficou demais. Vai ser bem interessante ver as duas séries bem entrelaçadas daqui pra frente... Parabéns Anderson e João, os dois fizeram um ótimo trabalho!!!
abraços
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Resgate
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MensagemEnviada: Ter Jul 17, 2007 1:01 pm    Assunto: Responder com Citação

Gustavo Levin escreveu:
Curti bastante essa segunda parte, com os dois heróis em ação e com o novo começo de vida pro Marcelo na MegaSoluções. Só espero que não tenha sido a última vez que vimos o Revanche, foi um baita vilão.

Parabéns aos dois, João e Anderson. Foi uma ótima mini-série!

Demorei prá ver o coment... Foi mal...
Valeu por ter curtido Gustavão.
Quanto ao Revanche quem sabe o que o futuro nos traz né?
Valeu mesmo por ter acompanhado!
Um abração procê!
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Editado pela última vez por Resgate em Ter Jul 17, 2007 1:03 pm, num total de 1 vez
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