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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Seg Abr 10, 2006 10:13 pm Assunto: Nexo - Capítulo 04: A Turbulência - Ponto Cego |
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Nexo
Capítulo 04: A Turbulência – Ponto Cego
Por Alex Nery
Município de Santa Maria dos Aflitos – a 300 km de Belém/Pa
As lâmpadas dos postes projetam uma fraca luz amarelada sobre a rua, criando ilhas iluminadas na noite escura. Algumas pessoas trafegam sem pressa, outras apressam o passo para retornar logo ao lar depois de um duro dia de trabalho. Um casal de namorados anda abraçado e com passos leves. De repente, são empurrados bruscamente por um menino de quinze anos que vinha em sentido contrário.
- Ei! – diz a garota.
- Qual é a sua, cara? – diz o rapaz.
Sem se deter, o menino continua andando. Ele sequer olha para trás. Jonas tem muito a fazer esta noite.
Depois de ter ouvido uma conversa de seus pais [1], ele soube que o delegado da cidade está investigando os acontecimentos da Praia do Remador. E esse delegado não pode chegar até ele. Não pode. A única saída, e também a mais prazerosa, é fazê-lo sumir. Literalmente.
Em minutos, Jonas vê a placa indicando a rua que estava procurando: Rua Campo Belo, onde mora o delegado Palmeira. Entrando na rua ele logo percebe a viatura parada em frente à terceira casa do quarteirão.
A casa de Palmeira é modesta, porém confortável. De tamanho médio, em estilo colonial, com uma garagem coberta capaz de abrigar dois carros, um pequeno jardim em frente e uma grade alta fechando a frente da residência. Jonas decide observar com calma antes de tentar entrar. Desacelerando o passo, o garoto caminha pela calçada oposta à casa, levantando levemente a cabeça para observar algo em seu interior.
No pátio da casa, duas crianças pequenas brincam com alguns blocos de plástico. Através da janela aberta ele pode ver que Palmeira e a família estão jantando. Uma mulher, que ele supõe ser a esposa do delegado, traz algumas travessas e deposita sobre a mesa. O delegado e um outro homem conversam animadamente sentados à mesa, aguardando a mulher. Para não ser notado, Jonas continua sua caminhada sem parar.
- Espero que goste do feijão, Fernando. – diz Marta, a esposa do delegado Palmeira, sentando-se à mesa.
- Ora, não se incomode – responde Fernando – Eu poderia ter jantado por aí, não queria lhes dar trabalho.
- Nem pensar! Você não conhece a qualidade dos restaurantes daqui. Passaria mal na hora, hahahha – diz Palmeira bem-humorado.
- Então, obrigado novamente... – agradece Fernando.
- E como as crianças já jantaram, podemos comer sossegados – diz Marta.
Os três começam a se servir, e a conversa flui naturalmente. Marta e Palmeira são muito hospitaleiros e Fernando procura corresponder à simpatia do casal. Quarenta minutos depois, Marta recolhe a louça e vai para a cozinha, enquanto Palmeira e Fernando sentam-se na varanda da casa, de frente para o jardim.
- Você tem uma bela família, Palmeira. – elogia Fernando.
- Heheh, tenho mesmo – diz Palmeira orgulhoso – E eu pensava que seria sempre um cara solitário, um dia aqui, outro ali...
- O que te fez mudar de idéia?
- A Marta, oras... hahaha. E você? Não tem uma “Marta” te esperando em Belém?
- Bem, acho que tenho... Tenho uma namorada lá.
- Xiii... não me convenceu, não.
- É que eu não me imagino passando a vida ao lado da Patrícia. Ela é legal, linda... mas, não sei...
- Entendo melhor do que você pensa. Não esquente. Um dia você acha uma “Marta”, heheh.
Marta chega na varanda para apanhar as crianças, pois elas já choramingam com sono. Marcela, a filha mais velha de Palmeira, com três anos de idade, sorri para Fernando. Ele sorri e acaricia a criança gentilmente.
- Vou pôr essa turminha pra dormir. Fique à vontade, ok? – diz Marta.
- Obrigado por tudo – diz Fernando.
Marta entra com as duas crianças. Palmeira e Fernando se sentem mais a vontade para conversar sobre o caso da Praia do Remador. A rua já se encontra deserta, pois os moradores também já se recolheram, e os jovens do quarteirão foram se reunir na praça mais adiante, deixando apenas o zumbido de alguns mosquitos preenchendo a noite.
- Eu achava que aqui era um bom lugar para criar os filhos. – diz Palmeira.
- Parece um local calmo.
- Só parece. Ainda mais agora depois que esses maníacos fizeram aquilo tudo na praia [2]. – diz Palmeira, se remexendo na cadeira.
- Ainda acha que foi trabalho de um grupo de maníacos? –indaga Fernando reclinando-se para frente.
- Com certeza. Haviam muitas pegadas na areia, pois os caras e as garotas andaram muito por lá e isso dificultou a verificação de quantos atacantes seriam, mas eu acho que é a única explicação possível.
- Pode ser. E Sara é testemunha chave do que aconteceu lá. Deve ter sido algo horrível.
- Talvez ela fizesse parte do grupo que atacou os outros, quem sabe? Por isso não foi levada.
- Acho que não. Ela está em pânico. Dá pra perceber que ela sabe o que aconteceu, mas algo a impede de falar.
- Algo... ou alguém...
Nesse instante, alguém bate no cadeado do portão social, fazendo um barulho que chama a atenção dos dois homens.
- Boa noite. – diz o menino magro no portão.
Palmeira assusta-se. Há quanto tempo aquele menino estaria ali, ouvindo conversa?
- O que é? – pergunta o delegado rispidamente.
- O senhor é o delegado Palmeira? – pergunta Jonas com um leve sorriso nos lábios.
- Sim. O que foi? – pergunta Palmeira novamente, sem se levantar.
- Posso falar com o senhor? – pergunta o menino segurando o cadeado fechado do portão.
- Se é alguma queixa, vá para a delegacia. Tem gente lá pra atender. – Palmeira ficava cada vez mais mau-humorado.
Fernando observa a cena displicentemente.
- Mas tenho que falar com o senhor mesmo! – insiste o menino.
- Meu expediente já acabou. Vá lá na delegacia e converse com o policial de plantão. Boa noite. – Palmeira vira-se para Fernando encerrando a conversa com Jonas.
Fernando olha para o menino e percebe que estranhamente ele sorri. Por qual motivo sorriria? O menino dá as costas e se afasta da casa, caminhando lentamente.
- Pô... esse pessoal acha que eu tenho que estar de plantão 24 horas? – reclama Palmeira.
- Parece que sim, hehe... – concorda Fernando, sorrindo desconfiado.
Os dois recém-amigos conversam por mais uma hora, então Fernando de despede do anfitrião.
- Bem, Palmeira... estou indo. Amanhã o dia vai ser cheio.
- Eu te deixo no hotel. – diz Palmeira.
- Não, não... eu vou caminhando. É pertinho mesmo e a noite está bonita.
- Tem certeza de que não vai se perder? As ruas são muito parecidas aqui.
- Que isso, hahaha... Pode deixar.
- Ok, então.
Os dois se cumprimentam e Fernando sai caminhando. Palmeira observa por algum tempo no portão. Finalmente tranca o cadeado e entra na casa. Ele apaga as luzes da varanda e fecha a porta da sala.
Palmeira atravessa a sala e chega na cozinha. Abre a geladeira e apanha uma garrafa de água, indo buscar um copo na bandeja do armário. Neste instante, tem a impressão de ouvir um ruído no portão. Os sentidos, apurados por anos no ramo policial, o deixam sobressaltado. Devagar, ele caminha de volta até a sala e lentamente puxa um pouco a cortina da janela, para que possa observar a entrada.
O portão está semi-aberto.
Seu primeiro pensamento é na arma que está guardada no armário da sala, numa gaveta trancada à chave. Antes que possa chegar na gaveta, Palmeira ouve um ruído vindo da cozinha. O policial tem a plena certeza de que alguém invadiu a casa. Sem perder mais um instante, Palmeira apanha a chave da gaveta, que estava escondida na prateleira mais alta do armário e em seguida apanha o revólver 38. Com passos lentos e firmes, ele caminha para a cozinha.
Pé ante pé, Palmeira posiciona-se ao lado da porta da cozinha com o revólver apoiado nas duas mãos. Ele respira fundo, preparando-se para invadir a cozinha.
- O que está acontecendo? – pergunta Marta, saindo do quarto do casal e se colocando bem ao lado do marido.
- Quieta! Volte pro quarto! – sussurra Palmeira olhando pelo canto do olho para a esposa.
- Mas...
Palmeira empurra Marta para trás, e se joga em frente à entrada da cozinha.
- PARADO! – grita instintivamente o delegado.
Neste instante, Palmeira sente uma forte dor de cabeça, que faz com que ele se dobre sobre si mesmo. Marta grita assustada, vendo o marido rolar no chão. A mulher corre para socorrê-lo.
- Afaste-se! – diz Jonas, em pé no meio da cozinha, com os braços estendidos, apontando a mão direita para Palmeira e a esquerda para Marta.
Uma força irresistível faz com que Marta levante-se e se afaste do marido. Ela fica colada à parede oposta e não consegue mover o próprio corpo. Ela grita aterrorizada. Palmeira se retorce em dores, ainda caído no chão da cozinha.
O delegado faz um enorme esforço buscando apontar a arma para Jonas.
- Quer a sua arma? Pois bem... – debocha o garoto.
Subitamente, Palmeira sente que o comando de seu braço não lhe pertence mais. Impotente, ele se vê pegando a arma e apontando-a para Marta, que o olha aterrorizada.
- N-Não... querido... NÃO! – implora a mulher, arregalando os olhos.
- M-meu Deus... – Palmeira sua tentando controlar o próprio corpo.
- Vou matar todos vocês! Vou matar vocês dois e depois seus filhos! Todos, entenderam? TODOS! – diz Jonas com demência na voz.
Súbito, um vulto se atira pelo vão da porta dos fundos, o mesmo lugar por onde Jonas entrara, agarrando o garoto e jogando-o ao solo. Jonas perde o fôlego com o ataque. Palmeira consegue desviar o braço quase no exato instante em que dispara o revólver, fazendo com que o tiro acerte a parede ao lado esquerdo do corpo de Marta. Ela sente o corpo amolecer e cai sentada no chão da cozinha, semiconsciente.
- F-Fernando... – sussura Palmeira, enfraquecido pelo tremendo esforço anterior, deixando-se cair de lado.
Fernando e Jonas rolam pelo chão. Jonas é menor que Fernando, mas luta como um animal selvagem, tentando se desvencilhar do médico. Fernando recebe chutes nas costelas e nas pernas, enquanto tentar segurar os braços de Jonas. O garoto dá uma cotovelada no rosto de Fernando, fazendo com que o médico afrouxe o abraço e receba um chute forte no estômago.
Fernando cai para o lado e Jonas ajoelha-se tentando recuperar o fôlego. Fernando chuta o garoto nas costas e Jonas cai para frente. Enfurecido, Jonas rola no chão e salta sobre Fernando. Ao que parece, a raiva fez com que ele esquecesse momentaneamente seus poderes. Fernando consegue desviar o salto de Jonas empurrando-o para o lado no momento em que este caía sobre ele. Jonas bate ruidosamente contra o vão da porta dos fundos.
Fernando está ofegante. Jonas ergue-se lentamente e sorri, com um filete de sangue escorrendo pelo canto da boca. Ele ergue os braços em direção à Fernando. Seus olhos brilham, antecipando o momento de destruição do adversário.
Um tiro é disparado e atinge a parede à poucos centímetros da cabeça de Jonas. Olhando atônito, o garoto vê Palmeira, que deitado no chão, disparara e só não o acertara por estar ainda atordoado. Confuso e machucado pela luta, Jonas atira-se pelo vão da porta e sai da casa.
Fernando se levanta e apanha uma faca grande do faqueiro próximo. Neste instante ele ouve o ruído do portão da frente sendo batido.
- E-ele se foi... – murmura Palmeira.
- Acho que sim, ugh... – concorda Fernando apalpando as costelas.
Palmeira se ergue e aproxima-se de Marta.
- Marta! Querida! Acorde... acabou.... tá tudo bem agora... – diz Palmeira com um nó no estômago.
Fernando se aproxima e checa os sinais vitais de Marta.
- Ela está viva, calma. Desmaiou devido ao susto. Vamos deitá-la. – diz o médico.
Os dois homens colocam suavemente o corpo de Marta deitado no chão. Fernando afrouxa as roupas dela e pede que Palmeira traga algumas almofadas e travesseiros. Quando o delegado traz os objetos, o médico os coloca embaixo das pernas da mulher, numa tentativa de melhorar a oxigenação do cérebro dela. Aos poucos, Marta vai se recobrando.
- Vamos levá-la para o hospital, ok? – diz Fernando.
- Graças a Deus você apareceu, Fernando. – agradece o delegado.
- Na verdade, eu fiquei cismado com esse garoto quando ele bateu no portão. Eu saí, mas fiquei de olho escondido na esquina. Pude ver quando ele entrou pelo portão, depois que as luzes foram apagadas. – diz Fernando levantando-se.
- E ele é um bom arrombador. Quase não fez ruído. – diz Palmeira.
- Não é bem assim. O cadeado sumiu do portão.
- Sumiu? Ele deve ter arrebentado e jogado fora, oras.
- Acha? Então, me diga... o que aconteceu com sua porta dos fundos?
Só então Palmeira percebe que, onde antes havia a porta dos fundos da casa, existe agora apenas o vão de entrada. A porta desaparecera completamente, sem deixar pedaços ou o menor vestígio.
- Meu Deus... O que é isso? – diz Palmeira boquiaberto.
- Repare que as dobradiças da porta estão intactas. Ela não foi arrombada. Simplesmente sumiu daqui. – constata Fernando.
- Fernando... aquele garoto... Como ele fez isso?
- Não sei, Palmeira. Mas acho que tem a ver com o que aconteceu na Praia do Remador.
- As pessoas desaparecidas? Será?
- Ele te “controlou”, não foi?
- Sim, acho que sim... E-eu não conseguia comandar meu corpo.
- Lembra que discutimos como alguém poderia segurar os rapazes até se afogarem? Acho que temos a explicação agora.
- Se eu não tivesse passado por isso, acharia loucura.
- Parece uma espécie de controle telepático, sei lá... Mas ele precisa visualizar o “alvo” para ter controle. Eu vi pela janela que ele dominou vocês estendendo as mãos, por isso tentei contê-lo. Quando mudou o foco para mim, libertou vocês.
- É verdade. E agora que o conhecemos, podemos pegá-lo.
- Acho que ainda não acabou por hoje.
- O que acha que ele vai fazer?
- Ele foi exposto. Está mais perigoso do que nunca. Acho que não voltará aqui, mas ele pode ter outro alvo.
- Está querendo dizer...
- Sim. A garota no hospital. Sara.
No próximo número: Ensandecido, Jonas parte para o tudo ou nada. E todo aquele que cruzar seu caminho pagará muito caro. Conseguirão Fernando e Palmeira detê-lo antes que sua loucura atinja toda a cidade? Não perca.
[1] Em Nexo 03.
[2] Em Nexo 02. _________________
<b>PECADO É NÃO AJUDAR A QUEM PODEMOS.
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Editado pela última vez por alexnery em Ter Abr 11, 2006 5:56 pm, num total de 2 vezes |
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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Ter Abr 11, 2006 3:21 pm Assunto: |
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Algumas palavras do autor:
Olá, Pessoal!
Obrigado novamente por terem esperado (e me cobrado) por este capítulo.
Como puderam ler, ainda não foi a conclusão de "A Turbulência", mas acho que assim a história pode ser melhor contada. O próximo capítulo, este sim, deve fechar o arco.
Abraços e obrigado. _________________
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Resgate Supremo

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 1881 : Localização: Atibaia
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Enviada: Ter Abr 11, 2006 7:52 pm Assunto: |
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Caramba... Acabei com as minhas unhas aqui!
Que sorte do Fernando e do Palmeira o Jonas ser um muleque, se fosse mais velho e lembrasse dos poderes antes...
Muito bem conduzido o cap. Nery, dosou ação, mistério e fatos do cotidiano ( as cenas familiares do Palmeira estavam perfeitas) de um modo onde vc é mestre.
Mal posso esperar pelo prózimo cap. ( no dia certo espero ) prá ver como o Fernando vai resolver essa.
Parabéns cara! Vc mandou muito bem de novo. _________________
Nosso novo site!
http://novafronteira.wordpress.com/
SIM PARA AS CÉLULAS-TRONCO!!! |
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Teutates Supremo

Registrado em: Domingo, 8 de Janeiro de 2006 Mensagens: 993 : Localização: Capital - SP
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Enviada: Ter Abr 11, 2006 11:34 pm Assunto: |
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Nery, antes de mais nada: você fez muito bem em dividir o capítulo final. Ainda que, realmente, o arco pudesse ter sido finalizado hoje, tudo teria sido muito mais corrido. Com a divisão no capítulo, a história apenas se enriqueceu (Nota do Comentarista - Curiosamente, fiz o mesmo no arco Requiem em Vertigo EVO: Vingador Fantasma).
Sim, pois agora Fernando e Palmeira sabem quem é o assassino, sabem como ele age e como são seus "poderes" (ou pelo menos, pensam que sabem).
E você pode, também, deixar um grande clímax para o Capítulo 5 (Jonas tentando matar Sara e Palmeira e Fernando tentando impedí-lo). Acredito, aliás, que seria interessante você colocar os pais do menino no confronto final. Vai deixar tudo muito mais tenso e dramático. Acho, aliás, que você deveria fazer o menino matar um dos dois, inadvertidamente. Bom, isso é apenas uma sugestão.
Ainda sobre o capítulo quero destacar que você descreveu muito bem a casa de Palmeira, pude visualizá-la perfeitamente e a identifiquei com outras casas praianas que conheço.
E a luta, também foi interessantíssima. Frenética. Violenta. E nervosa. Não dava para saber o que acontecería a seguir. Parabéns! _________________ É hora do Rock & Roll !
É hora de HAZINESS !!!
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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Ter Abr 11, 2006 11:43 pm Assunto: |
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| Resgate escreveu: | Caramba... Acabei com as minhas unhas aqui!
Que sorte do Fernando e do Palmeira o Jonas ser um muleque, se fosse mais velho e lembrasse dos poderes antes... |
Exato, amigo Resgate. Isso é algo que alguns leitores podem achar que foi uma bobeada, mas gostaria que todos lembrassem que o Jonas é um cara quase comum. Ele não é o típico vilão, com planos mirabolantes ou um propósito maior, por isso ainda é inexperiente e confuso quanto ao uso dos poderes.
| Citação: | Muito bem conduzido o cap. Nery, dosou ação, mistério e fatos do cotidiano ( as cenas familiares do Palmeira estavam perfeitas) de um modo onde vc é mestre.
Mal posso esperar pelo prózimo cap. ( no dia certo espero ) prá ver como o Fernando vai resolver essa.
Parabéns cara! Vc mandou muito bem de novo. |
Muitíssimo obrigado pelo comentário superpositivo. Se Deus quiser, Nexo 5 sai no dia certo, sim. _________________
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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Qua Abr 12, 2006 12:18 am Assunto: |
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| Teutates escreveu: | | Nery, antes de mais nada: você fez muito bem em dividir o capítulo final. Ainda que, realmente, o arco pudesse ter sido finalizado hoje, tudo teria sido muito mais corrido. Com a divisão no capítulo, a história apenas se enriqueceu (Nota do Comentarista - Curiosamente, fiz o mesmo no arco Requiem em Vertigo EVO: Vingador Fantasma). |
Pois é, Teutates... fiquei na dúvida, mas acho que foi melhor dividir mesmo para explorar melhor a personalidade dos personagens e construir um cenário mais detalhado.
| Citação: | Sim, pois agora Fernando e Palmeira sabem quem é o assassino, sabem como ele age e como são seus "poderes" (ou pelo menos, pensam que sabem).
E você pode, também, deixar um grande clímax para o Capítulo 5 (Jonas tentando matar Sara e Palmeira e Fernando tentando impedí-lo). Acredito, aliás, que seria interessante você colocar os pais do menino no confronto final. Vai deixar tudo muito mais tenso e dramático. Acho, aliás, que você deveria fazer o menino matar um dos dois, inadvertidamente. Bom, isso é apenas uma sugestão. |
Eu sinceramente espero que o capítulo 5 cause mais choque que o capítulo 2, onde o Jonas surgiu, hehehe...
| Citação: | Ainda sobre o capítulo quero destacar que você descreveu muito bem a casa de Palmeira, pude visualizá-la perfeitamente e a identifiquei com outras casas praianas que conheço.
E a luta, também foi interessantíssima. Frenética. Violenta. E nervosa. Não dava para saber o que acontecería a seguir. Parabéns! |
Quanto à luta, tentei mostrar algo verdadeiro. Nem Jonas, nem Fernando são lutadores. Nenhum dos dois está costumado com brigas. Tinha que ser algo improvisado, desajeitado mesmo. Bom que gostou, Teutates.
Muito obrigado pelo comentário. Espero vê-lo aqui em Nexo 5!  _________________
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Gustavo Levin Escritor

Registrado em: Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006 Mensagens: 658 : Localização: Porto Alegre - RS
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Enviada: Qua Abr 12, 2006 2:27 am Assunto: |
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| Ficou muito foda, ainda mais com o Fernando agindo que nem herói de ação, tentando deter o Jonas... a conclusão promete. Parabéns, Nery! |
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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Qua Abr 12, 2006 12:37 pm Assunto: |
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| Accuser escreveu: | | Ficou muito foda, ainda mais com o Fernando agindo que nem herói de ação, tentando deter o Jonas... a conclusão promete. Parabéns, Nery! |
Valeu, Accuser!
O ponto é esse mesmo, o Fernando não pode chegar numa situação e resolver de cara, porque ele não é um herói nos moldes dos heróis uniformizados. Ele tem que ter momentos de indecisão misturados com rompantes de ação, correndo o risco de errar, afinal ele é um cara comum.
No caso dessa luta, ele agiu como agiria alguém comum, mas com coragem. Tentou imobilizar o Jonas para salvar Palmeira e Marta. A coragem é que torna ele o herói do Nexo.
Obrigadão pelo comentário. Abraços.  _________________
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Daniel Rand Supremo

Registrado em: Quarta-Feira, 28 de Dezembro de 2005 Mensagens: 490 : Localização: Piracaia - SP
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Enviada: Qui Abr 13, 2006 5:24 pm Assunto: |
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Mais uma grande história.
Esse moleque Jonas me perturba. Não sei o que está reservado p/ ele, mas o Universo Nova Fronteira não será um lugar seguro quando esse cara crescer e dominar mais os seus poderes.
O Fernando me supreendeu, não achei que ele fosse capaz de ficar à espreita de Jonas e lutar com ele como fez. Mais uma faceta do Dr. que surge, imagino que ele mesmo tenha se supreendido com isso.
| Citação: | Algumas palavras do autor:
Olá, Pessoal!
Obrigado novamente por terem esperado (e me cobrado) por este capítulo.
Como puderam ler, ainda não foi a conclusão de "A Turbulência", mas acho que assim a história pode ser melhor contada. O próximo capítulo, este sim, deve fechar o arco.
Abraços e obrigado. |
No final do livro a Torre Negra Vol. III, o Stephen King, faz o mesmo pedido de desculpas. Ele diz o seguinte: "Algumas histórias se escrevem por si próprias".
Já tive essa sensação em algumas histórias que escrevi e tenho procurado seguir esse "lema". Melhor que a história seja bem contada do que ser apressado p/ se adequar a um cronograma.
Fez muito bem Nery...Parabéns. _________________
EX-VII #10 - Novo ArcoON LINE |
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Tom Slash Escritor

Registrado em: Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006 Mensagens: 604 : Localização: São José - SC
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Enviada: Sáb Abr 15, 2006 2:38 am Assunto: |
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Exelente Nery, muito bom mesmo. Gostei muita da descrição da casa e da familia de Palmeira e da cena da luta. Quanto a divisão da parte final, na minha modesta opinião: Ficou melhor assim,mas explicado, nos minimos detalhes hehehe
Ja to esperando pelo proximo capitulo, com certeza no prazo
abraços _________________ Combates #22 - O Tempo
Já está online
Após quase dois anos, o passado torna-se presente novamente... |
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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Qui Abr 20, 2006 9:29 pm Assunto: |
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| Daniel Rand escreveu: | Mais uma grande história.
Esse moleque Jonas me perturba. Não sei o que está reservado p/ ele, mas o Universo Nova Fronteira não será um lugar seguro quando esse cara crescer e dominar mais os seus poderes.
O Fernando me supreendeu, não achei que ele fosse capaz de ficar à espreita de Jonas e lutar com ele como fez. Mais uma faceta do Dr. que surge, imagino que ele mesmo tenha se supreendido com isso.
| Citação: | Algumas palavras do autor:
Olá, Pessoal!
Obrigado novamente por terem esperado (e me cobrado) por este capítulo.
Como puderam ler, ainda não foi a conclusão de "A Turbulência", mas acho que assim a história pode ser melhor contada. O próximo capítulo, este sim, deve fechar o arco.
Abraços e obrigado. |
No final do livro a Torre Negra Vol. III, o Stephen King, faz o mesmo pedido de desculpas. Ele diz o seguinte: "Algumas histórias se escrevem por si próprias".
Já tive essa sensação em algumas histórias que escrevi e tenho procurado seguir esse "lema". Melhor que a história seja bem contada do que ser apressado p/ se adequar a um cronograma.
Fez muito bem Nery...Parabéns. |
Obrigado, Dan. Valeu pela atenção!  _________________
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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Qui Abr 20, 2006 9:31 pm Assunto: |
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| Tom Slash escreveu: | Exelente Nery, muito bom mesmo. Gostei muita da descrição da casa e da familia de Palmeira e da cena da luta. Quanto a divisão da parte final, na minha modesta opinião: Ficou melhor assim,mas explicado, nos minimos detalhes hehehe
Ja to esperando pelo proximo capitulo, com certeza no prazo
abraços |
Beleza, Tom. Mais um voto a favor dos detalhes na história!
Acompanhe o final no próximo capítulo. Acho que você vaoi gostar. _________________
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Ocelot Escritor

Registrado em: Sábado, 28 de Janeiro de 2006 Mensagens: 53 :
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Enviada: Dom Abr 23, 2006 3:36 pm Assunto: |
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já salvei e vo ler durante a semana  |
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alexnery Site Admin

Registrado em: Terça-Feira, 20 de Dezembro de 2005 Mensagens: 602 : Localização: Belém-Pará
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Enviada: Dom Abr 23, 2006 10:42 pm Assunto: |
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| Ocelot escreveu: | já salvei e vo ler durante a semana  |
Ok, Ocelot. Espero que você goste.
Abraços. _________________
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Death UNF Experiente

Registrado em: Sexta-Feira, 27 de Janeiro de 2006 Mensagens: 60 : Localização: Ipatinga/MG
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Enviada: Qui Abr 27, 2006 4:15 am Assunto: |
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Ótimo Nery!!!
Mais um capítulo envolvente e maravilhoso!!!
Graças ao Fernando o Detetive Palmeira continua vivo... e a Marta tbm...
A forma como vc retratou o Palmeira com sua família realmente foi perfeita!!!
Vc realmente dá vida aos seus personagens!!!
Agora que o Jonas tá enfurecido, vai ser mais complicado impedi-lo... o Fernando vai ter que suar muito!!!
Ah, a investida do Fernando em cima do Jonas tbm ficou maravilhosamente narrada!!!
Parabéns, essa é uma fic maravilhosa!!!  _________________ Mais vale uma alma na mão do que duas voando...
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