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Gracie Adams

 
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Teutates
Supremo


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MensagemEnviada: Sex Nov 16, 2007 9:17 pm    Assunto: Gracie Adams Responder com Citação

Após uma longa ausência, este caríssimo companheiro de pena e tinta retorna para o lar, trazendo um novo conto, em quatro capítulos, apresentando uma nova protagonista deste nosso querido universo.

Neste preciso momento, não quero comentar nada sobre Gracie Adams, pois isso poderá estragar o prazer da leitura. Mas devo dizer apenas que é minha forma de demonstrar meu apreço pelas artes, pelo passado, e pelos termos eruditos. Assim sendo, boa leitura a todos!
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Resgate
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MensagemEnviada: Sex Nov 16, 2007 9:20 pm    Assunto: Responder com Citação

Ae Flávio! finalmente dando o ar da graça e de quebra com uma mini-surpresa!
Vou ficar no aguardo ansioso pela estréia, pq o pouco que vc falou ae já me interessou pacas!
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MensagemEnviada: Sex Nov 16, 2007 9:21 pm    Assunto: Gracie Adams - Parte 1: O quadro Responder com Citação

GRACIE ADAMS
O Quadro


Franklin Adams entra na mansão situada na Rua Rainha Vitória. Ele está muito contente por ter sido convidado para uma festa do senhor Brian Bale, um dos mais renomados cirurgiões do Reino Unido. O senhor Bale, dizem as boas línguas, é extremamente profissional, competente, carismático, bonito e, como a simples entrada de sua residência indica, rico. Por outro lado, dizem as más línguas que ele é maçom e envolvido com artes arcanas, e que tem um monstro em seu porão, o qual sempre ameaça soltar contra seus inimigos mais enérgicos. Mas quem seria inimigo do senhor Bale? Como dito, um homem extremamente carismático, que ganha a confiança de qualquer pessoa após meros quinze segundos de conversa.

_ Boa noite senhor Adams, poderia me entregar seu casaco e guarda-chuva? – indaga com enorme zelo um mordomo, lhe sendo entregue o quanto foi pedido. – Obrigado senhor, por favor Charles, acompanhe o senhor Adams até a sala de recepção.

Os corredores que Franklin percorre com Charles apresentam uma rica tapeçaria persa, o que o entretêm de tal forma que sequer nota ter ingressado num amplo salão, com cerca de cinqüenta e sete pessoas bem trajadas, com ternos, smokings e vestidos de gala. Um senhor de aparentemente cerca de quarenta e sete anos, cabelos grisalhos penteados com gel para trás, um sorriso amplo no rosto, trajando um Christian Dior, se aproxima de Franklyn para cumprimentá-lo, juntamente com uma jovem dama num exuberante vestido Yves Saint Laurent.

_ Franklin! Que bom que veio. Pelo visto, se apaixonou pelos meus tapetes da entrada? – diz o senhor, abraçando-o.

_ Não poderia deixar de vir senhor Bale. Na verdade, é uma honra para mim, ser recepcionado pelo senhor. – diz Franklin com muita vergonha, a tez de seu rosto enrubesce em instantes.

_ Deixe o senhor para os negócios, aqui seremos Franklin e Brian, combinado? – Brian Bale segura Franklin pelos ombros, encarando-o nos olhos enquanto diz a frase com tal convicção que Franklin apenas concorda com um gesto da cabeça. – Ótimo! Pois bem, Judy, este é Franklin Adams, proprietário daquele antiquário maravilhoso de que te falei; Franklin, esta é Judy Elliston, jornalista da Vogue, que gostaria de fazer uma matéria sobre obras de arte. Estão apresentados, espero que conversem bastante. – em seguida, Brian se afasta dos dois.

_ Brian é muito espontâneo não acha Franklin? Quero dizer, posso chamá-lo de Franklin, podemos estender o coloquial para nós também? – diz Judy com uma voz suave e cativante.

_ Sim. Sim, com certeza. – concorda Franklin, ainda impactado com a naturalidade e carisma de seu anfitrião.

Em instantes Franklin Adams e Judy Elliston estão conversando sobre outros assuntos que não propriamente arte. Na verdade, é arte, mas outra espécie desta: a chamada nona, ou seja, o cinema. Ambos se mostraram fãs de Sean Connery e com boas risadas lembravam suas ações como o mais famoso espião do cinema, James Bond. De “Dr. No” a “Never Say Never Again”, cada detalhe foi minuciosamente discutido e comentado entre os dois. Na verdade, quando já estavam na quinta taça de “Piper-Heidsieck curvée Brut”, os dois se beijam pela primeira vez naquela noite.

Franklin Adams é um homem comedido, em seus quarenta e quatro anos. Solteiro, filho único de uma família que mantém seis gerações de antiquários, assumiu a loja – o “Antiquário Adams”, que também é sua residência –, desde o passamento da mãe, dez anos atrás. Tímido e introvertido, não apreciava eventos sociais, mas não poderia negar o convite de um de seus melhores clientes.

Curiosamente, ele é o oposto de Judy Elliston, jovem jornalista de trinta e um anos, contratada pela Vogue há dois, onde rapidamente ascendeu na carreira, com suas matérias sobre a alta sociedade inglesa, gostava de festas e grande concentração de pessoas. Expansiva e comunicativa, tinha facilidade para fazer novas amizades, e também para desenvolver amantes, cinco nos últimos cinco anos, três destes casados.

Ambos notaram, naquela noite, que poderiam ser o ponto de equilíbrio do outro, e não queriam deixar escapar a oportunidade. Com educação se despediram de Brian Bale, que não disfarçou o sorriso ao ver que sua ação como Cupido dera certo, e logo estavam no interior de um táxi, em direção à residência de Franklin. Um pouco mais adiante daquela noite, os dois estavam abraçados sobre a cama de casal, se amando pela primeira vez.

No dia seguinte, Judy acorda com morangos silvestres na boca. Franklin havia preparado o café da manhã, brioches frescos, leite desnatado, iogurte com mel, mamões e morangos. Havia improvisação, mas a pequena mesinha preparada com tanto carinho, e ainda enfeitada com uma rosa, emocionou a jornalista, que deixa algumas lágrimas deslizarem sobre seu rosto. Alguns carinhos são dados, mas agora, livres dos efeitos do álcool, Franklin voltou a demonstrar nervosismo e insegurança com aquela inusitada situação. Seu último relacionamento havia sido há doze anos, com uma amiga da faculdade, e que terminou quando sua mãe adoeceu e necessitava uma maior atenção. Judy também estava um pouco incomodada, pois as traições habituais em seus relacionamentos não a deixavam confiar plenamente naqueles atos de carinho. De qualquer maneira, os dois estavam se esforçando ao máximo, e tentando quebrar o clima, Judy diz:

_ Está tudo delicioso Franklin, você é um amor. – ela come mais um morango, mergulhando-o no iogurte com mel.

_ Imagine, não deu trabalho algum. – responde, enquanto toma um copo de leite.

_ Ontem à noite estávamos tão embriagados, e entretidos um com o outro, que eu nem pude reparar em suas obras de arte. Não quer me mostrar a casa? – pergunta, levantando-se da cama e colocando uma camiseta de Franklin, que estava sobre a poltrona de leitura.

_ Lógico, venha comigo, quer começar por qual período histórico? – ri, empolgando-se com a proposta de mostrar seu trabalho.

A casa tinha três andares, os dois primeiros compunham o antiquário, e cada uma das salas tinha obras pertencentes a um período específico da história. Porém, a maior parte do acervo referia-se ao período vitoriano. Judy observava tudo com muita atenção, e fazia dezenas de perguntas, que eram respondidas nos mínimos detalhes por Franklin. Os dois haviam conseguido superar seus medos e novamente estavam enamorados. Diante dos tapetes persa, já estavam com as mãos dadas.

_ Bom, estes modelos são, respectivamente, Kashan, Mood, Yazd e Tabriz Royal, e são verdadeiras obras de arte, raras e valiosas, porque são feitos de nó em nó, com alta durabilidade. Eles já eram reconhecidos como artigos de luxo cinco séculos antes de Cristo, e dão ao ambiente uma identidade própria, percebe? Os profissionais da arquitetura e decoração consideram um tapete persa peça tão essencial quanto a mobília. – explica Franklin para Judy.

_ Pelo jeito, minhas futuras matérias serão repletas de detalhes. Você é fantástico Franklin, e sua casa, realmente maravilhosa! – elogia Judy, dando um beijo na bochecha do “marchand”, que sorri.

Os dois sobem ao terceiro andar, onde Judy nota uma grande quantidade de réplicas das obras de Leighton, Alma-Tadema, Rosseti e Sargent. A sensualidade das obras causou um impacto muito grande na época, mas ainda hoje, não deixa de ser visualmente intrigante para os olhos. Então, nota um quadro que nunca havia visto em nenhum museu ou livro, mas que também aparentava ser do período vitoriano.

O quadro mostrava um piquenique no Hyde Park, num dia ensolarado sem nuvens, com o lago Serpentine ao fundo. Cangas estavam estendidas próximas à sombra de uma árvore, e sobre ela estavam pratos salgados e doces. Três crianças brincavam com uma bola entre as árvores, enquanto oito rapazes conversavam com dez moças, alguns sentados próximos aos quitutes, outros em pé à beira do lago. A pintura transparecia o clima de romantismo, mas também os olhares e gestos sensuais dos retratados. Num dos cantos do quadro era possível notar um casal, parcialmente escondido por um pinheiro, onde o vestido anil da moça estava parcialmente abaixado, e o rapaz beijava-lhe o seio esquerdo. Um dos rapazes a beira do lago estava com a camisa entreaberta, algo inadequado para a época, e a moça com quem conversava ria maliciosamente enquanto lhe segurava pelo antebraço. Outro casal, sentado perto das comidas, mostrava a moça colocando gomos de uva na boca do rapaz, enquanto mostrava a língua como se preparando para beijá-lo em seguida. Mas o que mais intrigava era uma das mais belas moças dormindo em meio a flores, protegida pelas sombras de um salgueiro. Seus cabelos negros misturavam-se aos crisântemos, passando sua alegria por aquele momento, sua simplicidade, mas também um equilíbrio entre as cores que tornava impossível não fixar o olhar para a cena. O quadro apresentava, realmente, uma beleza descomunal, mas aquela dama cochilando, a perfeição das emoções.

_ Este quadro... Este quadro é descomunal Franklin... Quem o pintou? – pergunta Judy intrigada.

_ Isto é um mistério Judy. O estilo demonstra ter sido pintado por volta de 1.840, mas não foi nenhum pintor vitoriano famoso. Na verdade, é um quadro de família, foi adquirido pelo avô do meu bisavô, quando sua filha desapareceu.

_ Como assim desapareceu?

_ Este é outro mistério... – responde, rindo. – Meu avô e meu pai nunca comentaram a lenda do desaparecimento de minha... hmm... Tia-tetravó (acho). Foi minha tia Sally quem me contou, quando ainda era pequeno, que essa ancestral, Gracie Mary Adams, tinha ido num piquenique no Hyde Park e nunca mais retornou. O pai dela, Gerald Adams, pensou no início que ela tinha fugido com algum namorado, mas as amigas afirmaram que ela não gostava de nenhum rapaz. Parece que Gracie era muito comedida e reservada (parecida comigo, na verdade). Depois de alguns meses de busca, o avô do meu bisavô encomendou uma pintura que retrataria o dia do piquenique, o último dia em que viu a filha. E este é o quadro.

_ Que história triste. – diz Judy, abraçando Franklin. – E quem seria essa sua tia Gracie no quadro?

_ A moça dormindo debaixo do salgueiro. Acho que o pintor quis agradar esse meu grande avô, pois ela é a que mais chama atenção no quadro. É como se a essência de Gracie tivesse sido captada e retratada.

_ É verdade. Franklin, sei que ele é uma peça de família, mas porque você nunca o expôs? Tenho certeza de que o Museu Britânico aceitaria com todo o prazer.

_ Com o passar dos anos, passei a sentir ciúmes do quadro. Pensando bem, lembro que meu pai também tinha um xodó muito grande por ele. Tanto que o senhor Bale já me fez duas propostas extremamente generosas pela pintura, que foram educadamente rejeitadas.

_ Bom, mas que tal uma divulgação da pintura por foto? Ele continuaria no Antiquário Adams, mas o mundo também teria o prazer de apreciar esta obra de arte.

_ Sim, você tem razão Judy. Podemos publicar a foto numa revista especializada em arte, se a Vogue não aceitar a divulgação.

_ Espere aqui, vou buscar minha câmera digital na bolsa e já volto.

Após alguns instantes, Judy retorna com sua câmera e, como o dia havia amanhecido muito cinzento, e a iluminação do corredor não ajudava, as fotos foram tirados com o flash automático. Franklin sorria ao pensar que a obra mais querida de sua família teria um destaque no mundo das artes, e ponderava se isso não poderia ajudar nas vendas de suas mercadorias. Não que precisasse de uma renda maior, mas ele sentia como se fosse uma forma de valorizar o nome da família, e a memória de seus antepassados. Já Judy, sentia o simples prazer de uma admiradora do que é belo, e em seu íntimo queria que a Vogue rejeitasse a divulgação, para que a pintura recebesse a publicidade por uma revista realmente especializada. Mas o mais importante, ela estava se sentindo bem em ter ajudado Franklin, como uma verdadeira namorada, e pensava se finalmente não viria a ter, pela primeira vez, um relacionamento sadio e decente.

Porém, ainda que absortos em seus pensamentos, os dois tiveram naquele momento o maior susto de suas vidas. A moça que dormia sobre o salgueiro na pintura passa a se mexer, esfregando os olhos e bocejando. Como aquilo era possível? Estariam eles mesmos dormindo? O vizinho de Franklin Adams certa vez o acusou de viciado, pelo simples fato de ter comprado analgésicos demais, mas que tipo de louca alucinação era aquela? Judy, por outro lado, chegou a tomar LSD e a fumar ampla quantidade de maconha na adolescência, e se questionava se a garota no quadro seria uma espécie de flashback. Ou estariam os dois ainda sobre os efeitos do álcool? É quando a moça se levanta em meio aos crisântemos, e sorri para os dois, enquanto desaparece.

_ Judy. Por favor, diga que eu não estou louco. Que eu realmente vi a moça da pintura se mexer e desaparecer...

_ Só se você também disser isso para mim Franklin, porque eu também vi tudo isso.

É quando a moça então adormecida do quadro se materializa ao lado dos dois, trajando o mesmo vestido anil e apresentando a mesma expressão serena e harmoniosa da pintura.

_ Mas que estranhas vestimentas que vós trajais, caros amigos. Terei permanecido adormecida por tantos anos que o bom gosto e a decência finalmente findaram? Ora, vamos, mas que caras são essas, nobre senhor e jovem dama, teriam por acaso visto um fantasma?
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Resgate
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MensagemEnviada: Sex Nov 16, 2007 9:45 pm    Assunto: Responder com Citação

Cacete!!! Entrei aqui prá te dar um apoio e logo em seguida vejo que já postou o capítulo 1! E que capítulo!
É por isso que eu pego tanto no seu pé prá vc continuar escrevendo Flávio! o UNF num pode de jeito nenhum perder uma talendo como o seu!
As cenas estão perfeitas! Consegui visualizar até os detalhes dos tapetes persas, dos quadros, das casas, da pessoas.. Enfim, extremamente visuais suas descrições!
As situações foram super convincentes e quando eu imaginava o que poderia acontecer de especial vc me vem com esse final impressionante e surreal, que eu num vou comentar com mais detalhes prá num estregar a surpresa de alguém que porventura veja meu comentário antes do texto!
Meus mais sinceros parabéns e obrigado por esse texto tão bem escrito e que nos evoca como é bom ter um gosto pelas belas artes!
Um abraço cara! E vê se num some mais heim?
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Tom Slash
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MensagemEnviada: Sáb Nov 17, 2007 6:04 pm    Assunto: Responder com Citação

CARACA!!! Que grata surpresa Flavio!!! Nossa, que demais... Acabei de acessar e forum e entao vi esse mini postada por voce... Logo pensei: vai vir coisa boa por ai, ainda mais que eh surpresa... E veio mesmo!!!! Nossa, gostei muito da ideia da mini e esse capitulo. As descricoes estao extraordinarias e os personagens sao muito reais... Algum referencia com pessoas conhecidas suas? E pra arrematar, a saida de Gracie Adams (assim acho neh) da pintura foi pra fechar com chave de ouro!!!

Parabens pelo capitulo e na espera dos proximos capitulos da serie, como tambem da publicacao de Haziness...
Abracao
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Gustavo Levin
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MensagemEnviada: Ter Nov 27, 2007 1:30 pm    Assunto: Responder com Citação

Flávio, estavas sumido do UNF, mas retornastes com essa grande história!

Só o final desse primeiro capítulo já vale a leitura! Estou ansioso para ver o que nos reserva nessa história de Gracie Adams...

Aquele abraço!
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Teutates
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MensagemEnviada: Qui Dez 06, 2007 8:34 pm    Assunto: Responder com Citação

Resgate escreveu:
Ae Flávio! finalmente dando o ar da graça e de quebra com uma mini-surpresa!
Vou ficar no aguardo ansioso pela estréia, pq o pouco que vc falou ae já me interessou pacas!

Cool
Resgate escreveu:
Cacete!!! Entrei aqui prá te dar um apoio e logo em seguida vejo que já postou o capítulo 1! E que capítulo!
É por isso que eu pego tanto no seu pé prá vc continuar escrevendo Flávio! o UNF num pode de jeito nenhum perder uma talendo como o seu!

Te surpreendi, não? Achava que era um mero anúncio? hehehe....

Resgate escreveu:
As cenas estão perfeitas! Consegui visualizar até os detalhes dos tapetes persas, dos quadros, das casas, da pessoas.. Enfim, extremamente visuais suas descrições!
As situações foram super convincentes e quando eu imaginava o que poderia acontecer de especial vc me vem com esse final impressionante e surreal, que eu num vou comentar com mais detalhes prá num estregar a surpresa de alguém que porventura veja meu comentário antes do texto!
Meus mais sinceros parabéns e obrigado por esse texto tão bem escrito e que nos evoca como é bom ter um gosto pelas belas artes!
Um abraço cara! E vê se num some mais heim?


Consegui o meu intento! Realmente, essa mini-série visa uma narrativa floreada, com cenas mais bem descritas, detalhadas, romanceadas, e quis mesmo retratar bem um antiquário, e o período em que viveu a nossa protagonista. Espero que você venha a se agradar com a continuidade da série, onde estarei apresentando um pouco mais da linguagem mais clássica da personagem, em contraponto ao linguajar contemporâneo de seu descendente e sua namorada.

Continue comigo, amante das artes! E eu aproveitarei e informarei alguns fatos interessantes sobre a era vitoriana.
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Teutates
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MensagemEnviada: Qui Dez 06, 2007 8:51 pm    Assunto: Responder com Citação

Tom Slash escreveu:
CARACA!!! Que grata surpresa Flavio!!! Nossa, que demais... Acabei de acessar e forum e entao vi esse mini postada por voce... Logo pensei: vai vir coisa boa por ai, ainda mais que eh surpresa... E veio mesmo!!!! Nossa, gostei muito da ideia da mini e esse capitulo. As descricoes estao extraordinarias e os personagens sao muito reais... Algum referencia com pessoas conhecidas suas? E pra arrematar, a saida de Gracie Adams (assim acho neh) da pintura foi pra fechar com chave de ouro!!!

Parabens pelo capitulo e na espera dos proximos capitulos da serie, como tambem da publicacao de Haziness...
Abracao


Saudações Tom! Que bom que trouxe alegria para meus amigos, com essa minha mini-série Very Happy

A idéia era realmente permear o capítulo com uma narrativa mais elaborada, com boas descrições nos cenários, e personagens que venham a cativar os leitores. Espero que Gracie Adams venha a surpreende-los.

Não meu amigo, nenhum dos personagens foi inspirado em alguém real. A idéia para a mini veio de dois fatores: o primeiro é o quadro que ilustra o primeiro capítulo: "Two Women Asleep in a Punt", de John Singer Sargent, uma vez que elas dormindo numa pintura é justamente o que aconteceu com Gracie. O segundo fator eu prefiro guardar para o próximo capítulo. Aproveito para explicar um pouco sobre a cultura da saga - -

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A era vitoriana é considerada o auge da revolução industrial e do Império Britânico, freqüentemente definida entre 1837-1901, período de regência da rainha Vitória. Foi neste período que Gracie Adams nasceu (aguardem sua árvore genealógica).

John Singer Sargent era estadunidense, tendo se mudado para Londres em 1.884, quando já tinha conseguido grande reputação como pintor de retratos, o gênero com o qual obteve maior sucesso entre seus contemporâneos. Percebido na época como um Lawrence revivo, ou como o Van Dyck dos tempos modernos, Sargent pode ser apreciado retrospectivamente como o último grande representante da tradição clássica do retrato. Impressionista, destacamos entre suas obras, “Two Women Asleep in a Punt”, “Green Parasol” e “Black Brook”.
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Teutates
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MensagemEnviada: Qui Dez 06, 2007 8:58 pm    Assunto: Responder com Citação

Gustavo Levin escreveu:
Flávio, estavas sumido do UNF, mas retornastes com essa grande história!

Só o final desse primeiro capítulo já vale a leitura! Estou ansioso para ver o que nos reserva nessa história de Gracie Adams...

Aquele abraço!


Obrigado pela presença Gustavo! Realmente, estava sumido e ainda não consegui retornar totalmente, por isso que até hoje não consegui comentar os últimos capítulos de Echelon, o que farei num futuro próximo.

E você sabe o quanto gosto de fazer cenas finais "chocantes", e que prendam a atenção dos leitores. Encerrar o primeiro capítulo com a moça da pintura saindo do quadro em que estava pintada, e descobrir que ela é a ancestral do detentor da obra, é o tipo de surpresa que gosto de provocar! Very Happy

Aguarde a seqüência, espero vir a te surpreender ainda mais. Abração!
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alexnery
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MensagemEnviada: Dom Fev 03, 2008 1:47 am    Assunto: Responder com Citação

Finalmente capítulo lido.

Gracie Adams é bacana pelo formato, uma linguagem bem cuidada, distante do "miguxês" que assombra a net atualmente. Realmente passa um clima de coisa antiga, de coisa passada, mas bem de acordo com a trama.

Considero a saída de Gracie do quadro aquele evento fantástico dentro da vida rotineira, algo eu adoro ver. . Eu esperava que o mistério do quadro (ou sua mágica) só fosse revelada mais à frente, agora vamos ver pra onde vai essa mini, com toque inglês.

Parabéns, Flávio. História bacana, com certeza, e bem cuidada como sempre.
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Aracnos
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MensagemEnviada: Ter Fev 05, 2008 11:32 pm    Assunto: Responder com Citação

Enfim, após um longo tempo, venho conferir essa mini série de Grace Adams... Pena que só temos um capítulo publicado...

Flávio, realmente você faz falta no UNF, e sabe disso. Arrume um tempinho aí na sua vida agitada e compareça mais. Pois não podemos ficar sem sua maestral habilidade de narração, seu conhecimento sobre artes, história, política e outros assuntos.

Prova disso é Grace Adams. uma narrativa que lembra os romances de Machado de Assis e seus contemporâneos, porém flúida, sem rodeios e clara. Um clima que combina que com Londres, com a auta sociedade que retratou, com o mundo das artes plásticas. lembrei de quando eu assistia "Grandes Mestres da Pintura" que passava na TV Cultura.

Concordo com o Nery que poderia ter mais suspense a respeito da origem do quadro, tipo, procurarem quem é o pintor e tal, mas a aparição de Grace Adams foi bem inesperada (apesar de seu nome no título) e penso eu, você não colocou tal ato miraculoso a toa, tem um bom motivo, e isso é que queremos saber no próximo Capítulo.

Volte logo, grande Flávio. O UNF precisa de você.
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REVOLT: No ar o capítulo #18.
Já está on-line: SAGRADA JUSTIÇA #2 e o ESQUADRÃO M.

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MensagemEnviada: Ter Abr 15, 2008 4:36 am    Assunto: Responder com Citação

Aracnos escreveu:
Enfim, após um longo tempo, venho conferir essa mini série de Grace Adams... Pena que só temos um capítulo publicado...

Flávio, realmente você faz falta no UNF, e sabe disso. Arrume um tempinho aí na sua vida agitada e compareça mais. Pois não podemos ficar sem sua maestral habilidade de narração, seu conhecimento sobre artes, história, política e outros assuntos.

Prova disso é Grace Adams. uma narrativa que lembra os romances de Machado de Assis e seus contemporâneos, porém flúida, sem rodeios e clara. Um clima que combina que com Londres, com a auta sociedade que retratou, com o mundo das artes plásticas. lembrei de quando eu assistia "Grandes Mestres da Pintura" que passava na TV Cultura.

Concordo com o Nery que poderia ter mais suspense a respeito da origem do quadro, tipo, procurarem quem é o pintor e tal, mas a aparição de Grace Adams foi bem inesperada (apesar de seu nome no título) e penso eu, você não colocou tal ato miraculoso a toa, tem um bom motivo, e isso é que queremos saber no próximo Capítulo.

Volte logo, grande Flávio. O UNF precisa de você.


Obrigado pelo carinho, caro Anderson. Sinto falta de todos vocês, acreditem. E mais um pouco de tempo, talvez dois meses, e conseguirei voltar. Estou ansioso por retomar minhas histórias, todas elas.

Sobre os comentários, os quais como sempre muito me honram: a origem do quadro, o como e o por quê a Gracie foi parar lá, ainda serão abordados nos dois próximos capítulos.

Realmente, eu poderia fazer a trama sobre a mulher no quadro durar um pouco mais, mas a idéia era realmente surpreender a todos com o fato de que ela estava viva, apenas durmindo, e que naquela eventualidade, despertou. Ademais, como bem notado, o próprio título demonstrava que ela é a personagem principal da trama.

Na época, pesquisei bastante sobre artes, cultura e sociedade da época vitoriana. Encontrei pinturas lindas do período, que ilustrarão cada capítulo. E o ar que Gracie respira é daquele século, motivo pelo qual uma das coisas mais interessantes na trama será o conflito de gerações.

Mas não será tão somente um passeio cultural, ou filosófico. Teremos vilões, também. E mistério. E maçons. E reis. Very Happy
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MensagemEnviada: Ter Abr 15, 2008 4:40 am    Assunto: Responder com Citação

alexnery escreveu:
Finalmente capítulo lido.

Gracie Adams é bacana pelo formato, uma linguagem bem cuidada, distante do "miguxês" que assombra a net atualmente. Realmente passa um clima de coisa antiga, de coisa passada, mas bem de acordo com a trama.

Considero a saída de Gracie do quadro aquele evento fantástico dentro da vida rotineira, algo eu adoro ver. . Eu esperava que o mistério do quadro (ou sua mágica) só fosse revelada mais à frente, agora vamos ver pra onde vai essa mini, com toque inglês.

Parabéns, Flávio. História bacana, com certeza, e bem cuidada como sempre.


Meu caro Nery, obrigado pelos comentários. Você sabe o quanto aprecio uma boa escrita, formal, em minhas narrativas. Talvez eu seja arcaico, retrógrado, saudosista, pois creio que isso se reflete não apenas na narrativa, mas também, no gosto pelo passado.

Gracie Adams é uma forma de pensar e viver o passado. Na minha resposta ao comentário do Anderson, você verá que eu realmente pretendia liberar Gracie de seu sono no final do primeiro capítulo, foi uma aposta minha para surpreender o leitor, mas também para trazer logo a personagem principal. Mas haverá uma continuidade no mistério, que será solucionado, pelo menos parte dele, ao longo desse primeiro arco.

Aliás, só para saberem, o primeiro arco já está esquematizado, só não me decidi se divido os capítulos dois e três em mais um. Mas para isso, preciso criar mais um momento de tensão. E o próximo arco já está idealizado, mas para tanto, será necessário terminar de escrever uma história com o Haziness num show especial em Londres.
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