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Nexo - Capítulo 02: A Turbulência – Santa Maria.
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alexnery
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MensagemEnviada: Sex Fev 17, 2006 2:26 am    Assunto: Nexo - Capítulo 02: A Turbulência – Santa Maria. Responder com Citação

Nexo - Capítulo 02: A Turbulência – Santa Maria.

Por Alex Nery





Município de Santa Maria dos Aflitos – 300 km da Capital


O fim de tarde estava magnífico. Nos céus, quase nenhuma nuvem. Um azul profundo começava a dar lugar à noite, que provavelmente seria estrelada. Na praia abaixo, ondas fortes vêm e vão, enquanto os jovens reúnem madeira para a fogueira. Antônio coordenava os demais e arrumava os tocos na pilha. Sara o observava com paixão. Fazia duas semanas que começaram a namorar e esta era a primeira vez que dormiriam juntos fora de suas casas.
A idéia do acampamento tinha sido de Lucival, o “líder” do grupo de jovens. Era sempre ele quem tinha as melhores idéias para retirá-los do marasmo e do tédio que era comum em Santa Maria. Afinal, a cidade era muito pequena, não possuía shoppings, nem cinemas, então existiam pouquíssimas alternativas de diversão para qualquer um. A principal alternativa eram os igarapés próximos ou a Praia do Remador, situada a 20 km de Santa Maria.
Dois dias atrás, Lucival chegara na escola com a idéia do acampamento. Não teve dificuldades em convencer o grupo, e assim, todos estavam lá agora: Lucival, Antônio e Sara, os irmãos Théo e Teresa, Guilherme, Laura e Silvia.
Os rapazes traziam a lenha conseguida na mata próxima, enquanto Sara ligava o rádio da pick-up e as demais conversavam animadamente, Tudo era perfeito naquele fim de tarde, e já havia uma espécie de “combinação” sobre quem ficaria com quem. Quatro barracas estavam armadas formando um quadrado em torno do ponto onde a fogueira seria acesa.

- Hoje a noite vai ser linda, Sara – diz Antônio sorrindo.
- Vai sim, amor – responde Sara.
- Menos papo e mais trabalho, ô... – brinca Lucival trazendo uma pilha de lenha.
- Acho que já temos o bastante pra hoje... – diz Théo, largando alguns tocos no monte.
- É... Também acho – concorda Lucival – Diz pro pessoal que já chega.

Guilherme chega e se une ao grupo.

- Ufa! Chega né? – pergunta caindo de joelhos no chão.
- Molenga... – diz Théo.

Uma música romântica começa a ser ouvida, sinal de que Sara encontrara os cds na pick-up.
- Agora, sim... – sorri Lucival, olhando Teresa.
Teresa, sentada na areia junto à Silvia, sorri de volta.
A noite chega rápido, e Lucival acende a fogueira. Os jovens sentam-se em torno dela e bebem e conversam animadamente. Antônio e Sara se abraçam e se esquentam um no corpo do outro.

- Quanto falta para as férias? – pergunta Lucival.
- Um mês ainda, seu pateta – responde Théo.
- Caracas, um mês? Tudo isso? – reclama Lucival virando uma lata de cerveja.
- Eu que não tenho pressa... Sem as aulas é mais tempo sem ter nada o que fazer – diz Silvia.
- Também acho – concorda Théo.
- Acho que podemos aproveitar beeem melhor o tempo... – diz Teresa maliciosamente, em direção a Lucival.
- Também acho, gata... Também acho... – Lucival se levanta e senta ao lado de Teresa, lhe passando a lata de cerveja.
- E você, Laura? Ouvi falar que vai se mudar pra capital... – pergunta Guilherme, timidamente.
- É... Vou, sim. Meu pai foi transferido pra lá. – responde Laura desanimada.

Antônio e Sara se levantam e caminham até um tronco grande caído na praia. Ambos se sentam na areia com as costas no tronco e se abraçam. Seguem-se beijos apaixonados, entre um gole de vinho e outro. Ambos estão ansiosos com a expectativa desta noite. Depois de alguns minutos, o casal pode ver que Lucival e Teresa também se beijam, enquanto Théo enche o copo de Silvia de vinho e Guilherme, tímido como sempre, tentar conversar com Laura.

- Vou pegar mais vinho, amor... – diz Antônio levantando-se.
- Oba! – diz Sara.

Antônio apanha o copo de Sara e levanta-se. A fogueira desenha seu contorno, enquanto ele caminha.
Sara olha em volta, sentindo o vento frio. A mata próxima é fechada e escura e parece que nem a claridade das chamas consegue penetrá-la. Olhando além da fogueira e dos amigos, ela o vê.
Ele está em pé, próximo à linha da mata, mais ou menos à trinta metros da fogueira. As chamas iluminam seu rosto magro e moreno, destacando seus olhos graúdos no corpo franzino de quinze anos. Ele veste uma camisa branca e surrada e uma bermuda cáqui. Parece descalço.

- Jonas?!... – murmura Sara surpresa.

Neste mesmo instante, Antônio também percebe a presença de Jonas.

- O que você quer aqui? Ninguém te convidou! – grita Antônio, atraindo a atenção dos demais.
- Olhem só... É o Jonas... O que você quer aqui, esquisitão? – grita Lucival se levantando.
- Sai daqui, pivete... veio espionar a gente é? – grita Teresa.
- Vamos botar esse “olheiro” pra correr... – diz Théo.
- Tô nessa!– concorda Guilherme.

Os rapazes começam a investir contra o intruso. Eles andam devagar, como se não quisessem espantar um animal selvagem. Ao contrário do esperado, Jonas permanece parado.

- Metido a corajoso, é? – instiga Lucival.

No inicio é um riso tímido, algo difícil até mesmo de se ouvir. Aos poucos torna-se uma gargalhada insana. O riso de Jonas ecoa pela praia.
Sentindo um arrepio coletivo, os quatro rapazes param a menos de cinco passos do garoto. As garotas se levantam e reúnem-se próximas da fogueira, sentindo todo o frio da noite, como se a própria fogueira não estivesse acesa.

- Vamos pegar ele... – grita Lucival, irritado pela risada debochada de Jonas.

Os quatro investem ao mesmo tempo, mas de repente seus pés não os obedecem mais. Estão fixos na areia.

- O que é isso?
- E-eu... Não consigo... Andar...
- Mas, que diacho...
- Argh...

Como num balé de marionetes mal-ensaiadas, os quatro voltam-se ao mesmo tempo para a esquerda, ficando de frente para a praia. Com movimentos desconexos, o grupo começa a caminhar arrastando os pés.

- Isso é algum tipo de brincadeira? – grita Teresa.
- Deixe de besteiras, Antônio... – diz Sara.
- Pessoal, isso está me assustando... – murmura Laura.

Os rapazes gritam e protestam, mas a marcha permanece inexorável. Alguns esmurram as próprias pernas como se quisessem tirá-las do torpor, mas é inútil. Os quatro continuam andando em direção ao mar.
As garotas, assustadas, correm até eles e tentam puxá-los para trás, mas eles não se detêm. Sara e Laura agarram os braços de Antônio e ele grita por socorro, mas continua caminhando.
Théo grita e chama pela mãe, enquanto seus pés tocam a água.
Lucival berra e xinga, puxando as pernas com os próprios braços, mas nem isso o detém.
Guilherme, mudo de medo, só contempla com pavor o que os espera.
Em segundos, os quatro estão com a água pela cintura. Todos choram e berram. As garotas correm em volta deles num gesto de desespero.
A risada de Jonas ecoa sobre todos.

- Oh, meu Deus...
- Pare com isso... PAREEEEE....
- JONAAAAAAASSSSS...

O olhar de Jonas reflete as chamas da fogueira, enquanto seu sorriso preenche seu rosto.
Os rapazes continuam sua caminhada e entram cada vez mais na água. Lucival é o primeiro a afundar, debatendo seus braços e tronco de maneira incontrolável. Guilherme é o segundo, e mergulha rezando. Théo afunda gritando em desespero. Teresa tenta puxar o irmão, mas não tem forças.
As quatro garotas se agarram a Antônio, na esperança de que suas forças sejam suficientes para salvar pelo menos um amigo. Antônio cerra os dentes e tenta se agarrar às meninas também, mas seu esforço apenas retarda seus passos.
Súbito, elas o soltam. Algo invisível as obriga a soltá-lo e todas gritam horrorizadas vendo os quatro rapazes agonizarem na água.
Em minutos está acabado.
Os quatro estão mortos.
As meninas, novamente livres, correm para a praia. Atrás da fogueira podem perceber Jonas, que cessara aquela risada maligna.

- O-o... Quê você... Fez? – pergunta Sara.
- Você fez isso!! Você é um monstro!! – grita Silvia.
- Saia daqui... Nos deixe em paz... – chora Laura.
- Você matou meu irmããããoooo... – grita Teresa investindo de punhos cerrados contra Jonas.

Antes que possa tocá-lo, Teresa tremula como uma imagem na água. Um ponto negro surge em sua barriga e dele, sai um redemoinho que atinge todo o seu corpo. Atônita, Teresa é sugada pelo redemoinho, desaparecendo na frente de todos. As garotas gritam horrorizadas.
Jonas estende a mão e aponta para Laura e Silvia. Ambas se entreolham, quando o ponto negro surge em suas barrigas, sugando-as em menos de um segundo.
Sara cai de joelhos no solo, completamente transtornada. Em sua mente, pensamentos caóticos se amontoam.
Jonas aproxima-se e ajoelha-se em frente da garota.
Sara levanta os olhos lentamente e pergunta:

- P-por quê??
- Por que eu não gostava deles – sussurra Jonas.
- V-vai... Me... Matar também? – soluça Sara.
- Não. Eu gosto de você. – responde Jonas sorrindo.

E Sara grita na praia.



Clínica Nexo – uma semana depois.


Fernando e Bruno caminham pelo corredor da clínica. Ambos trajam jalecos brancos e Bruno tem em mãos a pasta do paciente que será visitado nesta manhã. Desde seu ingresso na equipe, Fernando dedicara os últimos dias à consulta de vários livros e leituras especializadas sobre assuntos diversos como efeitos paranormais e todo tipo de acontecimento estranho. A experiência com Ruth Ximenes[1] na semana passada tinha deixado uma impressão muito forte em Fernando.
Depois do tempo dedicado à pesquisa, Fernando pedira a Bruno para conhecer os demais pacientes.

- A ficha desta paciente não tem seu nome completo... – diz Fernando.
- Ah, isso... “Ana” é o único nome que lhe demos – diz Bruno.
- Como assim “lhe demos”?
- É o seguinte, Doutor... Ana foi encontrada numa reserva indígena. Ela era chamada de Yami, ou seja, “Noite” na linguagem deles.
- O que a torna “especial” para estar aqui? – pergunta Fernando desconfiado.
- Vai ver – diz Bruno sorrindo.

Ambos chegam à porta do quarto 203. Bruno bate duas vezes levemente na porta. Uma voz suave responde com um “Entre” e então o médico usa seu cartão magnético e abre a porta.

- Ela fica trancada? – pergunta Fernando mais desconfiado ainda.
- Medida de segurança – responde Bruno.
- Ela é perigosa?
- Hahah... segurança para ela, doutor.

O quarto está com a janela fechada, apesar do belo dia que se faz lá fora. Até mesmo as pesadas cortinas estão cerradas. Mobiliando o quarto, uma mesinha de centro redonda, com um vaso vazio em cima, duas confortáveis cadeiras estofadas, uma cômoda de três gavetas sem espelho, e no centro, uma cama de solteiro.
Na cama, sentada com as pernas dobradas, uma mulher de pele branca e limpa, aparentando cerca de vinte e poucos anos, cabelos negros, lisos e sedosos, olhos negros e amendoados, com um sorriso simpático observa os dois homens.
Fernando não pode deixar de notar que ela é absurdamente linda. Será que ele já não a viu no cinema? Em algum filme norte-americano, talvez. Ela parece uma atriz de cinema, com certeza.

- Como vai, Ana? – pergunta Bruno.
- Muito bem, Bruno. – responde ela abrindo um sorriso magnífico – Quem é o seu amigo?
- Este é o Dr. Alvez. Ficará na equipe agora. – responde Bruno.
- Muito prazer, Ana... – Fernando estende a mão para cumprimentar a mulher e é imediatamente correspondido.
- Olá, doutor. Posso chamá-lo de Fernando? – pergunta Ana.
- Claro que sim. – responde Fernando sorrindo de volta.
- O Dr.Alvez está conhecendo todos por enquanto. Em breve, vocês terão oportunidade de conversar melhor. – diz Bruno – Vamos deixá-la descansar, ok? Temos sessão hoje às 16:00 horas.
- Ah, sim... tudo bem. Voltem sempre, haha... – diz Ana.
- Tchau, Ana. – diz Fernando.
- Tchau. – responde Ana.

Os dois doutores saem do quarto e Fernando diz:

- Não entendi. Não vi nada de “especial”, diga-se, estranho, nela...
- Não mesmo? Hehehe...
- Ora... com certeza, não.
- Nem sentiu nada?
- Sentir o quê?
- O que achou dela? Seja sincero.
- Simpática, bonita, agradável...
- Exato. A coisa é que todos, absolutamente todos, que a conhecem acham a mesma coisa. E invariavelmente sentem-se atraídos por ela. E quando digo atraídos é atraídos de maneira às vezes obsessiva.
- Ora, mas ela é simpática realmente.
- Sim, verdade. Mas detectamos em algumas sessões que Ana emite uma espécie de feromônio que atrai as pessoas.
- Empatia?
- Sim, sim. Isso. Alguns de nossos atendentes foram demitidos por se tornarem obcecados por ela. Trocamos o atendente do seu quarto pelo menos uma vez por mês, pois ninguém consegue se relacionar com ela por mais tempo sem ser acometido pela obsessão em tê-la para si.
- Bem, empatia não é algo tão estranho assim. Existem várias pessoas que possuem esse dom... Não neste nível, mas possuem.
- Certo, mas não notou nada mais de estranho?
- Diga logo o que eu deixei passar agora.
- O quarto fechado. Ela é supersensível à luz solar. Quando veio pra cá, ela foi exposta ao sol e teve queimaduras graves.
- Não parece.
- Pois é. Ela se recuperou em tempo recorde dos ferimentos e não ficou nenhuma marca ou cicatriz. Os medicamentos fizeram um efeito pelo menos 500% mais rápido do que eu jamais vi.
- Realmente, ela é cheia de surpresas.
- E outra coisa... Quem disse à ela que seu primeiro nome é Fernando?
- Ora... não foi você? Ou eu mesmo?
- Negativo, hehehe...
- Ela deve ter lido no meu crachá, então.
- Olhe direito, Fernando. Seu crachá tem apenas o seu sobrenome.

Fernando levanta o crachá e constata que Bruno tem razão. No crachá existe apenas o sobrenome “Alvez”.

- Ok. Você venceu. Vou ficar de olho aberto.



Clínica Nexo – na tarde do mesmo dia.


- Fernando? Posso falar com você?

A frase, dita pelo diretor da clínica, Dr. Salomão, é apenas retórica, pois Fernando sabe que deve atendê-lo a qualquer minuto.

- Claro, Dr. Salomão. Entre, por favor. – responde Fernando.

Salomão entra e senta-se numa das poltronas da sala de Fernando. Uma sala de tamanho médio, com bastante espaço para os livros e arquivos de Fernando. Na mesa do psiquiatra, um notebook ligado à rede da clínica além de várias revistas e livros da área.

- Serei breve. Precisamos de você em campo. – diz Salomão.
- Em campo? Acha que estou pronto?
- Sim, acho. E, além disso, nesta área não há como treinar antes.
- Bem, isso me agradaria muito. Qual é o caso?
- Não sabemos se é um caso, mas aconteceu uma coisa estranha em Santa Maria dos Aflitos.
- Sei onde é. Já passei por lá algumas vezes vindo para a capital.
- Quatro rapazes se suicidaram... Algumas pessoas estão desaparecidas...
- Não seria o caso de chamar a polícia?
- A polícia está no caso. Você vai trabalhar com eles. Acontece que os suicídios e os desaparecimentos ocorreram em situações estranhas. Acho que devemos dar uma olhada mais de perto.
- Certo, então.
- Parta hoje ainda. No máximo no fim da tarde.
- Como quiser.
- Quando chegar em Santa Maria, procure pelo delegado Palmeira.

Fernando toma nota do nome do delegado num pedaço de papel.

- E visite uma garota no hospital municipal... O nome dela é Sara Magalhães.
- O que ela tem a ver com isso?
- É o que você vai me dizer.



Continua...


[1] Em Nexo 01.

- Agradecimentos mais que especiais ao Daniel pela contribuição neste capítulo. Valeu, Dan!
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Editado pela última vez por alexnery em Sex Set 01, 2006 1:51 pm, num total de 4 vezes
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Resgate
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MensagemEnviada: Sex Fev 17, 2006 3:26 am    Assunto: Responder com Citação

Acabei de assistir Lost(muuuito legal)e corri pro micro prá ser um dos primeiros a comentar o Nexo#2.

Nery, eu já li vários textos seus, mas putz! Esse cap. 2 me pegou de calças curtas!!
O começo, apresentando o terrível Jonas, mostra como caras do nível de Wes Craven e outros pretensos roteiristas de histórias de terror têm a aprender.
A seqüencia da praia me prendeu a atenção como há muito tempo não acontecia, eu consegui visualizar e sentir todo o pânico e desespero que vc passou naquelas linhas!
E depois vc demonstra sua maestria passando para uma cena que poderia ser mais "normal" ou até sem graça se comparada ao começo, mas não! Vc a preenche de uma intensidade sem par aprofundando as personalidades do pessoal da Clínica.
Sem dúvida um capítulo que merecerá figurar no Hall da Fama da Nova Fronteira mesmo daqui a alguns anos!
Meus mais sinceros e humildes parabéns de um fã!
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Daniel Rand
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MensagemEnviada: Sex Fev 17, 2006 11:04 am    Assunto: Responder com Citação

Citação:
- Agradecimentos mais que especiais ao Daniel pela contribuição neste capítulo. Valeu, Dan!

Que isso amigão. foi uma honra colaborar em uma história tão boa, quando digo "tão boa", acho é a melhor publicada até agora nesse forum. O mérito é todo seu...só te pedi um favor...como bom amigo que é, humildemente aceitou a sugestão e fez um trabalho fantástico, nem de longe eu teria feito melhor.

Parabens

Esse capitulo me deixou algumas dúvidas, tais como:

-Não sei quem me dá mais medo, o Jonas ou a Ana. Question Question Question
-Não sei quem levou a pior na praia, os jovens mortos e desaparecidos, ou a coitada da Sara que presenciou tudo. Question Question Question
-Não sei se o Nery é louco, ou toma chá de cogumelo quando vai escrever. Question Question Question
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Teutates
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MensagemEnviada: Sex Fev 17, 2006 1:27 pm    Assunto: Responder com Citação

Nery, para um melhor comentário, vou dividir o capítulo dois em quatro partes.

Agora entendo porque dos comentários sobre Lost. A primeira parte, "a chegada na praia", é muito legal de se ler. Quem já viajou com amigos sabe que é assim mesmo: a organização, os flertes, a paixão dos namorados. Muito bem retratado, o que mais uma vez me certifica que o Nery é um dos melhores escritores que já vi.

A segunda parte da praia, é assustadora. O controle mental de Jonas, esse maníaco, lembra um filme de terror. Eu consegui visualizar cada um dos meninos caminhando sem controle para a morte certa. O desespero das meninas, e no final, ele olhando para Sara e dizendo que gostava dela, nos faz sentir um ódio profundo desse garoto perturbado.

A terceira parte, já na Clínica, quando conhecem Ana, me levou num primeiro momento a pensar que o Nery tinha ficado desatento... ué, Fernando foi apresentado, mas o primeiro nome dele não foi mencionado, todavia, a Ana o cumprimenta usando, justamente, o primeiro nome... mas aí eu pensei, deixa eu continuar lendo, ver se ele menciona algo sobre isso. E bingo, lá estava, mais um dos poderes estranhos dessa mulher sedutora. Foi inspirada na Rainha Branca, Nery ? Afinal, as duas são telepatas, as duas são lindas, as duas fazem os homens as desejarem. Espero vê-la novamente, eu também já me tornei obcecado por ela. Cool

E então, a quarta parte, amarrando com as duas primeiras, perfeita e nos deixa com água na boca pelo próximo capítulo, onde poderemos ver a investigação da Clínica Nexo.

Às vezes me questiono se fiz bem em escolher escrever uma série mais descontraída e com humor, como Haziness; acho que ela nunca terá o mesmo sucesso, ou chegará aos pés de Nexo.

Por fim, um auxílio ao colega escritor: ou o Lucival tem o poder de split himself (se auto-dividir), ou você enganou-se nesse trecho: "Depois de alguns minutos, o casal pode ver que Lucival e Teresa também se beijam, enquanto Théo enche o copo de Silvia de vinho e Lucival, tímido como sempre, tentar conversar com Laura.", não seria o segundo Lucival, na realidade, Guilherme ? Wink
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Tom Slash
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MensagemEnviada: Sex Fev 17, 2006 2:36 pm    Assunto: Responder com Citação

Muito bem Nery, cara muito bom mesmo. Estupenda descrição. A cena inicial mesmo, não poderia ser mais real. Continua muito bom, como ja foi dito, uma das melhores fics que ja li, sem duvida. E valeu pela ajuda ontem, com os Combates. Ja estou esperando ansioso o proximo capitulo.
abraços


Editado pela última vez por Tom Slash em Sex Fev 17, 2006 2:41 pm, num total de 1 vez
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Gustavo Levin
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MensagemEnviada: Sex Fev 17, 2006 2:37 pm    Assunto: Responder com Citação

Essa é a série do UNF que mais me surpreendeu, e também a melhor de todas, na minha opinião. Cada vez mais vemos a influência do sobrenatural nessa trama do Alex, muito bem construída. Parabéns!
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Teutates
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MensagemEnviada: Sex Fev 17, 2006 3:09 pm    Assunto: Responder com Citação

Ah sim, um último comentário, que eu esqueci de postar.

Acho que seria interessante você colocar qual a capital do Estado que fica o Município de Santa Maria dos Aflitos, pois ainda que tenha sido mencionado no capítulo 1, muitos podem não lembrar, ou ainda, pode ser que fique em outro Estado que não onde está localizada a Clínica Nexo...
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alexnery
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MensagemEnviada: Sex Fev 17, 2006 5:55 pm    Assunto: Responder com Citação

Uau! Quantas críticas positivas!

Quero agradecer imensamente a todos vcs que dedicaram um minuto do seu tempo para ler Nexo 02. Estou tremendamente lisonjeado com as suas opiniões super-positivas. Muito obrigado mesmo.

Steve/Resgate disse:

Citação:
Sem dúvida um capítulo que merecerá figurar no Hall da Fama da Nova Fronteira mesmo daqui a alguns anos!


Hahaha... obrigado pela gentileza, Steve.


Daniel, amigo e colaborador, disse:

Citação:
Esse capitulo me deixou algumas dúvidas, tais como:

-Não sei quem me dá mais medo, o Jonas ou a Ana.
-Não sei quem levou a pior na praia, os jovens mortos e desaparecidos, ou a coitada da Sara que presenciou tudo.
-Não sei se o Nery é louco, ou toma chá de cogumelo quando vai escrever.


Respondendo:
- Prefiro encontrar a Ana... ela pelo menos é bonita, heehe.
- Vou perguntar pro Jonas, huhuahuha.
- Eu já tentei o chá de cogumelo, mas demorou pra fazer efeito... aí passei pro danone com coca-cola, huahuahuha.


Teutates, amigo analítico, disse:


Citação:
A segunda parte da praia, é assustadora. O controle mental de Jonas, esse maníaco, lembra um filme de terror. Eu consegui visualizar cada um dos meninos caminhando sem controle para a morte certa. O desespero das meninas, e no final, ele olhando para Sara e dizendo que gostava dela, nos faz sentir um ódio profundo desse garoto perturbado.


Valeu, Fland...ops, Teutates. Era exatamente esse sentimento que eu queria provocar. Você captou a idéia assim como na seqüência do homem azul do capitulo 1.

Citação:
A terceira parte, já na Clínica, quando conhecem Ana, me levou num primeiro momento a pensar que o Nery tinha ficado desatento... ué, Fernando foi apresentado, mas o primeiro nome dele não foi mencionado, todavia, a Ana o cumprimenta usando, justamente, o primeiro nome... mas aí eu pensei, deixa eu continuar lendo, ver se ele menciona algo sobre isso. E bingo, lá estava, mais um dos poderes estranhos dessa mulher sedutora. Foi inspirada na Rainha Branca, Nery ? Afinal, as duas são telepatas, as duas são lindas, as duas fazem os homens as desejarem. Espero vê-la novamente, eu também já me tornei obcecado por ela.


Hehehe... quando a minha esposa leu, pensou a mesma coisa. Fiz isso propositadamente para ver quem perceberia. Quanto à Rainha Branca, eu adoro a Emma, mas a Ana só é levemente parecida e isso será mostrado um pouco mais à frente. Não posso falar mais pois estragaria a surpresa, mas confie em mim. Se a Ana existisse como eu imagino, com certeza todos nós seríamos obcecados por ela, hehehe.
Citação:
Às vezes me questiono se fiz bem em escolher escrever uma série mais descontraída e com humor, como Haziness; acho que ela nunca terá o mesmo sucesso, ou chegará aos pés de Nexo.


Claro que fez uma boa escolha! Onde mais eu leria uma série com aquele excelente humor debochado, senão em Haziness? Quanto ao pés do Nexo, eu prefiro os pés da Ana mesmo...huahuaha.

Citação:
Por fim, um auxílio ao colega escritor: ou o Lucival tem o poder de split himself (se auto-dividir), ou você enganou-se nesse trecho: "Depois de alguns minutos, o casal pode ver que Lucival e Teresa também se beijam, enquanto Théo enche o copo de Silvia de vinho e Lucival, tímido como sempre, tentar conversar com Laura.", não seria o segundo Lucival, na realidade, Guilherme ?


Hahaha... valeu, Teutates! Foi um engano mesmo! Gracias pela revisão, amigo. Já corrigi.

Citação:
Ah sim, um último comentário, que eu esqueci de postar.

Acho que seria interessante você colocar qual a capital do Estado que fica o Município de Santa Maria dos Aflitos, pois ainda que tenha sido mencionado no capítulo 1, muitos podem não lembrar, ou ainda, pode ser que fique em outro Estado que não onde está localizada a Clínica Nexo...


Verdade, verdade. Obrigado pela colaboração novamente!


Tom Slash, o guerreiro do apocalipse, escreveu:

Citação:
Muito bem Nery, cara muito bom mesmo. Estupenda descrição. A cena inicial mesmo, não poderia ser mais real. Continua muito bom, como ja foi dito, uma das melhores fics que ja li, sem duvida. E valeu pela ajuda ontem, com os Combates. Ja estou esperando ansioso o proximo capitulo.


Muuuito obrigado, Tom. Aviso a todos que não percam “Combates”, uma série que o Tom está elaborando e que provavelmente vai fazer parte do UNF.

Accuser, leitor muito gentil, escreveu:

Citação:
Essa é a série do UNF que mais me surpreendeu, e também a melhor de todas, na minha opinião. Cada vez mais vemos a influência do sobrenatural nessa trama do Alex, muito bem construída. Parabéns!


Obrigado, Accuser. Fico super lisonjeado mesmo. Depois dessa avalanche de criticas boas to pensando em pedir aumento de salário.
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Espantalho (Dr. Crane)
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MensagemEnviada: Sex Fev 17, 2006 9:51 pm    Assunto: Responder com Citação

O Nery nos mostra como se escreve uma cena de terror, no início, com o poderoso (e por conta disso, talvez, sem moral alguma) Jonas. Quando eu lia essa parte, eu pude visualizar tudo claramente, tal como se fosse um filme de terror mesmo.
E depois, mais um peciente da clínica é mostrado, a misteriosa Ana. Ela também assusta, e acho que ainda a veremos novamente no futuro (pelo menos assim espero! Very Happy )
E, finaliza com o gancho pra próxima edição, onde o Fernando irá investigar sobre o impiedoso Jonas.
E lhe dou os meus parabéns, Nery. Nexo continua demais!
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alexnery
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MensagemEnviada: Sáb Fev 18, 2006 1:47 am    Assunto: Responder com Citação

Valeu, Lucas!

Agradeço de coração à sua critica superpositiva.

Abraços, chapa.
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Morlun
UNF Médio


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MensagemEnviada: Seg Fev 20, 2006 7:16 pm    Assunto: Responder com Citação

Esse capítulo foi muito massa! A cena na praia foi sinistramente empolgante! E a Ana é uma paciente bem interessante, assim como o seu dom.
Só que notei um problema em seu modo de escrever, Nery. Você deu uns parágrafos onde não devia. Dá uma analisada aí.
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alexnery
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MensagemEnviada: Ter Fev 21, 2006 2:56 pm    Assunto: Responder com Citação

Obrigado, Morlun eye-eater.

Quanto aos parágrafos eu acho e foi a formatação do forum que deixou estranho. Vou dar uma olhada. Valeu.
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Fênix
UNF Novato


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MensagemEnviada: Seg Fev 27, 2006 1:53 pm    Assunto: Responder com Citação

Nery, acabei de ler sua história - o segundo capítulo -. Muito bom!!! O ritmo do texto, o conteúdo, o mistério... parabéns. Embora não o conheça, pessoalmente, saiba que estou na torcida por todos vocês do Nova Fronteira.
Quem está me apresentando o blog é o Daniel - amigo de muitos anos... - mas, dessa turma, também conheço o João (Resgate), alguém que muito em breve quero voltar a encontrar.
Enfim, muito boa sorte a todos. Continuem acreditando em seus talentos. Eu acredito.
Grande abraço,
Gustavo
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alexnery
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MensagemEnviada: Ter Fev 28, 2006 1:10 pm    Assunto: Responder com Citação

Seja benvindo, Fênix!

Legal que gostou de "Nexo". Espero que vc continue acompanhando, pois realmente estou com muitas idéias para essa série.

Valeu pela torcida! Obrigado mesmo. Aliás, já leu as outras séries do UNF? Eu recomendo.

Abraços.
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Resgate
Supremo


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MensagemEnviada: Qua Mar 01, 2006 4:09 pm    Assunto: Responder com Citação

E ae Gustavão!!! Me vi na obrigação de vir aqui te dar os parabéns!
Que bo mque vc gostou...sei que logo vai se viciar nas nossas histórias..Vc começou muito bem, Nexo é demais mesmo!
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