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eragon369 Site Admin


Registo: 18 Dec 2006 Mensagens: 1536 : Local/Origem: Coimbra! 44470 moeda
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Colocada: Qui Dec 20, 2007 3:52 pm Assunto: Sir Thomas More |
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VIDA
Thomas More nasceu a 7 de Fevereiro de 1478, em Londres, o filho mais velho de um prestigiado advogado, John More.
Thomas foi educado na St Anthony's School, e posteriormente foi pagem ao serviço de John Morton, o arcebispo de Cantuária.
Frequentou, por dois anos, a Universidade de Oxford, onde estudou Latim e Lógica.
Em 1496, Thomas voltou para Londres, para estudar advocacia com o seu pai.
Dois anos depois, More tornou-se advogado mas, para desilusão de seu pai, rapidamente pensou em deixar a advocacia para se tornar monge. Várias vezes considerou essa hipótese mas, visto ele próprio considerar-se incapaz de cumprir o celibato, nunca a realizou.
Casou em 1505 com Jane Colt, com quem teve 4 filhas, que foram educadas como na altura só o eram os homens.
A sua mulher morreu em 1511, facto que não pareceu incomodá-lo muito, visto ter casado quase imediatamente com uma rica viúva, Alice Middleton.
Em 1520, Thomas More entrou para a corte de Henrique VIII e, um ano depois, tornou-se cavaleiro.
Oito anos mais tarde, Thomas foi nomeado Chanceler do reino, um cargo muito elevado na hierarquia politica, substituindo Thomas Wolsey, que não tinha conseguido o divórcio do rei ao Papa Clemente VII.
Thomas More desempenhou o seu papel com muita justiça e imparcialidade, facto muito aplaudido.
Mas Thomas, como chanceler, tinha o dever de conseguir, perante o Papa Clemente VII, o divórcio de Henrique VIII. No entanto como era muito católico, e pelo facto de a própria Igreja estar contra o divórcio, More preferiu demitir-se a solicitar ao papa a anulação do casamento, abandonando o cargo a 16 de Maio de 1532.
Três anos depois, Thomas More foi mandado chamar para fazer um juramento a favor do rei Henrique VIII, mas como se manteve firme na sua posição, foi feito prisioneiro na Torre de Londres, e mandado executar no mesmo ano.
Precisamente quatrocentos anos mais tarde, Thomas More foi canonizado como santo pela Igreja Católica.
<center> </center>
Utopia, a sua mais famosa obra, foi editada em 1516. O livro retratava uma ilha-reino, criação de Thomas More, que era habitada por uma sociedade ideal. O termo utilizado como título do livro foi adoptado para designar algo perfeito, inatingível.
Alguns académicos modernos viram a obra como uma proposta idealizada de Estado, outros como uma sátira à Europa do século XVI. _________________ <center>
"A desintegração do átomo transformou tudo, exceto nossa forma de pensar; por isso, caminhamos para uma catástrofe sem paralelo."
<b>Einstein</b></center> |
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Booksmylife Explorador

Registo: 14 Dec 2007 Mensagens: 55 :
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Colocada: Qui Dec 20, 2007 9:43 pm Assunto: |
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Ora aí está um clássico na verdadeira acessão da palavra. Muitas vezes rotulado como obra política, outras com laivos de ecónomia, a verdade é que Utopia ascendeu à prateleira dos livros intemporais que retratam a mentalidade de uma época.
Um livro bom para descontrair e conhecer mais da Época Moderna. |
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inis Explorador

Registo: 28 Jul 2008 Mensagens: 77 : Local/Origem: Lisboa 1897 moeda
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Colocada: Qui Jul 09, 2009 8:01 pm Assunto: |
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| Não estava à espera que fosse um livro tão fácil de ler. Estava à espera que fosse um livro longo e aborrecido, mas não é. Gostei bastante de o ler. É uma escrita simples, que apresenta concepções interessantes do que deve ser uma sociedade ideal. É talvez um pouco excessivo, mas é precisamente essa uma das características que o assinala como sendo o pioneiro do género utópico. Marcou-me, sobretudo, a sua contemporaneidade, apesar de ter sido escrito no século XVI. Acho que fantástico que, há tantos séculos, já houvesse pessoas que defendiam valores como a tolerância ou a liberdade religiosa. Edit: E não posso deixar de referir a tomada de posição relativamente à eutanásia. É extraordinário ver que o debate já se arrasta, no mínimo, há 5 séculos. |
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Kathleen Ancião


Registo: 02 Jan 2007 Mensagens: 2285 : Local/Origem: Azeitão 60528 moeda
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Colocada: Sex Jul 10, 2009 12:28 am Assunto: |
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É, concordo com a Nini, e esse exagero fez com que parecesse que todos os tipos eram, como a NiniCo disse, extra-terrestres. Acho que seria de facto impossível ser criada uma sociedade assim, mas tem umas ideias engraçadas. (E argh, como isto me lembra renascentista, por qualquer razão.) _________________ <center>
and it's not a cry that you hear at night
it's not somebody who's seen the light
it's a cold and it's a broken hallelujah.</center>
<right>pl</right> |
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