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Teutates Supremo

Registrado em: Domingo, 8 de Janeiro de 2006 Mensagens: 993 : Localização: Capital - SP
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Enviada: Qua Mar 22, 2006 2:01 am Assunto: DESEJOS NEGROS - Mini-série em 6 partes - completa. |
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Nosso planeta sofre pelos atos do Homem.
A cada dia, o egoísmo leva à fome, à guerra e à morte.
Aparentemente, o Homem demonstra não aprender com seus erros pretéritos.
A humanidade observa e afirma que tudo parece estar ruim.
Poderiam as coisas tornarem-se ainda piores?
Um misterioso ser, que observa atentamente o caminhar da humanidade, acredita que sim.
E num verdadeiro paradoxo, visando controlar a situação, tornará tudo ainda pior.
Cinco pessoas receberão a visita desse ser.
Lhes será oferecido aquilo que desejam intensamente.
Em troca, terão que participar de uma competição.
Uma competição de atos de vilania.
O vencedor levará o prêmio.
Que terrível maldade cada competidor irá realizar?
E como o mundo receberá a disputa?
O Universo Nova Fronteira orgulhosamente apresenta, uma produção conjunta de Resgate, Nery, Dr. Crane, Daniel e Teutates,
DESEJOS NEGROS
 _________________ É hora do Rock & Roll !
É hora de HAZINESS !!!

Editado pela última vez por Teutates em Qua Abr 05, 2006 1:53 am, num total de 1 vez |
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Qua Mar 22, 2006 3:14 am Assunto: |
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Desejos Negros. Parte 1.
Mortalha.
Jantar à luz de velas.
Por João Norberto da Silva.
Olá... Finalmente você acordou gato... Tenho que me lembrar de não exagerar na dose da poção prá dormir outra vez... Confuso? Não imagina onde está nem como veio parar aqui? Eu explico...
Hoje à noite eu saí para comemorar, ainda bem que essa casa noturna de Campinas é legal... Depois de meses evitando as cidades grandes, eu precisava da agitação de um lugar como o Clube Insano. Música alta, rapazes bonitos em exposição como em um açougue... Ah... Que delícia...
Não adianta tentar se mexer... Eu apertei bem as algemas... O policial do qual as... Hã... Ganhei me ensinou bem como usa-las... Onde eu estava mesmo? Ah! Sim...
O Clube é ótimo, mas depois de muita farra comecei a sentir os primeiros sinais... Precisava achar urgentemente alguém com quem pudesse passar a noite e num giro de cabeça lá estava você...
Lindo, todo suado, dançando com umas três garotas e extremamente apetitoso... Não resisti e no fim você se mostrou tão fácil de levar que eu, por um momento, quase desisti de alguém tão volúvel... Mas no fim... A fome prevaleceu...
Quer gritar? Mas eu nem cortei tão fundo assim a sua coxa... Aliás você deveria ter tido mais cuidado com o álcool querido... Estou percebendo aqui que... Minuto, mamãe me ensinou a não falar de boca cheia...
Pronto... Como eu estava dizendo, pelo que eu percebi, seu fígado vai ser quase inútil prá mim... Uma pena...
Hum... Vejo por entre as suas lágrimas a pergunta à qual estou acostumada a responder quando estou de bom humor...
“O que diabos é você?”.
Como meu humor nunca esteve melhor, vou satisfazer a sua curiosidade, mas antes um pedacinho desse braço tão bem definido... Você curtia malhar afinal das contas não?
Hum... Por onde eu começo? Só não digo meu nome, pois eu sempre achei que se ganha poder sobre certas coisas ao saber o nome verdadeiro delas... Portanto pode me chamar de Mortalha sim?
Bom... Detalhes de minha infância não são importantes... Do contrário do que alguns podem pensar minha família era estruturada e feliz, eu que na verdade sempre me senti inquieta e sem rumo... Desde menininha eu não me encaixava, sei lá... Nada do que eu fazia parecia bom para meus pais ou mesmo prá mim... Quando fiz dezesseis anos eu tentei me matar... Como eu sentia que nunca me encaixaria essa me pareceu a saída mais lógica.
O engraçado é que, de certa maneira, isso funcionou como uma verdadeira ressurreição...
Enquanto eu ficava como uma defunta, que ironia, na cama só tentando analisar o que eu tinha feito, uma garota, mais ou menos da minha idade, que fazia um estágio de enfermeira começou a tentar falar comigo... Nunca vou esquecer a primeira frase que ela disse...
“Seria um desperdício uma garota linda como você morrer, Amanda...”.
Ora... Acabei contando meu nome verdadeiro não é? Isso não importa agora... Você já nem tem forças prá continuar acordado, quanto mais me oferecer algum perigo... O fato é que depois daquela frase eu comecei a sentir algo despertar por dentro... Não sei exatamente se foi o tom quase sexual que ela usou ou as palavras em si, mas o fato é que depois daquele dia começamos a trocar idéias e nossa amizade cresceu a cada dia, principalmente quando voltei prá casa e nós duas continuamos a ter contato. Até meus pais estavam felizes e... O que foi? Por que ficou agitado de repente?
Ah! Sim... O tom da minha pele ficou diferente né? Isso é só o começo meu lindo... Agora perdi a linha do que eu estava contando... Bem, enquanto eu tento lembrar que tal um pedaço desse peito cabeludo? Só um pedacinho... Hum...
Não adianta tentar gritar meu bem... A mordaça está bem firme e se o pessoal dos outros quartos ouvir algo num vão estranhar... Afinal, não é normal as pessoas fazerem barulho num motel? Ah! Isso me fez lembrar...
Foi num motel parecido com esse que eu e a Soraia estávamos quando... Eu não tinha dito o nome dela ainda né? Bem... Como eu ia dizendo, haviam se passado três semanas desde que a Soraia revelou o que eu achava que eram seus verdadeiros sentimentos por mim e eu, ainda inocente, acreditei e me entreguei à ela...
Eu me sentia viva pela primeira vez na vida, pois finalmente conhecia alguém que me indicava um caminho a seguir. Quando acordamos no dia seguinte eu vi Soraia, toda nua, diante de uma janela com o corpo sendo banhado pelos raios de Sol. Ela parecia estar fazendo uma prece ou algo assim e quando percebeu meus olhos a acompanhando, parou e se aproximou me beijando de leve e perguntando se eu estava preparada para o próximo passo. “Que passo?” eu perguntei, pensando o que mais poderia vir depois de termos nos deitado. E ela me mostrou.
E como mostrou.
Ela me disse que fazia parte de uma irmandade de adoradoras da Natureza dotadas da visão única do mundo. “Bruxaria?” eu perguntei e a resposta foi um olhar frio... BBBRRRR... Fico toda arrepiada... Olha meu braço... Ops... É por isso que você está agitado né? Essa pele do braço é assim, solta mesmo... A última garota que eu... Encontrei... Conseguiu me arranhar... Não se assuste com os vermes... Você tem que se preocupar com outras coisas... Hihihihi...
Onde eu estava? Ah! Sim... Soraia me iniciou naquela manhã mesmo na Irmandade da Vida Eterna, me explicando que todas as irmãs visavam tal objetivo, a vida eterna, para um dia poderem reverter esse sistema patriarcado em que vivemos. Tal argumento, e também o amor que eu começava a sentir por ela, me fizeram ver a “verdade” nas palavras dela e me entreguei de corpo e alma à nossa “sagrada missão”.
A cada novo ritual, porém eu percebia que nunca fazia nada além de ajudar Soraia, mas eu estava cega com a possibilidade de, pela primeira vez na vida, me sentir parte de algo e não questionava a minha salvadora.
Salvadora... Acredita que eu... Com licença... Um dedinho só prá eu “beliscar”... Hum... Delícia... Então você acredita que eu a chamava de salvadora? Se eu soubesse o que ela iria fazer...
Depois de meses de “relacionamento”, eu comecei a questionar o que estávamos fazendo e por que eu nunca tinha uma participação mais ativa, bem como começava a cobrar da Soraia que ela fosse até minha casa prá podermos assumir de vez.
Ela marcou um novo encontro no mesmo motel onde tudo havia começado e eu fui até lá pensando em como a noite prometia ser especial, e encontrei o quarto muito parecido com o que eu fiz aqui... Velas aromáticas de diversas cores, algemas e correntes, as velas exalavam um perfume forte que me deixaram zonza o suficiente para que eu nem percebesse Soraia se aproximando por trás e, usando uma seringa, acabou por me fazer desmaiar depois de injetar algo.
Quanto tempo eu estive apagada nem faço idéia, mas logo que eu acordei me vi na mesma situação que você: nua e presa à cama. Ali perto, Soraia, que também estava sem roupas, fazia um ritual, mas bem diferente da adoração ao Sol de tanto tempo atrás...
Esse parecia extremamente o oposto.
Com a maquiagem pesada que estava usando e que contrastava com a brancura da pele dela, Soraia se aproximou entoando um tipo de canção e trazendo na mão o que parecia ser uma adaga cerimonial... Eu tentei de todo jeito gritar para ela “O que você está fazendo?”, mas as únicas coisas que saíram foram murmúrios inaudíveis.
Ela subiu no meu corpo... Desenhou um pentagrama na minha barriga arranhando a minha pele com sua unha e ali sentou. Foi quando eu percebi o quanto ela estava excitada pois minha barriga ficou molhada imediatamente.
Senti meus olhos arregalarem além do que eu achava possível quando a vi levantar o punhal por sobre a cabeça e fazer com que ele descreve um arco perfeito até ser enterrado no meu peito ficando apenas o cabo paca fora.
Eu despertei gritando na minha casa e logo minha mãe estava me abraçando dizendo que tudo não passara de um pesadelo, que eu estava em segurança, que tudo tinha acabado.
Ledo engano. Terrível engano.
Nos dias seguintes Soraia desaparecera como se nunca tivesse existido e... Ah! Um minuto... Esse seu bumbum me deixou louca desde a hora que eu te vi... Dá licença... Já falei que não adianta tentar gritar... Se bem que esse gemido foi bem alto... O pessoal dos outros quartos devem achar que agente tá se divertindo... Eu pelo menos estou... Hihihihi...
Então, daí ela havia sumido e eu até comecei a querer acreditar que tudo não passara de um sonho, mas algo não permitia isso... Exatamente meu querido essa cicatriz escura sobre meu coração.
Ei! Não apague agora... Estou chegando no clímax da história... Continue comigo querido... Logo tudo vai terminar...
Eu comecei a me sentir estranha de verdade dias depois do “pesadelo”, o primeiro sinal foi uma fome que eu nunca conseguia saciar não importa o que eu comesse, pelo contrário, a comida causava uma queimação dolorosa demais, me obrigando a colocar prá fora tudo o que eu tentava comer. Meus pais estavam extremamente preocupados e chamaram o médico da família para me examinar.
O doutor Ambrósio não pôde vir e mandou seu filho, Eduardo, um recém formado médico de uns 25 anos e lindo, até mais que você... Ele veio até meu quarto e começou a me examinar, para evitar falatório minha mãe havia dispensado os criados aquele dia e éramos só nós quatro na casa.
Eu nunca havia sentido tanta fome como naquele momento e foi quando meu corpo parecia começar a se mover sozinho. Eu me levantei enquanto o Eduardo estava de costas e quando ele se virou eu o beijei com selvageria... Ele ficou aturdido e quando dei por mim ele tentava se livrar em vão, pois eu acabara de morder e arrancar a língua dele... Nunca vou esquecer do sabor daquela carne descendo pela minha garganta, ou do som do pescoço dele quebrando quando eu forcei mais um pouco para que ele ficasse quieto.
O corpo dele caiu aos meus pés e, sem pensar, eu me abaixei e comecei a arrancar as roupas dele comendo desesperadamente toda a carne que começava a aparecer. Devo ter feito muito barulho, pois no meio da minha “refeição”, ouvi um grito de terror quando minha mãe abriu aporta para ver o que acontecia.
Eu... Não lembro direito o que houve em seguida... Quando dei por mim eu estava cheia de sangue entre o que restara dois corpos dos meus pais. A fome havia passado e fora substituída pelo maior horror que eu já sentira... Horror e nojo de mim mesma e do que eu me tornara e em meio a esses sentimentos, fiz o que eu achava que tinha de fazer... Abri o gás da cozinha e acendi um fósforo.
Minha segunda tentativa de suicídio se mostrou tão fracassada quanto à primeira, pois eu despertei sobre uma mesa do necrotério, outra vez faminta e quando vi que um funcionário de lá, provavelmente fazendo um estágio, não sei, estava de costas para mim não tive dúvidas: ele se tornou mais uma refeição.
Fugi de lá e fiquei rondando as ruas da cidade como uma mendiga por meses, me alimentando de outros moradores de rua quando minha fome ficava insuportável e provavelmente ainda estaria assim se não tivesse visto o que eu vi certo dia.
Soraia. Caminhando pelas ruas como se não fosse a responsável pelo inferno que minha vida havia se tornado.
Meu primeiro impulso foi de saltar sobre ela e comer seus olhos. Mas eu me segurei... A morte dela não seria tão fácil. Comecei a segui-la por toda a parte, afinal quer algo mais invisível do que uma indigente?
Planejei por semanas a fio, meu querido... Não pode sequer chegar perto de entender como foram angustiantes todas as horas em que eu, tento um sono agitado por pesadelos, me imaginava realizando a vingança que queimava em meu peito.
Hum... Acho que você pode não ouvir o resto da minha história, parece que a perda de sangue está deixando você tonto além das capacidades de meus encantos para mantê-lo vivo... Portanto vou resumir... Afinal nem cheguei no motivo que me trouxe até Campinas para festejar...
Eu fiquei dias examinando a rotina que a maldita fazia e assim que a oportunidade surgiu eu entrei na casa dela e lá fiquei esperando. Mil imagens de mortes horríveis passavam pela minha mente conforme o dia se tornava, pouco a pouco noite e minha fome aumentava na mesma proporção...
Quando ouvi a chave abrindo a porta me coloquei posicionada logo atrás da mesma e quando a maldita entrou não fui sutil usando uma seringa ou coisa assim... Desci um jarro enorme na cabeça dela.
Nunca vou esquecer a cara dela quando acordou e me viu sobre seu corpo do mesmo jeito que tinha feito comigo, ela tentou falar, mas apenas engasgou com o próprio sangue e seus olhos arregalaram de um jeito engraçado quando eu tirei a mãos das costas e ela viu o que eu escondia.
A língua dela.
Que eu comi devagarzinho... Enquanto ela convulsionava o corpo numa tentativa inútil de me derrubar. Uns dois tapas bem aplicados na cara fizeram com que ela parasse com aquela frescura, os olhos cheios de lágrimas me imploravam por uma chance, eu lambi as lágrimas deixando grandes marcas de sangue nas bochechas dela e então eu não resisti mais e me entreguei ao melhor banquete que eu fiz desde que a realidade se transformara num pesadelo para mim.
Não sei quanto tempo fiquei “limpando” o corpo de minha “amiga”, mas logo que me senti saciada apenas os ossos haviam sobrado e só então eu me dediquei a vasculhar a casa em busca de algo que encerrasse minha maldição.
Claro que não achei nada que ajudasse, mas vi de onde a maldita arranjou o feitiço que usou em mim... Estava escrito em Latim e eu só consegui ler um trecho escrito pela Soraia, uma tradução de algum ponto do feitiço.
“A maldição de morte de uma é a vida eterna de outra”.
Saí de lá p**a da vida, mas pelo menos algo de bom aconteceu, de algum modo, na manhã seguinte eu percebi que conhecia vários encantos dos quais eu nunca tinha ouvido falar, pelo visto ao me alimentar da carne da minha “salvadora” eu absorvi seus conhecimentos de bruxaria.
Naquele dia finalmente Amanda morreu quando eu abri meus olhos para o que havia me tornado.
Nascia Mortalha, a morta viva...
Dramático não? Mas não desmaie ainda meu lindo... Deixe te contar o que me aconteceu há poucos dias sim? Afinal você não agüentaria ouvir o que eu tenho feito nos anos seguintes à minha renascença, não é? Hum... Mas você tem mesmo uma bundinha apetitosa... Com licença...
Hum... Não vai tentar gritar agora? É... Você parece estar prestes a partir... Vou contar o motivo de minha celebração de hoje tá?
Sempre que minha fome me ataca eu me desvio de minha busca por uma cura e certa vez eu encontrei uma garota linda, ruiva assim como a Soraia... Eu desenvolvi certa predileção por esse biótipo, se é que me entende...
No meio da minha refeição, depois de descobrir que os seios dela eram falsos e cheios de silicone, enquanto eu limpava minha boca, aconteceu algo que eu não esperava.
“Se puder fazer uma pausa em sua refeição...” Eu me surpreendi quando vi a boca dela se mexendo e uma voz masculina ressoando no quarto.
“Eu sou Melkart e sinto que você tem desejos.” Eu não conseguia esboçar nenhuma reação... “Desejos íntimos que não aceitaria admitir, mas para mim é tão transparente quanto vidro.”
Perguntei o que ele, aquilo, queria comigo, uma vez que eu não precisava de ninguém “Ah! Mesmo que você não admita, dentro do seu coração sabe que minhas palavras são verdadeiras. Eu proponho algo simples: faça o maior ato de vilania que você puder e volte aqui dentro de uma semana. Você estará competindo com outros seres que, como você, seriam tachados de vilões ou pior, de monstros pela maioria da população. Volte e saiba se você é a vencedora. Agora eu me despeço...”
Simples assim... Como começou, terminou e eu acabei minha refeição, mas fiquei com a proposta do tal Melkart martelando minha cabeça. Eu nunca havia pensado em como minhas ações refletiriam na humanidade e de repente, ter mais poder ou talvez eliminar minha maldição pareciam opções extremamente interessantes.
Comecei a pensar no que eu poderia fazer para vencer a tal competição e nenhuma idéia me vinha à mente, até que numa noite enfadonha eu vi num jornal uma dessas reportagens idiotas com um monte de crianças que diziam o que seria quando crescessem. Foi quando eu tive uma idéia que eu, pelo menos achei genial.
Corri para arranjar os preparativos e dentro de umas cinco horas estava de volta a um apartamento cuja dona, uma simpática velhinha de setenta anos, havia permitido que eu passasse uns dias com ela. Claro que ela já havia me alimentado na primeira noite que eu passei lá, portanto tive privacidade para realizar meu objetivo.
Um encantamento para ver o futuro.
É relativamente simples lançar nossa visão para o futuro, mas também cansativa, por isso eu mantive uma garota ao meu lado para quando terminasse, afinal aquilo me deixaria faminta.
A visão para outros tempos é semelhante a quando você tenta mergulhar de olhos abertos e recebe o impacto da água neles. O ardor é quase de deixar agente maluca.
Bem, eu consegui ver um futuro onde a humanidade havia se livrado das doenças e tudo era obra de uma pesquisadora. Uma pesquisadora brasileira. No futuro ela era famosa e seu nome estava em vários... Hum... Como posso chamar? No que pareciam livros holográficos de história. Assim foi fácil descobrir quem era ela e onde morava no nosso tempo.
Voltei a mim um tanto surpreendia, pois não acreditava realmente que eu conseguiria, mas não dei importância para isso e comecei minha viajem até São Paulo. Sabe esse rombo pero do meu estômago? Então... Foi feito da última vez que eu estive em Sampa e me encontrei com um tal de Resgate, o desgraçado que me feriu desse jeito. Desse dia em diante eu prometi não pisar em uma cidade grande outra vez.
Mas era necessário, pois a “salvadora” da humanidade morava em uma bela casa nos jardins e eu fiquei dois dias observando a rotina da casa, pronta para agir no último dia do prazo que o tal de Melkart me deu... Incrível como foi fácil invadir a casa e matar todos os ocupantes.
Em poucos minutos eu estava diante da menina, pele clarinha, pijaminha das Meninas Superpoderosas, um ursinho a tiracolo... Foi quando eu detive os olhos nos cabelos dela que não tive mais dúvidas...
Ruivos... Como os de Soraia.
Não nego eu uma parte de mim não ficou muito à vontade como destino da menina, mas outra parte estava em júbilo e... Querido? Oh, droga... Eu devia ter percebido que você estava quieto demais...Bom, não vamos desperdiçar um jantar.. Não é?
Mortalha continuava seu banquete macabro e só o interrompeu quando, da boca do cadáver sob si começou a emitir um som conhecido.
- Muito bem, minha princesa das trevas... – Era Melkart, outra vez. – Seu ato de vilania surpreenderia até o mais vil dos demônios abissais... É com orgulho que envio diretamente para seus pensamentos o local onde poderemos nos encontrar e onde você receberá seu prêmio. Nos vemos em breve.
A garota não pôde se conter, tamanha a excitação que tomava seu corpo. Se vestiu, usou o encanto ilusório que disfarçava sua aparência e correu até a entrada do motel Motel Chateau Ville Chaize :
- Olá. – A funcionária atrás do balcão acordava de uma soneca e colocava a mão sobre um mouse – Estava no quarto 15e tenho que ir embora... Meu... “Acompanhante” resolveu pernoitar e pediu para não incomodá-lo até amanhã... Você poderia levar uma rosa e dizer que foi uma pena ele não ter... .Ai, que vergonha... Não ter agüentado o “tranco”?... Hihihihihihi...
A mulher do balcão deu uma risada amarela e anotou o recado enquanto Mortalha saía do Motel ganhando a noite e sonhando sonhos de grandeza.
Ela nem imaginava que em algum lugar uma entidade secular dizia para si mesma:
- E assim tem início....
Fim.
Continua com o Projetor. _________________
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Qua Mar 22, 2006 12:34 pm Assunto: |
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A primeira vez em que li esse capítulo apresentando a Mortalha fiquei sinceramente com nojo dela! hahahah...
O Steve criou mais uma vilã memorável. Mais uma criatura "que amamos odiar"! Ela chega a ser repugnantemente maligna e devassa, o que são ótimas características para uma vilã.
O texto em primeira pessoa consegue nos manter presos dentro da mente dessa vil criatura. Totalmente claustrofóbico! Alucinante! E emocionante!
Não vejo maneira de começar melhor esta mini-série, que foi idealizada pelo próprio Steve, que gentilmente a compartilhou conosco.
Mandou bem de novo, chefe!
Abraços. _________________
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Daniel Rand Supremo

Registrado em: Quarta-Feira, 28 de Dezembro de 2005 Mensagens: 490 : Localização: Piracaia - SP
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Enviada: Qua Mar 22, 2006 12:39 pm Assunto: |
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Eis uma história digna de estréia.
Quando li sobre Mortalha, tive uma certa dificuldade para vê-la como uma vilã, pensava nela como sendo uma vítima de Soraia. Que passou a ter necessidade física de carne humana.
Mas quando ela comeu a menininha (com prazer) que nos levaria a uma era de glórias... Vi que era um grande ato de vilania.
Adoreia a forma como Melkart falou com ela atraves da vítma.
O campeonato teve inicio, Mortalha deu o chute inicia.  _________________
EX-VII #10 - Novo ArcoON LINE |
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Qua Mar 22, 2006 1:14 pm Assunto: |
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| alexnery escreveu: | A primeira vez em que li esse capítulo apresentando a Mortalha fiquei sinceramente com nojo dela! hahahah...
O Steve criou mais uma vilã memorável. Mais uma criatura "que amamos odiar"! Ela chega a ser repugnantemente maligna e devassa, o que são ótimas características para uma vilã.
O texto em primeira pessoa consegue nos manter presos dentro da mente dessa vil criatura. Totalmente claustrofóbico! Alucinante! E emocionante!
Não vejo maneira de começar melhor esta mini-série, que foi idealizada pelo próprio Steve, que gentilmente a compartilhou conosco.
Mandou bem de novo, chefe!
Abraços. |
Valeu Chefão...
Foi deveras divertido escrever em primeria pessoa esse texto, acredito que se tivesse feito de outro modo não poderia ter delineado a personalidade da Mortalha como eu queria... O texto ficou comprido, confesso, mas é que ele praticamente se escreveu sozinho...
Que bom que vc gostou Nery e que ótimo que vc e os outros aceitaram essa minha idéia.
Brigadão mesmo! _________________
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Teutates Supremo

Registrado em: Domingo, 8 de Janeiro de 2006 Mensagens: 993 : Localização: Capital - SP
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Enviada: Qua Mar 22, 2006 1:17 pm Assunto: |
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Um capítulo muito bom. Muito bom mesmo. Denso e tenso.
A maldade de Mortalha é tamanha que chega a macular o ar que respiramos. Lógico que a Soraia também era uma cachorra, uma Wicca sacana que queria se auto-beneficiar, amaldiçoando nossa vilã.
Mas Mortalha superou sua "salvadora", pois o prazer que ela sente ao exercer o canibalismo, a forma como ela matou o Dr. Eduardo e seus pais, a tortura com a vítima do motel, e o próprio ato de vilania, chegam a ser desprezíveis.
Aliás, ainda que o futuro seja incerto, a idéia que ela teve foi muito boa. Prever uma pesquisadora que seria, no futuro, uma benção para a humanidade e matá-la enquanto criança é um incrível ato de vilania (ainda que, como eu disse enquanto discutíamos a mini-série, essa idéia tenha muita influência do filme "O Exterminador do Futuro", o que não é demérito algum).
Por fim, a narrativa estava boa também. Nós não conversamos sobre a estrutura do texto, mas saiba que eu também elaborei meu capítulo em primeira pessoa... mas isso vocês vão perceber daqui a quinze dias. E que a competição continue, a seguir, com o Projetor. _________________ É hora do Rock & Roll !
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Qua Mar 22, 2006 1:18 pm Assunto: |
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| Daniel Rand escreveu: | Eis uma história digna de estréia.
Quando li sobre Mortalha, tive uma certa dificuldade para vê-la como uma vilã, pensava nela como sendo uma vítima de Soraia. Que passou a ter necessidade física de carne humana.
Mas quando ela comeu a menininha (com prazer) que nos levaria a uma era de glórias... Vi que era um grande ato de vilania.
Adoreia a forma como Melkart falou com ela atraves da vítma.
O campeonato teve inicio, Mortalha deu o chute inicia.  | Valeu Dan..Essa dubialidade(existe essa palavra?) da Mortalha tbm era um dos meus objetivos, um lance meio anjo ou demônio? Isso fica a critério de quem lê ...Hehehe
eu tbm curti o modo do Melkart de contatá-la, foi o melhor jeito que eu consegui prá fazer isso...
E sim, o chute inicial foi dado. Que a Bola seja lançada perfeita para o próximo vilão.
Brigadão pelo comnetário Dan! Valeu mesmo. _________________
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Espantalho (Dr. Crane) Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 219 :
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Enviada: Qua Mar 22, 2006 1:40 pm Assunto: |
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a mini teve início, sob a batuta do competente Steve. Embora o texto tenha ficado um pouco maior do que os capítulos habituais, a leitura vale a pena, já que mostra tudo sobre os principais acontecimentos da vida dessa vilã.
| Daniel Rand escreveu: | O campeonato teve inicio, Mortalha deu o chute inicia.  |
Na verdade, seria a mordida inicial  |
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Qua Mar 22, 2006 2:02 pm Assunto: |
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| Teutates escreveu: | Um capítulo muito bom. Muito bom mesmo. Denso e tenso.
A maldade de Mortalha é tamanha que chega a macular o ar que respiramos. Lógico que a Soraia também era uma cachorra, uma Wicca sacana que queria se auto-beneficiar, amaldiçoando nossa vilã.
Mas Mortalha superou sua "salvadora", pois o prazer que ela sente ao exercer o canibalismo, a forma como ela matou o Dr. Eduardo e seus pais, a tortura com a vítima do motel, e o próprio ato de vilania, chegam a ser desprezíveis.
Aliás, ainda que o futuro seja incerto, a idéia que ela teve foi muito boa. Prever uma pesquisadora que seria, no futuro, uma benção para a humanidade e matá-la enquanto criança é um incrível ato de vilania (ainda que, como eu disse enquanto discutíamos a mini-série, essa idéia tenha muita influência do filme "O Exterminador do Futuro", o que não é demérito algum).
Por fim, a narrativa estava boa também. Nós não conversamos sobre a estrutura do texto, mas saiba que eu também elaborei meu capítulo em primeira pessoa... mas isso vocês vão perceber daqui a quinze dias. E que a competição continue, a seguir, com o Projetor. |
Grande Flávio! Muito obrigado pelo comentário.
De fato a Mortalha acabou por tomar gosto pela carne humana..hehehe...Foi extremamente divertido escrever esse texto em primeira pessoal e tentando pensar como a protagonista.
Incrível como é divertido escrever vilões... Dá uma liberdade incrível, afinal os vilões podem fazer de tudo!
Quanto à influência juro não ter, pelo menos conscientemente, pensado no Exterminador..hehehe.
a narrativa em primeira pessoa tem me agradado mais e mais a cada dia...ainda terei outros exercícios com esse modo de contar uma história.
E que venham os outros vilões!  _________________
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Qua Mar 22, 2006 2:23 pm Assunto: |
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| Espantalho (Dr. Crane) escreveu: | a mini teve início, sob a batuta do competente Steve. Embora o texto tenha ficado um pouco maior do que os capítulos habituais, a leitura vale a pena, já que mostra tudo sobre os principais acontecimentos da vida dessa vilã.
| Daniel Rand escreveu: | O campeonato teve inicio, Mortalha deu o chute inicia.  |
Na verdade, seria a mordida inicial  |
Graaaande Lucas! Valeu pelo comentário.
de fato o cap. ficou grande pacas... Eu num consegui deixar menor hehehe
Que bom que vc acheou que a leitura vale a pena apesar do tamanho..hehe
E vc tá certo..a primeira mordida foi dada! que venham as próximas!  _________________
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Daniel Rand Supremo

Registrado em: Quarta-Feira, 28 de Dezembro de 2005 Mensagens: 490 : Localização: Piracaia - SP
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Enviada: Qua Mar 22, 2006 2:39 pm Assunto: |
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| Espantalho (Dr. Crane) escreveu: | a mini teve início, sob a batuta do competente Steve. Embora o texto tenha ficado um pouco maior do que os capítulos habituais, a leitura vale a pena, já que mostra tudo sobre os principais acontecimentos da vida dessa vilã.
| Daniel Rand escreveu: | O campeonato teve inicio, Mortalha deu o chute inicia.  |
Na verdade, seria a mordida inicial  |
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EX-VII #10 - Novo ArcoON LINE |
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Tom Slash Escritor

Registrado em: Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006 Mensagens: 604 : Localização: São José - SC
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Enviada: Dom Mar 26, 2006 1:19 am Assunto: |
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Sinistro ahuauhauhuha
Ficou muito bom e ao mesmo tempo repugnante. Me lembrou um filme, que não lembro o nome, que o cara que comesse carne de outro ser humana adquiria sua força, inteligencia e etc, porém não comiam por "obrigação", como a Mortalha. Se essa só foi a/o primeira/o vilão, já estou ansioso pelos proximos.
abraços _________________ Combates #22 - O Tempo
Já está online
Após quase dois anos, o passado torna-se presente novamente... |
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Dom Mar 26, 2006 4:15 am Assunto: |
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| Tom Slash escreveu: | Sinistro ahuauhauhuha
Ficou muito bom e ao mesmo tempo repugnante. Me lembrou um filme, que não lembro o nome, que o cara que comesse carne de outro ser humana adquiria sua força, inteligencia e etc, porém não comiam por "obrigação", como a Mortalha. Se essa só foi a/o primeira/o vilão, já estou ansioso pelos proximos.
abraços |
Hahahaha, que bom que vc leu e curtiu Tom. A minha idéia era mesmo que os leitores ficassem chocados com a Mortalha... Que bom que pareço estar atingindo meus planos...hehehehe
E quanto aos demais vilões..Vc num perde por esperar o que vem por ae......  _________________
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Daniel Rand Supremo

Registrado em: Quarta-Feira, 28 de Dezembro de 2005 Mensagens: 490 : Localização: Piracaia - SP
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Enviada: Qua Mar 29, 2006 12:25 pm Assunto: |
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DESEJOS NEGROS # 2 – VILÃO: PROJETOR
Grandes Aspirações.
Por Daniel Luz Silveira Cabral (Daniel Rand)
O agente penitenciário Mauricio, em seu horrível uniforme cor caqui, conduz o detento recém-chegado pelos corredores do Presídio Bangu 1 no Rio de Janeiro, em direção à ala que os detentos chamam de “seguro”. Local reservado aos prisioneiros jurados de morte, em especial aos que cometem crimes sexuais. Ao percorrer esse caminho, Mauricio grita:
- Carne nova chegando. Artigo 218! Artigo 218! [1] Hahahahahaha.
O guarda tinha certeza de que tinha conseguido amedrontar o novo prisioneiro, mas passou longe disso. Apesar de ser pequeno e frágil o detento tinha uma expressão fria e seu olhar negro fixava à sua frente, não por medo, mas por não se importar com o que estava ao seu lado.
- Chegamos malandragem. – Mauricio dá um forte puxão nas algemas, que chegam a marcar os pulsos do prisioneiro, que nesse momento estavam atrás de seu corpo. – Por hoje teu rabo tá salvo, quero ver amanhã. Hahahahaha. – O agente penitenciário dá um forte tapa nas costas do detento, agora sem as algemas e se decepciona quando o mesmo não cai.
- Aê Zé Ruela. - O guarda falava com o homem que já estava dentro da cela. – Tu não era chegado em filmes antes de vir pra cá? Aproveita que teu novo amiguinho aí vai virar astro de filme gay amanhã e pode ir ensaiando. Hahahahaha
- Meu nome é José Rolo. O Projetor! – Retrucava o homem sentado na cela. – Quando eu pegar meu equipamento, você vai sentir todo o meu poder.
- Quando isso acontecer, traz aquela gostosa da Sharon Stone para mim. – Provocava Mauricio saindo daquela ala. - Hahahahaha. Mas que otário.
Os demais presos ali, também soltaram altas gargalhadas, exceto o novato.
- Que poderes são esses que ele falou?
- Saí pra lá tarado. – Recua José.
- Ora! Você também não é um tarado? – Questiona o novo detento. – Qual outro motivo para estar aqui?
- Fui colocado aqui, para ficar longe de qualquer equipamento de vídeo. Assim não consigo usar meu poder.
Novamente toda a ala cai na risada em tom de deboche ao ouvi-lo falar, as autoridades acreditavam que ele havia usado algum tipo de gás alucinógeno para cometer crimes. Mas por precaução o deixam afastado de qualquer equipamento de vídeo-projetor e até mesmo de televisores.
Buscando um pouco mais de privacidade, Projetor puxa o estranho prisioneiro para um canto da cela disposto a contar sobre seu dom, afinal mais ninguém ali acredita que ele possua um.
- Eu posso conjurar imagens de filmes e projetá-las como se fossem reais.
- Uau! Mas como pode isso? – Questiona o recém-chegado. – Foi algum acidente radioativo que te deu esse poder?
- Deixa de besteira cara. – Responde irritado. - Não sei como aconteceu, simplesmente aconteceu. Eu tinha dez anos, morava em Fortaleza, meu pai trabalhava no cinema e sempre que dava eu ia junto assistir aos filmes, assistia centenas deles. Novos, velhos, lançamentos, clássicos. Assistia a tudo, pelo menos umas cinco vezes cada um. Mas naquele dia ele não me deixou ir porque havia recebido um telefonema da minha professora dizendo que eu tinha levantado sua saia, por isso recebi uma suspensão de uma semana... Vaca desgraçada.
Interrompeu-se por um momento e continuou.
- Levei uma surra daquelas do meu pai e fui proibido de ir com ele no cinema. Mesmo assim, à noite fugi de casa e fui para lá, o filme já tinha começado, mas como conhecia todos os funcionários consegui entrar sem problemas. Achei aquele filme sobre criaturinhas verdes que se multiplicavam com água [2], muito estranho, mas me diverti bastante. Meu divertimento acabou quando vi a desgraçada da professora Lígia sentada assistindo o mesmo filme, comendo pipoca junto com seu namorado. Como eu odiei aquilo, como que queria que uma daquelas criaturas pudesse partir para cima dela com suas garras e dentes afiados.
O rosto do projetor se enchia de satisfação.
- Qual não foi a minha surpresa ao ver um bichinho verde e de topete branco, saltar do nada no rosto da professora e arrancar um de seu olho às dentadas. Todos saíram correndo assustados pensando ser um morcego, mas eu podia ver ele parado, com a boca cheia de sangue, como se estivesse esperando alguma coisa de mim. Mas quando as luzes se acenderam e o projetor se desligou, o bicho sumiu.
O novato ouvia atentamente a história do Projetor, sem se importar com as risadas e piadas nas outras celas.
- Tentei repetir isso em casa assistindo TV, mas não dava certo. Só funcionava no cinema, depois disso, todas as noites eu ia para lá e conjurava os mais diferentes tipos de personagens. Com dezoito anos, enquanto eu estudava no Curso Técnico de Eletrônica, descobri que não era o cinema que me fazia tornar reais as imagens, mas sim o projetor de filmes.
José continuava sua narrativa com mais empolgação, mesmo que quisesse, não poderia parar de contar sua história. Bastava olhar o novato e as palavras brotavam de sua boca.
- Aí tudo ficou mais fácil. Eu adaptei um equipamento de vídeo em um pequeno projetor, assim poderia levar minhas criações para onde eu desejasse.
- Foi assim que você se tornou o Projetor? – Perguntou o novo colega de cela.
- Não. Aquela visão do bicho verde comendo um olho da professora Lígia, foi o meu momento de maior satisfação. Poder me vingar de quem me sacaneava era muito bom e com o meu projetor portátil, ninguém estava a salvo. Me lembro do dia em que uns surfistas de merda não me deixaram pegar onda da ponta da praia de Boa Viagem.
Interrompeu-se novamente, como se estivesse saboreando essas lembranças.
- No dia seguinte voltei com meu equipamento e sentado nas pedras projetei o grande tubarão branco [3] na água perto daqueles caras. Um perdeu as pernas na altura acima do joelho, o outro levou uma mordida no abdômen e tem que usar uma bolsa de colostomia até hoje e o terceiro o bicho levou embora. Hahahaha. Sempre que podia, eu fazia o tubarão aparecer lá de novo, ou você achava normal tanto ataque de tubarões em Fortaleza? Hahaha.
O preso novato também exibia um leva sorriso nos lábios. “Esse é perfeito”. Pensava ele.
- Naquela época eu só usava as projeções para zoar os outros. – Pegou um cigarro que estava na orelha, acendeu e deu uma forte baforada. – Mas, respondendo a sua pergunta. Só me tornei o Projetor quando vim para o Rio de Janeiro aos vinte e cinco anos, além dos meus poderes eu gostava muito de cinema e aprendi tudo sobre o assunto e me tornei técnico em vídeo, como no Brasil a indústria cinematográfica é fraca, fui procurar emprego na maior produtora televisa do Brasil, a Rede Globo.
José fez um movimento com as mãos, como se fizesse uma reverência, mas é claro que era ironia.
- Mas os desgraçados achavam que eu não tinha experiência e nem me chamaram para uma entrevista. Então eu descobri como essa cidade é maravilhosa. Num dos muitos tiroteios entre policiais e traficantes que tem por aqui, eu aproveitei a confusão e conjurei um desses vários bandidos mascarados que têm em zilhões de filmes e fiz com que ele assaltasse um posto de gasolina para mim, daí nasceu o Projetor.
A excitação de José era tanta que ele não parava de andar de um lado para outro da cela.
- Repeti isso por várias vezes, até o dia em que me pegaram e me jogaram aqui.
- Mas como conseguiram prender um cara tão poderoso assim? – Novamente questionava o colega de cela.
- Foi durante um assalto a banco. – O constrangimento de Projetor era visível, mas ele não conseguia fazer com que as palavras ficassem dentro de sua boca e finalmente percebeu, alguma coisa no preso recém-chegado o motivava a falar. – Eu tinha projetado a imagem da Medusa [4] e todos dentro do banco viraram pedras, é claro que eu sabia onde ela estava sem precisar olhar, por isso peguei quatro malotes cheios de notas de cem. Quando estava me preparando para fugir chegaram os policiais e cercaram toda a área, mas isso não era problema, mandei a Medusa para fora e todos também viraram pedra e saí calmamente.
- O problema foi que começou... Começou... – A frustração era clara em sua voz. - A chover.
- Então seu equipamento falhou, a Medusa sumiu e tinha uma dezena de policiais apontando seus trinta e oito para você? – O prisioneiro também demonstrava frustração.
José limita-se a balançar a cabeça consentindo. Conseguindo guardar par si as lembranças dos policiais agredindo-o dentro do camburão e na delegacia.
- Mas por que diabos você não conjurou um maldito guarda-chuva e um batalhão da Swat? - Indagava o novato com tanta irritação que fez com que José se encolhesse no canto oposto da cela.
- Eu não consigo. – A resposta saiu espremida da garganta. – Eu não consigo conjurar mais de um personagem ao mesmo tempo e nem objetos. Apenas os que vêm junto com eles.
- Então chamasse o Gene Kelly [5] e pegasse o guarda-chuva dele.
Agora, não era só José Rolo que estava atemorizado com essa súbita mudança de comportamento do novo prisioneiro, mas todos os detentos da ala, até mesmo o guarda Mauricio veio ver que gritaria era aquela.
- Será que as donzelas não podem transar sem fazer barulho? – Disse ele entrando pelo corredor.
- Você me decepciona Projetor. Eu estava prestes a lhe fazer uma proposta que deixaria o mundo a seus pés. – Por incrível que pareça, o recém-chegado começou a aumentar de tamanho, mudar de aparência e seus olhos faiscavam uma luz negra. – Mas se uma simples chuva o derrota, qual serventia você tem para mim?
- E-e-eu posso melhorar meu equipamento.
- Mas que droga tá acontecendo aqui? – O guarda fica surpreso ao olhar para cela. – Quem é você?
- Sim, seu equipamento pode ser melhorado. – O estranho detento sorri ao apontar para a cama de José. Onde antes não havia nada, agora estava o equipamento de projeção que envolto por uma luz azulada sofria uma espécie de metamorfose. – Pronto, eis seu novo equipamento. Um pequeno projetor acoplado a um HD, com milhares de filmes arquivados em MP4, que ao ser fixado em sua têmpora direita lhe dará uma conexão cibernética com o aparelho e claro que é à prova d’água . Basta você pensar e o filme será selecionado, o resto é com você. Prove-me que é digno de minha atenção.
- Os dois já para o chão! JÁ!– Grita o Mauricio, irritado por ser ignorado.
- M-m-as o que...? – José atônito com tudo aquilo, coloca o aparelho sobre o olho direito.
- Eu vou arrebentar as fuças dos dois agora mesmo. – O carcereiro, retira o cassetete do cinto e procura pela chave certa.
- Estou te dando a oportunidade de se vingar de quem o humilhou e ainda conquistar um poder que atenderá todos os seus desejos.
A voz do estranho homem voltava a seduzir José, mas em vez de estimulá-lo a contar uma história, ela o instigava a agir.
Finalmente o agente penitenciário Mauricio conseguiu abrir a porta da cela e ao tirar os olhos da fechadura e direcioná-los para o interior da cela, tudo o que vê é um vulto negro à sua frente. Não era a nova versão do prisioneiro que ele conduziu até ali meia hora atrás, nem tão pouco era José Rolo. Era a imagem conjurada pelo Projetor usando seu novo aparelho, era uma enorme mosca de dois metros e vinte de altura em forma humanóide [6].
Sem ter tempo de gritar de medo, o guarda emite grunhidos de dor ao ter seu corpo dissolvido até os ossos por um liquido branco regurgitado pela horrenda criatura.
- Taí cara, eu fiz o que tu me pediu, agora me dê o poder que falou. – Tomado pela confiança de usar seu poder, Projetor se acha em posição de rivalizar com o homem à sua frente.
- Não é tão simples meu caro Projetor! Isso foi apenas uma eliminatória para o campeonato. – O homem olhava com um misto de curiosidade e satisfação para o corpo derretido do carcereiro. – E, por favor, não me chame de cara. Meu nome é Melkart.
Novamente os olhos de Melkart faíscam luz negra e Projetor percebe que está lidando com algo além de sua compreensão.
- Q-q-que campeonato é esse?
- Uma pequena peleja entre os mais capacitados vilões, para obter o poder para fazer tudo o que desejar. O seu equipamento é uma pequena amostra desse poder, vença o torneio e você obterá tal dádiva.
- Mas o que eu tenho que fazer?
- Ora, aquilo que você vem fazendo desde que descobriu seus poderes. Causar sofrimento. – Dizia Melkart. – Quanto mais sofrimento e dor você causar, maiores serão suas chances.
“Dor e sofrimento”, pensa Projetor. Imbuído pela ganância do poder ele dá um comando mental à nojenta criatura que ainda estava na cela, prontamente ela esguicha novamente o liquido branco sobre as grades na janela e saí voando pela mesma após seu derretimento, com Projetor em suas costas, rumo à cidade do Rio de Janeiro.
- Como é fácil manipular tais criaturas. – Com uma gargalhada ecoando pela ala penitenciária, Melkart desaparece.
Pouco depois, Projetor chega ao Rio de Janeiro e vai para o Cristo Redentor, onde pode ter uma visão ampla da cidade maravilhosa. Os turistas ao verem uma enorme mosca pousar ali, fogem em histeria.
- Se são dor e sofrimento que ele quer, será isso que ele vai ter. – Projetor faz com que a mosca desapareça e lembrando do poder prometido começa a conjurar algo que jamais ousara.
Neste momento, na ponta da praia do Leme, a maré tem uma súbita agitação seguida por um borbulho que a faz espumar, as ondas avançam pela areia chegando até a mureta de proteção. As pessoas que tranquilamente aproveitavam aquele glorioso dia de sol começam a correr desesperados tentando fugir da inesperada ressaca. O desespero aumenta quando daquele local emerge uma gigantesca criatura com cento e vinte metros de altura, parecida com um dinossauro [7] que caminha em direção a praia.
Projetor sempre temeu criar imagens grandes, achava que de alguma forma isso iria sobrecarregar seus poderes e equipamento, sem contar sua saúde. Mas com o novo aparelho que Melkart lhe deu, apesar de ter que se concentrar muito ele é capaz de conjurar imagens gigantescas e se delicia com isso.
Ao chegar à praia à altura da Av. Princesa Izabel, Godzilla dispara uma rajada radioativa contra o Pão de Açúcar, destruindo a armação que sustentava o bondinho, matando dezenas de turistas e deixando outros tantos presos no morro oposto.
Conforme o monstro avança rumo a Copacabana pela Av. Atlântica, um rastro de destruição é deixado para trás, assim como inúmeros mortos e feridos. Alguns tentam se abrigar nos luxuosos edifícios mais próximos, inutilmente, já que são impedidos de entrar pelos seguranças. Mesmo os ricos hóspedes que se julgam em segurança são surpreendidos quando a cauda da criatura faz o prédio vir abaixo.
Imediatamente as Forças Armadas soam o alerta vermelho, os soldados que estavam na cidade para patrulhar as favelas se dirigem para Copacabana e em vão disparam contra a mutação genética. O chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Leste, General Hélio de Macedo Jr., pela primeira vez, envia a uma missão de combate o Porta-Aviões São Paulo. Comprado do governo francês, o São Paulo, tem um comprimento equivalente a dois gramados do Maracanã, conta com vinte e três caças A-4 Skyhawk, armados com bombas e mísseis de defesa aérea e com um esquadrão de helicópteros armados com mísseis ar-superfície e com torpedos anti-submarinos.
Apenas quatorze dos vinte e três caças, estavam preparados para o lançamento imediato e investem com tudo contra o gigantesco ser. Os primeiros mísseis que o atingem, causam um estrondo tão forte que levam ao chão os poucos prédios que ainda estavam em pé na orla. Projetor também sente o impacto e sua força de vontade para manter a projeção do Godzilla é dobrada, desgastando-o ainda mais no alto do Corcovado.
O monstro consegue agarrar dois dos jatos e os joga de encontro um contra o outro, arremessando um pedaço de edifício destruído atinge mais três e finalmente volta sua atenção à origem do problema, o Porta-Aviões. Disparando a energia radioativa verde pela boca, o monstro destrói o navio que custou doze milhões de dólares, que lentamente vai se afundando.
- Hahahaha. Ninguém pode te deter meu bichinho. – Grita Projetor aos pés do Cristo. – Agora venha até mim e vamos destruir o PROJAC. Hahahaha.
Obedecendo aos comandos de seu mestre, a criatura deixa a praia e ruma em direção ao morro do Corcovado não se importando com o que está em seu caminho, ultrapassando edifícios, casas e ruas ele chega à favela da Rocinha. Traficantes, inutilmente disparam contra o monstro com as armas roubadas recentemente de uma base militar, quando são incinerados juntamente com o restante da favela por um bombardeio de napalm e bombas incendiárias jogadas pelos aviões e helicópteros que continuavam a disparar contra a fera sem se importar com o fato de que causavam mais destruição do que feriam Godzilla. Mas ele segue impassível sua caminhada pela pira que havia se tornado o Morro da Rocinha. Os aviões que ainda estavam no ar, retornam à base terrestre para recarregar as munições.
Finalmente chega ao bairro de Botafogo, aos pés do Morro do Corcovado. À sua direita, milhares de veículos e centenas de milhares de pessoas, tentam desesperadamente fugir pelo túnel Rebouças em direção ao centro quando o monstro, usando suas poderosas garras, começa a escalar o morro e soterra a entrada do túnel, disparando várias vezes seu hálito radioativo ele também destrói os bairros do Jardim Botânico, Leblon e Ipanema.
Acima no morro, Projetor, exausto pelo esforço de conjurar uma criatura daquele tamanho, por tanto tempo, com sangue escorrendo pelos ouvidos e nariz, sente o aparelho dado por Melkart queimar seu peito e lado direito do rosto devido ao seu aquecimento interno e o retira bruscamente da têmpora. Neste exato momento a gigantesca aberração genética que devastou metade da cidade do Rio de Janeiro, desaparece em pleno ar, deixando perplexos os militares e sobreviventes que desconheciam o verdadeiro arquiteto deste ato hediondo.
- Muito bem Projetor! – Melkart surge do nada, causando um forte susto em José.- Você me surpreendeu... Realmente me Surpreendeu. Em breve você e os outros competidores se reunirão e eu decretarei o vencedor.
Da mesma forma que veio, Melkart se foi. Projetor, ainda sangrando e cansado, observa o resultado de seu ato de vilania e jura a si mesmo nunca mais conjurar algo tão grande de novo.
Acima dele o Cristo também observa, inerte, o caos aos seus pés.
Continua em Desejos Negros #3 – Vilão: Dr. Zork
[1] – Artigo do crime de Corrupção de Menores no Código Penal.
[2] – Filme: Gremillins.
[3] – Filme: Tubarão.
[4] – Filme: Fúria de Titãs.
[5] – Filme: Dançando na Chuva.
[6] – Filme: A Mosca.
[7] – Filme: Godzilla (japonês) _________________
EX-VII #10 - Novo ArcoON LINE
Editado pela última vez por Daniel Rand em Qua Mar 29, 2006 4:45 pm, num total de 1 vez |
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