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Edição #3: O Teatral. Apenas uma noite.

 
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Resgate
Supremo


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MensagemEnviada: Dom Jan 13, 2008 6:26 pm    Assunto: Edição #3: O Teatral. Apenas uma noite. Responder com Citação

Olá pessoal! Sejam bem vindos à primeira aventura desse novo herói, o Teatral. Sabem aquela idéia que vem como um soco, te atinge direto no meio dos olhos e vc precisa colocá-la em prática o mais rápido possível? Com essa história foi assim.
Eu queria escrever de algum modo bem diferente do usual e imaginei como seria uma história nos moldes de uma peça de teatro e tentei escrever... Acredito que está bem diferente pelo mesmo, não sei se está boa ou não, mas peço para levarem em conta que é uma primeira tentativa... hehehehe... Num peguem muito pesado tá? Wink
Então, vms logo à história, num adianta ficar com rodeios...
Boa leitura a todos!
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Resgate
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MensagemEnviada: Dom Jan 13, 2008 6:29 pm    Assunto: Responder com Citação


Apenas uma noite.[1]
Por João Norberto da Silva.

Sobem as cortinas

O cenário:

Um quarto escuro, onde a luz da rua entra apenas por uma pequena fresta da janela fechada. Uma cama simples, um criado mudo onde jaz um abajur, desses comuns em lojas de R$1,99 ao lado de um livro de Machado de Assis, cujas páginas gastas estão abertas de forma despudorada, deixando ao léu as palavras do escritor, um guarda-roupa permanece com uma das portas quebradas, que pende insistentemente. Esses são os únicos móveis ali.

Nas paredes vários cartazes de peças teatrais que estiveram em cartaz há anos atrás, dividem espaço com as novidades da semana, criando um ar caótico no quarto, deixando claro que, quem quer que more ali, não está no juízo perfeito de suas faculdades mentais.

Existem apenas duas portas. A que leva para fora do quarto e a do banheiro, o único outro cômodo, que finalmente se abre, dando passagem ao personagem principal.

Este entra no quarto arrastando os pés, corpo todo arqueado como um velho, mas sendo possível perceber se tratar de alguém bem jovem, por volta dos vinte e um anos. Vai até o criado mudo, abre uma gaveta e dela tira um CD-Player, coloca um CD do cantor Oswaldo Montenegro, põe os fones de ouvido e senta na cama ao mesmo tempo em que a música “A Lista” começa a tocar.

Ele cerra os olhos, voltando o rosto para o teto, curtindo a música. Lágrimas começam a descer lentamente por sua face e ele volta o corpo para frente, como se fosse vomitar. Depois de um acesso violento de tosse, ele leva a mão até o criado mudo outra vez e, ainda com alguns espasmos da tosse, de lá retira um revólver calibre 38. Ele abre o tambor e nota que existe apenas uma bala, recoloca o tambor no local, dá um giro no mesmo e leva a arma à têmpora direita. Enquanto ouve a música “Chão de Giz”, com as mãos firmes, sem sinais de tremedeira, aperta do gatilho.

Nada.

Ele volta a abrir os olhos e percebe que a bala estava pronta para ser disparada, caso ele tentasse outra vez. Decide devolver a arma para o criado mudo e se ergue, ainda ouvindo o CD-Player, indo na direção do banheiro. Uma vez lá dentro ele lava o rosto, e se olha no espelho.

Personagem principal: - Afinal... Quem é você?

Ele volta para o quarto e vai até o guarda-roupa, de lá retira o que parece ser uma malha de ginástica na cor verde, botas e luvas pretas. Veste-se lentamente, como se fosse um ritual de renascimento, e vai novamente até o banheiro, levando nas mãos a típica máscara, símbolo do Teatro, com metade do rosto feliz e metade triste.

Personagem principal: – Será Sérgio? (Ele coloca a máscara. Uma pausa dramática) – Ou será o Teatral? (ele ergue o corpo arqueado, agora aparentando um vigor inesperado e discursa como se houvesse um grande público a ouvi-lo) – A vida me escolheu hoje! Portanto devo retribuir levando a arte para os palcos que ela me proporciona! Que as luzes da Ribalta se acendam! (Dito isso ele vai até a janela do banheiro e ganha a noite)

Descem as cortinas

***

Sobem as cortinas

O cenário:

Um típico beco da cidade, as paredes de ambos os lados se encontram tomadas de pixações, algumas com desenhos, mas a maioria com frases que vão desde as simplesmente mal-educadas, às cheias de preconceito e ódio.

Mal se dá para ver o chão, tamanha é a quantidade de lixo espalhado. Latas de cerveja e refrigerante, camisinhas usadas, caixas de papelão, sacos pretos, abertos pelos cachorros e moradores de rua, excrementos completam a degradante visão do beco, mostrando como os seres humanos podem ser porcos. Porcos e covardes como é visto em seguida.

Um grupo de jovens, todos trajados com as típicas roupas do movimento punk entram em cena, arrastando uma garota para o beco. Ela tenta se soltar, mas o número e força deles é superior à dela e, entre lágrimas ela grita. Mesmo com o sangue que escorre de sua boca, resultado de um soco que a mesma levou, seus gritos por socorro chegam às janelas que dão para o beco. Nos apartamentos acima, entretanto, as pessoas evitam a todo custo se envolver.

Punk # 1:- É isso aí!!! Vamos barbarizá a vaca e depois detoná ela!!

Punk # 2:- Podicrê!!! É o bichooooo!!!

O terceiro punk apenas continua a arrastar a garota com violência, ele puxa o braço dela e a lança sobre os sacos de lixo, espalhando a imundice e fazendo com que a garota tenha espasmos de tosse e ânsia de vômito, mas antes de concretizar o que ela queria, um dos atacantes a tira dali.

Punk # 2:- Porra cara... Quer fazer a festinha no meio do lixo? Tu é nojento... Hehehehe...(Ele começa a soltar seu cinto e abrir sua braguilha) – Se prepara prá ser feliz, piranha...

Garota:- Por favor...(Ela respira profundamente fazendo o típico barulho de um nariz cheio de coriza) – Não façam isso... (Se encolhe, tentando proteger suas partes íntimas, mas é inútil e um dos punks arranca sua blusa com violência, deixando seus seios à mostra)- NÃÃÃÃÃOOOO!!!

Punk # 3:- Olha como berra a cadela... (Ele também começa a abrir as calças) – Vou colocar uma coisa na boca dela prá parar essa gritaria...

Os três se abaixam e jogam longe a saia da garota, após acertarem mais golpes nela e deixá-la quase sem sentidos. Em seguida começam a fazer um tipo de sorteio para decidirem quem a estuprará primeiro. Nesse momento uma voz é ouvida sem que se veja outra pessoa em cena

Teatral:- Soltem a mulher rufiões!!! Ou enfrentem a minha ira!

O herói pousa pouco atrás dos punks, estes se mostram confusos com a chegada de uma figura tão espalhafatosa, fazendo várias poses e se preparando para lutar, ficando parado de uma forma que fez os criminosos rirem alto.

Punk # 2:- Cacete! Quem é esse boiola?

Punk # 1:- Sei lá cara... O que importa é que ele vai morrê!

Os três começam a avançar, enquanto Teatral não faz nada. Equanto a vítima recolhe suas roupas e olha para aquele que tenta salvá-la, se surpreende com o que acontece a seguir.

O Teatral salta contra os três atacantes derrubando-os quando, usando suas costas, os atinge em cheio nas cabeças para, em seguida, cair de pé e continuar a atacar, dessa vez usando os pés numa seqüência de chutes que acabam por derrubar de vez um dos inimigos e ferir seriamente outro.

Teatral:- Última chance... Rendam-se e eu os poupo de mais dor e agonia... - (Ele dá um pulo para trás, se preparando outra vez, pois os inimigos restantes correm em sua direção, urrando de ódio) – O funeral é de vocês!

O primeiro punk a alcançar o herói cai pesadamente no chão, com dificuldade de respirar, depois de um golpe rápido contra seu pescoço. O último inimigo que se mantém em pé, com dificuldade, se detém ao ver o colega caído e tenta fugir, mas é impedido quando Teatral salta e o atinge com um chute na nuca que, por pouco, não quebrou seu pescoço.

O herói se aproximou da garota, esta agora conseguia se colocar de pé, sendo amparada por ele. Os dois ficam frente a frente, olhos nos olhos, algo que parecia com um clima romântico começara a surgir, mas logo o herói a afastou delicadamente.

Garota:- Muito obrigada... ObrigadaObrigadaObrigadaObrigada... O que mais eu posso fazer prá agradecer?

Teatral:- Apenas evite problemas... Eu já tenho muito com o que me preocupar... E posso não estar por perto numa outra vez. (o som de sirenes começa a ser ouvido) – Pelo visto ainda existem bons samaritanos por essas bandas... Ligaram para a polícia... Eles podem cuidar de você agora... Adeus!

Dito isso ele se lança para o alto, se escorando nas paredes dos becos e logo some do campo de visão dela e da platéia, deixando a garota sozinha com seus agressores, até que alguns policiais se aproximam para ajudá-la.

Descem as cortinas

***

Sobem as cortinas

O cenário:

Numa rua mal iluminada outra garota, esta aparentando ser menor de idade, se apóia num poste. Ela usa roupas curtas e provocantes, se exibindo para quem passa, deixando claro suas intenções.

Logo um carro de marca importada surge e, aos poucos, se aproxima da garota. O motorista e ela travam diálogo impossível de ser ouvido e, quando ambos parecem chegar a um acordo e ela leva a mão para abrir a porta do passageiro, acaba se afastando, como se visse algo assustador do outro lado da rua e, quando o motorista se volta, ele só tem tempo de ver um pé se aproximando de seu rosto.

Após chutar o motorista, Teatral o arrasta para fora do carro e o joga com o rosto na direção do asfalto da rua. Achando que o outro desmaiou, o herói se dirige para a garota, a fim de lhe falar e acaba não percebendo que o outro puxou uma arma.

O som do tiro ecoa na noite e o herói leva a mão até o abdômen, percebendo que uma mancha vermelha começa a se formar, além de ver que o tiro o trespassara e a bala se alojou na porta do carro.

O herói percebeu o olhar de medo da garota.

Antes que qualquer um dos presentes consiga sequer pensar, Teatral desfere um potente chute no rosto do homem que lhe feriu, deixando este realmente desacordado dessa vez. Em seguida ele salta e fica agachado no teto do carro, o rosto bem próximo da garota e fala entre gemidos de dor.

Teatral:- Siga essa rua até um sobrado... Número 72... Quando uma mulher atender... Diga que foi o Teatral quem te mandou prá lá... Aaahhhh... Ela vai te ajudar a sair dessa vida... Do contrário...

A garota não espera o final da frase e sai correndo para fora da cena. O herói coloca a mão sobre seu ferimento, olha mais uma vez para o homem caído, dá um ultimo chute na virilha deste e então também saí de cena, com o corpo encurvado pela dor.

Descem as cortinas

***

Sobem as cortinas

O cenário volta a ser o do quarto do herói.

Um som é ouvido do banheiro e logo Teatral reaparece em cena, aparentemente sentindo muita dor. Ele tira a máscara e a joga sobre a cama para, logo em seguida, após um longo suspiro, retirar o resto do uniforme. Agora ele se ergue, como se nada tivesse acontecido, o local onde antes estava cheio de sangue devido ao ferimento, agora está limpo e não há o menor sinal de que uma bala tenha passado por ali.

O jovem joga o uniforme dentro do guarda-roupa, vai até a cama e senta-se, pegando em seguida o que parece ser um retrato.

O rapaz:- Mais uma noite, meu amor... Outra vez, quando me desfaço do personagem nada mais resta, nem ferimentos ou mesmo as memórias completas do que ele fez... Amanhã terei que recorrer aos jornais de novo... (ele pega a arma outra vez, confere a única bala e recoloca na gaveta.) – mais uma noite em que eu não pude me unir a você... Mas amanhã é outro dia... Pois hoje, outra vez, foi apenas uma noite para o... Teatral. (Ele se deita e puxa um lençol sobre si)

As luzes se apagam aos poucos e a cortina se fecha pela última vez.


FIM


[1] Essa é uma peça do autor Pedro Neschling. A cada número do Teatral eu colocarei o nome de uma peça brasileira que, espero eu, tenha algo a ver com a minha história, mesmo que seja apenas por causa do nome
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Editado pela última vez por Resgate em Qua Fev 20, 2008 6:28 pm, num total de 2 vezes
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Resgate
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MensagemEnviada: Dom Jan 13, 2008 6:31 pm    Assunto: Responder com Citação

E como não podia faltar... Eis uma imagem do personagem dessa edição:

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Tom Slash
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MensagemEnviada: Dom Jan 13, 2008 7:29 pm    Assunto: Responder com Citação

Hhahahahaha, uau!!! Que personagem complexo, pirado e ao mesmo tempo muito bom!!! Grande trabalho João, esse tipo de narrativa ficou muito boa e você nos apresentou um personagem excelente... Com o fim desse capitulo ficam as perguntas: Quais a origens de seus poderes? O que de fato são seus poderes? Quem é o cara? Quem é a sua amada?
Enfim, coisas muito legais que as histórias dessa pasta nos proporciona... Outra coisa: o tipo da naração tem alguma coisa a ver com os poderes do personagem também? Ou seria sua loucura, que faz ele ver a vida desse jeito? Ou agora sou eu que to pirando? hahahaha
Enfim, ficou legal mesmo João...
Parabéns e abraços
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MensagemEnviada: Dom Jan 13, 2008 9:54 pm    Assunto: Responder com Citação

Tom Slash escreveu:
Hhahahahaha, uau!!! Que personagem complexo, pirado e ao mesmo tempo muito bom!!! Grande trabalho João, esse tipo de narrativa ficou muito boa e você nos apresentou um personagem excelente... Com o fim desse capitulo ficam as perguntas: Quais a origens de seus poderes? O que de fato são seus poderes? Quem é o cara? Quem é a sua amada?
Enfim, coisas muito legais que as histórias dessa pasta nos proporciona... Outra coisa: o tipo da naração tem alguma coisa a ver com os poderes do personagem também? Ou seria sua loucura, que faz ele ver a vida desse jeito? Ou agora sou eu que to pirando? hahahaha
Enfim, ficou legal mesmo João...
Parabéns e abraços

Grande Tom! Valeu mesmo por ter gostado e pelo comentário rápido!
Eu me virei do avesso prá tentar deixar esse personagem o mais legal possível, de fato uma daquelas idéias que te "assaltam" e não lagam até vc terminar...
Essa narrativa foi o que mais me deixou grilado, se ia dar certo ou não, mas parece que acabou dando certo mesmo!
Quanto às suas dúvidas, claro que eu tinha de deixar um ou outro mistério no ar né? Algum dia eu consigo fazer uma história fechada com tudo se resolvendo na mesma Wink
A narração eu usai mais prá deixar a história com um visual diferente das que eu usao normalmente, ou será que é a loucura do Teatral? Isso poderia render uma boa história no futuro... hum....
Quanto às demais perguntas só posso mesmo dar aquela resposta que vc deve tá de saco cheio de ler... Aguarde e confie... Wink
Abraços e mais uma vez obrigado pelo comentário cara!
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Gustavo Levin
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MensagemEnviada: Qua Jan 16, 2008 8:07 pm    Assunto: Responder com Citação

Um conto bem divertido, ou melhor, uma forma bem divertida de contar uma história de super-herói. Só achei que, de certa forma, o Teatral é um cara um tanto arrogante, não?
Também me lembrei do personagem Jack-In-The-Box, de Astro City. Foi uma das inspirações?
Enfim, espero ver mais outras aventuras do Teatral, nem que sejam em outros one-shots.
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Resgate
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MensagemEnviada: Qua Jan 16, 2008 10:46 pm    Assunto: Responder com Citação

Gustavo Levin escreveu:
Um conto bem divertido, ou melhor, uma forma bem divertida de contar uma história de super-herói. Só achei que, de certa forma, o Teatral é um cara um tanto arrogante, não?
Também me lembrei do personagem Jack-In-The-Box, de Astro City. Foi uma das inspirações?
Enfim, espero ver mais outras aventuras do Teatral, nem que sejam em outros one-shots.

Opa! que bom que vc gostou Gustavo! Eu tava super receoso com esse modo de contar essa história... Agora até me animei para novas histórias escritas desse modo... Além de tentat pensar em outras.
Então, o Teatral é o tipo de personagem daquelas peças em que o cara quer fazer td de forma grandiosa, desde as falas até o modo de agir... De fato ele tende a ser um tanto quanto arrogante, mas isso seria dele, do personagem, do jovem suicida ou talvez seja uma forma de aumentar a raiva dos inimigos e assim eles se empenhem mais na tarefa de matá-lo... Tantas possibilidades estão brincando na minha cabeça...heheheh
Pois é... Na verdade eu me inspirei nesses heróis urbanos com visual mais bizarro, desde o jack, até o Aranha... Ainda vou explorar mais os poderes e suas origens, mas quero deixar td bem maluca nas próximas histórias, portanto pode esperar que, logo, ou talvez nem tão logo, o Teatral vai aparecer!
Brigadão mesmo pelo comentário cara! Aquele abração!
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Aracnos
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MensagemEnviada: Sáb Jan 19, 2008 11:38 pm    Assunto: Responder com Citação

Grande João! E mais uma fez voc~e nos surpreende com um ótimo conto!

A narrativa ficou show. E uma dica: A use sempre nas histórias do Teatral, e só do Teatral, pois fica muito ligada a ele. O que colabora para deixar o clima que o envolve mais especial.

Está tudo perfeito. A vida do cara, sua parte suicída... podemos perceber seu drama. Então ele veste um personagem e muda. E é uma mudança grande mesmo. Ele não se esconde atrás da máscara somente, ele se torna outro ser, outra personificação. E isso ficou claro quando ele chegou, tirou a roupa e não estava ferido, como se as dores tivessem ficado na roupa, naquela entidade bufante e, como já foi dito, arrogante. Isso ficou muito bom!

Muito bom João. Esperamos mais aparições do Teatral por aí. E quem será a dona do sobrado número 72?

É isso aí! E não percam a próxima edição do Almanaque: A Katana!
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REVOLT: No ar o capítulo #18.
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MensagemEnviada: Dom Jan 20, 2008 11:15 am    Assunto: Responder com Citação

Aracnos escreveu:
Grande João! E mais uma fez voc~e nos surpreende com um ótimo conto!

A narrativa ficou show. E uma dica: A use sempre nas histórias do Teatral, e só do Teatral, pois fica muito ligada a ele. O que colabora para deixar o clima que o envolve mais especial.

Está tudo perfeito. A vida do cara, sua parte suicída... podemos perceber seu drama. Então ele veste um personagem e muda. E é uma mudança grande mesmo. Ele não se esconde atrás da máscara somente, ele se torna outro ser, outra personificação. E isso ficou claro quando ele chegou, tirou a roupa e não estava ferido, como se as dores tivessem ficado na roupa, naquela entidade bufante e, como já foi dito, arrogante. Isso ficou muito bom!

Muito bom João. Esperamos mais aparições do Teatral por aí. E quem será a dona do sobrado número 72?

É isso aí! E não percam a próxima edição do Almanaque: A Katana!

E ae Anderson! Que bom que vc gostou! Quanto à narrativa eu realmente estou pensando em deixá-la exclusiva do Teatral, acho que não combrinaria com outros personagens, a não ser que role algum encontro né?
E eu quis deixar tudo bem nebuloso nesse primeiro capítulo, tudo pode ser definitivo ou mudado a hora que me for mais agradável... será mesmo que ele muda quando veste o uniforme, ou até isso faz parte de sua mente fraturada?
Quanto à moradora do Sobrado 72, aguarde e confie, pois estou tento váááárias idéias...
Brigadão pelo comentário e pode apostar que eu não perderei a próxima edição do nosso almanaque Wink
Abraços!
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MensagemEnviada: Sáb Jan 26, 2008 7:55 pm    Assunto: Responder com Citação

Grande João!

Teatral é um personagem excelente. Sua loucura o define. Faz tempo que não leio o que você anda produzindo, mas garanto que Teatral é um dos seus mais criativos personagens.

O esquema da roleta-russa antes da ronda noturna é incrível. O exagero nas falas dele torna-o algo teatral mesmo, piegas no mundo moderno, mas para quem o acompanha, sabe que não se trata de arrogância, e sim de dramaticidade extrema.

Deixe-o enlouquecer! Deixe-o saltar pela noite em busca de platéia! Sim, acho que ele não faz pelos outros, mas sim por si mesmo. Ele quer uma platéia e, se ele salva alguém pelo caminho, é para delírio da platéia.

Concordo com o Aracnos. Essa narrativa tem que ser exclusiva do Teatral. Lendo as histórias dele dessa maneira, estamos dentro da cabeça dele, enxergando o mundo como ele mesmo o vê.

Não o deixe se tornar um "herói padrão". Deixe-o louco! Deixe-o se apresentar onde quiser.

Grande história e grande criação.

Abraço.
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MensagemEnviada: Sáb Jan 26, 2008 8:25 pm    Assunto: Responder com Citação

alexnery escreveu:
Grande João!

Teatral é um personagem excelente. Sua loucura o define. Faz tempo que não leio o que você anda produzindo, mas garanto que Teatral é um dos seus mais criativos personagens.

O esquema da roleta-russa antes da ronda noturna é incrível. O exagero nas falas dele torna-o algo teatral mesmo, piegas no mundo moderno, mas para quem o acompanha, sabe que não se trata de arrogância, e sim de dramaticidade extrema.

Deixe-o enlouquecer! Deixe-o saltar pela noite em busca de platéia! Sim, acho que ele não faz pelos outros, mas sim por si mesmo. Ele quer uma platéia e, se ele salva alguém pelo caminho, é para delírio da platéia.

Concordo com o Aracnos. Essa narrativa tem que ser exclusiva do Teatral. Lendo as histórias dele dessa maneira, estamos dentro da cabeça dele, enxergando o mundo como ele mesmo o vê.

Não o deixe se tornar um "herói padrão". Deixe-o louco! Deixe-o se apresentar onde quiser.

Grande história e grande criação.

Abraço.

Ae nerão!! Que legal ver vc comentando um texto meu!! E que comentário!
Realmente o Teatral é diferente dos personagens que eu me acostumei a escrever... Quando a idéia surgiu na minha mente fui impelido a terminá-lo o mais rápido possível para que nenum detalhe se perdesse na criação...
O lance da Roleta é um ritual para ele, se ele morrer finalmente alcança a paz que tanto almeja, se sobrevive sai pelas ruas da cidade(qual?) para tentar conseguir a morte mais grandiosa que puder... Ou aparecer o mais que puder? Afinal ele é um artista que merece as mais fortes luzes da Ribalta... Hum... Eis uma boa frase para uma nova história...hehehe
De fato essa narrativa é mesmo só do Teatral, além de ser bem representativa para o personagem é difícil pacas de controlar e não se perder...heheheh
Valeu mesmo pelo comentário cara... Cada vez que alguém comenta uma história nossa a gente ganha novo fôlego prá fazer mais... heheheh E logo, logo deve pintar alguma...aguardem e confiem...
Abraços Nerão e mais uma vez brigadão pelo comentário!
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