Riona Explorador


Registo: 06 Jul 2007 Mensagens: 75 : Local/Origem: Espinho 1887 moeda
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Colocada: Dom Set 02, 2007 6:33 pm Assunto: |
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| Dark Angel escreveu: |
Ninguém achou que o amor de Somerled podia ser algo mais, especialmente com as indicações dadas no primeiro livro?
Leiam, releiam, enquadrem no resto da história. Penso que poderia explicar a razão de Somerlead só conseguir ter prazer com mulheres através de violência. De ele ser tão sarcático em relação a Signe. De ele focar tantas vezes a ingenuidade de Eyving. Penso que a negação do que ele sentia e a tentativa de ele se elevar aos olhos de Eyving poderão ter influenciado as suas atitudes, mesmo que depois ele se tivesse algures enredado nos seus estratagemas e afastado da sua ideia/motivação inicial.
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Engraçado, Dark Angel, eu penso o mesmo. De facto todas as pistas podem apontar nesse sentido, e vendo como um todo a personagem de Somerled e a sua relação com Eyvind, penso que pode ser essa uma das explicações. Já na altura, quando discutimos isto no outro forum, eu tinha lido o livro há pouco tempo e pensava assim. Agora que andei a "fazer revisões", continuo a pensar nessa possibilidade. Aliás, quanto mais leio mais me convenço. Ora eu sei que num qualquer chat desses que se fazem ao vivo, alguém já perguntou à Juliet se era verdade, e ela não confirou mas também não desmentiu. Acho que ela quis manter um pouco a ambiguidade e o mistério que tanta riqueza conferem às suas obras.
| Citação: | | Interessante, alguém que não começou por ler Sevenwaters primeiro... não sei se teria gostado tanto da autora se não tivesse sido com esta trilogia o meu primeiro encontro a escrita dela. |
Concordo. Agora estou a ler a Saga outra vez, estou a meio do Máscara de Raposa, e depois de já ter lido toda a obra da autora editada até agora, penso na saga das Ilhas Brilhantes como a menos apaixonante. Não sei bem explicar porquê, e quando tento "enrolo-me" toda.
É obvio que não tem o "brilho ofuscante" de Sevenwaters, mas não penso que seja só por isso (as Crónicas de Bridei também não têm esse "arrebatamento apaixonado", mas constituem uma trilogia excelente). Não sei, parece-me talvez uma história muito forçada em certas partes, sem grande magia (em relação às personagens, à história, porque é óbvio que magia por lá é o que não falta). Neste aspecto até o Wildwood Dancing, que muita gente descreve como sendo muito simples, muito linear, tem mais interesse. Por isso, até agora, à saga é a obra de Juliet que pessoalmente me diz menos, mas que no entanto também adorei ler. E isto porque é de lá que sai uma das personagens de Juliet mais interessantes, complexas e desafiadoras de sempre: precisamente o Somerled. Acho que em termos de complexidade, nenhuma outra personagem dela chegou a este nível, e penso que é essencialmente dele que a Saga depende, pelos menos para mim é ele, os seus actos, e os actos das outras personagens para com ele que que dão interesse a estes dois livros. É este para mim, o grande trunfo da Saga, as questões que levanta: juramento de lealdade vs verdade, a sabedoria da decisão de Eyvind, o manter a amizade de infância, mesmo que "por linhas tortas", a busca de Thorvald pelo pai e, consequentemente, a sua identidade, o poder, e a sua sedução pelos humanos. Questões que não são novas, é certo, mas que a Juliet soube abordar de forma genial.
É por isso que sendo no geral a obra que me apaixonou menos, não deixa de ser um trabalho de grande valor, e que qualquer fã do género não deve dispensar. Eu já li montes de vezes, e volta e meia vou voltar a ler, quanto mais não seja pelo motivo que me levou a fazer revisões, desta vez: saudades do freak do Somerled...
(desculpem lá o post enorme e até um pouco confuso, mas hoje deu-me para aqui... ) _________________ "Where your treasure is, there will your heart be also" (Albus D.) |
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