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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Sex Mar 10, 2006 1:54 pm Assunto: Nexo - Capítulo 03: A Turbulência - Silêncio |
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Nexo
Capítulo 03: A Turbulência – Silêncio
Por Alex Nery
Hospital Municipal de Santa Maria dos Aflitos – 300 km de Belém/Pa
O quarto branco era de um clima asséptico e estático. Nem mesmo o cheiro característico de hospitais parecia invadir aquele compartimento. Da cama, nada macia, a jovem deitada olhava para o céu através da janela na parede ao lado.
Seus olhos castanhos e graúdos observavam as poucas nuvens passantes. O azul do céu faria qualquer um ter lembranças felizes. Qualquer um menos ela.
Já fazia uma semana que Sara estava internada no hospital, mas recobrara a consciência apenas no dia anterior. E, em seu íntimo, preferia não ter acordado. Cenas de horror e loucura se revezavam em sua mente. Ela lembrava perfeitamente do que acontecera durante o acampamento que ela e seus amigos haviam feito na semana passada [1]. Lembrava absolutamente de tudo.
Assim que despertara, Sara fora interrogada pelos médicos. Mas nada dissera. Não podia dizer. ELE havia mandado que ficasse calada. Loucura? Seria loucura? Teria ela imaginado mesmo que seus amigos estavam todos mortos? De repente tentou se apegar a esta idéia e pediu que chamassem algum de seus amigos. Os médicos pareceram constrangidos e pediram-lhe que repousasse.
Então, não era loucura. Eles estavam realmente mortos.
Imediatamente recebera a visita de seus pais, Tadeu e Mariana. Ambos choraram copiosamente ao reencontrá-la, dando vazão ao medo de que ela jamais retornasse do estado de choque em que se encontrava. Sua mãe lhe disse que fora encontrada sozinha na Praia do Remador. Quando perguntou por seus amigos, sua mãe levantou-se e retirou-se chorando. Coube a seu pai lhe confirmar as más notícias.
Lucival, Guilherme, Théo e Antonio foram encontrados afogados próximos à praia. Estavam macabramente enfileirados na areia. Laura, Sílvia e Teresa haviam desaparecido e até o momento não havia nenhuma pista do paradeiro delas. Seu pai pediu-lhe que descansasse, pois mais tarde teria que responder à algumas perguntas do delegado do município. Sara chorou por todo aquele dia.
Lanchonete do Belo – Centro de Santa Maria dos Aflitos.
O homem baixo e forte, com o cabelo cortado rente e a barba por fazer, dá a última mordida no cheeseburguer. Antes de engolir todo o sanduíche, apanha o refrigerante e bebe até o fim.. Ele levanta-se e apanha a carteira. Retira algumas notas amassadas e paga o lanche. Belo, o dono do trailler agradece.
- Valeu, delegado!
O delegado Palmeira acena com a cabeça e guarda a carteira, dirigindo-se para a viatura estacionada logo atrás. No exato momento em que senta ao volante, seu celular toca.
- Palmeira. Pode falar. – diz atendendo a ligação.
- Doutor, aquela pessoa que estávamos esperando chegou. – diz Mauro, outro policial do município, do outro lado da linha.
- O médico da capital?
- Sim, esse mesmo.
- Tô indo aí, Mauro. Pede pra ele me esperar.
Palmeira dirige rapidamente até a delegacia. Hoje ele tem que interrogar Sara Magalhães no hospital, e não quer perder tempo fazendo sala para nenhum médico que o governo estadual mandou para tirar uma “casquinha” do caso.
Entrando na delegacia, Palmeira encontra um homem branco e magro, com aproximadamente 25 anos, de cabelos lisos e curtos, trajando uma camisa azul, jeans e tênis, sentado à mesa com Mauro.
Mauro levanta-se a faz as apresentações.
- Delegado, este é o Dr. Fernando Alvez que chegou da capital.
Fernando levanta-se e estende a mão.
- Muito prazer. Delegado Palmeira, não é?
- Isso mesmo. Bem-vindo à Santa Maria. – Palmeira aperta a mão de Fernando.
- Bonita cidade. Vi alguns igarapés pelo caminho que quase me fizeram parar e tomar um banho, heheh...
- Ah, sim. É uma das atrações locais mesmo. – responde Palmeira sorrindo.
O jeito nada formal do médico se apresentar faz com que o delegado se sinta mais à vontade, afinal, Palmeira esperava algum nerd acadêmico cheio de livros e totalmente retraído.
- Bem, delegado... Fui mandado pra cá para tentar ajudar no caso das pessoas desaparecidas. – diz Fernando.
- Certo. Estou indo interrogar a única testemunha do que aconteceu na praia do Remador. Quer ir comigo?
- Sim. Talvez possa ajudar. Eu li o seu relatório sobre os crimes da praia antes de chegar, mas a versão dessa testemunha é muito importante.
- Com certeza. Vamos lá então.
Os dois dirigem-se para a viatura. Fernando deixa seu carro na delegacia.
- Como é morar em Santa Maria, delegado? – pergunta Fernando puxando conversa.
- Ah, é como em toda cidade do interior. Não se tem muito o que fazer. Deve ser por isso que tenho três filhos em três anos de casado, hahaha...
- Hahaha...
- Era tudo muito calmo mesmo, e algumas vezes eu desejava que não fosse assim. Mas, agora...
- Agora...?
- Bem, isso que aconteceu na praia... Todos esses caras mortos e meninas desaparecidas... Sei não, tô com mau pressentimento.
Fernando pensou em dizer que pressentimentos são bobagens supersticiosas, mas lembrou-se do que viveu nos últimos dias [2] e preferiu ficar calado.
Hospital Municipal de Santa Maria – 20 minutos depois.
Leves batidas na porta chamam a atenção de Sara. Antes que ela pudesse dizer “entre”, o médico que lhe assiste, Dr. Almeida, entra juntamente com Fernando e Palmeira.
- Sara? Como está hoje? – pergunta gentilmente o médico.
Sara não responde, olhando os homens com desconfiança.
- Er.. este é o delegado Palmeira e o doutor Alvez. Eles querem conversar com você alguns minutos, ok? – apresenta o médico.
Frente ao silêncio de Sara, o delegado adianta-se e senta-se na cadeira ao lado da cama.
- Me conte tudo o que aconteceu naquela praia. – pede o delegado olhando Sara nos olhos.
- E-eu... não tenho nada pra dizer – diz Sara remexendo-se na cama.
Fernando dá um passo em direção à cama da garota e diz suavemente:
- Se você não falar conosco, não teremos como ajudá-la.
Sara olha para dos dois homens. Fernando percebe que ela tem algo importante a dizer. Sara hesita:
“ELE mandou que eu não dissesse nada...”.
- E-eu... não sei de nada – diz Sara desviando o olhar.
- Escute, garota... Se você não falar, alguém falará... E pode ser ruim para você – ameaça o delegado. Fernando lhe dirige um olhar de censura.
- Ruim? Como assim? Ruim? – Sara assusta-se.
- Quero saber tudo o que aconteceu. Quem matou seus amigos? Onde estão as garotas? – insiste Palmeira.
- Eu... Eu... NÃO SEI!!! – grita Sara.
- Calma... – pede Fernando.
- Você é a única pessoa que esteve lá. Me conte TUDO! – Palmeira olha incisivamente para a garota.
Sara começa a chorar. Fernando toca no ombro de Palmeira, fazendo o delegado olhar para ele.
- Me dê um minuto – pede o psiquiatra.
- Mas... – hesita Palmeira.
- Talvez eu possa ajudar, ok? – insiste Fernando.
Com relutância, Palmeira se levanta.
- Ok, Doutor. Espero lá fora alguns minutos.
- Obrigado, Palmeira.
Fernando senta-se, enquanto Palmeira sai. Sara está virada para a parede.
- Sara?
- Eu... não sei de nada!
- Sara, escute... O que quer que tenha acontecido na praia deve ter sido horrível, mas você é única pessoa que pode nos ajudar a encontrar suas amigas e descobrir o que houve.
- Minhas amigas? Oh, Deus... – Sara começa a chorar.
- Sabe onde elas estão? – Pergunta Fernando tocando levemente o ombro da garota.
- N-Não!!!
- Ok, Sara... vou deixá-la descansar um pouco. Conversamos mais tarde.
Fernando levanta-se e sai do quarto. Do lado de fora, Palmeira e o médico de Sara conversam.
- Qual o resultado dos exames dela, doutor? – Pergunta o delegado.
- Bem – O médico ajeita os óculos – todos os exames toxicológicos deram negativo.
- É óbvio que ela passou por uma situação traumática. Recusa-se a falar, mas a minha experiência me diz que ela sabe de muita coisa. – diz Fernando pensativo.
- Então ela vai me dizer, custe o que custar. – diz Palmeira decidido.
- Duvido que consiga algo no estado em que ela está. Precisamos de algum tempo para que ela se recupere. – aconselha Fernando.
- Tempo é tudo que eu não tenho. Enquanto falamos, as três meninas desaparecidas podem estar sendo mortas – diz o delegado olhando Fernando diretamente.
- O que acha que houve naquela praia? – pergunta o psiquiatra.
- Acho que eles estavam fazendo uma “festinha” e alguns safados apareceram por lá. Dominaram e mataram os rapazes, enquanto levaram as meninas para se divertirem antes de matá-las também.
- É possível, mas não é lógico. Por que não levariam Sara também? Além disso, os rapazes foram afogados bem próximos à praia. Quantas pessoas devem segurar uma pessoa embaixo d’água até que esta se afogue? Um único atacante, por mais forte que fosse, não poderia afogar um por um, enquanto mantém os outros dominados.
- Por isso acho que foi trabalho de uma quadrilha. – diz o delegado – Bem, já que não adianta insistir por hoje, que tal irmos amanhã de manhã na praia dar uma olhada?
- Seria bom. – concorda Fernando.
- Ótimo. Venha, vou levá-lo até o hotel. – diz Palmeira se retirando.
- Obrigado, doutor. Nós voltaremos amanhã. – diz Fernando cumprimentando o médico e se apressando em seguir o delegado.
Palmeira e Fernando chegam à viatura ao mesmo tempo. Ambos entram no veículo e Palmeira dá a partida.
- Ainda acho que devia ter “apertado” mais a garota... – resmunga Palmeira.
- Duvido que conseguisse algo mais, Palmeira. Confie em mim. Vamos deixá-la repousar e pensar esta noite. Amanhã, quando voltarmos da praia, poderemos visitá-la de novo.
- Bem, vamos ver no que vai dar... vamos ver... – resmunga Palmeira olhando para o trânsito.
Alguns minutos depois, após passar na delegacia para apanhar seu carro, Fernando é levado até o hotel “Repouso Dourado”.
Bairro do Coqueiral – a 10 Km do centro de Santa Maria dos Aflitos – 18:20 h.
Coqueiral é um bairro pobre de Santa Maria dos Aflitos. Inicialmente era apenas um conjunto de casas populares construídas por uma serraria local para moradia de seus funcionários. Com o tempo, a serraria fechou e indenizou os funcionários transferindo-lhes a posse das casas. Alguns continuaram morando no local, outros venderam as casas e se mudaram em busca de melhores oportunidades. Aos que ficaram, restou a procura incessante por emprego em outras serrarias da região, o que fez com que vários homens tivessem que se deslocar vários quilômetros até o trabalho todos os dias, retornando somente à noite, depois de um duro dia de trabalho. Às esposas destes trabalhadores restou a rotina de cuidar da casa e dos filhos.
Maria era uma destas esposas. Ela caminha até as cordas estendidas no pequeno quintal, para recolher as roupas lavadas estendidas. Casada com Januário há dezoito anos, já estava conformada com sua vida desgastante e lutadora. Quem lhe observasse, lhe daria pelo menos quarenta e cinco anos de idade, apesar dela ser dez anos mais jovem que isso. A vida pobre e de muito trabalho lhe custara a boa aparência da juventude. Uma vida dura e pontuada por alguns momentos de felicidade, como o nascimento do único filho do casal. Se bem que, na época, Maria achava que poderia ter mais momentos felizes dali por diante. Ledo engano.
Nos primeiros anos, Maria achava seu filho Jonas um menino apenas difícil. Desde pequeno era retraído e calado. E Maria sempre teve a estranha sensação de que as outras crianças, mesmo as bem pequenas, evitavam seu filho. Era um pensamento absurdo, mas não conseguia se desvencilhar dele. E tudo piorou quando a filha dos Oliveira, seus vizinhos, de apenas três anos desaparecera sem deixar vestígios. Até hoje, Maria dava graças a Deus por não terem levado seu filho também, já que as duas crianças estavam brincando sozinhas na casa dos pais da menina, enquanto a mãe dela tinha ido ao mercadinho da esquina. Jonas ficara perturbado com o sumiço da amiguinha. Ele tinha apenas sete anos na época, mas Maria tinha certeza de que ele se lembrava desse acontecimento. Desde então se tornara mais reservado ainda.
E agora, essa tragédia que acontecera com garotos da escola de Jonas...
- Mãe! – o chamado tira Maria de seus pensamentos. Voltando-se ela vê Jonas em pé junto à porta da cozinha.
- O que foi?
- Quero um lanche.
- Já vou, tô terminando aqui...
- Quero AGORA!
- Sim, claro filho... Agora mesmo...
Maria abandona as roupas nas cordas e até mesmo a camisa de Januário que começara a retirar do varal ficando presa apenas por um grampo, balançando e ameaçando cair. Sob o olhar duro do filho, ela entra na casa e começa a preparar um suco.
Sim, um suco. Jonas vai gostar do suco. Mas... O que ela estava fazendo antes mesmo? Não importa. O suco do filho é o que importa agora.
Vinte minutos mais tarde, Januário chega em casa após caminhar por cinco minutos desde o ponto do ônibus. Atravessa o pequeno pátio com passos cansados e, ao entrar na sala, joga a mochila surrada sobre o sofá. Ao chegar na cozinha, ele dá um beijo na cabeça da esposa, que está arrumando a mesa do jantar.
- Tudo bem por aqui? – pergunta Januário.
- Sim, claro... – responde Maria sem parar a arrumação da mesa.
- Cadê o Jonas?
- No quarto, onde mais?
- Humpf... – O jeito retraído do filho causa cada vez mais reprovação em Januário. O homem senta-se à mesa no seu lugar de sempre – Ele foi à escola hoje?
- Não, querido. Hoje não houve aula. Só teve aquela homenagem aos alunos que... er...
- Que morreram, lembrei...E a polícia, já achou as meninas?
- Pelo que ouvi falar, ainda não.
- Bando de incompetentes! Esse delegado que nós temos não vale nada!
- Eu ouvi dizer que ele está se empenhando muito nisso.
- É, talvez... Tem filha de gente rica sumida no meio. Aquele menino que morreu, Théo, e a irmã desaparecida Teresa são filhos do “seu” Carvalho, o dono daquela serraria no Morro Alto.
- Querido, o Jonas não está bem com tudo isso...
- Como assim?
- Ele disse que não quer mais ir para a escola.
- O QUÊ??? Nem pensar nisso! Ele VAI e pronto!
- Acho que ele está com medo.
- MEDO? Do quê? Ora, Maria... Você sabe que são as outras crianças que tem medo dele!
- Não diga isso!
- Chega de esconder isso, Maria! Nosso filho tem algum problema! Como é possível que ele não tenha amigos, namorada... nada, absolutamente ninguém?!
- Ele tem a NÓS!
- Não se faça de idiota... Sabe do que estou falando! Temos que levá-lo a um médico, talvez um desses médicos de cabeça.
- Meu filho não é um louco pra precisar de médicos de cabeça!
- Eu não disse isso, Maria... Mas ele precisa de mais ajuda!
- Se nós não pudermos ajudá-lo, quem ajudará? Não quero mais falar sobre isso... Sente-se e coma! – Maria coloca a panela de feijão sobre a mesa, seguida pela travessa de arroz e frango.
Januário olha irritado para a mulher. Maria sempre desconversava quando o assunto era o jeito retraído do filho. Antes que pudesse argumentar mais com a esposa, Jonas aparece na porta da cozinha.
- Ora... Vai jantar também? – pergunta Januário.
- Não. Tô sem fome. – diz Jonas sem olhar para o pai.
- Como sem fome? Senta logo aí. – insiste Januário.
- Ele lanchou agorinha. – diz Maria.
- Vou dar uma volta. – diz Jonas.
- Por onde? – pergunta o pai do menino.
- Vai, vai, filho... – diz Maria.
Sem responder ao pai, Jonas sai pelo corredor. Januário sente-se mais irritado, enquanto Maria finge que está tudo tranqüilo.
Hospital de Santa Maria – Trinta minutos depois.
Sara olha pela janela o pouco movimento nas ruas abaixo. Seu quarto está situado no primeiro andar do hospital, o que não a deixa tão distante dos sons da rua. Poucos carros trafegam neste horário, quando muitos habitantes já chegaram em casa para o jantar. Do mesmo modo, apenas alguns pedestres caminham pela rua iluminada. A noite é clara e não há nuvens no céu.
Pensativa, Sara se questiona se deveria contar tudo o que vira, por mais loucura que parecesse, ao delegado e ao médico. O médico lhe dava uma sensação de confiança. Talvez devesse contar tudo a eles.
Com os olhos passeando a esmo pela calçada abaixo, Sara se detém em uma figura solitária que está parada embaixo do poste de iluminação. Fixando o olhar, ela tenta discernir melhor a imagem. Quando consegue, sente um arrepio e o ar lhe escapa dos pulmões.
É Jonas.
E ele está olhando fixo para ela. Sara engasga com o próprio pavor. Silenciosamente, Jonas leva o indicador aos lábios.
“Silêncio”. A mensagem é clara.
Sara sente as pernas amolecerem, mas permanece petrificada em pé, próxima à janela. Jonas vira-se lentamente e caminha pela rua, afastando-se do hospital. O garoto caminha calmamente, pois deve levar apenas vinte minutos até chegar à Rua Campo Belo.
A rua onde mora o delegado Palmeira.
Continua...
No próximo capítulo: O misterioso Jonas está decidido a manter seus crimes em segredo, mesmo que precise aniquilar toda a cidade. Não perca a conclusão de “A Turbulência”.
[1] Em Nexo 02.
[2] Em Nexo 01 e 02. _________________
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Sex Mar 10, 2006 3:14 pm Assunto: |
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Cacete!!! quando a gente pensaque o Nery atingiu o ápice no cap. 2 ele nos presenteia com essa obra inacreditável!!
Muuutio bom cara.
As descrições de cenário, o modo como os personagens são apresentados( com destaque prá mãe do Jonas, ela ticou tão tangível quanto qq um de nós)
O Dr. Fernando vai ganhando mais personalidade...O cara tá muito legal.
e o Jonas...Brrrr.. Deu calafrios só de imaginar ( e eu vi a cena direitinho).
Meus mais sinceros parabéns! _________________
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Teutates Supremo

Registrado em: Domingo, 8 de Janeiro de 2006 Mensagens: 993 : Localização: Capital - SP
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Enviada: Sex Mar 10, 2006 3:34 pm Assunto: |
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Comecei a ler o capítulo quando o telefone tocou aqui no escritório. Atendi o mais rápido possível, pois queria continuar lendo a trama, quando o telefone tocou mais uma vez, e depois, mais outra. Isso me deixou um tanto irritado, pois o capítulo 3 de Nexo é envolvente.
A trama está tão interessante, que sua atenção fica presa ao desenvolvimento do mistério de Jonas. Qualquer coisa que te distraia, causa uma sensação de insatisfação, pois para mim pelo menos, como leitor, queria saber como o capítulo terminaria... se o Dr. Fernando iria descobrir alguma coisa a mais, se Sara iria se abrir...
Mas eu consegui terminar de ler, e mesmo com as interrupções inconvenientes, a leitura foi deveras prazeirosa. Nery, você continua desenvolvendo um título interessantíssimo, está de parabéns.
Concordo com o João quanto ao desenvolvimento do Dr. Fernando, ele está cada vez mais se tornando real, pois você está desenvolvendo mais e mais sua personalidade.
A família do Jonas é tão real quanto qualquer outra. Pais preocupados, e a mãe sendo nitidamente manipulada pelo filho paranormal. Foi o destaque do capítulo.
E agora, a conclusão (mas já ?). Estou ansioso por ela. E para saber se Jonas terá um fim trágico, ou se será levado para a Clínica Nexo. _________________ É hora do Rock & Roll !
É hora de HAZINESS !!!
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Gustavo Levin Escritor

Registrado em: Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006 Mensagens: 658 : Localização: Porto Alegre - RS
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Enviada: Sex Mar 10, 2006 4:53 pm Assunto: |
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| A trama vai melhorando a cada edição... o clima sobrenatural se mistura também a um clima mais policial nessa terceira parte da história. Muito bem bolado, Nery. Quero só ver como será a conclusão desse arco. |
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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Sex Mar 10, 2006 5:19 pm Assunto: |
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Resgate-Steve disse:
| Citação: | As descrições de cenário, o modo como os personagens são apresentados( com destaque prá mãe do Jonas, ela ticou tão tangível quanto qq um de nós)
O Dr. Fernando vai ganhando mais personalidade...O cara tá muito legal.
e o Jonas...Brrrr.. Deu calafrios só de imaginar ( e eu vi a cena direitinho).
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Teutates disse:
| Citação: | Concordo com o João quanto ao desenvolvimento do Dr. Fernando, ele está cada vez mais se tornando real, pois você está desenvolvendo mais e mais sua personalidade.
A família do Jonas é tão real quanto qualquer outra. Pais preocupados, e a mãe sendo nitidamente manipulada pelo filho paranormal. Foi o destaque do capítulo.
E agora, a conclusão (mas já ?). Estou ansioso por ela. E para saber se Jonas terá um fim trágico, ou se será levado para a Clínica Nexo.
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Muito obrigado, amigos. As críticas de vocês e a atenção que dispensam à leitura de "Nexo" é que incentivam a escrever a série. Obrigado mesmo.
O detalhamento dos personagens é algo que tento dar atenção mesmo. A personalidade de Fernando, ao meu ver, tem que ser mostrada assim mesmo, aos poucos, como conheceríamos qualquer pessoa. Afinal, ele é um cara comum. Precisa comer, dormir, amar, acertar e errar (aliás, devo explorar isso mais à frente, hehehe)
Fico preocupado que algum capítulo pareça lento demais, sem ação, mas acontece que adoro detalhar os cenários e as reações das pessoas, afinal, qual seria a graça em dizer que o Jonas matou uma pessoa sem que o leitor antes tenha a chance de conhecer essa pessoa, de conhecer um pouco de sua vida e, quem sabe, passar a se importar com ela?
Accuser disse:
| Citação: | | A trama vai melhorando a cada edição... o clima sobrenatural se mistura também a um clima mais policial nessa terceira parte da história. Muito bem bolado, Nery. Quero só ver como será a conclusão desse arco. |
Muito obrigado, Accuser!
Eu havia escrito este capítulo de outra forma uma semana atrás, mas não estava contente com o modo com contava a história. O descontentamento martelou na minha cabeça até ontem, quando dei a forma em que foi publicado.
Tenho dois finais em mente (parece coisa de novela da Globo, heheh), depende de como as coisas acontecerão durante a escrita do último capítulo. Ou não será o último? hehehe... Nem isso posso garantir com 100% de certeza, por que ao escrever geralmente eu mudo a minha idéia inicial.
Agradeço imensamente os comentários de vocês. Abraços a todos. _________________
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Daniel Rand Supremo

Registrado em: Quarta-Feira, 28 de Dezembro de 2005 Mensagens: 490 : Localização: Piracaia - SP
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Enviada: Sex Mar 10, 2006 6:37 pm Assunto: |
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Estou impressionado com o realismo deste título, tanto nos locais, quanto nas pessoas, que são descritas em ações corriqueiras do dia a dia.
Estava ancioso pelo encontro do Dr. Fernando com Jonas. Lendo o texto percebi que não ia acontecer e fiquei frustrado com isso.
Mas ao ler o último parágrafo, acho que não desejo tanto esse encontro assim. Afinal temo pela condição em que o bom doutor posso ficar no final de tal encontro...ou, dependendo ele pode nem mesmo "ficar"
Parabéns Nery-man. _________________
EX-VII #10 - Novo ArcoON LINE |
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Tom Slash Escritor

Registrado em: Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006 Mensagens: 604 : Localização: São José - SC
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Enviada: Sex Mar 10, 2006 7:18 pm Assunto: |
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Muito bom mesmo Nery. Foi bem interessante ver a descrição do Jonas e ver como sua mãe passa a mão em sua cabeça, ignorando o problema. Coisa de mãe, inclusive de mães que tem filhos com problemas de drogas e etc. Meus parabens e já espero pelo próximo capitulo.
abraços |
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Teutates Supremo

Registrado em: Domingo, 8 de Janeiro de 2006 Mensagens: 993 : Localização: Capital - SP
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Enviada: Sex Mar 10, 2006 7:24 pm Assunto: |
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| Tom Slash escreveu: | Muito bom mesmo Nery. Foi bem interessante ver a descrição do Jonas e ver como sua mãe passa a mão em sua cabeça, ignorando o problema. Coisa de mãe, inclusive de mães que tem filhos com problemas de drogas e etc. Meus parabens e já espero pelo próximo capitulo.
abraços |
Se bem que essa "passada de mão na cabeça" é influenciada pelos poderes do próprio Jonas.
Mas que garoto problemático esse... usar seus poderes na própria mãe. _________________ É hora do Rock & Roll !
É hora de HAZINESS !!!
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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Sáb Mar 11, 2006 2:38 am Assunto: |
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Daniel escreveu:
| Citação: | Estava ancioso pelo encontro do Dr. Fernando com Jonas. Lendo o texto percebi que não ia acontecer e fiquei frustrado com isso.
Mas ao ler o último parágrafo, acho que não desejo tanto esse encontro assim. Afinal temo pela condição em que o bom doutor posso ficar no final de tal encontro...ou, dependendo ele pode nem mesmo "ficar" |
Hahahaha... boa Daniel! Obrigado pela atenção, chapa.
Tom, o combatente disse:
| Citação: | | Foi bem interessante ver a descrição do Jonas e ver como sua mãe passa a mão em sua cabeça, ignorando o problema. Coisa de mãe, inclusive de mães que tem filhos com problemas de drogas e etc. |
Teutates observou também:
| Citação: | Se bem que essa "passada de mão na cabeça" é influenciada pelos poderes do próprio Jonas.
Mas que garoto problemático esse... usar seus poderes na própria mãe.
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Exato, pessoal. Alí existe o carinho de mãe e a influência do Jonas. Difícil é saber onde termina uma coisa e começa a outra.
Obrigado pela atenção de vocês, amigos.
Abraços. _________________
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Espantalho (Dr. Crane) Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 219 :
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Enviada: Sáb Mar 11, 2006 2:27 pm Assunto: |
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E lá vem o atrasado! hehehehe
A saga está muito boa, Nery! esse capítulo teve bastante suspense, e ainda mostrou um pouco mais sobre o Jonas. Agora, vejamos como isso acabará (alternativas não são o que faltam, hehehe)
E como eu havia te dito, a cena da mulher no varal tinha me lembrado um trecho de 1984 (do George Orwell), mas agora que eu reli, não está tão exato assim. Olhe só:
| George Orwell escreveu: | Debaixo da janela, alguém cantava. Winston espiou para fora,
protegido pela cortina de musselina. O sol de junho ainda
boiava alto nos céus, e no pátio ensolarado uma mulher
monstruosa, sólida como uma pilastra normanda, com formidandos antebraços avermelhados e um avental de aniagem na cintura, caminhava entre uma tina de lavar e um varal, ia estendendo uma porção de panos quadrados em que Winston reconheceu fraldas. Sempre que não tinha a boca cheia de prendedores, cantava, com poderosa voz de contralto:
[...]
Mas a mulher cantava com tamanho sentimento que
transformava aquéla horrível pieguice num som quase agradável. Winston podia ouvir a mulher cantando e o ranger dos sapatos no lagedo, gritos de crianças nas ruas, e às vezes, na distância, o regougo esmaecido do tráfego
[...] |
E acho que tem mais uma parte (onde o personagem se lembra dela mais uma vez, mas não consegui achar até agora). |
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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Sáb Mar 11, 2006 9:01 pm Assunto: |
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Bacana que gostou, Dr. Crane.
Não li ainda 1984, mas já ouvi de várias pessoas que é um livro excelente.
Espero vc no próximo capítulo! Abraços. _________________
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Morlun UNF Médio

Registrado em: Domingo, 29 de Janeiro de 2006 Mensagens: 27 : Localização: Mariópolis/PR
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Enviada: Sex Mar 17, 2006 6:26 pm Assunto: |
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| Massa esse capítulo! Muito bom mesmo, Nére! Cheio de suspense esse caso do Jonas e a Sara. Tô loco pra vê a conclusão! |
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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Sex Mar 17, 2006 7:47 pm Assunto: |
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Valeu, grande Morlun!
Espero não te decepcionar na conclusão.
Abraços. _________________
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DIGA SIM PARA A PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO.</b> |
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Gustavo Levin Escritor

Registrado em: Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006 Mensagens: 658 : Localização: Porto Alegre - RS
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Enviada: Sáb Abr 08, 2006 2:43 pm Assunto: |
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Era pra ontem essa conclusão, não?  |
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Aracnos Escritor

Registrado em: Domingo, 29 de Janeiro de 2006 Mensagens: 859 : Localização: Itaim Paulista, São Paulo SP - Brasil
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Enviada: Sáb Abr 08, 2006 7:35 pm Assunto: |
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Pois bem, o 3º capítulo só completa de forma rica e valorosa toda a obra que é Nexo. O suspense, o desenrolar da trama, os sentimentos dos personagens bem expressos por sua narração e seus diálogos... Muito bom! A vida de Jonas expressa pelas lembranças da mãe, outra vítima de sua mente doentia, me fez lembra outro personagem, do qual o nome me fugiu.
É realmente um prazer poder acompanhar boas histórias, com ótima narrativa e desenrolar. Sinto muito se não pude ler suas obras no selo Marvel Evolution, não foi por falta de vontade, mas aqui estarei, nem sombra de dúvidas!
Um abraço! _________________
REVOLT: No ar o capítulo #18.
Já está on-line: SAGRADA JUSTIÇA #2 e o ESQUADRÃO M.
http://unfrevolt.wordpress.com |
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