Universo Nova Fronteira
Universo Nova Fronteira - Índice do Fórum FAQ Pesquisar Membros Grupos Perfil Registrar Entrar e ver Mensagens Particulares Entrar
Calendar

26th Oct 09 - For urgent error, please post at our FaceBook group. Support platform will be back within 1-2 days.

Edição #1: Ao Entardecer. A origem da Procyon.

 
Novo Tópico   Responder Mensagem    Universo Nova Fronteira - Índice do Fórum -> Almanaque UNF
Exibir mensagem anterior :: Exibir próxima mensagem  
Autor Mensagem
Resgate
Supremo


Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005
Mensagens: 1881
:
Localização: Atibaia

Items

MensagemEnviada: Sex Dez 14, 2007 7:37 pm    Assunto: Edição #1: Ao Entardecer. A origem da Procyon. Responder com Citação

Olá pessoal! Cá estou dando início a mais um projeto do UNF: A pasta de One shots.

Nessa pasta todos os escritores poderão lançar suas "histórias de só um capítulo" cada uma em seu tópico.

"Ao Entardecer" surgiu numa idéia para um novo herói e acabou crescendo de modo que englobei uma nova personagem, a Procyon, que terá bastante participação nas histórias de 2008 do Resgate, e que não tinha uma origem ainda.

Claro que não dei todas as respostas nessa história, espero fazer novos Ones dela em 2008, além de outros planos ainda maiores como uma mini, mas isso é história para o futuro...

Fiquem agora com a origem da Procyon. Espero que vcs gostem.
Abraços a todos e boa leitura!
_________________

Nosso novo site!
http://novafronteira.wordpress.com/

SIM PARA AS CÉLULAS-TRONCO!!!


Editado pela última vez por Resgate em Dom Jan 13, 2008 1:02 pm, num total de 2 vezes
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Usuários Enviar Mensagem Particular
Resgate
Supremo


Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005
Mensagens: 1881
:
Localização: Atibaia

Items

MensagemEnviada: Sex Dez 14, 2007 7:42 pm    Assunto: Responder com Citação


Ao Entardecer #1. A origem da Procyon.
Por João Norberto da Silva.

Cidade de São Paulo, Dezembro de 2007.

Andar de um lado para o outro do apartamento já era uma hábito, que ela tinha quando se sentia angustiada com algo, neste caso o atraso da melhor amiga, que havia prometido chegar cedo pelo menos naquele dia, algo que ela certamente não devia ter acreditado.

Num cercadinho no centro da sala, uma linda menininha, de pouco menos de um ano, brincava sem dar sinais de perceber a impaciência da mulher, que agora consultava o relógio a cada instante, torcendo para que o tempo parasse até que a outra chegasse.

Lá fora o Pôr do Sol, visto por uma janela panorâmica, estava quase no fim. Logo ela passaria a roer as unhas, o que ela ainda esperava que não fosse necessário, apesar da espera enlouquecedora e foi com um grande alívio que ela ouviu a campainha tocar e com uma velocidade espantosa ela cobriu os metros que a separavam da porta.

- Oi... Cheguei na hora né, Vanda? Menina você não sabe o sufoco que eu passei e...

- Puxa vida Elaine... Você sabe como isso é importante prá mim e...

- Eu sei... Eu sei... É que o gatinho do Renato tava dando um mole prá mim e...

- O Renato? Por isso você chegou tarde?

- Na hora... Cheguei na hora... Tá vendo? O Sol nem tá totalmente atrás dos Prédios... – A recém chegada foi até o cercadinho e tomou a criança nos braços, ainda com um sorriso no rosto e torcendo para que a amiga aprenda a relaxar mais. – Vem cá lindeza... Pode ir salvar o mundo Vanda... Deixa que eu cuido da Carolzinha...

Naquele instante toda a raiva desapareceu, quando Vanda olhava bem no fundo dos olhos da nenezinha e esta sorria de volta, de um modo que aumentava a certeza da garota no que estava fazendo. Ela estava tentando construir um mundo melhor para a menina.

- Certo então... – Ela limpou uma lágrima que começara a brotar do canto de seu olho e deu as costas para a grande amiga. – Tô indo... Eu volto até pouco depois das nove tá? Se cuidem...

Antes de Elaine responder, Vanda já fechava a porta do apartamento e cobria a pequena distância, que separava seu apartamento de cobertura do topo do prédio, a tempo de ter seu corpo banhado pelos últimos raios do Sol, pouco antes do astro rei desaparecer por entre os prédios de São Paulo.

Como era de costume, nesse horário, ela deixou seu corpo extravasar a energia acumulada ao longo do dia e salta do prédio, deixando-se ser atingida com força pelos ventos do fim do dia. A queda, no entanto, durou poucos minutos, pois logo ela abrio os braços e começou a voar.

Suas roupas comuns deram lugar a um tipo de uniforme, algo parecido com as roupas de neoprene que os atletas usam em esportes aquáticos. A roupa era bem justa no corpo, deixando salientes suas curvas bem cuidadas, o que levou Vanda à decisão de usar uma jaqueta curta por cima do uniforme.

Já se passaram meses desde que ela assumiu a missão de proteger as pessoas e se preparar para um grande mal que se anuncia, mas ainda é como se ela vestisse os sapatos de outra pessoa, pois essa missão deveria ser cumprida pelo seu irmão.

Mais uma lágrima começava a correr quando ela se lembrou de Pedro, mas logo deixou o pensamento de lado e acionou prontamente o seu visor holográfico, ela não resistiu a fazer um para si, depois que fora contatada por uma empresa para poder realizar esse projeto pessoal.

Não importava exatamente como o dono da MegaSoluções S.A. usaria seu invento, mas Vanda sabia bem das capacidades do visor quando resolveu ficar com um e, assim que o acionou, interceptou um sinal da polícia, falando de um acidente que acontecera perto de onde ela estava, mas que demoraria para ser atendido por algum socorro, devido ao trânsito pesado do horário.

Sem pensar duas vezes ela partiu para o local indicado na transmissão.

Alguns instantes depois ela já chegara ao local, pousando suavemente e vendo que a situação parecia ainda pior ao vivo. Dois carros haviam se chocado, um Gol vinho estava com a frente destroçada e era possível ver o que havia restado do motorista e uma passageira, ao lado do que restou desse carro, um Ômega preto estava virado com as rodas para o alto e os transeuntes que estavam no local, mesmo que espantados com a chegada da heroína, trataram de relatar, todos de uma vez, o que havia ocorrido, criando um pequeno tumulto.

- Calma pessoal! Podem me chamar de Procyon... Mas agora preciso que todos vocês se afastem para que eu possa ajudar o rapaz do Ômega, por favor!

Para surpresa da heroína, algumas pessoas se afastaram falando baixinho sobre o motorista estar tendo o que merecia, que ele não deveria escapar, sobre a infelicidade do casal do Gol e Procyon só foi entender o motivo ao se abaixar, ficando face a face com o motorista que estava preso nas ferragens.

Um jovem que não aparentava ter mais de dezoito anos, provavelmente teria menos, as roupas obviamente caras estavam estraçalhadas, mas não foi a cena que fez a heroína estacar. Foi o cheiro.

O que a atingiu primeiro não foi o cheiro do sangue, ou do óleo e gasolinas derramados, nem mesmo o fedor que indicava o que o rapaz acabou fazendo em decorrência do acidente. Foi o cheiro de bebida alcoólica que a fez se levantar e ficar estática, com sérias dúvidas do que fazer em seguida.

Seria uma decisão de vital importância para seu futuro e desse modo sua mente viajou rapidamente para o passado.

Numa situação parecida, ela viu a si mesma, com um bebê no colo, sendo amparada por paramédicos, enquanto os corpos de duas pessoas muito importantes começavam a ser retirados das ferragens. Ela se recorda de olhar para seu lado direito e sentir um grande ódio tomar seu ser.

Ela entregou o bebê a um dos médicos e depois foram necessários vários policiais segurando-a, para impedir que ela matasse o homem que também estava recebendo os primeiros socorros. Ela jamais vai se esquecer do hálito fedendo a bebida barata, enquanto o sujeito gritava para que ela o largasse.

- Cê num vai salvar o sujeito?

- Hã... – Um garoto puxou a jaqueta da heroína, despertando-a para a realidade. – Claro, claro.

Ela se aproximou do acidentado, tentou movê-lo um pouco, o que resultou num gemido de dor e uma reclamação com voz embargada, não apenas pela bebida, mas principalmente por causa dela. Procyon se aproximou e falou baixinho no ouvido do rapaz:

- Está acordado? Se estiver apenas mova a cabeça... – Um lento aceno positivo e então ela continuou. – Sabe essa dor que tá aqui do seu lado? É um pedaço de metal que entrou no seu corpo... Eu vou te tirar daqui, mas quero que você aproveite esse tempo prá pensar em toda a desgraça que você deixou pros ocupantes do outro carro... Pense bem nisso seu monte de mer... – Percebendo que o acidentado desmaiara, ela nem se deu ao trabalho de terminar a frase. – Sabia que você ia fazer isso...

Ela se concentrou e assim que tocou no pedaço de metal, o ar ao redor desse começou a apresentar uma estranha ondulação, sendo retirado aos poucos, de modo que demonstrava que a garota tivera cuidado para proteger a vida do acidentado, mas não poupá-lo de mais dor.

Aos poucos ela conseguiu soltá-lo do cinto de segurança, ela se surpreendeu pelo fato dele estar usando-o, mas pouco antes dela colocar o ferido a salvo no chão, um dos presentes gritou apavorado:

- Fogo!!!

Sem poder perder tempo com mais delicadezas, Procyon colocou o rapaz no chão, tentando movê-lo o mínimo possível e voltou para o veículo, que agora tinha a traseira tomada por labaredas que, caso chegassem ao tanque de combustível, causariam uma enorme explosão.

- Afastem-se!!!!

Não esperando que as pessoas a obedecessem, Procyon disparou uma rajada de energia concussiva contra o chão e sumiu através do buraco resultante. Alguns curiosos acabaram por não obedecê-la, incluindo um jovem que gravava tudo com seu celular, pensando na grana que aquelas imagens iriam lhe render.

Quando até mesmo os menos cautelosos perceberam que o fogo se espalhara perigosamente, um tremor de terra pôde ser sentido e, antes de alguém sequer imaginar o que era aquilo, Procyon ressurgiu, através de um segundo buraco, aberto sob o carro em chamas.

Disparando seus raios no carro, ela conseguiu fazer com que o veículo fosse lançado numa altura onde explodiu sem causar maiores estragos e Procyon cuidou dos destroços de forma que nada, além de pouca sujeira, chegou a cair sobre as pessoas que insistiam em permanecer no local.

Ela conferiu os sinais vitais do acidentado graças ao visor holográfico e percebeu que o rapaz não corria perigo de morte, a não ser que os altos índices de álcool em seu sangue o levassem a um coma alcoólico. Se afastou assim que ouviu o som de sirenes aos longe, ela poderia tê-lo levado ao hospital mais rápido, mas bastou apenas mais uma olhada para o que sobrara das pessoas do outro carro para que ela decidisse ir embora. Quanto mais dor o rapaz sentisse, mais ele aprenderia a nunca mais dirigir embriagado.

O restante da noite foi tranqüila e, sem que a presença da heroína fosse necessária, Procyon continuava voando, à mercê de seus pensamentos e lembranças, que continuavam a acusá-la de negligência no caso do acidente de carro.

Ela acabou até se surpreendendo com um som que surgiu do nada e, xingando a si mesma por causa do susto, levantou uma parte de sua luva esquerda, revelando um tipo moderno de relógio e desligou o alarme, que ela sempre deixava pronto para despertar quando faltavam uns quinze minutos para o final do horário do entardecer, compreendido entre as sete e meia da noite e as nove, por causa do horário de verão.

Mais do que rápido ela se voltou na direção de seu apartamento, voando o mais depressa que era possível. Na última vez que ela perdeu o horário, seus poderes a deixaram no parque do Ibirapuera, à noite, sem dinheiro ou roupas comuns, uma vez que ela ainda não desenvolvera um modo de fazer suas roupas voltarem ao normal, já que são exatamente seus poderes os responsáveis pela troca.

Naquela vez ela precisou ligar a cobrar para que Elaine fosse buscá-la, o que rendeu duas horas ininterruptas de tiração de sarro por parte da amiga, motivo pelo qual a heroína se sente aliviada por finalmente ver seu prédio se aproximando, no exato minuto em que seus poderes começavam a diminuir perigosamente.

- AAAIIIIII... – Ela conseguiu chegar a tempo, porém sua aterrissagem não fora das melhores, o que ela deixou bem claro quando continuou a gemer, enquanto entrava em seu apartamento. – Aiiii...

- Pelo visto “chegou de bunda” de novo né? – Como resposta, a outra apenas levantou o dedo médio, indo em seguida dar um beijo na bebezinha, que brincava alheia a tudo num cercadinho. – Sorte sua que essa roupa não rasga... Aliás, não esquece que você prometeu fazer uma prá mim viu? – Elaine pegou sua bolsa do sofá, uma maçã da mesa da cozinha e se dirigiu para a saída, não sem antes lançar a última de suas farpas. – Você devia arranjar um namorado prá passar uma pomainha aí, viu?

Lembrando que tinha uma criança em casa, Vanda, que já começava a tirar o uniforme, nem se deu ao trabalho de dirigir todos os palavrões que queria na direção da porta que se fechava atrás da amiga. Ela apenas meneou negativamente a cabeça, se perguntando pela milésima vez por que mantinha aquela amizade e, com um sincero sorriso no rosto, se lembrou de mais motivos ainda pelos quais tinha Elaine como sua melhor amiga.

Depois de passar ela mesma uma pomada, torcendo para que o hematoma sumisse antes da aula de natação da Sexta-Feira, Vanda deu uma mamadeira para Carol, ninou a criança e, depois de um bom tempo, conseguiu colocá-la no berço, deitando ainda mais tarde, depois de fazer uma limpeza rápida no apartamento.

Seu sono, no entanto, não seria nem de longe tranqüilo.

No topo de um prédio próximo estava uma mulher vestindo trajes exóticos, lingerie sensual e vestes transparentes, que pareciam deixar seu corpo transpirando ainda mais sensualidade. Ela se abaixou, dirigindo o olhar para a janela do apartamento de Vanda, passou demoradamente a língua pelos lábios umedecendo-os de maneira exagerada e começou a falar como se alguém estivesse ao seu lado.

- Então é ela? Não parece lá grande coisa né? Quero dizer... Até onde eu tô percebendo é só mais uma garota com sérios problemas de auto-afirmação e que se refugia na fantasia de heroína para justificar sua vidinha vazia e insignificante... O que foi? Eu também sei ser profunda às vezes... Certo... Eu irei baixar as defesas dela... Enquanto tá dormindo ela será mais fácil de sondar... Claro que eu consigo... Sou ou não a Luxúria? Enquanto eu cavo fundo prá ver quais são os desejos mais secretos dela, você pode fazer o mesmo que fez com o tal de Guardião das Almas... Então lá vou eu!

Em sua cama, Vanda se mexeu fazendo uma careta de dor e depois de prazer, enquanto a mulher chamada Luxúria invadia sua mente e começava a expor em forma de sonhos, toda a frustração da heroína em não poder aproveitar a vida como a maioria das pessoas faz.

Ao mesmo tempo, outra entidade invadia a mente da garota, buscando as informações que queria, violando as memórias de Vanda, procurando as fraquezas e forças presentes no passado dela.

XXX

Nasci numa família no mínimo diferente. Em casa vivíamos eu, meu irmão, Pedro, mais velho apenas um ano, meu pai, Antônio, minha mãe Rafaella e minha tia, Larissa, a mãe de Pedro.

Eles viviam no que chamavam de Tríade, uma evolução natural do casamento, segundo eles, é claro. Por isso eu e Pedro temos o mesmo pai, mas mães diferentes. Crescemos sabendo que não era uma situação rotineira, que poucos, ou melhor, quase ninguém entenderia ou aceitaria, portanto sempre evitamos tocar no assunto com outras pessoas. Claro que sempre foi motivo de situações delicadas quando recebíamos alguma visita, mas fora esse fato, eu e Pedro crescemos da forma mais natural possível.

Nosso pai sempre trazia várias revistas em quadrinhos, deixando claro que priorizava os de heróis para o Pedro, era uma forma de prepará-lo para o que o futuro lhe reservava. Quanto a mim, minhas mães, como eu me acostumei a chamar as duas, se concentravam em meus estudos, sempre dizendo o quanto isso faria diferença no meu futuro.

Sendo assim, meu irmão crescia sempre se preparando para ser um líder, inspirar os outros, um herói, enquanto eu acabei desenvolvendo uma inteligência que sempre me destacava, mesmo me mantendo na sombra do Pedro, muito mais popular que eu.

Nessa época, eu jamais vou me esquecer, Pedro estava treinando mais um dos golpes de judô, ele sempre era inscrito em todo tipo de atividade que pudesse deixá-lo mais forte, e veio fazer uma de suas típicas brincadeiras para o meu lado. A cara do meu pai, quando eu acabei por acertar um soco no nariz do meu irmão, deixando-o desfalecido no chão, foi realmente inesquecível e fez com que meu pai também me inscrevesse nas mesmas atividades que o Pedro.

Assim nós crescemos, sempre parecendo sermos preparados para algo, algo realmente importante, que sempre fazia nossos pais desconversar quando perguntávamos os motivos para tanto treino e, quando Pedro finalmente completou dezoito anos, nosso pai o levou numa viagem misteriosa.

Nos dias que se passaram eu me vi super apreensiva, imaginando mil situações e verdades que viriam dessa viagem, mas quando os dois voltaram foi como se nada tivesse acontecido, todos tentando levar a vida normalmente como havíamos feito até ali, mas mesmo assim era visível a mudança em todo mundo. Perdi a conta das vezes em que peguei minhas mães chorando no quarto e mal disfarçando quando eu perguntava o que havia acontecido.

Agora eu me sentia a única a não saber de um grande segredo, pois agora apenas eu questionava nossos pais, afinal meu irmão ficou mais introspectivo, ficando cada vez mais sério, assim como meu pai e minhas mães, até o dia do meu décimo oitavo aniversário.

O que poderia ter sido uma festa imensa, como eu gostaria, se tornou uma reunião séria apenas em família, eu não pude nem levar a Elaine, na época já minha melhor amiga, e nem o rapaz com que eu estava namorando na época.

Assim que apaguei minhas velinhas, minhas mães não agüentaram mais e desataram a chorar, me abraçando e eu pude notar os olhos vermelhos de meu pai, além do fato do Pedro permanecer de braços cruzados e evitando me olhar.

Antes que qualquer um me dissesse o que estava acontecendo, um forte brilho surgiu numa das paredes da casa. Nem tive tempo de absorver algo tão sem noção e, enquanto meu irmão me abraçava, vi meus pais mergulharem naquela luz e sumirem em seguida. Simples assim, sem mais abraços ou qualquer explicação.

Fiz meu irmão me largar e, depois de ir até a parede e constatar que tudo parecia ter voltado ao normal, exigi que ele me contasse afinal o que estava acontecendo.

- Não posso contar os detalhes, mas preciso demais que você confie em mim... Fomos escolhidos para sermos protetores das forças do Bem... Acredite, eu queria demais te contar tudo, mas quanto menos você saber melhor.

Não dava para aceitar só aquilo, mas meu irmão parecia irresoluto e só me restou subir até meu quarto, onde eu passei a noite inteira chorando.

Na manhã seguinte eu fiz minhas malas e me sentindo extremamente abandonada pela minha família, já que ninguém havia confiado em mim para contar a verdade, eu decidi que iria trilhar o meu próprio caminho. Fui acolhida pela família da Elaine, que respeitaram minha vontade de nunca mais falar com Pedro, ou com meus pais. Me odiei por ter de mentir para os Souza, alegando que meus pais foram viajar sem nem se despedir, me deixando como um peso morto para o Pedro.

Acho que ele nunca acreditaram inteiramente na história, mas me respeitaram e, mais importante, confiaram em mim, nunca fazendo qualquer pergunta sobre o assunto.

Passei anos sem falar com o Pedro, nesse meio tempo conclui meus estudos e consegui um emprego num laboratório de tecnologias experimentais, que é mantido por uma grande empresa, conseguindo assim me firmar na vida e até comprar meu próprio apartamento para o qual me mudei há poucos meses.

Certa noite, enquanto eu assistia a um dos programas do “Caçador de heróis”, que mostrava a luta de um herói chamado Resgate contra um tal de Lancelot em Brasília[1], ouvi alguém bater na porta e fui abrir imediatamente, acreditando se tratar da Elaine, afinal ela sempre aparecia a qualquer hora em casa, normalmente trazendo algo interessante para fazermos.

- Oi... – Fiquei congelada ao constatar que não era minha melhor amiga. -... Maninha... Há quanto tempo, heim?

Pedro estava ainda mais forte, usava óculos, que eu tinha certeza de que ele não precisava, e me contou que casara recentemente, há um ano para ser mais exato e que finalmente havia reunido coragem para me procurar e tentar fazer as pazes. Ele me convidou para ir até o carro conhecer a esposa e jantar com eles. Ele pareceu tão sincero e a saudade, que eu tentei encobrir todos os anos em que estivemos afastados, fizeram com que eu apenas vestisse um par de tênis, após ele me falar que iriam a uma lanchonete e não a um restaurante caro, e fosse com ele.

Assim que entrei pela porta do passageiro e olhei para o banco de trás, foi como se os anos de mágoa desaparecesse instantaneamente, quando eu fitei os olhinhos da Carolina, minha sobrinha, pela primeira vez. Pedro contou que ela havia nascido há poucos meses e foi o que deu mais força para que ele viesse me procurar.

Foi quando o destino pareceu fazer uma piada conosco.

Já estávamos conversando normalmente, rindo alto como nos velhos tempos e, graças a Deus, Carolzinha havia sido colocada na cadeirinha pela Gabi, minha cunhada. Foi quando, assim que começamos a passar por um cruzamento, aconteceu.

Um carro veio com tudo, ignorando o sinal vermelho e nos acertou em cheio no lado do motorista. A batida foi tão violenta que o carro onde estávamos capotou algumas vezes, parando de cabeça para baixo.

Eu não desmaiei em nenhum momento, mas quando finalmente consegui mover a cabeça para o lado percebi, horrorizada, que meu irmão pendia do seu assento, com os braços esticados acima da cabeça, sem fazer qualquer movimento que denunciasse se estava vivo ou não. Olhei para trás e vi que Gabi estava caída de uma forma estranha, no que tinha sido o teto do carro, minha sobrinha, Graças a Deus, ainda estava na cadeirinha e chorava copiosamente.

Eu tentei alcançar a Carol, mas meu cinto não soltava de jeito nenhum, foi quando meu irmão agarrou meu braço de repente, ao tentar falar ele apenas cuspiu uma quantidade assustadora de sangue, mas conseguiu colocar em minha mão o que parecia ser uma correntinha que, assim que entrou em contato com a minha pele, me fez sentir o que parecia um jorro de energia passando por todo o corpo.

Conseguindo me soltar do cinto, eu arrombei a porta do meu lado, depois a dos passageiros, tirando primeiro minha sobrinha e mantendo-a abraçada contra meu peito para, com uma mão só, tentar livrar meu irmão. Nem prestei atenção às pessoas que começavam a chegar e a formar um grupo de curiosos. Eles não viram o que eu tinha feito por pouco.

Ainda mantendo Carol contra meu peito, os sons da noite resumidos ao choro dela e meus gritos para Pedro, o cheiro de sangue e gasolina, mas tudo foi esquecido quando meu irmão segurou minha mão, me impedindo de ajudá-lo e disse simplesmente:

- Cuida da Carol... E do mundo... O poder é seu agora e... Te... Amo... Ache... A profecia... Gaaabbbiiii...

Ele tentou inutilmente estender a mão para a Gabi... E... Depois disso eu...

NNNNÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOO!!!!!!!!!!!!!


XXX

Vanda se levantou da cama com violência e quase caiu no chão, respirando com certa dificuldade, como alguém que está se afogando e sai da água, tentando encher os pulmões o mais rápido possível.

Mesmo sem ter certeza de que estava bem, Vanda se levantou, indo até o quarto de sua sobrinha e, depois de se certificar de que Carolina estava bem, ela foi até a cozinha esquentar um copo de leite com chocolate, tentando se acalmar e voltar a dormir.

”Levante-se!!!!"

- Aiiii..... – A mulher chamada Luxúria se ergueu repentinamente, levando as mãos à cabeça. – O... O que aconteceu? Como? Ela conseguiu quebrar o meu poder? Mas ela não deveria estar indefesa a essa hora? Eu... E-eu... – E sentindo um filete de sangue sair de seu nariz ela desmaiou mais uma vez, sendo erguida pelos braços fortes de alguém que ela sabia que sempre estaria por perto.

No dia seguinte, assim que Vanda chegou em casa com Carolina, Elaine já estava sentada diante da porta do apartamento, tomando a menina dos braços da outra e permitindo que esta abrisse a porta.

- Oi lindinha... – Elaine brincava, dando um beijo no nariz da criança para, logo em seguida, se voltar para a amiga. – Cê me deixou superpreocupada com o que me falou por telefone... Como foi o seu dia? Aconteceu mais alguma coisa?

- Nada... O meu chefe me passou mais uma série de pedidos prá MegaSoluções, parece que o tal chefão de lá tá com urgência para umas novas tecnologias que eu tô desenvolvendo ainda, mas além disso nenhum acontecimento estranho... O que me deixou ainda incomodada...

- Bom, você vai sair hoje ou não? Já já está na hora né?

- Vou sim... Mas antes uma ducha.

Após o banho, Vanda ficou por longos momentos olhando para sua sobrinha, que brincava feliz no cercadinho, enquanto Elaine apenas observava em silêncio pelo tempo que pôde suportar.

- Você não precisa sair hoje Van... Quer dizer... Desde que você descobriu que o Pedro te deu poderes você tem sempre saído, tentando melhorar no uso deles, mas... Sei lá... Depois de ontem, vai que você enfrenta algum... Como eu falo isso sem parecer ridículo? Um vilão?

- Já pensei nisso... Foi o que eu mais fiz desde ontem, mas não posso... Meu irmão morreu me dando esses poderes e, depois de eu descobrir que só posso usá-los com segurança ao entardecer, não consigo nem pensar em deixar alguém se ferir só por que eu senti medo de sair por aí com meu uniforme... Já basta ontem quando eu quase deixei aquele rapaz morrer...

- Não foi culpa sua... Qualquer um, no seu lugar, ia acabar reagindo assim... Afinal foi por causa de um desgraçado de um bêbado irresponsável que seu irmão e a sua cunhada morreram... Pode esquecer o complexo de culpa por ontem...

- Ele era só um garoto Elaine...

- Mais um motivo prá ele não estar dirigindo bêbado... Portanto pode esquecer que eu não vou deixar você ficar aí, toda cheia de culpa por causa dele...

Vanda ficou parada apenas olhando para a amiga, em seguida a abraçou, deu mais um beijo em sua sobrinha e se dirigiu para o teto do prédio, sendo atingida pelos últimos raios de Sol logo estava voando pelos céus de São Paulo.

A paz inicial do vôo foi interrompida depois de um bom tempo sem emergências. Já era noite quando ela pensava em voltar para casa mais cedo e, sem nenhum aviso, Procyon sentiu alguém saltar em suas costas, alguém muito pesado, forçando a heroína a descer em uma rua que já não estava muito iluminada.

Ainda assim ela conseguiu ver o homem que a atacou. Longos e desgrenhados cabelos negros, Algo que parecia uma mistura de uniforme com roupas sado-masoquistas, cheia de tiras de couro, algumas correntes e piercings pendiam de um de seus braços e ele tinha uma expressão furiosa quando falou a única frase que Procyon ouvira dele naquela noite:

- Você feriu a Luxúria... Agora vai encarar o Ira?...

Então o pesadelo fora mesmo um ataque. Luxúria e Ira, os inimigos começavam a ter identidades, mas antes que a garota pudesse fazer qualquer questionamento, o vilão cobriu a distância entre os dois com apenas um salto e desferiu um soco tão rápido que Procyon mal teve tempo de se defender, sendo lançada para trás e caindo desajeitadamente contra o chão.

O agressor avançou rapidamente, pretendendo pisar na heroína caída, mas esta girou o corpo para um lado e se levantou, desferindo o soco mais forte que ela já dera, deixando o ar ao redor de sua mão mais denso, mas o golpe pareceu não surtir efeito e o vilão apenas jogou o braço para o lado, acertando sua oponente na altura do estômago, o que causou uma nova queda.

Ele então parou e, em seu rosto, a expressão de fúria foi momentaneamente substituída por um sorriso de escárnio, o que encheu a heroína de raiva, enquanto esta tentava recuperar o fôlego, se levantando em seguida, o que fez o inimigo a olhar com ódio novamente.

Antes do Ira fazer algum movimento, foi a vez da Procyon se lançar ao ataque, saltando e voando o mais rápido que ela pôde contra ele, mas aparentemente ela o errou, pois ele jogou o corpo para o lado rapidamente, enquanto ela pousava a poucos metros de distância.

O vilão sentiu algo doendo em seu ombro e percebeu um profundo corte de onde começava a escorrer uma quantidade generosa de sangue e viu, com seu ódio crescendo ainda mais, que a heroína estava sorrindo, com o ar ao redor de sua mão distorcido e assumindo a forma de algo parecido com uma espada.

O vilão avançou, esticando uma das mãos e pretendendo golpear a cabeça da heroína, mas esta desviou dele e, envolvendo a própria perna com sua energia, passou uma rasteira, fazendo com que o Ira caísse ruidosamente no chão.

Sem dar tempo para que o outro se recuperasse, tentando encerrar aquela luta o mais rápido que podia, Procyon usou sua espada para perfurar várias partes dos braços e pernas do oponente deixando-o, assim, sem movimentos e totalmente à sua mercê.

- Então... – Ela fez a ponta da sua espada energética encostar no pomo de Adão do inimigo caído. - Agora você vai me falar quem é essa tal de Luxúria e por que vocês estão me atacando, ou eu vou te atingir num lugar que vai doer de verdade... – Antes, porém, da garota fazer algum novo movimento, ela teve se saltar para longe do oponente caído, pois o vilão urrou de dor e desapareceu numa pequena explosão de chamas, deixando apenas uma mancha queimada no chão que lembrava uma imagem humana.

Ela ouviu o alarme de seu relógio, que indicava a proximidade das 21:00 horas, o que a forçava a ir embora antes que seus poderes diminuíssem.

Assim que chegou em casa teve de dar um relatório completo da noite para Elaine e esta fez questão de dormir no apartamento. Vanda teve uma noite tranqüila, apesar de tudo, afinal agora ela sabia que estava na mira de algum inimigo poderoso, mas o consolo é que, se ela sobreviveu ao primeiro ataque físico, apesar dos vários hematomas pelo corpo com certeza impedirem-na de ir à natação da sexta, ela ainda pode vencer o que quer que lancem contra ela. Pelo menos agora ela pode se preparar melhor para o que quer que venha.

Afinal, olhando para Elaine e a pequena Carolina, ela teve a certeza de que luta por algo mais do que apenas uma profecia que ela desconhece, luta por todos aqueles que ela ama.

Longe dali, na Chapa Diamantina, alguém acabava de saber do resultado da luta entre o Ira e Procyon, lendo superficialmente os pensamentos da heroína.

- Então ela mesma não faz idéia da profecia heim? – Uma criatura se perdia em planejamentos. – Em breve... – Um horrível sorriso se formou em sua face deformada. – Em breve nos encontraremos minha querida... E então...

Fim? Não... Apenas o começo!

[1] Essa luta ocorreu no arco “Investida Política” nos capítulos 20 e 21 das histórias do Resgate.
_________________

Nosso novo site!
http://novafronteira.wordpress.com/

SIM PARA AS CÉLULAS-TRONCO!!!


Editado pela última vez por Resgate em Qui Jan 03, 2008 12:22 am, num total de 1 vez
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Usuários Enviar Mensagem Particular
Tom Slash
Escritor


Registrado em: Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006
Mensagens: 604
:
Localização: São José - SC

Items

MensagemEnviada: Sáb Dez 15, 2007 9:12 pm    Assunto: Responder com Citação

Muito bom!!! Mais uma vez, com maestria, Joao nos apresenta um novo personagem, que eh mais miterioso que nunca. A historia eh tao bem escrita, que temos certeza de conhecer Procyon sem mesmo saber sua origem, quais sao exatamente seus poderes e tudo mais... DEMAIS!!!

Estreiou bem demais a pasta Joao!!!
abracos
_________________
Combates #22 - O Tempo
Já está online
Após quase dois anos, o passado torna-se presente novamente...
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Usuários Enviar Mensagem Particular Enviar Email MSN Messenger
Resgate
Supremo


Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005
Mensagens: 1881
:
Localização: Atibaia

Items

MensagemEnviada: Sáb Dez 15, 2007 9:41 pm    Assunto: Responder com Citação

Tom Slash escreveu:
Muito bom!!! Mais uma vez, com maestria, Joao nos apresenta um novo personagem, que eh mais miterioso que nunca. A historia eh tao bem escrita, que temos certeza de conhecer Procyon sem mesmo saber sua origem, quais sao exatamente seus poderes e tudo mais... DEMAIS!!!

Estreiou bem demais a pasta Joao!!!
abracos

Ae Tom! Que bom que vc gostou! Eu estava meio preocupado caso não tivesse conseguido passar bem a idéia dos poderes da Procyon, mas pelo visto consegui... Valeu mesmo!
Quanto aos mistérios, vc num achou mesmo que eu não iria colocar alguns por aqui né?
Aguarde pois tenhos muitos, mas muitos planos prá essa personagem e todos os mistérios acerca dela.
Abraços e brigadão pelo comentário!
_________________

Nosso novo site!
http://novafronteira.wordpress.com/

SIM PARA AS CÉLULAS-TRONCO!!!
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Usuários Enviar Mensagem Particular
Gustavo Levin
Escritor


Registrado em: Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006
Mensagens: 658
:
Localização: Porto Alegre - RS

Items

MensagemEnviada: Seg Dez 17, 2007 1:58 am    Assunto: Responder com Citação

Cara, simplesmente incrível essa nova personagem. Gostei bastante da origem dela e de ver como a morte do irmão afetou ela, tanto fisicamente quanto psicologicamente. Mal posso esperar pra ver a Procyon dando as caras nas aventuras do Resgate. Parabéns por mais esse trabalho, João!
_________________
CONEXÃO GATE - VOLUME 2: FINAL: BARNES E GATE CARA-A-CARA!

Echelon #23: Adriana encara o jogo final contra o Grupo!
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Usuários Enviar Mensagem Particular
Resgate
Supremo


Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005
Mensagens: 1881
:
Localização: Atibaia

Items

MensagemEnviada: Seg Dez 17, 2007 11:51 am    Assunto: Responder com Citação

Gustavo Levin escreveu:
Cara, simplesmente incrível essa nova personagem. Gostei bastante da origem dela e de ver como a morte do irmão afetou ela, tanto fisicamente quanto psicologicamente. Mal posso esperar pra ver a Procyon dando as caras nas aventuras do Resgate. Parabéns por mais esse trabalho, João!

Valeu Gustavo! Que bom que vc gostou! Eu queria algo que pudesse travar a heroína, além dos limites de horário de seus poderes, e me pareceu uma boa usar o lance do acidente... Infelizmente isso tem acontecido demais no nosso mundo real e eu não podia deixar de usar até para fazer um alerta né?
Não se preocupe, pois ela terá uma grande importância no futuro do Resgate...Aguarde e confie Wink
Abraços e até mais!
_________________

Nosso novo site!
http://novafronteira.wordpress.com/

SIM PARA AS CÉLULAS-TRONCO!!!
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Usuários Enviar Mensagem Particular
Aracnos
Escritor


Registrado em: Domingo, 29 de Janeiro de 2006
Mensagens: 859
:
Localização: Itaim Paulista, São Paulo SP - Brasil

Items

MensagemEnviada: Qua Jan 02, 2008 12:20 am    Assunto: Responder com Citação

Grande João! Com certo atrasso, venho conferir a estréia da Procyon e da pasta Amalnaque UNF como um todo.

E, concordando com o Tom e o Gustavo, é uam grande história e uma grande personagem. O lance da origem e da limitação dos poderes é bem original, o que é o melhor da história. Os vilões também são bons, o cotidiando da Vanda ficou mutio bem retratado. Enfim, perfeito.

Só não ficou claro, ou não prestei atenção, na cidade onde ela atua. É São Paulo mesmo? E o que quer dizer Procyon? Tem algum significado?

Bom, é isso. Só espero ver suas próximas aventuras. E que profecia será essa?!
_________________

REVOLT: No ar o capítulo #18.
Já está on-line: SAGRADA JUSTIÇA #2 e o ESQUADRÃO M.

http://unfrevolt.wordpress.com
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Usuários Enviar Mensagem Particular Enviar Email Visitar a homepage do Usuário Yahoo Messenger MSN Messenger
Resgate
Supremo


Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005
Mensagens: 1881
:
Localização: Atibaia

Items

MensagemEnviada: Qui Jan 03, 2008 12:29 am    Assunto: Responder com Citação

Aracnos escreveu:
Grande João! Com certo atrasso, venho conferir a estréia da Procyon e da pasta Amalnaque UNF como um todo.

E, concordando com o Tom e o Gustavo, é uam grande história e uma grande personagem. O lance da origem e da limitação dos poderes é bem original, o que é o melhor da história. Os vilões também são bons, o cotidiando da Vanda ficou mutio bem retratado. Enfim, perfeito.

Só não ficou claro, ou não prestei atenção, na cidade onde ela atua. É São Paulo mesmo? E o que quer dizer Procyon? Tem algum significado?

Bom, é isso. Só espero ver suas próximas aventuras. E que profecia será essa?!

Iae Anderson! Valeu por ter curtido a Procyon em sua estréia!
Eu realmente queria fazer uma personagem poderosa, mas com alguma fraqueza que não fosse uma pedra ou algo do tipo Wink
Os vilões são só a ponta do iceberg, uma vez que eles seiam usados no Resgate, optei por apresentá-los aqui, deixando-os como inimigos da Procyon que, aliás, eu tentei ao máximo criar uma vida legal prá ela, cheia de conflitos e detalhes mais simples... Conforme eu ia escrevendo as hist´roia foi pintando naturalmente.

Quanto ao local, mancada minha... Já inseri um "Cidade de São Paulo, Dezembro de 2007." para localizar melhor a história Wink
valeu o toque.
Quanto à profecia, essa foi mais uma daquelas idéias em que eu pensei e que pode ser, ou fantástica ou uma bomba sem tamanho... Só vms ver o que é na verdade quando eu a mostrar, mas acredite, vai ser grande!
Valeu pelo comentário cara! Um abração!
_________________

Nosso novo site!
http://novafronteira.wordpress.com/

SIM PARA AS CÉLULAS-TRONCO!!!
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Usuários Enviar Mensagem Particular
alexnery
Site Admin


Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005
Mensagens: 602
:
Localização: Belém-Pará

Items

MensagemEnviada: Sáb Jan 26, 2008 8:23 pm    Assunto: Responder com Citação

Salve, João.

Seguindo a maratona UNF, cheguei na Procyon.

Analiticamente:

Gostei da forma como os poderes dela são limitados. Gostei que ela seja uma mulher madura, com uma filha pra criar.

O que não fez muito o meu gosto foi a história traumática dela, pois traumas de infância ou familares estão presentes em 99% dos supers.

A vilã Luxúria não me agradou. Ela parece a Mortalha, e em termos de sedução e influência sub-reptícia, a morta-viva ganha de qualquer uma.

Porém, acima de tudo, gostei de ver você (quase) sair do eixo religião-sexo... Pena que a Luxúria não deixou. Hahaha...

Abraço.
_________________

<b>PECADO É NÃO AJUDAR A QUEM PODEMOS.
DIGA SIM PARA A PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO.</b>
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Usuários Enviar Mensagem Particular Enviar Email Visitar a homepage do Usuário MSN Messenger
Resgate
Supremo


Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005
Mensagens: 1881
:
Localização: Atibaia

Items

MensagemEnviada: Sáb Jan 26, 2008 8:35 pm    Assunto: Responder com Citação

alexnery escreveu:
Salve, João.

Seguindo a maratona UNF, cheguei na Procyon.

Analiticamente:

Gostei da forma como os poderes dela são limitados. Gostei que ela seja uma mulher madura, com uma filha pra criar.

O que não fez muito o meu gosto foi a história traumática dela, pois traumas de infância ou familares estão presentes em 99% dos supers.

A vilã Luxúria não me agradou. Ela parece a Mortalha, e em termos de sedução e influência sub-reptícia, a morta-viva ganha de qualquer uma.

Porém, acima de tudo, gostei de ver você (quase) sair do eixo religião-sexo... Pena que a Luxúria não deixou. Hahaha...

Abraço.

Opa e lá vms nós para mais um comentário!
Eu imaginei que essa limitações seriam interessantes de se trabalhar, espero que fique ainda mais legal quando ela bolar um jeitinho de burlar elas...hehehehe
Quanto ao trauma, acredite, houve um motivo pro acidente ter acontecido, mas o principal é que, como eu faço algumas vezes, eu queria mesmo era dar um toque sobre o perigo que direção e bebida fazem quando misturadas além de criar a cena em que ela fica travada ao se deparar com um bêbado que havia causado um acidente... Prá mim uma das coisas mais imperdoáveis hj em dia...
A Luxúria entrou na história para ser uma bucha, não posso chamar de outra forma... Confesso que ela iria aparecer no Resgate junto com outros vilões, mas usei nessa história, depois que decidi deixar o Reprodutor de lado...hehehehe, dae vc ia ver o que é sexo selvagem...hahahahaha
Pois é... Cheguei no quase né? É que eu num consigo ficar 100% longe desses assuntos... Dá um descontinho né? hahahahaha... Tô preparando toda uma mini sem alusão a nenhum desses assuntos e eles têm aparecido pouco no Resgate... Logo eu consigo me desvincular dessa imagem de pervertido... Wink
Muito obrigado pelos comentários nos meus textos Nerão... ter vc mais ativo no UNF é muito bom de se ver viu?
Um abraço e até mais!!!!
_________________

Nosso novo site!
http://novafronteira.wordpress.com/

SIM PARA AS CÉLULAS-TRONCO!!!
Voltar ao Topo
Ver o perfil de Usuários Enviar Mensagem Particular

26th Oct 09 - For urgent error, please post at our FaceBook group. Support platform will be back within 1-2 days.

Mostrar os tópicos anteriores:   
Novo Tópico   Responder Mensagem    Universo Nova Fronteira - Índice do Fórum -> Almanaque UNF Todos os horários são GMT
Página 1 de 1

 
Ir para:  
Enviar Mensagens Novas: Proibído.
Responder Tópicos Proibído
Editar Mensagens: Proibído.
Excluir Mensagens: Proibído.
Votar em Enquetes: Proibído.
Universo Nova Fronteira topic RSS feed 


Aliens phpBB Template by SkaidonDesigns
Powered by phpBB © 2001, 2005 phpBB Group
Traduzido por: Suporte phpBB
Design by SkaidonDesigns | Distributed by Olate
 

FREE FORUM Hosting by phpBBServer. Create your FREE MESSAGE BOARDS Hosting now!
FREE BULLETIN BOARDS Hosting Features - Free WEB FORUM Hosting Directory Listing - ONLINE COMMUNITY Hosting Terms of Service - phpBB FORUM HOSTING Hosting Privacy